1. (FEI SP/2000) Sobre os conceitos de escravidão e de servidão, podemos afirmar:
I) São sinônimos e significam a submissão total de um indivíduo a outro.
II) A escravidão implica na transformação da pessoa em bem, o que significa que ela pode ser vendida, comprada, alugada etc. Isso já não ocorre com o servo.
III) A servidão existiu em toda a Europa durante o período medieval e, na Europa Oriental e na Rússia, sobreviveu até meados do século XIX.
a) apenas I está correta.
b) apenas I e II estão corretas.
c) apenas II e III estão corretas.
d) apenas III está correta.
e) apenas II está correta.


2. (FATEC SP/2006) Sobre a Paz de Deus e a Trégua de Deus, estabelecidas a partir dos séculos X e XI, na Europa Ocidental, é correto afirmar:
a) eram tentativas de os poderes eclesiásticos controlarem as ações da nobreza.
b) representaram uma política de tolerância religiosa com relação aos judeus e bizantinos.
c) eram movimentos inspirados nas pregações de São Francisco de Assis.
d) eram formas de reação às ações militares desenvolvidas na Península Ibérica.
e) eram manifestações heréticas contrárias à política belicista da Igreja de Roma.


3. (ESPM/2014) O próprio Deus quis que entre os homens alguns fossem senhores e outros servos, de modo que os senhores veneram e amam a Deus, e que os servos amam e veneram o seu senhor, seguindo a palavra do apóstolo; servos, obedecei vossos senhores temporais com temor e apreensão; senhores, tratai vossos servos de acordo com a justiça e a equidade.
(Marvin Perry. Civilização Ocidental: Uma História Concisa)
A partir da leitura do texto é possível assinalar que a respeito da ordem social feudal, o clero:
a) propugnava por uma sociedade dinâmica e de camponeses questionadores.
b) afirmava que os direitos e deveres das pessoas não dependiam de sua posição na ordem social.
c) rebatia a avaliação de que a vontade de Deus tivesse qualquer relação com a ordem social.
d) considerava que a sociedade funcionava bem quando todos aceitavam sua condição e desempenhavam o papel que lhes era atribuído.
e) era o maior interessado em questionar a ordem social injusta do feudalismo.


4. (FUVEST SP/1998) “Assim, pois, a cidade de Deus que é tomada como una, na realidade tripla. Alguns rezam, outros lutam, outros trabalham. As três ordens vivem juntas e não podem ser separadas. Os serviços de cada uma dessas ordens permitem os trabalhos da outras duas e cada uma por sua vez presta apoio às demais”.
O trecho acima, escrito em 998 d.C., representa:
a) um ataque à representação do Deus uno, defendida pelos monofisistas.
b) uma justificativa funcional das diferenças sociais no mundo medieval.
c) um retorno às concepções de Santo Agostinho, que opunha à cidade de Deus a cidade dos homens.
d) uma descrição da estrutura social de Roma, sede do papado e considerada a cidade de Deus.
e) uma crítica à desigualdade entre os homens, pois estes são considerados iguais perante Deus.


5. (FUVEST SP/2001) A economia da Europa ocidental, durante o longo intervalo entre a crise do escravismo, no século III, e a cristalização do feudalismo, no século IX, foi marcada pela:
a) depressão, que atingiu todos os setores, provocando escassez permanente e fomes intermitentes.
b) expansão, que ficou restrita à agricultura, por causa do desaparecimento das cidades e do comércio.
c) estagnação, que só poupou a agricultura graças à existência de um numeroso campesinato livre.
d) prosperidade, que ficou restrita ao comércio e ao artesanato, insuficientes para resolver a crise agrária.
e) continuidade, que preservou os antigos sistemas de produção, impedindo as inovações tecnológicas.


