1. (FUVEST SP/1997) A política do café, durante a Primeira República,
a) Chegou ao auge do protecionismo com o Convênio de Taubaté, passando depois a reger-se pelas leis do mercado.
b) Procurou atender aos interesses dos cafeicultores através de constantes medidas de proteção ao produto.
c) Pode ser equiparada à de outras produções agrícolas, todas elas amparadas por Planos de Defesa.
d) Atendeu exclusivamente aos interesses dos grandes grupos internacionais, através dos Planos de Defesa.
e) Foi dirigida pelo governo do Estado de São Paulo, enquanto o poder federal mantinha uma atitude distante e neutra.


2. (CEFET MG/2015) Sobre a economia na Primeira República, assinale (V) para as verdadeiras ou (F) para as falsas.
(__) As medidas econômicas priorizaram a valorização do café.
(__) Os primeiros governos republicanos estimularam a indústria de base.
(__) Os lucros do café impulsionaram a industrialização brasileira.
(__) Os governos adotaram a política de valorização cambial.
A sequência correta encontrada é
a) V V F V.
b) V F F V.
c) V F V F.
d) F V V F.


3. (PUC RS/2001) Considere as afirmativas abaixo, sobre o processo de industrialização na República Velha.
I. A industrialização desacelera-se de forma constante no período pós-Primeira Guerra a 1930, em virtude da crise política interna e das condições desfavoráveis do mercado internacional.
II. A produção industrial visa ao mercado interno de bens de consumo não-duráveis, em setores de demanda anteriormente providos pelas importações.
III. O setor industrial contou, ao longo do período, com apoio permanente do Estado, sob a forma de crédito, subsídios fiscais e investimentos diretos em obras de infraestrutura.
IV. A indústria dependia, internamente, do excedente de capital do setor agroexportador e, externamente, da importação de maquinaria e de insumos.
A análise das afirmativas permite concluir que é correta a alternativa:
a) I e II
b) I, III e IV
c) I e III
d) II, III e IV
e) II e IV


4. (UFOP MG/1994) Com relação a industrialização brasileira ocorrida durante a República Velha (1889–1930), assinale a alternativa INCORRETA:
a) Concentrou-se inicialmente nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
b) Utilizava predominantemente o trabalho de escravos.
c) Foi financiada parcialmente com os lucros do café, o que explica sua localização inicial.
d) Foi favorecida pela existência de um mercado consumidor que se concentrava nas cidades.
e) Ganhou grande impulso durante a 1ª Guerra Mundial ao participar do processo de substituição de importações.


5. (UFJF MG/2000) A economia brasileira da República Velha caracterizou-se pelo predomínio das exportações, muito embora alguns estados produzissem para o mercado interno. Acerca do panorama econômico do período, relacione a primeira coluna com a segunda. Em seguida, marque a alternativa CORRETA:
1 - Produção do açúcar
2 - Extração da borracha
3 - Cafeicultura
4 - Produção para o mercado interno

(__) Concentrou-se na Região Amazônica, tendo vivido intensa crise a partir de 1910, em razão da concorrência estrangeira.
(__) Concentrou-se nos estados de MG, SP e RJ e foi a mais importante atividade no quadro das exportações brasileiras.
(__) Concentrou seu plantio nos estados nordestinos, principalmente em PE e passou por níveis decrescentes de produção em razão da concorrência externa.
(__) Foi muito forte no RS em razão da vinda de imigrantes e cresceu muito após o declínio da pecuária na região.

a) 3 - 4 - 2 - 1
b) 2 - 3 - 1 - 4
c) 1 - 2 - 4 - 3
d) 4 - 1 - 3 - 2


6. (UNIFICADO RJ/1994) A identificação dos governos da República Velha com os interesses da economia cafeeira pode ser expressa pelo(a):
a) Financiamento, através do Banco do Brasil, para o plantio de novas lavouras, no Encilhamento.
b) Estatização das exportações, com o objetivo de garantir os preços, durante a Primeira Guerra Mundial.
c) Adoção de uma política de valorização, reduzindo a oferta do produto, a partir do Convênio de Taubaté.
d) Controle da mão-de-obra camponesa e apoio à imigração, com a Lei Adolfo Gordo.
e) Isenção de tributos assegurada no programa de estabilização de Campos Sales.


7. (UNESP SP/2000) Dentre as principais mudanças ocorridas no Brasil, durante as três primeiras décadas do século XX, estão:
a) Intensificação dos fluxos imigratórios para o Norte e Nordeste.
b) Predomínio das atividades industriais sobre as agroexportadoras.
c) Diminuição das áreas de produção cafeeira.
d) Aumento das relações econômicas com os Estados Unidos.
e) Substituição do colonato pelas experiências de parceria.


