1. (PUCCamp SP/1994) Em linhas gerais, pode-se dizer que a Grande Depressão (1929) resultou principalmente:
a) Da queda da exportação, desemprego e aumento de consumo interno.
b) Da desvalorização da moeda, com o objetivo de elevar os preços dos gêneros agrícolas.
c) Do fechamento temporário dos bancos e a requisição dos estoques de ouro para sanear as finanças.
d) Da superprodução industrial e agrícola, que foi se evidenciando quando o mercado não conseguiu mais absorver a produção que se desenvolvera rapidamente.
e) Da emissão de papel-moeda e o abandono do padrão-ouro que permitiram ao Banco Central financiar o seguro-desemprego.


2. (PUC MG/2002) A Política da Boa Vizinhança do Presidente Franklin D. Roosevelt, relativamente à América Latina, de 1933 até fins da Segunda Guerra Mundial, tem relação com, EXCETO:
a) a possibilidade de eclodirem rebeliões nacionalistas nos países latino-americanos assolados pela crise econômica, ameaçando os investimentos dos EUA.
b) os efeitos da crise de 1929 na economia norte-americana e, em consequência, na dos países latino-americanos, tornando-se impraticável a política de “dólares e tiros”.
c) a ascensão da Alemanha hitlerista no cenário internacional e sua aproximação com os países latino-americanos, principalmente Argentina e Brasil.
d) a necessidade de legitimar a política intervencionista dos EUA com o apoio das lideranças latino-americanas interessadas na privatização de empresas estatais.


3. (UFC CE/2002) Ante a grande depressão de 1929, o economista John M. Keynes defendia o déficit público como uma forma de enfrentar a recessão. Nos Estados Unidos, o Presidente Franklin Roosevelt, a partir de 1930, financiou obras públicas a fim de diminuir o desemprego.
A partir desse período, as mudanças na política econômica propiciaram:
a) a oposição do governo norte-americano ao desenvolvimento do intervencionismo na economia.
b) a intervenção do Estado na economia, como estratégia de ampliação do mercado de trabalho.
c) a consolidação dos grupos econômicos que impediam a intervenção estatal.
d) o fechamento do comércio europeu ao capital norte-americano.
e) a livre aplicação do capital pela iniciativa privada.



4. (UFF RJ/1998) A Grande Depressão foi um dos episódios mais trágicos da história do capitalismo contemporâneo, podendo-se afirmar que a crise de 1929 destruiu o liberalismo econômico por cerca de meio século.
Dentre as opções abaixo, assinale a que não corresponde a este enunciado.
a) Atingidos pela crise de 1929, os Estados Unidos, principal expressão econômica da década de 20, provocaram reflexos mundiais pelo comprometimento de um terço do comércio internacional.
b) Países como Argentina, México e Brasil, agroexportadores, viram na industrialização a saída para suas crises.
c) Os Estados Unidos protegeram-se com tarifas alfandegárias altas, desmantelando o sistema dominante de comércio multilateral.
d) A Grande Depressão obrigou os governos ocidentais a darem prioridade às questões sociais.
e) O fracasso dos planos quinquenais, na União Soviética, determinou um rápido processo de desindustrialização.


5. (CESJF MG/2001) O Período chamado de Entreguerras recebe essa denominação porque se estende do final da Primeira Guerra Mundial (1918) até o início da Segunda Guerra Mundial (1939).
Sobre a Crise de 29 é CORRETO afirmar que:
a) A partir do fim da Primeira Grande Guerra Mundial, a economia dos Estados Unidos entrou em decadência e em processo de recessão.
b) A Crise de 1929 resultou do colapso econômico causado pela superprodução, pela impossibilidade de a capacidade de consumo continuar crescendo e pela grande especulação financeira.
c) A Crise de 29 que começou com a quebra da Bolsa de Nova Iorque, não se espalhou pelo mundo.
d) Os países da América Latina não foram afetados pela Crise de 29, pois os mercados europeus
continuavam negociando normalmente os produtos agrícolas de exportação destes países.
e) Mesmo com a crise econômica, o mercado de emprego continuou a se expandir, beneficiando principalmente a classe operária.


6. (UNIFICADO RJ/1995) O Entreguerras (1918-1939) pode ser considerado, no seu conjunto, como um período de crises econômicas. Assinale a opção que expressa corretamente um problema relacionado às conjunturas desse período.
a) A rápida recuperação da produção europeia impulsionada pelos novos mercados abertos pela expansão colonial.
b) A crise alemã de 1924 representou um desdobramento da decadência da economia dos EUA, o principal centro econômico do mundo.
c) A crise de 1929, iniciada nos EUA, propagou-se rapidamente, pelos países capitalistas, cujas economias estavam em interdependência com a norte-americana.
d) Os desajustes da economia mundial tiveram como principal causa o abalo provocado pela Revolução Russa.
e) A reconversão foi caracterizada pela expansão da industrialização, em escala mundial, principalmente em economias periféricas.


7. (UNIPAR PR/2002) Dentre os aspectos que marcaram os anos de 1930, podemos destacar corretamente:
a) a Grande Depressão nos EUA que enfrentavam os sérios desdobramentos da Crise de 1929.
b) a ascensão do fascismo na Itália através dos partidários de Benito Mussolini.
c) o espírito pacificador na Europa após a consolidação de Hitler no poder na Alemanha.
d) a aliança entre EUA e Japão que dividiu a bacia do Pacífico entre as duas potências militares.
e) a descolonização da África e da Ásia que levou à generalização da Segunda Guerra.


8. (UNIRIO RJ/1995) A grave crise econômico-financeira que atingiu o mundo capitalista, na década de 30, tem suas origens nos Estados Unidos. A primeira medida governamental que procurou, internamente, solucionar essa crise foi o “New Deal”, adotado por Roosevelt, em 1933.
Uma das medidas principais desse programa foi ao:
a) encerramento dos investimentos governamentais em obras da infraestrutura.
b) fim do planejamento e da intervenção do Estado na economia.
c) imediata suspensão da emissão monetária.
d) política de estímulo à criação de novos empregos.
e) redução dos incentivos à produção agrícola.



9. (UNIUBE MG/2002) A crise de 1929, iniciada nos Estados Unidos, atingiu rapidamente quase todos os países. Podemos apontar como repercussões da crise.
a) o estímulo à indústria de bens de consumo em substituição às importações, que se tornaram inviáveis com o colapso do modelo econômico agroexportador, tanto no Brasil quanto na Argentina.
b) o redirecionamento da política econômica na União Soviética que, privada do fornecimento de máquinas e ferramentas essenciais à construção do seu parque industrial, optou pela coletivização forçada do campo.
c) o reforço ao Estado liberal na Europa e América Latina e a ampliação dos princípios da liberdade, da democracia burguesa e do livre comércio entre as nações, princípios estes que eram vistos como essenciais para superar a recessão econômica e o desemprego.
d) a adoção, nos países economicamente mais importantes da América Latina, de uma legislação trabalhista que transferia ao mercado a resolução dos conflitos entre capital e trabalho.


10. (UNESP SP/1991) A crise capitalista desencadeada em 1929 nos EUA e na Europa Ocidental estendeu-se para a América Latina contribuindo para:
a) a revogação de todas as tarifas protecionistas, o intervencionismo estatal e a substituição de importações.
b) abalar o poder das oligarquias e o surgimento de regimes populistas e ditaduras conservadoras.
c) a modernização do campo através do deslocamento de mão-de-obra que sobrevivia precariamente nas cidades.
d) Juan Domingo Perón destaca-se como governante populista no México.
e) a ruptura da estrutura de espoliação do povo latino-americano.


11. (UNIUBE MG/2001) A crise de 1929, iniciada nos Estados Unidos, atingiu rapidamente quase todos os países.
Podemos apontar como repercussões da crise.
a) o estímulo à indústria de bens de consumo em substituição às importações, que se tornaram inviáveis com o colapso do modelo econômico agroexportador, tanto no Brasil quanto na Argentina.
b) o redirecionamento da política econômica na União Soviética que, privada do fornecimento de máquinas e ferramentas essenciais à construção do seu parque industrial, optou pela coletivização forçada do campo.
c) o reforço ao Estado liberal na Europa e América Latina e a ampliação dos princípios da liberdade, da democracia burguesa e do livre comércio entre as nações, princípios estes que eram vistos como essenciais para superar a recessão econômica e o desemprego.
d) a adoção, nos países economicamente mais importantes da América Latina, de uma legislação trabalhista que transferia ao mercado a resolução dos conflitos entre capital e trabalho.


12. (FUVEST SP/1991) “A crise atingiu o mundo inteiro. O operário metalúrgico de Pittsburgo, plantador de café brasileiro, o artesão de Paris e o banqueiro de Londres, todos foram atingidos.”
Paul Raynaud – La France a sauvé l’Europe, T.I. Flamarion
O autor se refere a crise mundial de 1929, iniciada nos Estados Unidos, da qual resultou:
a) o abalo do liberalismo econômico e a tendência para a prática da intervenção do Estado na economia.
b) o aumento do número das sociedades acionárias e da especulação financeira.
c) a expansão do sistema de crédito e do financiamento ao consumidor.
d) a imediata valorização dos preços da produção industrial e fim da acumulação de estoques.
e) o crescimento acelerado das atividades de empresas industriais e comerciais, e o pleno emprego.