6. (FUVEST SP/2001) "...o desejo de dar uma forma e um estilo ao sentimento não é exclusivo da arte e da literatura; desenvolve-se também na própria vida: nas conversas da corte, nos jogos, nos desportos... Se, por conseguinte, a vida pede à literatura os motivos e as formas, a literatura, afinal, não faz mais do que copiar a vida."
(Johan Huizinga, O Declínio da Idade Média).
Na Idade Média essa relação entre literatura e vida foi exercida principalmente pela:
a) vassalagem
b) guilda
c) cavalaria
d) comuna
e) monarquia


7. (Mackenzie SP/2000) Na Idade Média, o processo de produção predominante teve relações sociais e uma ordem política e cultural específica. Sobre essa estrutura econômico-social denominada Modo de Produção Feudal é INCORRETO afirmar que:
a) A produção se realizava, fundamentalmente, nos feudos ou domínios e a exploração das terras era realizada através do trabalho servil.
b) Os camponeses estavam submetidos à servidão e eram obrigados a pagar impostos e taxas, que variavam de região para região.
c) A Igreja forjou a mentalidade da época, reforçando o predomínio dos senhores feudais (clero e nobreza), justificando os privilégios estabelecidos e oferecendo ao povo, em troca, a promessa do paraíso.
d) O comércio regional de matérias-primas e produtos artesanais é um reflexo da divisão do trabalho que se operou no interior da sociedade feudal.
e) A monarquia nacional garantiu durante esse período o desenvolvimento do mercantilismo e a grande concentração de trabalhadores nas oficinas.


8. (UECE/2000) Analise as frases abaixo, a respeito da sociedade e da Cultura Medievais:
A reação aos dogmas da Igreja Católica se manifestou através do surgimento das heresias.
A existência de relações servis restringia-se às pequenas propriedades.
Os direitos feudais, defendidos pela cavalaria, garantiam a conservação da ordem onde uns “rezam, outros combatem e outros trabalham”
De acordo com as frases apresentadas, é correto afirmar:
a) as frases I e II estão corretas
b) as frases I e III estão corretas
c) as frases II e III estão corretas
d) apenas a frase II está correta


9. (UEL PR/2001) “Para o homem comum, não especialista, a expressão ‘feudalismo’ possui um peso fortemente negativo, provocando associações imediatas com imagens colhidas em velhos manuais ou em romances mais ou menos ambientados numa vaga região do passado, denominada ‘Idade Média’ ou ‘Tempos Medievais’. Para as gerações mais novas, do cinema de massas e da TV, feudalismo remete para filmes ‘de capa e espada’, onde a violência, o fanatismo religioso, a fome e a ‘peste’ encontram-se, lado a lado, com figuras melancólicas e românticas de cavaleiros e ‘miladies’.”
(SILVA, Francisco Carlos Teixeira da. Sociedade Feudal. 3. Ed. São Paulo: Brasiliense, 1986. p. 7)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a sociedade feudal, é correto afirmar:
a) A abordagem da época medieval pelo cinema e pela televisão destaca a mobilidade e a flexibilização dos papéis sociais, características do feudalismo.
b) O clero consolidou o prestígio da Igreja Medieval, apoiando os movimentos heréticos religiosos.
c) A imagem do cavaleiro no medievo assinalou a subordinação da nobreza aos interesses centralizadores dos reis no apogeu da sociedade feudal.
d) A intensificação da exploração sobre os camponeses, as crises de fome e a chamada “peste” estavam associadas às rápidas transformações socioeconômicas em curso na sociedade europeia medieval.
e) A escravização dos camponeses nos tempos medievais determinou a visão negativa sobre este período da História.


10. (UEL PR/2001) Sobre a cultura medieval ocidental, considere as seguintes afirmativas:
I- A maioria dos “não-romanos” desconhecia a escrita e utilizava-se da oralidade para orientar a vida social.
II- No campo da Filosofia, verificou-se a influência do pensamento escolástico, que retomou o debate entre fé e razão.
III- A arquitetura medieval caracterizou-se pela presença de grandes construções inspiradas em motivos religiosos, como mosteiros e igrejas.
IV- O heroísmo da cavalaria e o amor, temas característicos da poesia trovadoresca, tornaram-se comuns na literatura medieval.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas as afirmativas III e IV são verdadeiras.
b) Apenas as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.
c) Apenas as afirmativas I, II e III são verdadeiras.
d) Apenas as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.
e) Todas as afirmativas são verdadeiras.