8. (Mackenzie SP/2002) A Amazônia viveu o sonho transitório de riqueza graças à borracha. A borracha ocupou folgadamente o segundo lugar dentre os produtos brasileiros de exportação, alcançando o ponto máximo entre 1898 e 1910. Boris Fausto
Dentre as consequências dessa atividade econômica para a região, podemos citar:
a) Foram alteradas substancialmente as condições sociais, graças à melhor distribuição de renda e à qualidade de vida dos seringueiros.
b) Provocou migrações da região sudeste, base da mão-de-obra utilizada nesse ciclo extrativista.
c) Gerou o crescimento da população urbana, migrações da região nordeste, concentrou a renda, entrando em declínio devido a concorrência da produção inglesa e holandesa na Ásia.
d) Não trouxe concentração de renda nem alterou o modo de vida das capitais Belém e Manaus.
e) Constituiu-se no ponto de partida do desenvolvimento e na diversificação das atividades econômicas da região.


9. (UFAC/2003) A substituição da monocultura da borracha deu-se, principalmente, a partir de 1912, ante a “queda” da produção gumífera amazônica no mercado internacional, e foi marcada pela:
a) Introdução de práticas alternativas de exploração madeireira com sustentabilidade. 
b) Introdução da agropecuária e da produção de soja na região da Amazônia Sul-Ocidental.
c) Produção de bolsas, peças ornamentais, colares, castanha cristalizada, artefatos com produtos da floresta.
d) Produção de borracha, alternada com o plantio de subsistência, caça, pesca e a coleta/extração de castanha, açaí, copaíba e outros.
e) Produção de feijão, arroz, milho, soja e fabricação de móveis utilizando-se de tecnologias regionais e do manejo madeireiro.


10. (UEPB/2006) Entre os séculos XIX e XX, enquanto a produção cafeeira e a modernização urbana tomavam conta do Sudeste brasileiro, o restante do país conhecia uma realidade bem diferente. Diante disso, escolha a alternativa que não é coerente com este estado de coisas.
a) Se o Norte e o Nordeste se distinguiam pelas crises sociais, com a presença de movimentos messiânicos e de cangaceiros, o Sudeste e o Sul tinham um perfil modernizante e industrial, com o governo federal desenvolvendo uma política protecionista para beneficiar pessoas como o Barão de Mauá.
b) Os sertanejos dedicavam-se basicamente à criação de gado e à agricultura de subsistência e com as secas do fim do século XIX desencadearam um forte movimento migratório em direção ao Sudeste e a Amazônia.
c) Apesar de presos a seu passado escravocrata, os produtores de açúcar nordestinos não entraram em crise com a abolição da escravidão e a Proclamação da República. O governo federal criou uma política econômica especial para atendê-los e isso terminou por impossibilitar que São Paulo e Rio de Janeiro desenvolvessem uma expressiva produção açucareira.
d) Sendo a sede do governo federal, o Rio de Janeiro era o polo da vida urbana brasileira, e já a partir de 1840 recebeu uma série de melhorias em termos de infraestrutura. Era, também, um centro portuário e isso não deixava de ser um reflexo da estrutura econômica voltada para as exportações de produtos primários.
e) A seringueira era uma importante riqueza no final do século XIX e a extração do látex estava vinculada ao mercado externo. Já no início do século XX, cerca de 25% das exportações brasileiras correspondiam a esta atividade, mas isso não foi suficiente para que o Norte saísse do atraso e pudesse experimentar um processo de desenvolvimento igual ao Sudeste e ao Sul.