13. (ACAFE SC/2002) Em relação à crise de 1929, iniciada nos EUA, a alternativa incorreta é:
a) O "New Deal" foi uma política econômica adotada pelo presidente norte–americano Franklin Delano Roosevelt, para tirar seu país da crise.
b) A superprodução industrial foi um dos fatores dessa crise capitalista.
c) A queda no preço das ações das grandes empresas, na bolsa de valores de Nova York, levou inúmeras fábricas e bancos à falência.
d) Essa crise não atingiu o Brasil, visto que nossas exportações de café estavam vinculadas ao mercado europeu.
e) No auge dessa crise, os índices de desemprego cresceram assustadoramente nos Estados Unidos, país ícone do capitalismo.


14. (ACAFE SC/2002) A crise de 1929 colocou em dúvida o crescimento exagerado do capitalismo. Iniciada nos Estados Unidos, teve repercussão mundial.
Sobre esse período e suas consequências, assinale a alternativa incorreta.
a) O número de desempregados cresceu muito, gerando um quadro de miséria que, nos Estados Unidos, ficou conhecido como "grande depressão".
b) Não atingiu o sistema financeiro da Bolsa de Valores de Nova York, instituição não abalada pela crise.
c) Dependente do mercado norte-americano, a exportação do café brasileiro também foi muito prejudicada com a crise.
d) O Nazismo soube explorar a crise para fundamentar sua ideologia na sociedade alemã.
e) Para superar a crise, o presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt adotou uma série de medidas, conhecidas como New Deal (novo acordo).


15. (UNESP SP/1997) A crença liberal no equilíbrio espontâneo do mercado foi reforçada em 1803 pela “lei de Say”. Formulada pelo francês Jean-Baptiste Say, essa lei afirmava que toda oferta cria a sua demanda e inversamente, de tal modo que excluía a possibilidade de crise de superprodução no capitalismo.
Qual, dentre os seguintes acontecimentos, constitui a refutação mais importante e direta da “lei de Say”?
a) Revolução Russa de 1917.
b) Crise de 1929.
c) Movimento de independência da América Latina.
d) Unificação da Alemanha.
e) Ascensão dos Estados Unidos depois da Segunda Grande Guerra.


16. (UNIFOR CE/1998) Em relação ao New Deal, conjunto de medidas adotadas pelo governo americano, em razão das consequências da crise de 1929, que objetivavam a recuperação econômica do país, pode-se afirmar que:
a) Revelou a inadequação do intervencionismo estatal sobre a economia como forma de promover o desenvolvimento social.
b) Impôs um novo pensamento econômico: o do planejamento estatal objetivando a coletivização dos meios de produção.
c) Criou condições para a desregulamentação da economia, consolidando os ideais do capitalismo comercial e de livre cambismo.
d) Acentuou os antagonismos entre as potências imperialistas, gerando instabilidade política entre as nações, contribuiu para a eclosão da nova guerra mundial.
e) Representou um marco na passagem do capitalismo clássico, liberal e concorrencial para o capitalismo monopolista e estatal.



17. (UNIFOR CE/2000) O New Deal foi um programa de ação executado pelo governo do presidente Franklin Delano Roosevelt, nos Estado Unidos, entre 1933 e 1945, com o objetivo de resgatar o crescimento econômico interrompido pelo crash de 1929.
O New Deal visava:
a) Recuperar a capacidade produtiva e comercial dos países europeus, incentivar o desenvolvimento de mercado consumidor de produtos de bens duráveis, consolidando as estruturas capitalistas no continente.
b) Estimular o desenvolvimento econômico, através de reformas estruturais profundas que objetivavam atingir os seguintes setores: energia, transporte, indústria, educação e alimentação.
c) Restabelecer o equilíbrio entre o custo de produção e o preço entre a cidade e o campo, reativar o mercado interno pelo controle dos preços da produção, pela revalorização dos salários e do poder aquisitivo das massas.
d) Promover a expansão econômica do país, da industrialização de forma intensa e rápida através de planos quinquenais que estipulavam o que produzir, como produzir e como distribuir para satisfazer as necessidades das sociedades.
e) Incentivar a entrada de capitais pela privatização e liberalização da economia, promover maior disponibilidade de crédito e mais investimento para favorecer o crescimento sustentado da economia e gerar empregos bem remunerados.



18. (UNIFOR CE/2001) Em março de 1933, Roosevelt assume a presidência dos EUA, no apogeu da crise econômico-social, o desemprego atingia mais de um quarto da população ativa... O novo presidente, discursando em sua posse, disse: "O país pede ação, e ação imediata (...). Precisamos agir, e agir com rapidez".
A solução encontrada denominou-se:
a) New Deal, nova política governamental destinada a revitalizar e preservar o sistema capitalista.
b) Fair Deal, política de estabilização dos preços agrícolas com subsídios aos produtos rurais.
c) Big Stick, desenvolvido pelo presidente, com o direito de intervenção na América Latina.
d) Política de Portas Abertas, na qual reivindicava a liberdade de comércio para todas as nações.
e) NEP, um misto de princípios socialistas e capitalistas, que dava ao Estado o direito de propriedade sobre os meios de produção.



19. (UNIFOR CE/2002) “Há neste momento nos Estados Unidos cerca de 14 milhões de desempregados e, como muitos deles têm família, 20 a 30 milhões de homens e mulheres vivem de esmolas, públicas ou privadas. O espetáculo de uma grande nação de que um quarto se acha reduzido à impotência, produz emoções mais fortes do que uma estatística em preto e branco. Desde que se põe o pé neste país, o estrangeiro compreende de repente que em nenhum momento a Europa imaginou a dolorosa intensidade da situação dos Estados Unidos.”
(André Mourois. In: Gustavo de Freitas. 900 textos e documentos de história. Lisboa: Plátano, s/d p. 153)
No texto, ao tratar da história dos Estados Unidos da América, o autor faz referência às consequências:
a) da guerra civil entre os estados do Norte e do Sul que destruiu grande parte dos setores produtivos da economia.
b) da chamada “Festa do Chá” que destruiu as plantações de chá produzidas pelos camponeses dos estados do Norte.
c) da grande depressão, em diferentes setores da economia, provocada por uma crise de superprodução.
d) dos ataques realizados pelos japoneses nas indústrias bélicas na revanche do episódio de Pearl Harbor.
e) do processo de avanço tecnológico e da automação industrial adotado no país depois da queda do Muro de Berlim.


20. (PAES MG/2004) Entre as medidas tomadas pelo Governo norte-americano para o enfrentamento da grande crise de 1929, NÃO se inclui
a) a legalização dos sindicatos e a limitação da jornada diária de trabalho.
b) o aumento dos salários dos operários e a proibição definitiva do trabalho infantil.
c) a contenção das despesas previdenciárias para reforçar as finanças do Estado.
d) a adoção de uma política de concessão de empréstimos a fazendeiros endividados.


21. (UEG GO/2006)
- Mamãe estou com fome. Por que não tem pão?
- Porque seu pai foi despedido da padaria onde ele trabalhava.
- Por que mandaram ele embora?
- Por causa da crise.
- Por que tem crise?
- Porque há pão demais!
SCHIMIDT, Mario. Nova história crítica: moderna e contemporânea. São Paulo: Editora Nova Geração, 1986. p. 208.
Considerada a maior crise econômica de todos os tempos, a Crise de 1929 ou Grande Depressão atingiu em cheio os Estados Unidos, a maior potência capitalista do mundo. Acerca das causas da Crise de 1929, julgue os seguintes itens:
I. A especulação desenfreada nas bolsas de valores norte-americanas, principalmente na Bolsa de Nova Iorque, fez com que os preços das ações subissem de forma artificial.
II. A recuperação da economia europeia dos abalos da Primeira Guerra Mundial provocou a substituição da importação dos produtos norte-americanos por uma produção nacional.
III. A intervenção dos governos republicanos na economia, privilegiando a indústria do automóvel em detrimento da agricultura, provocou uma crise de abastecimento de alimentos nos Estados Unidos.
a) Somente as proposições I e II são verdadeiras.
b) Somente as proposições I e III são verdadeiras.
c) Somente as proposições II e III são verdadeiras.
d) Todas as proposições são verdadeiras.