11. (UEPA/2001) “A desagregação do Império no Ocidente e o caos trazido pelas invasões permitiram à Igreja não só definir com maior clareza a sua doutrina, como especialmente ampliar e fortalecer as instituições já criadas”.
ESPINOSA, Fernanda. Antologia de Textos Históricos Medievais. Lisboa: Livraria Sá da Costa, 1972
De acordo com o trecho acima, os fatores que contribuíram para o fortalecimento da Igreja foram o caos trazido pelas invasões e a desagregação do Império do Ocidente, isto porque:
a) se estabeleceu na Europa uma crise política, que levou a Igreja a ter o controle sobre o Estado e toda a sociedade.
b) a cada invasão o poder do imperador se fortalecia e dava segurança ao povo, que buscava na Igreja apenas o apoio espiritual.
c) com a queda do império do Ocidente, a sociedade romana se urbanizou, facilitando o processo de evangelização desenvolvido pela Igreja.
d) a situação política e social gerado pelo fim do império e as invasões criaram condições psicológicas para o fortalecimento do poder da Igreja.
e) o caos que se instalou no império do Ocidente estimulou a criação de comunidades cristãs que praticavam o comunismo primitivo, atraindo centenas de camponeses.


12. (UFTM MG/2002) De acordo com um observador do século XII, o camponês ‘nunca bebe o produto de suas vinhas, nem prova uma migalha do bom alimento; muito feliz será se puder ter seu pão preto e um pouco de sua manteiga e queijo’ (…).
(HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. Rio de Janeiro, Guanabara, 1986.)
A situação acima, comum na Europa ocidental, pode ser explicada:
a) pelo frágil desenvolvimento técnico, que obrigava os camponeses e aceitarem a divisão da sociedade pela Igreja.
b) pelas relações de suserania e vassalagem, que tornavam os senhores dependentes uns dos outros.
c) pelo imposto de 10% da produção pago à Igreja, conhecido como talha, instituído pelo imperador Carlos Magno.
d) pelo predomínio das relações escravistas de produção, nas quais o senhor se apropriava de toda a produção.
e) pelas obrigações devidas pelos servos ao seu senhor, como a entrega de parte da produção e a corveia.


13. (FURG RS/2000) No feudalismo, as relações de suserania e vassalagem estavam voltadas a:
a) estabelecer alianças militares e obter o apoio político e financeiro.
b) implementar uma maior mobilidade social.
c) promover o desenvolvimento do comércio internacional.
d) fortalecer as monarquias nacionais.
e) unificar o sistema financeiro.


14. (FURG RS/2001) Assinale a alternativa que NÃO expressa características e/ou acontecimentos referentes à sociedade feudal.
a) Economia com pouca circulação monetária e tendente à subsistência.
b) Espera cotidiana da Parusia, ou seja, do retorno final de Cristo, pondo fim às coisas terrenas, portanto à história.
c) Crítica do monge Martin Lutero à igreja católica, devido à comercialização de indulgências autorizada pelo Papa Leão X.
d) Arquiteturas românica e gótica.
e) Horas do dia divididas em: matinas; laudes; prima; terça; sexta; nona; vésperas e completas.


15. (FURG RS/2002) A decadência do Império Romano, a conquista final de Roma, a formação dos reinos bárbaros e a ruralização das cidades da antiguidade deram início a um lento processo de grandes transformações na vida europeia, que originaram o feudalismo.
É correto afirmar-se que durante a Idade Média, nos feudos, ocorria:
a) uma atividade econômica em que predominava a manufatura.
b) um fraco intercâmbio comercial e a produção voltada às necessidades básicas.
c) a ausência da agricultura e da criação de animais.
d) uma economia dependente da produção agrícola asiática.
e) um intenso intercâmbio comercial entre eles.


16. (PUC RS/2002) No âmbito da vida sociocultural, a sociedade feudal clássica caracterizou-se:
a) pelo patriarcalismo dos senhores, que deveriam defender e sustentar seus escravos.
b) pela predominância de uma atitude laica e humanista diante da vida e do mundo.
c) pelas relações individualistas, geradas pelo desenvolvimento urbano e comercial.
d) pelo sentimento de insegurança e pessimismo diante de invasões e epidemias.
e) pela postura inovadora gerada pelas descobertas científicas e do Novo Mundo.