11. (UFF RJ/2006) “Duas lendas convergentes e significativas sobre a Madeira-Mamoré firmaram-se ao longo do tempo no imaginário popular. A primeira, pelo lado da força de trabalho, tinha como certo que o número de mortos era exatamente igual ao de dormentes colocados na ferrovia; a segunda, no tocante ao capital, afiançava que os altos custos do empreendimento converteram aquela estrada na ferrovia dos ‘trilhos de ouro’ ”
(Hardman, Francisco Foot. Trem Fantasma. São Paulo: Cia das Letras, 1988, p. 179-180)
O texto acima remete a alguns mitos que envolveram a construção da “ferrovia do diabo”, de modo a introduzir a civilização em plena selva amazônica.
I. A construção da Madeira-Mamoré deveu-se ao espírito de lucro, inerente aos capitalistas brasileiros, cujo apogeu, durante o primeiro quartel do século XX, esteve personificado na figura do Marechal Rondon.
II. A ferrovia Madeira-Mamoré tinha dois objetivos: fornecer à Bolívia acesso ao mar em troca da cessão do território do Acre ao Brasil e agilizar as exportações da borracha amazônica.
III. As condições de insalubridade vigentes na região amazônica responderam, em grande parte, pelo fracasso da ferrovia, devido à elevada mortalidade dos que nela trabalharam.
IV. A Madeira-Mamoré integrou o truste norte-americano dirigido por Percival Farqhuar que, dentre outras atividades, controlou a totalidade das ferrovias e portos brasileiros nesse período.
V. Uma das razões do fracasso da “ferrovia fantasma” foi o declínio dos preços externos da borracha brasileira, justamente no momento de conclusão da obra.
Com relação a esse empreendimento, analise as afirmativas a seguir:
a) I – II – III
b) I – II – V 
c) I – IV – V
d) II – III – V
e) III – IV – V


12. (UFMG/2006) Considerando-se a epopeia da construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré, contada em Mad Maria, de Márcio de Souza, e, recentemente, adaptada para uma minissérie homônima, é CORRETO afirmar que ela retrata a:
a) necessidade de substituição da navegação fluvial pela rede ferroviária, como única alternativa para resolver os graves problemas de comunicação com o Centro-Oeste.
b) expansão do capitalismo financeiro, no período do Entre Guerras, que resultou na construção de obras faraônicas no Brasil, buscando-se a maior rentabilidade do capital.
c) tentativa de apropriação, por parte dos industriais do Sudeste, de áreas de reserva indígena na Amazônia, para expansão da agroindústria de exportação do café.
d) impressionante e efêmera riqueza oriunda do ciclo da borracha na Amazônia, no início do século XX, relacionada ao surgimento da indústria automobilística.


13. (UFAC/2006) Assinale a alternativa que representa os elementos que foram indispensáveis à produção de borracha em larga escala, durante o primeiro surto da borracha na Amazônia/Acre:
a) Reforma agrária; inovação técnica no corte da seringueira; e abertura de ferrovias.
b) Uma larga oferta de capitais; a incorporação de novas áreas produtoras às já existentes; e um acréscimo de mão-de-obra ao processo produtivo.
c) Plantio racional de seringueiras; abertura de ferrovias; e melhor qualificação da mão-de-obra.
d) Uma larga oferta de capitais; plantio racional de seringueiras; e abertura de rodovias.
e) Inovação técnica no corte da seringueira; abertura de rodovias; e seringais de cultivo.


14. (FURG RS/2007) Sobre a industrialização no Brasil, é possível afirmar que:
I. o Brasil faz parte de um grupo de países de industrialização relativamente tardia, que se inicia no final do século XIX.
II. durante a República Velha, ocorreu o desenvolvimento das indústrias têxteis, com a utilização da mão-de-obra imigrante, expandida, sobretudo, com o fim da escravidão em 1888.
III. durante a Primeira Guerra Mundial, houve um aumento da produção industrial no Brasil, que resultou no processo de substituição de bens importados.
Estão corretas as afirmativas:
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) I, II e III.
e) nenhuma.


15. (UFRR/2007) Por volta de 1906, Manaus fervilhava com a economia da borracha. A sociedade vivia os primeiros tempos da Universidade Livre. Os bondes circulavam entre os festejos da população. A cidade abrigava famílias tradicionais, quase todas unidas entre si pelo compadrio. Manaus era considerada um espaço de encontros culturais, desde o índio, vindo de longínquo horizonte, ao estrangeiro recém-chegado.
A propósito do enunciado acima, pode-se afirmar que:
a) As notícias sobre a povoação de Manaus do início do século XX revelaram um momento de valorização da cultura do índio.
b) Os dados nos dão indicações sobre a organização do espaço sociocultural da Belle Époque Manauara.
c) Trata-se, antes de mais nada, de confirmar a influência do ideário iluminista presente no projeto do Estado brasileiro, na Constituição de 1891.
d) A notícia revela que, mudando a “selvagem Manaus” em “Paris dos Trópicos”, todos os habitantes se comunicariam em francês.
e) A notícia indica que a urbanização manauara do início do século XX amontoou as casas, mergulhando a cidade num marasmo.