22. (ETAPA SP/2006) “E, o que é mais importante, uma multidão de cidadãos desempregados enfrenta o grave problema da subsistência, e um número igualmente grande recebe salários reduzidos pelo seu trabalho. Somente um otimista tolo pode negar a realidade sombria do momento. (...) Este país necessita de ação e ação imediata.
Nossa principal e mais importante tarefa consiste em dar trabalho para todos. Esta não é uma questão insolúvel se a considerarmos com prudência e coragem. (...) Essa tarefa pode ser coadjuvada por esforços definidos para elevar os preços dos produtos agrícolas e, com isso, elevar o poder aquisitivo para a compra da produção de nossas cidades (...).”
Franklin Delano Roosevelt. “Discurso ao assumir a presidência”, 04 de março de 1933,
in: Coletânea de documentos de história da América para o segundo grau, primeira série. São Paulo:
Secretaria de Estado da Educação, Coordenadoria de estudos e normas pedagógicas, 1983. p. 114.
De acordo com o texto:
a) a economia de subsistência provoca o desemprego.
b) a garantia de preços na agricultura favorece o meio urbano.
c) todos estavam desempregados nas cidades.
d) a economia urbana garante os preços agrícolas.
e) a elevação de juros impede a alta da inflação.


23. (FURG RS/2006) As transformações do sistema capitalista, entre 1870 e 1875 e a enorme crise internacional, que para muitos autores foi maior que a Grande Depressão de 1929/1935, nas sociedades mais industrializadas, tiveram como características principais
a) o protecionismo, o livrecambismo e a tendência à concentração do capitalismo.
b) o socialismo reformista, o imperialismo e a centralização das empresas.
c) a tendência à concentração do capital, à centralização das empresas e o imperialismo.
d) o colonialismo, o livrecambismo e o aparecimento dos oligopólios.
e) o imperialismo, o capital monopolista e o Liberalismo Econômico na teoria e na prática.


24. (UCS RS/2006) A queda da Bolsa de Nova York, em 1929, detonou a mais séria crise econômica vivida pelo sistema capitalista: a Grande Depressão.
Analise, quanto à sua veracidade (V) ou falsidade (F), as afirmativas abaixo sobre os resultados dessa crise.
(__) Dos Estados Unidos, ela se propagou quase instantaneamente para os países industrializados da Europa, atingindo, em seguida, outras nações do mundo capitalista, como o Brasil.
(__) Uma das suas consequências mais importantes foi ampliar e legitimar a intervenção do Estado na economia, abalando a ideologia liberal do capitalismo, que pregava a liberdade irrestrita do mercado.
(__) A crise favoreceu também a ação de ideologias e movimentos políticos que pregavam a necessidade urgente de uma revolução socialista, como forma de acabar com a luta de classes e o desemprego.
Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo.
a) VFV
b) VVV
c) FVF
d) VVF
e) FFF


25. (FGV/2007) Os Estados ocidentais inquietam-se sob os efeitos da metamorfose incipiente. A necessidade é um estimulante do ideal; o ideal, um estimulante da ação. Meio milhão de homens caminha pelas estradas; um milhão mais prepara-se para a caminhada; dez milhões mais sentem as primeiras inquietudes. E tratores abrem sulcos múltiplos nas terras abandonadas.
(John Steinbeck. As vinhas da ira, 1939.)
Tendo como referência o texto acima, assinale a afirmativa correta quanto aos significados e efeitos da crise de 1929.
a) Assistiu-se, nos Estados Unidos, e em diversas sociedades europeias, à elevação das taxas de desemprego a níveis que beiravam o colapso social.
b) O impacto da depressão econômica restringiu-se às atividades industriais, pouco atingindo o setor agrícola e terciário.
c) A crise, de natureza financeira, desorganizou países industrialmente mais desenvolvidos, não afetando os que dependiam da agro exportação.
d) Os efeitos desastrosos da crise foram rapidamente contornados, a partir de 1931, pelas políticas de bem-estar social implantadas nos Estados Unidos e na Europa. 
e) A crise foi consequência, no caso dos Estados Unidos, do desequilíbrio entre o aumento do consumo e a desaceleração da produção industrial e agrícola.



GABARITO

1. (ETAPA SP/2007) “Encontrando-se o Estado em situação de poder calcular a eficiência (...) dos bens de capital a longo prazo e com base nos interesses gerais da comunidade, espero vê-lo assumir uma responsabilidade cada vez maior na organização direta dos investimentos.”
(John Maynard Keynes, Teoria geral do emprego, do juro e da moeda, 1936.)
De acordo com o texto:
a) define-se uma política econômica livre-cambista.
b) se o Estado for eficiente, então poderá intervir.
c) deve ser eliminada a iniciativa privada.
d) cabe ao Estado apenas orientar a iniciativa privada.
e) quanto menor o Estado, melhor.



2. (UFRGS/2007) O New Deal consistiu em um programa adotado pelos EUA para superar os terríveis afeitos da Grande Depressão gerados pela quebra da Bolsa de valores de Nova Iorque.
Em relação às medidas aplicadas nesse programa, são feitas as seguintes afirmações.
I. O Estado tomou a iniciativa de realizar diversas obras públicas com o objetivo de criar postos de trabalho para milhões de desempregados.
II. As diretrizes keynesianas foram abandonadas em benefício do liberalismo econômico e da autonomia das forças do mercado como marcos reguladores da relação capital–trabalho.
III. A aplicação do programa contou com forte oposição dos setores conservadores, que denunciavam a intervenção do estado na economia como um processo de socialização da vida nacional.
Quais estão corretas?
a) apenas I
b) apenas II
c) apenas III
d) apenas I e II
e) apenas I e III



3. (UNESP SP/2007) No fim da década de 20, anos de prosperidade, uma grave crise econômica, conhecida como a Grande Depressão, começou nos EUA e atingiu todos os países capitalistas. J. K. Galbraith, economista norte-americano, afirma que “à medida que o tempo passava tornava-se evidente que aquela prosperidade não duraria. Dentro dela estavam contidas as sementes de sua própria destruição.”
(Dias de boom e de desastre in J.M. Roberts (org), História do Século XX.)
A aparente prosperidade pode ser percebida nas seguintes características:
a) o aumento da produção automobilística, a expansão do mercado de trabalho e a falta de investimentos em tecnologia.
b) a destruição dos grandes estoques de mercadorias, o aumento dos preços agrícolas e o aumento dos salários.
c) a cultura de massa com a venda de milhões de discos, as dívidas de guerra dos EUA e o aumento do número de empregos.
d) a crise de superprodução, a especulação desenfreada nas bolsas de valores e a queda da renda dos trabalhadores.
e) o aumento do mercado externo, o mito do American way of life e a intervenção do Estado na economia.


4. (UEMS/2008) Dentre os principais reflexos da Crise de 1929, pode–se citar como corretos:
a) Favorecimento do crédito no mundo inteiro, estimulando logo em seguida a recuperação econômica interna nos Estados Unidos e externamente, em níveis elevados.
b) Aumento considerável dos índices de produção mundial, propiciando aos países em desenvolvimento a oportunidade de afirmarem suas economias com base no aumento de exportação para os Estados Unidos.
c) Crack da Bolsa de Nova Iorque, desemprego, quebra de bancos, lojas, etc. – enfim, queda da economia interna dos Estados Unidos, com repercussões nas economias do mundo todo, inclusive na do Brasil.
d) Uma quebradeira na economia dos Estados Unidos, mas sem grandes reflexos nas economias dos outros países do mundo.
e) Uma crise que acabou logo em seguida, favorecendo a economia interna dos Estados Unidos por promover o aumento do poder aquisitivo da população e, consequentemente, o aquecimento da produção de bens de consumo.


5. (UESPI/2008) A grande crise econômica mundial de 1929 contribuiu para:
a) o fortalecimento do socialismo, com a queda brusca da hegemonia norte-americana.
b) o crescimento imediato dos países latino-americanos na opção por políticas anti-inflacionárias.
c) o aumento da tensão política, criando condições para consolidar os regimes totalitários.
d) o fim das democracias populares na Europa, sobretudo as mais tradicionais e históricas.
e) o declínio momentâneo do sistema capitalista, o qual se recuperou mesmo antes da 2ª. Guerra Mundial.


6. (CEFET PR/2008) A crise de 1929 e dos anos subsequentes teve sua origem no grande aumento da produção industrial e agrícola nos EUA durante a Primeira Guerra Mundial, uma vez que o mercado consumidor, principalmente o externo, representado pelos países em guerra na Europa e pelos da América Latina, tradicionais consumidores dos produtos europeus, conheceu ampliação significativa.
O texto acima refere-se à quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, sobre isso podemos enumerar:
I. Após a quebra da bolsa de valores, a produção voltou-se para bens de consumo e agricultura, amenizando a crise, fazendo com que a mesma fosse passageira e que os princípios econômicos do liberalismo permanecessem intocados.
II. Os anos 20 foram marcados pela prosperidade do país, mas de forma a acentuar a desigualdade socioeconômica – a parcela mais rica da população aumentava sua mente da classe trabalhadora. Essa prosperidade era fruto de uma situação de equilíbrio precário da economia, com a concentração maciça de capitais, que, por sua vez, eram originários da superprodução e da facilidade na obtenção de créditos.
III. A superprodução foi característica de todo esse período, favorecida pela política de liberalismo econômico adotada pelo Estado e responsável pelo aumento dos estoques, pela queda nos preços, pela redução dos lucros e pelo desemprego. A facilidade de créditos, concedidos tanto às pessoas como às empresas, pretendia aumentar o consumo. Dessa maneira manteve-se a ilusão de que a crise era passageira.
IV. A redução da receita tributária que atingiu o Estado fez que não só os empréstimos ao exterior fossem suspensos e as dívidas cobradas como também que fossem criadas altas tarifas sobre produtos importados, o que fez que a crise se tornasse internacional.
Estão corretas somente:
a) II, III e IV.
b) I, III e IV.
c) I, II e III.
d) I e IV.
e) I e II.