17. (UFMA/2001) Considere a seguinte citação:
“Assim como os cristãos se tornaram da família cristã pelo batismo, assim como se tornaram fiéis — fiéis, portanto cristãos — também os vassalos que se tornaram membros da família senhorial pela investidura se tornaram fiéis — fiéis, portanto vassalos.”
(Le Goff, Jacques. Para um novo conceito de Idade Média. Lisboa: Estampa, 1980).
A partir da referida citação, identifique o que se denomina “relações de suserania e vassalagem.”
a) Decorria de acertos monetários (beneficium) sobre os serviços de proteção mútua; ao suserano cabia o “auxilium” e ao vassalo, o “consilium”.
b) Baseava-se no emprego da mão-de-obra escrava e abandono das práticas servis; marcava-se pelo exaustivo trabalho no manso senhorial.
c) Era o acordo entre o clero e os senhores feudais para a defesa e divulgação do catolicismo; predominavam as ideias teocêntricas.
d) Era um contrato entre senhores feudais e cavaleiros, para que estes defendessem seu território e protegessem as donzelas do Reino.
e) Cabia ao suserano garantir a proteção aos seus vassalos e o julgamento dos delitos; ao vassalo, cabia prestar serviço militar e fidelidade ao suserano.


18. (UFTM MG/2001) As relações de suserania e vassalagem, típicas da Idade Média, resultaram em:
a) grande arrecadação de tributos, pois os vassalos deviam a talha e a corveia aos suseranos.
b) reforço do poder da igreja católica, pois os suseranos julgavam os hereges.
c) fragmentação política, pois suseranos e vassalos exerciam poder em seus feudos.
d) fortalecimento da autoridade dos reis, pois os senhores deviam-lhes obediência direta.
e) diminuição da importação econômica da terra, pois os vassalos perdiam a posse dos feudos.


19. (UEPB/1999) Sobre o processo de transição do escravismo ao feudalismo no ocidente europeu, é correto considerar que:
I) mesmo levando-se em conta a vinculação do Estado Romano com a Igreja, esta sobrevive à queda do Império e herda sua estrutura orgânica.
II) os bárbaros germanos, através de suas invasões, contribuíram para consolidar uma decadência que já estava em curso.
III) a cultura germânica não se integrou com a formação cultural latina, o que dificultou a formação da sociedade feudal.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas a proposição I está correta.
b) Apenas as proposições I e II estão corretas.
c) Todas as proposições estão corretas.
d) Apenas as proposições I e III estão corretas.
e) Apenas a proposição II está correta.


20. (UEPB/1999) O feudalismo acarretou modificações profundas na sociedade europeia, que passou a ter como características básicas:
a) Economia agrária, descentralização política e trabalho assalariado.
b) Economia mercantil, centralização política e servidão.
c) Produção voltada para o consumo, fragmentação político-jurídica e predomínio da servidão.
d) Agricultura direcionada ao mercado, predomínio do poder local e relações servis de produção.
e) Produção mercantil, poder absoluto e escravismo.


21. (UEPB/2000) Constitui afirmativa correta a respeito do feudalismo.
a) Produção econômica exclusivamente agrícola.
b) Atividade comercial generalizada.
c) Divisão social do trabalho.
d) Poder político-jurídico descentralizado.
e) Produção de excedentes agrícolas voltados para o comércio.


22. (UEPB/2001) Considere as proposições a seguir:
I. Embora as técnicas de produção apresentassem inequívoco progresso em relação às do modo de produção escravista, o nível das forças produtivas no feudalismo era rudimentar, notadamente no período de sua formação.
II. Apesar de proprietário dos instrumentos de produção, o camponês medieval não era livre, estando submetido a um conjunto de obrigações servis, assegurando a renda do solo e garantindo o sustento do senhor e de sua família.
III. Mesmo considerando os altos níveis de exploração a que eram submetidos os camponeses na Idade Média, é sabido que as atividades artesanais e a criação de animais não constituíam motivos para tributações adicionais por parte do senhor.
Qual das alternativas está correta?
a) Apenas a I e II.
b) Apenas a II e III.
c) Apenas a I.
d) Apenas a III.
e) Todas estão corretas.