16. (PUC RS/2007) A política econômica de Rui Barbosa foi inadequada ao contexto socioeconômico brasileiro. No início da República Velha, este “engano” estratégico da política do Encilhamento provocou inflação e muitas falências, tudo em nome do projeto de desenvolvimento industrial. O desastre desta política econômica ocorreu porque
a) o Brasil possuía muitas reservas de capital, um mercado interno insuficiente para acompanhar o processo de industrialização e recebia estímulo de outras nações industrializadas.
b) não possuindo reservas de capital e apresentando um mercado interno insuficiente para acompanhar o processo de industrialização, o Brasil recebia pressão dos países industrializados para impedir a concorrência.
c) embora o Brasil não possuísse reservas de capital, tinha um mercado interno capaz de acompanhar o processo de industrialização, porém recebia pressão dos países industrializados, para evitar a concorrência.
d) o Brasil não possuía reservas de capital, possuía um mercado interno apto para o consumo e produção agrícola e manufatureira, mas não recebia apoio dos países industrializados.
e) o Brasil possuía muitas reservas de capital, provenientes da economia cafeeira, o que desenvolveu o mercado interno e conquistou o apoio dos países industrializados e em vias de industrialização.


17. (FUVEST SP/2008) Sobre a economia brasileira durante a Primeira República, é possível destacar os seguintes elementos:
a) exportações dirigidas aos mercados europeus e asiáticos e crescimento da pecuária no Nordeste.
b) investimentos britânicos no setor de serviços e produção de bens primários para a exportação.
c) protecionismo alfandegário para estimular a indústria e notável ampliação do mercado interno.
d) aplicação de capital estrangeiro na indústria e consolidação do café como único produto de exportação.
e) integração regional e plano federal de defesa da comercialização da borracha na Amazônia.


18. (UECE/2008) Sobre a economia agroexportadora brasileira durante a república velha, é INCORRETO afirmar que:
a) A maioria das exportações girava em torno do café e da borracha.
b) O açúcar ainda tinha importância embora, de modo geral, os engenhos nordestinos estivessem em decadência.
c) O sul do Brasil exportava carne, couro e erva-mate bem como iniciou, com sucesso, uma grande produção de açúcar mascavo, muito bem aceito na Europa.
d) As plantações de cacau espalhavam-se pela Bahia, principalmente em Ilhéus, graças às indústrias de chocolate na Europa.


GABARITO

1. (ENEM/2010) A serraria construía ramais ferroviários que adentravam as grandes matas, onde grandes locomotivas com guindastes e correntes gigantescas de mais de 100 metros arrastavam, para as composições de trem, as toras que jaziam abatidas por equipes de trabalhadores que anteriormente passavam pelo local. Quando o guindaste arrastava as grandes toras em direção à composição de trem, os ervais nativos que existiam em meio às matas eram destruídos por este deslocamento.
MACHADO P. P. Lideranças do Contestado. Campinas: Unicamp. 2004 (adaptado).
No início do século XX, uma série de empreendimentos capitalistas chegou à região do meio-oeste de Santa Catarina – ferrovias, serrarias e projetos de colonização. Os impactos sociais gerados por esse processo estão na origem da chamada Guerra do Contestado. Entre tais impactos, encontrava-se
a) a absorção dos trabalhadores rurais como trabalhadores da serraria, resultando em um processo de êxodo rural.
b) o desemprego gerado pela introdução das novas máquinas, que diminuíam a necessidade de mão de obra.
c) a desorganização da economia tradicional, que sustentava os posseiros e os trabalhadores rurais da região.
d) a diminuição do poder dos grandes coronéis da região, que passavam disputar o poder político com os novos agentes.
e) o crescimento dos conflitos entre os operários empregados nesses empreendimentos e os seus proprietários, ligados ao capital internacional.


2. (CEFET MG/2015) Sobre a economia na Primeira República, assinale (V) para as verdadeiras ou (F) para as falsas.
(__) As medidas econômicas priorizaram a valorização do café.
(__) Os primeiros governos republicanos estimularam a indústria de base.
(__) Os lucros do café impulsionaram a industrialização brasileira.
(__) Os governos adotaram a política de valorização cambial.
A sequência correta encontrada é
a) V V F V.
b) V F F V.
c) V F V F.
d) F V V F.