7. (UFMG/2009) Considerando-se a crise econômica mundial iniciada, em 1929, com a quebra da Bolsa de Nova Iorque, é CORRETO afirmar que
a) a Alemanha sofreu impacto imediato e violento desse evento, em razão dos laços econômicos estreitos que vinha mantendo com os Estados Unidos.
b) a escassez de matérias-primas e de crédito, entre outras causas do crash norte-americano, muito contribuiu, na época, para alimentar a espiral inflacionária.
c) a URSS foi um dos países atingidos por esse evento, pois a recessão no mundo capitalista prejudicou as exportações de petróleo do país.
d) os países da América do Sul sentiram os efeitos desse evento, devido à repatriação do capital estrangeiro anteriormente investido nessa região.


8. (UNICID SP/2009) A implantação do New Deal, plano econômico elaborado com o objetivo de combater os efeitos da Crise de 29, pelo presidente F. D. Roosevelt, foi inspirada na teoria de
a) Adam Smith que pregava a não intervenção do Estado na economia, visto que ela se autorregulava.
b) John Keynes, pela qual o intervencionismo estatal sobre a economia deve ser substituído pelo liberalismo econômico.
c) Adam Smith, pela qual o Estado deveria atuar como o coordenador da economia, intervindo sempre que julgasse necessário.
d) Quesnay, principal ideólogo da escola fisiocrata, pela qual o Estado deveria entregar a solução da crise à iniciativa privada.
e) John Keynes e marcou a substituição do modelo econômico liberal por um modelo baseado na intervenção do Estado na economia.



9. (ESCS DF/2009) Leia os textos a seguir:
“Produz-se muito pouco...Mas por que se produz tão pouco? Não porque os limites da produção estejam esgotados. Pois esses limites são determinados não pelo número de barrigas famintas, mas pelo número de bolsa prontas a comprar e pagar. As barrigas sem dinheiro, o trabalho que não pode ser utilizado para o lucro, e portanto não pode comprar, ficam abandonados à sua sorte.”
(Engels, F. Carta escrita em 1865, in Huberman, L.História da Riqueza do Homem. Ed. Guanabara. 1986. p.259)
“O desemprego, a vida precária do trabalhador, o fracasso das previsões, a súbita perda de economias, os lucros exagerados de alguns, do especulador, do aproveitador – tudo tem origem, em grande parte, na instabilidade do padrão de valor.”
(Keynes, J. M. in Hubermam, L. História da Riqueza do Homem. Ed. Guanabara, 1986. p.262)
Ambos os textos foram utilizados pelo historiador Leo Huberman na análise da crise de 1929, que se constituiu no maior abalo do capitalismo no século XX. Essa crise que teve seu epicentro nos Estados Unidos e se espalhou pelo mundo, atingindo cada uma de suas partes de maneira específica.
Um dos aspectos que resultou na Grande Depressão de 1929, foi:
a) um elevado índice inflacionário nos Estados Unidos que gerou desemprego e tornou os produtos americanos exageradamente caros, o que fez cair às exportações;
b) um crescimento artificial do mercado de ações, provocado pela especulação financeira, que gerou a quebra da Bolsa de Nova Iorque no dia 24 de outubro de 1929, na quinta-feira negra;
c) uma migração do capital financeiro, após a quebra da Bolsa, para o mercado imobiliário aproveitando o crescimento da inflação;
d) um elevado otimismo no mercado financeiro que aproveitava a euforia norte-americana decorrente do “american way of life”;
e) uma incapacidade do setor agrícola norte-americano de atender a demanda do mercado internacional, crescente depois da crise provocada pela I Guerra Mundial.


10. (PUC RS/2009) Após a Primeira Guerra Mundial, na sequência de um período em que os EUA conheceram sua fase de maior prosperidade nos negócios, desencadeou–se a Grande Depressão, também chamada de Crise de 1929. Vários foram os fatores que abalaram os alicerces frágeis daquela economia, dentre os quais é correto destacar
a) a crise de subprodução agrícola, que provocou fome e miséria nos EUA, depois da Primeira Guerra Mundial.
b) o aumento do consumo, visto que a indústria cresceu e provocou aumento do poder aquisitivo.
c) a igualdade social, provocada pelo aumento do poder aquisitivo, predominantemente entre os menos favorecidos da sociedade norte-americana.
d) a desarticulação da economia norte-americana com os países produtores de matérias-primas.
e) os investimentos desenfreados em ações de empresas que possuíam mais cotação no mercado financeiro do que real crescimento de capital.


11. (UFRR/2009) A atual crise financeira internacional tem sido comparada à Crise de 1929. Naquele contexto, a queda da Bolsa de Nova York teve consequências mundiais e atingiu de forma diferenciada os vários países. Nos Estados Unidos, o período de desemprego e miséria vivido nos primeiros anos da década de 1930 ficou conhecido como Grande Depressão. A principal resposta do governo americano à crise foi a criação de uma política federal denominada New Deal. Assinale a alternativa correta sobre o New Deal.
a) Os projetos postos em prática pelo Estado tinham como única meta recolocar os Estados Unidos na sua posição de superpotência política e militar.
b) O governo, preocupado em gerar empregos, promoveu a realização de concursos públicos e incentivou o setor financeiro.
c) Seus principais objetivos foram criar atividades econômicas, fomentar o consumo e estimular o setor privado, visando a geração de empregos.
d) Na avaliação dos economistas, a década de 1930 foi considerada uma década perdida para o desenvolvimento dos Estados Unidos.
e) A construção civil foi um setor da economia norte-americana pouco atingido, por isso foi o setor onde o governo investiu menos.



12. (UNCISAL AL/2008) O trauma da Grande Depressão foi o fato de que um país que rompera clamorosamente com o capitalismo pareceu imune a ela.
(Eric Hobsbawm. Era dos Extremos. Trad.)
Com base no conhecimento do contexto histórico da década de 1930, o país a que o autor se refere era
a) a República Federativa Alemã.
b) a República da China.
c) os Estados Unidos.
d) a União Soviética.
e) a Grã-Bretanha.


13. (UFOP MG/2009) No dia 29 de outubro de 1929, conhecido como “terça-feira negra”, iniciou-se uma grave crise na economia dos Estados Unidos que se estenderia até, pelo menos, o ano de 1933. Acerca do impacto mundial da crise econômica de 1929, assinale a alternativa correta.
a) A situação da economia da União Soviética, isolada desde a Revolução de 1917, piorou em decorrência do crescimento da competição econômica internacional.
b) O preço dos produtos agrícolas e industriais cresceu muito, possibilitando aos produtores cobrir suas hipotecas junto aos bancos credores.
c) O desemprego e a crise social favoreceram o surgimento de movimentos políticos radicais, possibilitando o crescimento dos partidos socialistas e fascistas.
d) Os países não industrializados foram favorecidos pelo aumento das importações de matérias-primas para os países mais desenvolvidos, os mais afetados na crise.


14. (UNIMONTES MG/2009) São expressões corretas da relação existente entre a crise de 1929 na economia capitalista e as mudanças ocorridas em países latino-americanos, a partir de 1929, EXCETO
a) A crise de 1929 contribuiu fortemente para uma estagnação econômica nos países latino-americanos, com forte retração de compras externas.
b) Houve queda muito significativa do PIB (Produto Interno Bruto) em diversos países da América Latina.
c) A crise contribuiu, no médio prazo, para ocasionar um surto de industrialização em vários países da América Latina.
d) Houve uma perda completa de autonomia do governo, na maioria dos Estados da região, e a ascensão de oligarquias formadas, principalmente, por agroexportadores.


15. (UEPB/2010) Outras crises econômicas, como a que acompanhamos, ocorreram desde que o capitalismo tornou-se hegemônico. Analise as questões abaixo e atribua V para as verdadeiras e F para as falsas.
(__) Forte crise econômica se abateu sobre a Europa em 1848, fechando fábricas, desempregando operários e diminuindo salários. Em consequência, movimentos revolucionários ocorreram em vários
países, a exemplo da França com a “Primavera dos Povos”.
(__) A crise econômica da metade do século XIX fez ruírem as duas principais ideologias na Europa: o liberalismo e o socialismo. Apenas o nacional-socialismo fortaleceu-se, dando lastro para a criação do nazismo alemão e do fascismo italiano.
(__) A depressão de 1929 é considerada o mais longo período de recessão econômica do século XX. Ela causou a queda das taxas de produção industrial, dos preços de ações, do PIB dos países, sem contar com o desemprego em massa em diversas nações.
(__) A atual crise econômica foi precisamente prevista por Karl Marx em “O Capital”, pois ele afirmava que se o capital é um valor, quando se desvaloriza acaba se contradizendo, negando sua própria existência.
Assinale a alternativa correta
a) V, F, V, V
b) V, V, F, V
c) F, F, V, V
d) V, F, V, F
e) V, F, F, F


16. (UFV MG/2010) Sobre a crise de 1929 e o período entre as duas guerras mundiais, assinale a afirmativa CORRETA:
a) A URSS foi a região mais atingida pela crise econômica de 1929 devido ao rígido planejamento da sua economia.
b) Os Estados Unidos foram profundamente atingidos pela crise de 1929, pois rejeitavam o liberalismo econômico.
c) A Europa Ocidental foi marcada pela consolidação do liberalismo político e do declínio do corporativismo, o que explica a pouca expressão do fascismo nesse período.
d) Os Estados Unidos adotaram uma política, denominada New Deal, para superar os desafios da crise de 1929 a partir do intervencionismo estatal na economia.