23. (UEPB/2001) Indique a alternativa que faz referência à estrutura político-jurídica do feudalismo.
a) A corveia, base da relação servil de produção, constituía trabalho compulsório para os camponeses.
b) A sociedade feudal tinha um caráter estamental, o que dificultava sensivelmente a mobilidade social.
c) O sistema de suserania e vassalagem estabelecia vínculos jurídico-políticos e morais entre os contratantes.
d) A terra era a base material na qual se estabelecia o poder dos senhores feudais.
e) A transferência do que era real para o plano mítico constituía parte essencial no discurso ideológico da igreja.


24. (UEPB/2001) Escolha a alternativa Incompatível com o Feudalismo.
a) Comitatus, homenagem e investidura
b) Vassalagem, dízimo e comitatus
c) Banalidade, dízimo e escravidão
d) Talha, hospedagem e mão morta
e) Pedágio, homenagem e vassalagem


25. (UEPB/2002) Sobre o Celibato, regra presente no clero medieval, é correto afirmar:
a) Não há registro de que cônjuges pertencentes à sociedade medieval tenham adotado a abstinência sexual.
b) Percebe-se um equívoco em vincular o celibato à oposição entre os que optavam pela vida monástica e os que assumiam uma atitude social mundana.
c) A vida celibatária era um comportamento específico dos homens da Igreja.
d) A misoginia se constituiu em um dos pressupostos da renúncia monástica aos prazeres da carne.
e) Os cátaros, conhecido movimento herético, faziam oposição ao celibato e a tudo que fosse proveniente da Igreja.


xxx

1. (UFPB/1996) Com relação à estrutura jurídico-política, na sociedade feudal, é INCORRETO afirmar-se que a:
a) relação suserano-vassalo era direta, bilateral e pessoal, implicando direitos e obrigações recíprocas, realizadas sem intermediação do Estado.
b) realeza não poderia ser vassala de ninguém, pois o rei desempenhava um duplo papel: como soberano, era ungido com óleos santos e, como suserano, mantinha uma relação bilateral com seus vassalos.
c) terra, como base de riqueza, era concedida de pessoa a pessoa, em troca de serviço pessoal. O doador era o suserano, constituindo-se o receptor em vassalo.
d) vinculação feudo-vassálica era teoricamente fraca e de rescisão constante, pois não era reconhecida pelo Estado, consequentemente, os feudos não retornavam às mãos do senhor.
e) obrigação do vassalo para com o seu senhor era, principalmente, de caráter militar.


2. (UFPB/2000) Na Europa, o Período da Idade Média pode ser corretamente qualificado de:
a) A idade das Trevas da humanidade.
b) A era dourada da história universal.
c) A época áurea do Feudo e da Igreja Romana.
d) A Idade da Filosofia racionalista das Luzes.
e) A Era da Paz militar e espiritual do homem.


3. (UFPB/2000) A cultura medieval europeia foi profundamente marcada por oposições, a exemplo do céu e do inferno, do bem e do mal, da alma e do corpo, da virtude e do pecado. Nesse contexto, é INCORRETO afirmar que essa cultura, ao mesmo tempo,
a) foi responsável pela criação das Universidades, que buscaram um saber fora do domínio restrito da Igreja e perseguia os homens que pretendiam pensar livremente chamando-os de hereges.
b) decantava as Damas como sublimes, belas e exemplos de suprema delicadeza, através das canções e do romance cortês, e tratava as mulheres como propriedade dos homens da família.
c) glorificava a “pureza” da alma na abstinência da Quaresma e admitia a entrega das pessoas aos prazeres carnais nos Entrudos e Mardi-gras (O Carnaval).
d) cultuava a filosofia racional clássica como busca da verdade e seguia os princípios mágicos dos deuses do Olimpo.
e) pregava a Paz de Deus como a harmonia necessária aos homens e lançava a Guerra Santa das Cruzadas contra o Oriente.