3. (UNESP SP/2008) As estradas de ferro paulistas dos séculos XIX e XX dirigiam–se para as regiões do interior do estado. Sua importância para o complexo econômico cafeeiro e para o desenvolvimento de São Paulo pode ser vista sob múltiplos aspectos. O cultivo do café e as ferrovias provocaram mudanças ambientais em várias regiões paulistas, porque
a) as estradas de ferro formavam redes no interior das matas e permitiam o acesso do capital norte-americano à exploração e à exportação de madeiras para o mercado europeu.
b) a economia cafeeira foi responsável pelo predomínio da agricultura de subsistência sobre as áreas florestais e as locomotivas levaram à exploração do carvão mineral no planalto paulista.
c) o emprego nos cafezais de defensivos agrícolas contaminava as nascentes de água e as ferrovias favoreciam a fixação de pequenas propriedades nas áreas agrestes.
d) as locomotivas eram movidas a vapor, cujo combustível era a madeira, e os cafezais, por esgotarem o solo, exigiam a incorporação de novas terras para o plantio.
e) a expansão da frente pioneira devastava as matas e abria grandes reservas de territórios e de terras agricultáveis para os indígenas.


4. (FEI SP/2008) Ao longo da Primeira República (1889-1930) o Brasil passou por muitas transformações. As alternativas abaixo apontam para essas mudanças, exceto:
a) expansão demográfica acelerada, intensificada pela imigração europeia.
b) aceleração do processo de urbanização, notadamente no centro-sul do país.
c) desenvolvimento da industrialização, sobretudo em São Paulo.
d) aumento da diversificação social, sobretudo nas cidades.
e) aumento da dependência externa, principalmente de insumos agrícolas.


5. (PUC RS/2009) Em relação ao Brasil, a crise de 1929 atingiu nossa economia inviabilizando a manutenção da política de valorização do café, firmada em 1906 pelo Convênio de Taubaté, e também 
a) provocando retração do mercado consumidor, suspensão do financiamento da estocagem do café e liquidação imediata dos débitos anteriores.
b) suspendendo a produção do café por alguns anos, o financiamento das lavouras e a liquidação dos débitos dos cafeicultores.
c) convocando todos os exportadores de produtos agrícolas a criarem mecanismos de estabilização de preços.
d) possibilitando aumento no consumo do café brasileiro e consequente aumento de preços no mercado nacional.
e) contribuindo para a manutenção da política de preços dos produtos industrializados brasileiros e para a revitalização da política de valorização do café.


6. (UFF RJ/2009) Segundo Antonio Barros de Castro, o café foi, entre nós, uma “cultura itinerante”, “uma atividade em movimento”, compreendendo, simultaneamente, “uma faixa pioneira, onde o café estaria penetrando; uma zona onde estaria consolidado e plenamente produtivo e uma região decadente, onde a cultura se encontra em regressão.” (7 Ensaios sobre a economia brasileira).
Aplicando a classificação contida no texto acima à cafeicultura brasileira na primeira década do século XX, é possível associar:
a) a faixa pioneira à fértil região do Oeste paulista; a região madura ao vale do Paraíba de São Paulo e o setor decadente aos velhos cafezais do Vale do Paraíba fluminense;
b) a faixa pioneira à região de Vassouras e Valença; a área consolidada à região de Campinas e a retaguarda ao oeste do Paraná;
c) a frente pioneira de terras férteis e produtivas ao vale do Paraíba paulista; a região madura e plenamente produtiva ao vale do Paraíba fluminense e a área de retaguarda aos velhos cafezais da Bahia;
d) a região pioneira a Cantagalo; a zona consolidada aos municípios da baixada fluminense e a área decadente a Angra dos Reis e Parati;
e) a região do Vale do médio Paraíba à produção paulista; a frente de expansão à baixada do Rio Jequitinhonha e a área decadente ao oeste paulista.


7. (IBMEC RJ/2010) Decorrência natural da expansão industrial, particularmente do setor automobilístico, a produção de borracha desenvolveu-se na segunda metade do século XIX na região amazônica. Sobre este período são feitas a seguintes afirmativas:
I. foi fator de estabilidade econômica para o país, permitindo um desenvolvimento acelerado inclusive da região centro-oeste;
II. não teve uma duração maior em função da produção sul-africana, liderada pelos holandeses, que oferecia um preço mais baixo que o do produto brasileiro;
III. possibilitou um notável desenvolvimento para a cidade de Manaus, sendo a construção do Teatro Amazonas uma clara demonstração desse processo.
Assinale:
a) se apenas a afirmativa I for correta.
b) se apenas a afirmativa II for correta.
c) se apenas a afirmativa III for correta.
d) se as afirmativas I e II forem corretas.
e) se as afirmativas II e III forem corretas.