17. (UESPI/2010) A quebra da Bolsa em 1929 mostrava as fragilidades do Capitalismo e agudizava uma crise na economia internacional. Estavam ameaçados os ideais de progresso e de riqueza para todos. A crise de outubro de 1929:
a) atingiu as instituições bancárias, mas não conseguiu destruir o crescimento industrial dos Estados Unidos.
b) desmoronou a economia da Europa, não sendo percebida com intensidade nos países da América Latina.
c) aumentou o desemprego, fortaleceu expectativas negativas, destruindo esperanças no êxito do mundo capitalista.
d) foi contornada pelas políticas orientadas pelo governo norte-americano, tendo consequências apenas na Europa Central.
e) favoreceu os países mais pobres exportadores de produtos agrícolas, sem repercutir, contudo, nas relações internacionais.


18. (Mackenzie SP/2010) A partir de 1933, o governo de F. D. Roosevelt, nos Estados Unidos, pôs em marcha uma série coordenada de ações nas áreas social e econômica, conhecida como New Deal, para fazer frente à depressão que se estabelecera no país e no mundo capitalista a partir de 1929. Uma das principais ações do New Deal para superar a crise foi
a) a extinção do financiamento do seguro social pelo Banco Central norte-americano.
b) a intervenção legislativa do Estado nas relações capital-trabalho.
c) o fortalecimento do padrão ouro através da diminuição do papel-moeda circulante.
d) o ajuste das contas públicas por meio da supressão de obras como estradas e hidrelétricas.
e) o corte de subsídios à agricultura, visando a tornar a produção do setor mais competitiva.



19. (UFOP MG/2010) Os anos trinta do século XX foram marcados pela depressão econômica, decorrente da crise da Bolsa de Nova Iorque. Sobre as consequências políticas dessa depressão, assinale a alternativa CORRETA:
a) Houve o desenvolvimento de políticas econômicas baseadas no livre comércio e independentes do Estado, como o New Deal dos EUA.
b) Ocorreu, em toda a Europa, a consolidação do pluripartidarismo e da autonomia dos parlamentos, em prejuízo do Poder Executivo.
c) Houve o fortalecimento das democracias liberais e o desenvolvimento de políticas de defesa dos direitos civis.
d) Ocorreu o crescimento de regimes totalitários, acompanhado de ênfase na propaganda nacionalista e de aumento do poder repressivo.


20. (FUVEST SP/2011) Foi precisamente a divisão da economia mundial em múltiplas jurisdições políticas, competindo entre si pelo capital circulante, que deu aos agentes capitalistas as maiores oportunidades de continuar a expandir o valor de seu capital, nos períodos de estagnação material generalizada da economia mundial.
Giovanni Arrighi, O longo século XX. Dinheiro, poder e as origens do nosso tempo. Rio de Janeiro/São Paulo: Contraponto/Edunesp, p.237, 1996.
Conforme o texto, uma das características mais marcantes da história da formação e desenvolvimento do sistema capitalista é a
a) incapacidade de o capitalismo se desenvolver em períodos em que os Estados intervêm fortemente na economia de seus países.
b) responsabilidade exclusiva dos agentes capitalistas privados na recuperação do capitalismo, após períodos de crise mundial.
c) dependência que o capitalismo tem da ação dos Estados para a superação de crises econômicas mundiais.
d) dissolução frequente das divisões políticas tradicionais em decorrência da necessidade de desenvolvimento do capitalismo.
e) ocorrência de oportunidades de desenvolvimento financeiro do capital a partir de crises políticas generalizadas.


21. (UFAL/2011) Entre os efeitos da grande depressão que se abateu sobre o mundo capitalista em 1929, cabe assinalar:
a) o surgimento da arte expressionista representando o avanço dos movimentos anarquista e nazifascista.
b) problemas sociais, reforço das ideias liberais e modernização dos setores industriais.
c) intervenção estatal na economia, multiplicidade de problemas sociais, como o desemprego em proporção sem precedentes e a nova corrida armamentista.
d) o aparecimento dos partidos socialistas nas sociedades ocidentais e a quebra da hegemonia europeia.
e) o surgimento do neoliberalismo e a popularização das correntes culturais existencialistas.


22. (UNIFICADO RJ/2010) “Cenas de agonia se passavam, nas salas de clientes dos vários corretores. Ali, os que poucos dias antes haviam-se regalado em ilusões de riqueza, viam todas as suas esperanças esmagadas num colapso tão devastador, tão além de seus mais desenfreados temores, que tudo parecia irreal. Buscando salvar um pouco da ruína, mandavam vender suas ações “no mercado”, quando descobriam que não apenas haviam perdido tudo, mas ainda estavam em débito com o corretor. E então, reviravolta irônica: a sacudida seguinte do louco mercado elevava os preços para onde eles poderiam haver vendido e conseguido um substancial equilíbrio de caixa restante. Toda jogada era errada naqueles dias. O mercado parecia uma coisa insensata, se vingava louca e impiedosamente dos que julgavam dominá-lo.”
24/out/1929 – BELL, Elliot V. New York Times. In LEWIS, John – O Grande Livro do Jornalismo. Rio de Janeiro: José Olympio, 2008, p 107.
O texto acima relata uma crise que
a) provocou transformações estruturais na economia europeia que, com déficit de produção, buscou matéria-prima em outros continentes, dando início ao moderno imperialismo.
b) provocou uma reestruturação das instituições financeiras americanas com o objetivo de evitar a ampliação da crise e a consequente contaminação da economia mundial.
c) não afetou a economia latino-americana, tradicionalmente agrária, tendo em vista que a crise foi motivada fundamentalmente pela superprodução industrial.
d) demonstrou a fragilidade do capitalismo liberal e conduziu à adoção de medidas saneadoras que ampliaram a participação do Estado na economia.
e) levou a Europa a adotar medidas livre-cambistas, como estratégia para conter o avanço da crise financeira em seu território.


23. (ESCS DF/2012) A crise de 1929 criou um cenário de insegurança social, impulsionado pelo desemprego crescente, e de incertezas econômicas. Para a economia mundial, a crise de 1929 significou:
a) o abalo na confiança dos agentes políticos e econômicos nos princípios do liberalismo econômico;
b) o enfraquecimento da confiança das elites econômicas na eficácia do Fundo Monetário Internacional como agente regulador da economia;
c) a ampliação da confiança das elites econômicas na integração econômica mundial;
d) o abalo da confiança nas soluções de caráter socialista implantadas na União Soviética;
e) a perspectiva de as elites latino-americanas romperem com o padrão industrial de desenvolvimento.


24. (FGV/2012) O período entre as duas grandes guerras mundiais, de 1918 a 1939, caracterizou-se por uma intensa polarização ideológica e política. Assinale a alternativa que apresenta somente elementos vinculados a esse período:
a) New Deal; Globalização; Guerra do Vietnã.
b) Guerra do Vietnã; Revolução Cubana; Muro de Berlim.
c) Guerra Civil Espanhola; Nazifascismo; Quebra da Bolsa de Nova York.
d) Nazifascismo; New Deal; Crise dos Mísseis.
e) Doutrina Truman; República de Weimar; Revolução Sandinista.


25. (FGV/2013) Quando se processaram as eleições de novembro de 1932, o país estava numa situação pior do que nunca. Todas as “curas” do Sr. Hoover não conseguiram dar vigor ao paciente moribundo. Os trabalhadores eram assolados pelo desemprego; os lavradores eram arrasados pela crise da agricultura; a classe média tinha perdido suas economias nas falências dos bancos e temia pela sua segurança econômica.
Em 8 de novembro de 1932 o povo americano elegeu Franklin D. Roosevelt para presidente dos Estados Unidos.
O “New Deal” do Sr. Roosevelt foi chamado de revolução. Era e não era. Era uma revolução quanto às ideias, mas não na sua parte econômica.
[Leo Huberman, História da riqueza dos EUA (Nós, o povo)]
Não era uma revolução econômica, pois
a) o volume de recursos destinados à recuperação econômica era pequeno e beneficiou apenas as regiões industrializadas.
b) não ocorreu qualquer alteração no direito à propriedade privada, assim como foi mantida a mesma estrutura de classe.
c) os operários e produtores rurais não tiveram nenhum ganho importante, uma vez que os benefícios atingiram exclusivamente as classes médias.
d) os principais causadores da crise - os grandes conglomerados oligopolistas - foram os que mais recursos receberam do governo americano.
e) privilegiaram-se os investimentos diretos em agentes econômicos tradicionais, como as grandes casas bancárias e as principais corporações.