4. (UNESP SP/2015) Observemos apenas que o sistema dos feudos, a feudalidade, não é, como se tem dito frequentemente, um fermento de destruição do poder. A feudalidade surge, ao contrário, para responder aos poderes vacantes. Forma a unidade de base de uma profunda reorganização dos sistemas de autoridade […].
(Jacques Le Goff. Em busca da Idade Média, 2008.)
Segundo o texto, o sistema de feudos
a) representa a unificação nacional e assegura a imediata centralização do poder político.
b) deriva da falência dos grandes impérios da Antiguidade e oferece uma alternativa viável para a destruição dos poderes políticos.
c) impede a manifestação do poder real e elimina os resquícios autoritários herdados das monarquias antigas.
d) constitui um novo quadro de alianças e jogos políticos e assegura a formação de Estados unificados.
e) ocupa o espaço aberto pela ausência de poderes centralizados e permite a construção de uma nova ordem política.


5. (UFPB/2001) Sobre a organização social feudal que se estabeleceu no ocidente europeu, a partir dos séculos X e XI, é correto afirmar que
a) sua produção era baseada no trabalho escravo, na crença religiosa cristã e nos laços de fidelidade entre Estado e cidadãos.
b) a economia, a sociedade e a política baseavam-se nas relações de suserania-vassalagem dentro do grupo dos senhores, e nas relações de dominação entre senhores e servos.
c) seu sistema jurídico-político fundamentava-se na propriedade privada da terra e na dominação dos
escravos que produziam a riqueza do Estado e dos senhores.
d) sua economia baseava-se na livre iniciativa, no livre-cambismo, no trabalho assalariado e na democracia direta.
e) a religião pregava o celibato como obrigação, o politeísmo como crença e a ditadura religiosa no lugar do Estado.


6. (UFRN/1997) Max Weber caracteriza o feudalismo como aquele sistema em que “o poder senhorial se integra com três elementos distintos: a posse da terra (senhoria dominial); a posse dos seres humanos (servidão); e a apropriação de direitos políticos (mediante a usurpação ou a enfeudação), particularmente do poder judicial”.
WEBER, M. História econômica geral. Apud ARRUDA, José Jobson de A. História antiga e medieval. 16. ed. São Paulo: Ática, 1993. p. 355.
Com base nessa definição, pode-se concluir que:
a) O termo “senhor feudal” inclui duas relações distintas: servidão (que confere domínio econômico) e feudo-vassálicas (que dão poder político-judicial).
b) O sistema feudal engendra uma diminuição da produtividade, pela impossibilidade de tirar partido da divisão do trabalho.
c) No sistema feudal, combinavam-se a propriedade comum e a propriedade individual do solo, em uma economia voltada para o consumo local.
d) Os servos eram a única classe economicamente produtiva pelo fato de ter a posse legal da terra e cultivá-la com produtos de subsistência.
e) O funcionamento do sistema feudal prende-se apenas ao mecanismo de reciprocidade entre suseranos e vassalos.


7. (UFRN/1998) Assinale a opção que contém o nome e a definição da instituição germânica que favoreceu o feudalismo.
a) Colonato: impunha a fixação do camponês (colono) à terra, semelhante à do servo, que ficava subordinado aos grandes proprietários rurais.
b) Precarium: consistia na entrega de terras a um grande senhor em troca de proteção, como ocorreria posteriormente com os vilões.
c) Comitatus: estabelecia a relação de lealdade entre o chefe tribal e os guerreiros, como a que havia entre suseranos e vassalos.
d) Clientela: estabelecia relações de dependência social entre os indivíduos, tal como as que se criaram entre senhor e servo.


8. (UFRN/2000) Durante a Idade Média, o feudo – unidade socioeconômica básica na Europa Ocidental – era formado por:
a) terras de uso comum, cuja produção agrícola era distribuída de forma igualitária.
b) um conjunto de pequenas propriedades, onde a produção se voltava para o mercado externo.
c) uma grande propriedade de terras, cuja utilização estava reservada à produção monocultora.
d) porções de terra que, juntas, constituíam um corpo autossuficiente de produção e consumo.