8. (UEPB/2010) Em “Literatura como Missão” o historiador Nicolau Sevcenko fala de um promitente Rio de Janeiro que, no início do século XX, exercia o papel de intermediador dos recursos vindos da economia cafeeira, além de ser o centro político do país. Assinale a alternativa INCORRETA.
a) A democratização do crédito, imposta pelo Encilhamento, impediu a aproximação do Rio com centros comerciais do mundo, pois sua população era majoritariamente de ex-escravos desabituados ao consumo, e os hábitos rurais obstavam uma pretensa visão cosmopolita.
b) Núcleo da maior rede ferroviária do Brasil, o Rio conectava-se com o Vale do Paraíba, São Paulo, Mato Grosso, os Estados do Sul, e complementava sua transmissão viária com o comércio de cabotagem para o Nordeste e o Norte até Manaus.
c) As finanças pátrias convergiam para o Rio. As maiores casas bancárias nacionais e internacionais, o Banco do Brasil e a maior Bolsa de Valores do país estavam lá sediados. Com a maior população do Brasil, fornecia às suas indústrias um amplo mercado consumidor e de mão-de-obra.
d) Entre os séculos XIX e XX, o Rio era o 15° porto do mundo em volume de negócios. O aumento das importações e do comércio de cabotagem compensou a concorrência feita pelo Porto de Santos, que recebia toda a produção cafeeira do Oeste paulista.
e) O desenvolvimento das atividades econômicas contribuiu sensivelmente para que o Rio assumisse o posto de maior centro cosmopolita da nação. E isso propiciava um íntimo contato com a produção e os comércios da Europa e dos Estados Unidos.


9. (ESPM/2010) A exploração da borracha na grande região amazônica iniciou-se por volta de 1870, sendo que no fim do século sua produção atingiu vinte toneladas por dia. Aumentando sempre, em 1910, a extração do látex proveniente da seringueira e do caucho chegou a 40.800 toneladas, e rendeu quase tanto como o café. Esse ano marcou o apogeu da borracha, pois ela começou a ser aplicada em diversas atividades industriais. (Heródoto Barbeiro. Curso de História do Brasil.)
Apesar da importância que a borracha alcançou na economia brasileira, entre 1898 e 1910, quando ocupou o segundo lugar entre os produtos brasileiros de exportação, após 1910 sobreveio um declínio avassalador. Assinale a alternativa que explica tal declínio:
a) com a Primeira Guerra Mundial o mercado internacional entrou em retração;
b) o governo brasileiro daquele tempo decidiu priorizar a industrialização que deslanchava na região sudeste;
c) a partir de então o governo brasileiro investiu na pecuária, visto que na república do café com leite havia uma preocupação com o aprimoramento do gado de raça;
d) com a Primeira Guerra Mundial o mercado comprador de borracha se expandiu, mas as exportações brasileiras sofreram com a guerra submarina praticada pelos alemães;
e) as plantações organizadas principalmente pelos ingleses em suas colônias na Ásia superaram nossa produção, pois a borracha produzida por eles era de boa qualidade e de baixo custo.


10. (IBMEC RJ/2011) Sobre o fracasso do chamado “ciclo da borracha”, na região amazônica, são feitas as seguintes afirmativas:
I. faltou mão-de-obra especializada, afinal a migração nordestina não foi capaz de atender a demanda;
II. a produção desenvolvida pelos ingleses em áreas como a Malásia e o Ceilão resultou em um produto com custo menor, dificultando a comercialização do nosso látex;
III. a ocorrência da Primeira Guerra Mundial paralisou o comércio internacional, dificultando as exportações brasileiras.
Assinale:
a) se apenas a afirmativa I for correta.
b) se apenas a afirmativa II for correta.
c) se apenas a afirmativa III for correta.
d) se as afirmativas I e II forem corretas.
e) se as afirmativas II e III forem corretas.


11. (UEFS BA/2011) Não foi o café que degradou a natureza no Sudeste brasileiro. Foi o espírito mercantil imediatista, em busca de lucro e riqueza a qualquer custo, que importou essa planta, originária da Ásia, as máquinas e os homens, para fazer deles dinheiro. (MARTINEZ, 2010, p. 29).
O “espírito mercantil imediatista”, referido no texto, levou às crises de superprodução e à queda dos preços do café. Como medida para amenizar os prejuízos que atingiram a economia brasileira, no início do século XX, foi adotada a
a) diversificação dos produtos de exportação, beneficiando antigas regiões produtoras do Nordeste.
b) prática de queima de cafezais e de estoques prontos para a exportação, como forma de desencorajar novos plantadores.
c) política de valorização do café, que registrou a primeira intervenção do Estado para a proteção do produto.
d) proibição de investimentos estrangeiros na economia cafeeira, visando à reserva do mercado para o comércio nacional.
e) política de dinamização dos transportes rodoviários, como contribuição para a maior rapidez no escoamento do produto.