GABARITO

1. (UDESC SC/2013) O início do século XXI vem sendo marcado por uma grave crise financeira e econômica mundial, culminada por diferentes eventos. Alguns analistas comparam parte de seus efeitos com aqueles decorrentes da crise da primeira metade do século XX marcada pela _____________. Ao contrário da precedente, a atual crise não pode ser marcada por um único evento, mas sim eventos, como, por exemplo, o estouro da “bolha da internet” (Índice Nasdaq), em 2001, a quebra de bancos de investimentos importantes nos EUA, em 2008, dentre outros. Em suas diferenças e especificidades, porém, pode-se afirmar que ambas as crises são _____________ e geraram _____________. Igualmente que afetaram, sem precedentes, a economia de diferentes países, sendo grande parte por causa da ______________.
Assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços em branco, na sequência estabelecida, com as respectivas informações que se integram ao contexto.
a) crise dos suprimes – nacionais – superinflação – crise das moedas como dólar e o euro.
b) quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 1929 – mundiais – recessão – interdependência entre os mercados.
c) Primeira Guerra Mundial, em 1914 – mundiais – guerra – indústria armamentista.
d) crise do café no Brasil, em 1929 – regionais – crescimento – comodities.
e) quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, 1929 – diferentes, pois uma era local e outra mundial – medo do comunismo e agora medo do esfacelamento da União Europeia – crise política e econômica na Europa e EUA.


2. (UNIFOR CE/2012) O economista Inglês John Maynard Keynes é considerado o mentor da solução para a crise de 1929 (Grande Depressão). Uma de suas ideias básicas é a de que as economias capitalistas funcionam normalmente com desemprego dos fatores de produção. Em certos momentos os governos dos países capitalistas podem executar políticas de estímulo ao emprego e manutenção do nível de demanda agregada, através de gastos públicos. Assinale a opção que indica meios que os governos possuem para financiar os gastos públicos.
a) Emissão de moeda, que não gera inflação, e aumento de impostos.
b) Emissão de Títulos Públicos, altamente inflacionária.
c) Emissão de Títulos, Emissão de Moeda, endividamento externo, dentro de padrões compatíveis com as necessidades.
d) Diminuição dos Impostos e aumento dos subsídios.
e) Investimento público nos setores de alta tecnologia.



3. (UNISA SP/2012) Um em cada quatro cidadãos estava desempregado; a construção civil caiu 95%; a produção siderúrgica, 88%; oitenta e cinco mil empresas faliram e um em cada oito fazendeiros havia perdido a sua propriedade. Para muitos, o presidente Hoover era o principal responsável pela situação.
Os dados dizem respeito aos efeitos devastadores da crise
a) do socialismo soviético a partir de 1989.
b) atual da economia europeia desencadeada pela Grécia.
c) econômica de 2008 deflagrada nos Estados Unidos.
d) da dívida norte-americana de 2011.
e) de 1929 sobre a economia dos Estados Unidos.


4. (PUC RJ/2012) Com relação à crise econômica iniciada com a quebra da Bolsa de Valores americana em 1929, é CORRETO afirmar que:
a) a crise econômica foi restrita aos países industrializados tendo pouco efeito entre os países produtores de matérias-primas como, por exemplo, o Brasil.
b) a crise econômica, em escala mundial, levou os partidos de extrema-esquerda a liderar revoluções comunistas em diversos países, como, por exemplo, a Rússia.
c) a crise econômica foi o fim da economia liberal, e a saída encontrada pelos governos nacionais foi o reforço de uma política internacional de livre-cambismo.
d) a crise econômica se manifestou através de uma forte desvalorização do capital das empresas levando milhões de pessoas ao desemprego.
e) a crise econômica foi também uma crise política e teve como resultado a ascensão de regimes totalitários fascistas em todos os continentes.


5. (Unicastelo/2013) A crise econômica de 1929, cujo sintoma mais conhecido foi a quebra da Bolsa de Nova Iorque, ganhou uma dimensão internacional, propagando-se para fora dos Estados Unidos.
Essa difusão internacional da crise foi o resultado de diversos fatores de ordem econômica, entre os quais:
a) a ruína da agricultura do meio oeste norte-americano e a alta geral dos preços mundiais dos gêneros alimentícios.
b) a retirada dos capitais norte-americanos aplicados no exterior e a contração do mercado de importação de mercadorias nos Estados Unidos.
c) a falência de empresas europeias que haviam aplicado na bolsa e a interdição da entrada de novos imigrantes no mercado norte-americano.
d) a suspensão pelo governo dos Estados Unidos do pagamento dos empréstimos feitos na Europa e o fim da política de ajuda aos países destruídos pela Grande Guerra.
e) a intervenção do governo norte-americano na economia e a alta abrupta dos preços das ações negociadas nos mercados europeus e asiáticos.


6. (UFSCAR SP/2013) Alguns indivíduos acreditam que os preços baixos devem ser uma vantagem, pois o que o produtor perde o consumidor ganha. Mas não é assim. Por exemplo: os custos salariais da maioria dos industriais são praticamente os mesmos que eram. Vejam como funciona o processo vicioso. Caem os preços da lã e do trigo. Bom para o consumidor britânico de trigo e de roupas de lã – poder-se-ia supor. Mas os produtores de lã e de trigo, já que recebem muito pouco por sua mercadoria, não podem realizar suas compras habituais de produtos britânicos. Consequentemente, aqueles consumidores britânicos que são, ao mesmo tempo, trabalhadores que produzem esses bens, se encontrarão sem trabalho.
(John Maynard Keynes. Inflação e deflação [Palestra radiofônica, janeiro de 1931]. In: M. Kalecki et al. Ensaios econômicos, 1976. Adaptado.)
Keynes é um dos mais importantes economistas da história. Suas análises e propostas foram essenciais para a solução da crise que teve início em 1929. No excerto, ele alude a uma das características da crise econômica, a saber,
a) o aumento dos salários urbanos em prejuízo dos rendimentos da imensa massa de camponeses.
b) a queda acentuada na produção industrial acompanhada do aumento dos preços de tecidos de lã.
c) a sua propagação de um setor ou de uma atividade produtiva para outra e assim consecutivamente.
d) a sua nítida natureza financeira com o endividamento crescente de operários e proprietários rurais.
e) a regulação da economia britânica pelo Estado, o que possibilitou a adequação da produção de mercadorias ao consumo.



7. (UNIMONTES MG/2014) Acerca da crise econômica, historicamente conhecida como Crise de 1929, marque C (Correta) ou I (Incorreta) nas afirmativas abaixo.
(__) A crise de 1929 atingiu praticamente todos os ramos da economia: agricultura, indústria, comércio e sistema financeiro.
(__) Foram características da crise de 1929, entre outras, a queda generalizada dos preços dos produtos agrícolas e o desemprego.
(__) A crise de 1929 levou ao aumento dos preços dos produtos industriais, pois ocorreu queda da produção industrial.
(__) A crise de 1929 não afetou a periferia do sistema capitalista, pois ocasionou uma grande retração do comércio mundial.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.
a) I, C, C, I.
b) I, I, C, C.
c) C, I, I, C.
d) C, C, I, I.


8. (UFJF MG) Após a Primeira Guerra Mundial, foi proclamada a República na cidade de Weimar. Instaurou-se na Alemanha o regime parlamentar e democrático. O poder Legislativo era formado pelo parlamento, o Reichstag, e o Presidente da República nomeava o chanceler que era responsável pelo poder Executivo. O sistema de governo permaneceu estável, praticamente, até 1933.
No entanto, a República de Weimar foi marcada por uma sucessão de crises de caráter econômico, social, político e cultural, em consequência de uma série de fatores, tais como:
I. A incapacidade do governo de controlar as forças policiais e militares empenhadas em manter “paz interna”.
II. A disposição dos vários setores sociais para fazer valer as exigências do Tratado de Versalhes.
III. A tendência do governo de apoiar, através dos mecanismos institucionais e democráticos, as ideologias antissemita e nazista.
IV. A impossibilidade do governo de controlar a dramática escalada inflacionária potencializada pela crise internacional.
V. A capacidade dos socialistas e comunistas de conquistar a simpatia do povo, levando-os gradualmente a tomar o poder.
São CORRETAS as seguintes afirmações:
a) I e II.
b) III e IV.
c) IV e V.
d) II e V.
e) I e IV.