9. (UFRN/2002) O crescimento das cidades é um fenômeno da Europa Ocidental a partir do século XI. Tratando sobre a questão, Pierre Vilar afirma:
As cidades dependiam dos senhores. Mas elas foram mais fortes que as aldeias para discutir com seus amos, rebelarem-se, obter ou impor “cartas de franquias”. Coletivamente, continuavam vinculadas ao sistema feudal (...). Mas em seu território, e sobretudo no recinto dentro da muralha, os habitantes eram livres e participavam da organização coletiva.
VILAR, Pierre. Do feudalismo ao capitalismo. 4. ed. São Paulo: Contexto, 1992. p. 39.
Refletindo sobre essa afirmação, pode-se concluir que:
a) os moradores das cidades gozavam de significativa autonomia, mesmo submetidos à autoridade dos senhores, que lhes cobravam taxas.
b) os camponeses das aldeias medievais impuseram aos senhores feudais um documento que garantia autonomia política à comunidade.
c) os habitantes das cidades libertaram-se de inúmeras obrigações, entre elas a de participar das corporações de ofício.
d) as populações urbanas eram isoladas por muralhas que as impediam de estabelecer relações socioeconômicas com o mundo feudal.


10. (UFOP MG/1994) Com relação ao feudalismo na Europa Ocidental, assinale a alternativa incorreta.
a) Forma e organização política, social, econômica e cultural baseada na exploração agrária envolvendo, basicamente, a nobreza e a população camponesa.
b) Culturalmente, a Europa Ocidental encontrava na religião católica um ponto comum de referência e orientação.
c) Foi no período do Império Carolíngio que se consolidou o modelo do estado absolutista.
d) Entre os séculos XI, XII e XIII a economia europeia adquiriu um ritmo acelerado de mudanças, com o aumento da produção agrária.
e) A servidão foi uma das principais formas de organização do trabalho do camponês dentro das propriedades feudais.


11. (UFOP MG/1996) Qual das alternativas abaixo é incorreta para a definição do feudalismo que vigorou na Europa na Idade Média.
a) Sistema econômico e social cuja principal atividade econômica era manufatura, praticada nas cidades que abrigavam a maioria da população.
b) Sistema social amparado na ideia da divisão da população em três ordens: primeiro-estado, segundo-estado e terceiro-estado.
c) A Igreja, na época, a principal instituição social que orientava, em termos culturais, as populações espalhadas em diversas localidades.
d) A nobreza era elite da sociedade e constituía, no conjunto, o aparato militar o que lhe permitia assumir uma postura protetora e controladora na sociedade.
e) O rei, em razão de dificuldades administrativas enormes, não conseguia implantar um domínio central sobre o território, dividindo-o com famílias aristocráticas.


12. (UFOP MG/1997) A respeito do feudalismo, na Europa Ocidental, é correto afirmar, exceto:
a) A Europa Ocidental encontrava na religião católica um ponto comum de orientação, especialmente na questão cultural.
b) Constituiu-se numa forma política e social de organização, baseada na exploração agrária e envolvendo basicamente, a nobreza e a população camponesa.
c) Com o aumento da produção agrária, entre os séculos XI e XIII, a economia europeia foi adquirindo um ritmo acelerado de mudanças.
d) No tocante às relações econômicas, a servidão foi uma das principais formas de organização do trabalho do camponês dentro das propriedades feudais.
e) Foi nesse período que o Estado, através da figura do rei, adquiriu grande poder de ação, conseguindo, com sucesso, enfrentar as resistências internas.


13. (UPE/2002) A maioria dos estudos sobre o regime feudal demonstra que esse período constituiu-se um passo à frente em relação ao regime escravista.
Sobre isto, apenas uma afirmação está incorreta.
a) O camponês não podia ser morto pelo senhor feudal como acontecia em relação ao escravo como seu amo.
b) A exploração do servo não era tão acentuada quanto a do escravo, podendo este se tornar senhor, como o escravo poderia comprar sua liberdade através da carta de alforria.
c) O servo tinha uma parte dos ganhos de sua produção, ao contrário dos escravos que não ficavam com nada.
d) Apesar do trabalho pesado, o escravo ainda produzia menos, em termos quantitativos, em relação ao servo.
e) Tanto o escravo quanto o servo estavam ligados diretamente ao trabalho com a terra.