12. (PUC RS/2011) O café foi o principal produto de exportação brasileiro, desde meados de 1890 até a década de 1930. Mas esta produção não esteve isenta de crises, como a ocorrida ao final do século XIX, devido ao excesso de produção mundial e consequente queda nos preços. Como medida para combater a crise no período, destaca-se
a) o lançamento do II Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), que iniciou o processo de abertura política e garantiu, em curto prazo, o declínio do poder dos senhores de engenho, que ofereciam resistência ao crescimento da produção cafeeira.
b) a política de imigração de mão de obra europeia, principalmente alemães, italianos e poloneses, que passam a ser empregados em regime escravista nas fazendas de café do interior paulista.
c) a política de incentivo à criação de rodovias e novas fábricas, que pudessem incrementar o escoamento e processamento da grande safra de café brasileira, assim como a abertura de mercado para obtenção de financiamentos de investidores franceses.
d) o Convênio de Taubaté, em 1906, um plano de intervenção do estado, mediante a garantia de compra pelos governos (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais), criando estoques reguladores, promovendo a falta do produto no mercado, com o objetivo de elevar os preços.
e) a chamada “socialização das perdas”, pela qual os lucros são distribuídos entre a população, e as perdas ficam destinadas à elite cafeeira e aos governos estaduais, que recorrem a empréstimos estrangeiros e queimam os estoques excedentes do produto.


13. (UFPA/2011) Borracha e borracheiro, segundo o dicionário Houaiss, podem significar:
“Borracha: substância elástica e impermeável, resultante da coagulação do látex de vários vegetais, esp. de árvores dos gên. Hevea e Ficus, com propriedades diversas e inúmeros usos industriais, segundo os vários tipos de tratamento a que é submetida; caucho, goma-elástica”.
“Borracheiro: 1) aquele que produz, industrializa ou vende borracha ('substância') 2) Regionalismo: Brasil. Indivíduo que repara e/ou vende pneus; 3) Regionalismo: Norte do Brasil. m.q. seringueiro ('trabalhador').
Houaiss (Dicionário da Língua portuguesa. Verbetes Borracha e borracheiro. Versão digital, SP: Instituto Antônio Houaiss, Editora Objetivo, 2009).
Os verbetes acima esclarecem os significados do termo “borracha” no Brasil. Um desses significados põe em evidência o Norte do país, em que a palavra tem um emprego diferenciado historicamente porque
a) o norte do Brasil teve um contato mais próximo com a produção do látex e, nesta região, a palavra borracheiro passou a significar mais do que a produção da borracha em si, definindo também o seu produtor (trabalhador), o seringueiro.
b) o Brasil, como um todo, conheceu a borracha como um produto que se industrializa, pois esse produto era extraído da Amazônia e industrializado no Centro Sul. Assim, no Norte o significado da borracha ligou-se ao campo do trabalho e no Sul vinculou-se ao da produção.
c) o Norte do Brasil percebe a goma elástica de maneira mais ampla e correta, pois, distinguindo-se do resto do Brasil, os nortistas conhecem o processo de produção e trabalho com o látex, diferentemente do que ocorre com os nordestinos e sulistas.
d) o Centro-Sul do Brasil visualiza a borracha em seus produtos como os pneus; já o povo do Norte e Centro-Oeste percebem o produto em todo o seu processo produtivo, desde a extração do látex até a sua produção e comercialização.
e) o Centro-Sul do Brasil é o reduto da produção e do trabalho com o látex, por isso o significado da palavra é mais amplo. Já no Norte e Nordeste apenas se sabe que a borracha tem utilidades como a fabricação do pneu, o que justifica o uso mais simplificado da palavra.


14. (PUC RS/2012) Diante das crises de superprodução cafeeira, os governos de São Paulo e Minas Gerais intervieram no mercado com a assinatura do Convênio de Taubaté, em 1906. 
Dentre as medidas estabelecidas por esse Convênio, NÃO se pode citar:
a) A autorização para os bancos emitirem cédulas do Tesouro com a criação de novas linhas de crédito.
b) A compra antecipada da safra, pelo governo, por um preço pré-fixado.
c) O fornecimento de empréstimos, aos governos estaduais, por bancos estrangeiros.
d) O armazenamento dos estoques e posterior fornecimento ao mercado, de acordo com a procura.
e) O aumento dos impostos pagos pela população, de maneira a “socializar os prejuízos”.