9. (ENEM/2009) A crise de 1929 e dos anos subsequentes teve sua origem no grande aumento da produção industrial e agrícola, nos EUA, ocorrido durante a 1ª Guerra Mundial, quando o mercado consumidor, principalmente o externo, conheceu ampliação significativa. O rápido crescimento da produção e das empresas valorizou as ações e estimulou a especulação, responsável pela "pequena crise" de 1920-21. Em outubro de 1929, a venda cresceu nas Bolsas de Valores, criando uma tendência de baixa no preço das ações, o que fez com que muitos investidores ou especuladores vendessem seus papéis. De 24 a 29 de outubro, a Bolsa de Nova York teve um prejuízo de US$ 40 bilhões. A redução da receita tributária que atingiu o Estado fez com que os empréstimos ao exterior fossem suspensos e as dívidas, cobradas; e que se criassem também altas tarifas sobre produtos importados, tornando a crise internacional.
RECCO, C. História: a crise de 29 e a depressão do capitalismo. Disponível em: . Acesso em: 26 out. 2008. (com adaptações).
Os fatos apresentados permitem inferir que
a) as despesas e prejuízos decorrentes da 1ª Guerra Mundial levaram à crise de 1929, devido à falta de capital para investimentos.
b) o significativo incremento da produção industrial e agrícola norte-americana durante a 1ª Guerra Mundial consistiu num dos fatores originários da crise de 1929.
c) a queda dos índices nas Bolsas de Valores pode ser apontada como causa do aumento dos preços de ações nos EUA em outubro de 1929.
d) a crise de 1929 eclodiu nos EUA a partir da interrupção de empréstimos ao exterior e da criação de altas tarifas sobre produtos de origem importada.
e) a crise de 1929 gerou uma ampliação do mercado consumidor externo e, consequentemente, um crescimento industrial e agrícola nos EUA.


10. (ENEM/2009) A depressão econômica gerada pela Crise de 1929 teve no presidente americano Franklin Roosevelt (1933–1945) um de seus vencedores. New Deal foi o nome dado à série de projetos federais implantados nos Estados Unidos para recuperar o país, a partir da intensificação da prática da intervenção e do planejamento estatal da economia. Juntamente com outros programas de ajuda social, o New Deal ajudou a minimizar os efeitos da depressão a partir de 1933. Esses projetos federais geraram milhões de empregos para os necessitados, embora parte da força de trabalho norte-americana continuasse desempregada em 1940. A entrada do país na Segunda Guerra Mundial, no entanto, provocou a queda das taxas de desemprego, e fez crescer radicalmente a produção industrial. No final da guerra, o desemprego tinha sido drasticamente reduzido.
EDSFORD, R. America’s response to the great depression. Blackwell Publishers, 2000 (tradução adaptada)
A partir do texto, conclui-se que
a) o fundamento da política de recuperação do país foi a ingerência do Estado, em ampla escala, na economia.
b) a crise de 1929 foi solucionada por Roosevelt, que criou medidas econômicas para diminuir a produção e o consumo.
c) os programas de ajuda social implantados na administração de Roosevelt foram ineficazes no combate à crise econômica.
d) o desenvolvimento da indústria bélica incentivou o intervencionismo de Roosevelt e gerou uma corrida armamentista.
e) a intervenção de Roosevelt coincidiu com o início da Segunda Guerra Mundial e foi bem-sucedida, apoiando-se em suas necessidades.



11. (ENEM/2012)
Texto I
A Europa entrou em estado de exceção, personificado por obscuras forças econômicas sem rosto ou localização física conhecida que não prestam contas a ninguém e se espalham pelo globo por meio de milhões de transações diárias no ciberespaço.
(ROSSI, C. Nem fim do mundo nem mundo novo. Folha de S.Paulo, 11 dez. 2011 – Adaptado)
Texto II
Estamos imersos numa crise financeira como nunca tínhamos visto desde a Grande Depressão iniciada em 1929 nos Estados Unidos.
(Entrevista de George Soros. Disponível em: www.nybooks.com. Acesso em: 17 ago. 2011 – Adaptado)
A comparação entre os significados da atual crise econômica e do crash de 1929 oculta a principal diferença entre essas duas crises, pois
a) o crash da Bolsa em 1929 adveio do envolvimento dos EUA na I Guerra Mundial e a atual crise é o resultado dos gastos militares desse país nas guerras do Afeganistão e Iraque.
b) a crise de 1929 ocorreu devido a um quadro de superprodução industrial nos EUA e a atual crise resultou da especulação financeira e da expansão desmedida do crédito bancário.
c) a crise de 1929 foi o resultado da concorrência dos países europeus reconstruídos após a I Guerra e a atual crise se associa à emergência dos BRICS como novos concorrentes econômicos.
d) o crash da Bolsa em 1929 resultou do excesso de proteções ao setor produtivo estadunidense e a atual crise tem origem na internacionalização das empresas e no avanço da política de livre mercado.
e) a crise de 1929 decorreu da política intervencionista norte-americana sobre o sistema de comércio mundial e a atual crise resultou do excesso de regulação do governo desse país sobre o sistema monetário.


12. (ENEM/2014) Ao deflagra-se a crise mundial de 1929, a situação da economia cafeeira se apresentava como se segue. A produção, que se encontrava em altos níveis, teria que seguir crescendo, pois os produtores haviam continuado a expandir as plantações até aquele momento. Com efeito, a produção máxima seria alcançada em 1933, ou seja, no ponto mais baixo da depressão, como reflexo das grandes plantaçõe4s de 1927-1928. Entretanto, era totalmente impossível obter crédito no exterior para financiar a retenção de novos estoques, pois o mercado internacional de capitais se encontrava em profunda depressão, e o crédito do governo desaparecera com a evacuação das reservas.
FURTADO, C. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1997 (adaptado).
Uma resposta do Estado brasileiro à conjuntura econômica mencionada foi o(a)
a) atração de empresas estrangeiras.
b) reformulação do sistema fundiário.
c) incremento da mão de obra imigrante.
d) desenvolvimento de política industrial.
e) financiamento de pequenos agricultores.


13. (Fac. Direito de Franca SP/2015) “A crise econômica alemã agravou-se profundamente a partir da segunda metade de 1930, e os desempregados chegaram a mais de três milhões de pessoas, o dobro do ano anterior.”
Alcir Lenharo. Nazismo, o triunfo da vontade. São Paulo: Ática, 1986, p. 25.
Entre os elementos relacionados à crise econômica alemã no final da década de 1920, podem-se citar
a) as disputas políticas entre as principais cidades alemãs e a chegada do partido nazista ao poder.
b) o crescimento das taxas de desemprego e o êxodo rural provocado pelo declínio da produção agrícola.
c) as sucessivas greves e protestos dos setores de esquerda do operariado e a precária industrialização do país.
d) os conflitos de rua protagonizados pelas divisões de assalto do partido nazista e a pressão política da Comunidade Europeia.
e) o êxodo urbano e a carência de capitais nacionais a serem investidos na indústria.


14. (FM Petrópolis RJ/2015) Durante a Grande Depressão, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) manteve-se relativamente a salvo dos efeitos mais intensos da recessão econômica. Enquanto diversos países capitalistas tiveram que rever suas políticas econômicas, o governo socialista liderado por Josef Stalin exibia pujança econômica e fornecia modelos de planejamento estatal que serviram de inspiração para economistas de todo o mundo.
Que medida punitiva tomada por países capitalistas após a 1ª Guerra Mundial contribuiu para proteger a URSS dos efeitos da crise de 1929?
a) Isolamento da Rússia por aliança de países limítrofes do país socialista.
b) Financiamento a Trotsky e seus seguidores para enfraquecer Stalin.
c) Adoção da Nova Política Econômica (NEP) pelo governo de Lênin.
d) Expulsão da União Soviética da Liga das Nações.
e) Invasão do território soviético por tropas alemãs.


15. (UNIOESTE PR/2013) “No final da década de 20, ocorreu uma das maiores crises vividas pelo capitalismo: a Grande Depressão. Este fenômeno foi determinado por uma crise de superprodução que atingiu todos os países capitalistas.”
MARQUES, Adhemar; BERUTTI, Flávio; FARIA, Ricardo. História Contemporânea Através de Textos. 11ª edição. São Paulo: Contexto, 2005. p. 155.
Tendo por base o fragmento transcrito acima, sobre a crise de 1929, é correto afirmar que
a) a crise de 1929 não afetou a economia brasileira, pois naquela época o Brasil ainda não era um país capitalista.
b) somente os países capitalistas europeus foram afetados pela crise de 1929. Os Estados Unidos evitaram a eclosão da crise com a implantação do New Deal.
c) trata-se de uma crise de superprodução que afetou apenas as indústrias dos países capitalistas. Como na época a economia brasileira baseava-se na produção de café, o Brasil não foi afetado pela crise.
d) trata-se de uma crise que provocou o colapso da economia dos países capitalistas. No caso dos Estados Unidos, marcou o fim do clima de prosperidade da década de 1920, caracterizado pelo grande crescimento da produção.
e) a crise econômica que aconteceu no final da década de 1920 abalou seriamente os países capitalistas, entre eles a Rússia. Assim, essa crise foi uma das principais causas da revolução russa, que implantou o comunismo naquele país.


16. (UFRS) NÃO pode ser considerado(a) consequência da crise econômica de 1929:
a) a retração do comércio internacional e da produção industrial, bem como a queda do preço das matérias-primas.
b) o crescimento do desemprego na Alemanha, país cuja economia era baseada na exportação de produtos industrializados.
c) o crescimento econômico da União Soviética baseado na Nova Política Econômica (NEP).
d) a eleição de Franklin Delano Roosevelt para a presidência dos Estados Unidos, com um programa de recuperação econômica.
e) o crescimento eleitoral do Partido Nazista na Alemanha.


17. (VUNESP) No fim da década de 20, anos de prosperidade, uma grave crise econômica, conhecida como a Grande Depressão, começou nos EUA e atingiu todos os países capitalistas. J. K. Galbraith, economista norte-americano, afirma que “à medida que o tempo passava tornava-se evidente que aquela prosperidade não duraria. Dentro dela estavam contidas as sementes de sua própria destruição.” (Dias de boom e de desastre in J.M. Roberts (org), História do Século XX.).
A aparente prosperidade pode ser percebida nas seguintes características:
a) o aumento da produção automobilística, a expansão do mercado de trabalho e a falta de investimentos em tecnologia.
b) a destruição dos grandes estoques de mercadorias, o aumento dos preços agrícolas e o aumento dos salários.
c) a cultura de massa com a venda de milhões de discos, as dívidas de guerra dos EUA e o aumento do número de empregos.
d) a crise de superprodução, a especulação desenfreada nas bolsas de valores e a queda da renda dos trabalhadores.
e) o aumento do mercado externo, o mito do American way of life e a intervenção do Estado na economia.


18. (UFES) O colapso deflagrado no mundo pela crise financeira dos anos 20 teve como principal ato o craque da Bolsa de Valores de Nova York, em outubro de 1929. Como consequência dessa crise, podemos destacar:
a) os preços e salários subiram, aumentando a oferta de empregos na área industrial europeia.
b) a Europa recuperou sua prosperidade com altos investimentos dos fundos particulares norte-americanos.
c) o Brasil manteve-se fora da crise com contínuos aumentos das exportações do café.
d) o mundo todo foi afetado drasticamente, quando a Inglaterra abandonou o padrão-ouro, permitindo a desvalorização da libra.
e) nos primeiros anos da década de 30, a indústria alemã duplicou a sua produção, acarretando o crescimento do comércio mundial.


19. (PUC-RS 2010) Inicialmente favorecida pelas condições internacionais do pós-Primeira Guerra, a economia dos Estados Unidos conheceu um período de forte expansão e euforia nos anos 1920. Todavia, ao final dessa década, o país seria um dos focos da crise mundial de 1929 e da Grande Depressão que a seguiu. Um dos motivos dessa violenta reversão de expectativas foi
a) a falência das principais medidas estabilizadoras do New Deal.
b) a política antitruste determinada pela Sociedade das Nações.
c) a perda de mercados devido a descolonização afro-asiática.
d) a superprodução no setor primário dos Estados Unidos.
e) o crescimento da dívida norte-americana em relação as principais potências europeias.


20. Espcex (Aman) 2015 Nos primeiros anos da década de 1930, o mundo assistiu a uma grave crise econômica que atingiu boa parte do mundo capitalista. Para combatê-Ia o governo dos Estados Unidos da América adotou um conjunto de medidas que ficou conhecido como New Deal. Esse programa
a) diminuiu a intervenção do Estado na economia.
b) aumentou a intervenção do Estado na economia.
c) retirou a presença do Estado da economia.
d) tornou a economia americana mais IiberaI.
e) provocou a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, dando origem ao episódio que ficou conhecido como a "quinta-feira negra".


21. (UFV 2004) O 'crash' da Bolsa de Nova York em 1929 afetou a economia mundial. Os Estados Unidos, sob o comando do Presidente Franklin Delano Roosevelt, adotaram o 'New Deal', como saída para a crise que o país atravessava. São características do 'New Deal':
I. a intervenção deliberada do Estado na economia, contrapondo-se à tradição liberal americana.
II. a criação de um amplo plano de obras públicas, como barragens e autoestradas, para gerar novos empregos.
III. o incentivo ao aumento da produção para alimentar a população desempregada.
IV. a criação de um fundo monetário destinado a financiar os países europeus em crise.
V. a adoção de medidas visando ao equilíbrio entre o custo da produção e o valor final das mercadorias.
Das alternativas abaixo, assinale aquela que apresenta apenas as características CORRETAS:
a) I, II e V.
b) I, III e IV.
c) I, IV e V.
d) II, III e IV.
e) II, III e V.


22. (ENEM 2017) O New Deal visa restabelecer o equilíbrio entre o custo de produção e o preço, entre a cidade e o campo, entre os preços agrícolas e os preços industriais, reativar o mercado interno – o único que é importante – pelo controle de preços e da produção, pela revalorização dos salários e do poder aquisitivo das massas, isto é, dos lavradores e operários, e pela regulamentação das condições de emprego.
CROUZET, M. Os Estados perante a crise, In: História geral das civilizações. São Paulo: Difel, 1977 (adaptado).
Tendo como referência os condicionantes históricos dos entreguerras, as medidas governamentais descritas objetivavam
a) flexibilizar as regras do mercado financeiro
b) fortalecer o sistema de tributação regressiva.
c) introduzir os dispositivos de contenção creditícia.
d) racionalizar os custos da automação industrial mediante negociação sindical.
e) recompor os mecanismos de acumulação econômica por meio da intervenção estatal.


23 (UFPE 2002) Sobre a crise econômica de 1929 e sua relação com o liberalismo, assinale a alternativa correta.
a) A crise de 1929 foi provocada, sobretudo, pelo alto grau de desenvolvimento tecnológico, combinado à política liberal com base na ociosidade de capitais europeus do pós-guerra.
b) Baseados em uma política liberal, os empresários norte-americanos mantiveram o ritmo de produção que vinha sendo adotado durante a Primeira Guerra e o mercado internacional não respondeu as ofertas.
c) Para enfrentar a crise econômica de 1929, foi adotada a política liberal de empréstimos através da qual os países europeus mais ricos passaram a dar crédito aos Estados Unidos.
d) Com a crise de 1929, a política econômica liberal passou a ser desacreditada pelos empresários norte-americanos que passaram a apoiar uma política estatal intervencionista.
e) A política liberal adotada no período do pós-guerra dos EUA proibiu os empréstimos a juros e as especulações com ações, numa tentativa de frear a crise econômica, então, já prevista.


24. (UEPB 2013) Em 1933, Franklin Delano Roosevelt tomou posse para cumprir mandato como o 32° presidente dos Estados Unidos da América. Os EUA experimentavam a mais aguda de todas as suas crises, em consequência do "Crack da Bolsa de Nova York de 1929". Para se ter ideia da extensão dos danos, um quarto da força de trabalho norte-americana estava desempregado, sem contar os trabalhadores subempregados e os que tinham desistido de procurar emprego.
Assinale a única alternativa INCORRETA.
a) Roosevelt foi eleito uma vez e reeleito mais três vezes seguidas - caso único na história americana. Mas isso só foi possível pelas circunstâncias da época. A grande depressão e a 2a Guerra Mundial criaram as condições para que ele obtivesse até mesmo um quarto mandato, encerrado precocemente devido à sua morte, em abril de 1945.
b) Roosevelt recebeu apoio total para governar. O Congresso americano e o Judiciário foram fundamentais para que o "New Deal" fosse um sucesso. A Suprema Corte dos EUA julgou o plano constitucional e deu plenos e absolutos poderes para que Roosevelt governasse, de tal forma que ele tomava decisões sem ter que consultar os outros poderes.
c) Roosevelt foi eleito presidente dos EUA não aceitando a visão de que crises são movimentos normais da economia. Ele defendia que a economia americana vivia um estado patológico incomum e que nenhuma teoria econômica poderia justificar o sofrimento da população.
d) Roosevelt teve como marca maior de seus governos o chamado "New Deal" (novo contrato), que não defendia um conjunto de medidas pré-estabelecidas, mas que o governo deveria se comprometer a assumir a responsabilidade de agir pela prosperidade da economia e pela melhoria do bem-estar da população.
e) Roosevelt foi eleito por ter oferecido ao povo americano um projeto pelo qual o governo interviria na economia com os instrumentos necessários para que se pudesse combater a grande depressão. Em sua posse ele pronunciou a frase, que se tornaria o lema de seu governo: ' Não há o que temer, senão o próprio medo."


25. (IBMECRJ 2009) A crise que atingiu a Bolsa de Nova York, em 1929, serviu para demonstrar a crise do modelo liberal aplicado na economia norte-americana e para superá-la foi executado um programa que tinha como base:
a) A não-intervenção do Estado, objetivando dar ao mercado condições próprias de superação do grave momento econômico.
b) Uma política de investimento maciço em obras públicas, que ficou conhecido como "Aliança para o progresso".
c) Um conjunto de medidas intervencionistas que ficou conhecido como "New Deal".  
d) A supressão de uma série de conquistas da classe trabalhadora, como o salário-mínimo, com a finalidade de facilitar a geração de empregos. 
e) O rompimento dos acordos anteriormente firmados com o FMI, acordos que haviam sido assinados numa época de expansão econômica e que agora ficaram inviabilizados.


GABARITO