15. (ESPM/2013) A partir do fim do século XIX, a cotação do café no mercado internacional havia começado a cair, pois outros países também produziam café. O excesso de oferta do produto derrubou os preços. Os produtores brasileiros não se conformavam com a queda na cotação do produto. Em 1906, os governadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro reuniram-se para tratar da situação. (Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: uma interpretação)
Assinale a alternativa que apresente respectivamente o nome da reunião mencionada no texto, bem como a política dela derivada:
a) Convênio de Taubaté – fechamento da Caixa de Conversão;
b) Convênio de Taubaté – compra do excedente pelo governo a fim de manter o equilíbrio entre oferta e procura;
c) Pacto de Pedras Altas – manutenção do preço mínimo por saca;
d) Pacto de Pedras Altas – empréstimos externos de 15 milhões de libras;
e) Tratado de Petrópolis – queima dos estoques excedentes.


16. (Fac. Direito de Franca SP/2013) Em suma, a Primeira Guerra Mundial aumentou consideravelmente a procura de artigos manufaturados nacionais, mas tornou quase impossível a ampliação da capacidade produtiva para satisfazer essa procura. […]Poder-se-á até perguntar se a industrialização de São Paulo não se teria processado mais depressa se não tivesse havido guerra.
A industrialização brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1986, p. 81.
O texto acima questiona uma famosa explicação sobre a industrialização brasileira nas primeiras décadas do século XX. Tal explicação é normalmente chamada de industrialização por
a) desenvolvimentismo.
b) aceleração do crescimento.
c) substituição de importações.
d) impulso tecnológico-militar.
e) dependentismo.


17. (PUCCamp SP/2013) Os ciclos econômicos que ocorreram em nossa história (do ouro, do açúcar, do café, do cacau, da borracha e outros), em suas causas, fastígio e decadência, podem ser reconhecidos nos eventos centrais ou na periferia das tramas e imagens da nossa literatura. Há que se reconhecer nossa dívida para com escritores como José Lins do Rego e Jorge Amado, por exemplo, que tramaram belas narrativas imbricadas nos antigos engenhos de açúcar ou nos cacaueiros baianos. O valor artístico da linguagem literária não está, obviamente, em documentar fenômenos econômicos ou eventos históricos de qualquer natureza, mas na capacidade de potenciá-los inventivamente por meio de uma perspectiva autoral. Realização estética e realidade transfigurada encontram-se no caminho e instigam o leitor a avaliá-las nessa precisa convergência. (Bernardim Quintanilha, inédito)
A exploração da seringueira, para a fabricação da borracha, na região amazônica brasileira teve seu período mais produtivo no final do século XIX e início do século XX. O sucesso econômico que essa atividade obteve nessas décadas deveu-se
a) à utilização clandestina de mão de obra escrava, a despeito da abolição já ter acontecido, uma vez que não havia fiscalização do trabalho dos seringueiros nos rincões da Amazônia.
b) ao grande subsídio estatal concedido pelo governo republicano aos produtores, que resultou no enriquecimento da cidade de Manaus, visível nos vestígios de sua Belle Époque presentes em seu patrimônio arquitetônico.
c) à fase de expansão da indústria automobilística, que gerou uma grande demanda pelo látex, matéria-prima essencial na fabricação de pneus e existente em abundância nos seringais, nativos da Amazônia.
d) à instalação, pelo empresário Henry Ford, da Fordlândia, um enorme polo agroindustrial de exploração de látex no Pará, que transformou o Brasil no principal exportador de borracha em escala mundial.
e) ao menor preço da borracha brasileira no mercado internacional, comparado ao da borracha produzida pelos ingleses na Ásia, dado que favoreceu a vitória sobre a concorrência e a expansão dessa cultura.


18. (UNIMONTES MG/2014) A “socialização das perdas”, praticada durante a República Velha, consistia, prioritariamente, em
a) desvalorização do câmbio, visando facilitar a aquisição de maquinários e matérias-primas essenciais à criação do parque industrial brasileiro.
b) manipulação da atividade cambial, de modo a proteger os gastos realizados pelo empresariado com o pagamento dos salários, impedindo o desemprego generalizado e o caos econômico.
c) supervalorização da cotação cambial destinada a favorecer a exportação agropecuária nacional em frente ao protecionismo e concorrências internacionais praticadas pelos ingleses.
d) manipulação da cotação cambial, de modo que, nos momentos de alta e baixa da atividade econômica, se garantissem lucros aos cafeicultores, deixando à população em geral o ônus dos impostos.


GABARITO