14. (UEG GO/2005) No que concerne à Europa Medieval, a guerra era levada muito a sério como um fim em si mesma, constituindo a razão de ser de uma parcela considerável da população, caso da nobreza, cujos privilégios, mais ou menos generalizados por toda parte, se justificam pelo seu alegado sacrifício em prol da defesa dos demais grupos sociais. SILVA, Victor Deodato da. Cavalaria e nobreza no fim da Idade Média. São Paulo: Edusp, 1990.
Em relação à mentalidade guerreira presente na sociedade do Ocidente medieval, assinale a proposição CORRETA:
a) A insegurança que imperou em toda a Europa ocidental, a partir do ano mil, ensejou a formação de uma sociedade militarizada sob o comando de um poder central (o rei) com capacidade de mobilizar tropas e recursos para combater a onda de invasões que varriam o continente.
b) As cruzadas refletiram a mentalidade guerreira medieval que, ao movimentar milhares de homens em nome da fé, fomentaram a instabilidade econômica e o empobrecimento da população europeia.
c) No Ocidente europeu, a guerra era uma situação socialmente reconhecida, em que se verificavam hostilidades em níveis variados, favorecendo a formação de um clima propício à ostentação e ao desenvolvimento de rituais.
d) As relações feudo-vassálicas representavam um ritual em que senhores feudais obrigavam os camponeses ao juramento de fidelidade, condição essencial para que se tornassem guerreiros.
e) A conversão ao cristianismo derivava da aceitação de uma ordem superior e da subordinação a um reino espiritual, portanto o papa era obrigado a não interferir nas disputas políticas de âmbito temporal.


15. (UNESP SP/2000) “Reconheço ter prendido mercadores de Langres que passavam pelo meu domínio. Arrebatei-lhes as mercadorias e guardei-as até o dia em que o bispo de Langres e o abade de Cluny vieram procurar-me para exigir reparações.”
(Castelão do século XI.)
O texto apresentado permite afirmar que, na Idade Média,
a) o poder da Igreja era, além de religioso, também temporal.
b) os senhores feudais eram mais poderosos do que a Igreja.
c) o clero era responsável pela distribuição das mercadorias.
d) o conflito entre Igrejas e nobreza aproximou o clero dos comerciantes.
e) o poder do papa era limitado pelos sacerdotes.


16. (UPE/2000) A arquitetura medieval tem expressões significativas nos estilos gótico e românico. O estilo românico teve seu auge no século XI, caracterizando-se pelas suas linhas simples, pequena quantidade de janelas, predominando o traço horizontal. O estilo gótico, por sua vez, era leve, com construções grandiosas, de estrutura vertical, com janelas imensas.
O texto acima:
a) é historicamente correto com relação às características do estilo românico, mas se equivoca com relação ao gótico;
b) faz uma análise correta dos estilos, mas esquece de afirmar que o gótico teve ligações com o crescimento da economia urbana;
c) faz apenas uma análise superficial do estilo gótico que, na verdade, muito pouco se diferenciava do românico;
d) é historicamente incompleto e equivocado, pois mistura as características dos estilos;
e) faz uma análise correta do estilo gótico e do românico que marcaram os dois séculos iniciais da Idade Média.


17. (UFTM MG/2005) Em parte da Europa Ocidental, no início da Idade Média, as invasões e guerras constantes e a distribuição de feudos contribuíram para:
a) a fragmentação do poder real e a autossuficiência das regiões em termos econômicos e militares.
b) o enfraquecimento do poder da Igreja Católica e o predomínio das relações servis de produção.
c) a generalização das relações de suserania e vassalagem e o aumento das atividades mercantis.
d) o processo de êxodo rural que formou o feudalismo e a descentralização dos poderes dos monarcas.
e) o desenvolvimento de uma economia natural e agrária e a formação das monarquias nacionais.


18. (Mackenzie SP/2005) Considere as afirmações abaixo, a respeito da estrutura social que predominou na Europa Ocidental durante a Idade Média.
I) Após a queda do Império Romano do Ocidente, o escravismo foi substituído por uma organização, de produção de bens materiais e de relações sociais, denominada feudalismo.
II) O trabalho na sociedade medieval era executado por servos, pelos escravos por dívidas e trabalhadores livres, presos a terra por obrigações, talhas e impostos não pagos.
III) Existiam pequenos proprietários livres, detentores de alguns direitos, mas submetidos aos senhores feudais, que recebiam o nome de vilões.
IV) Os principais estamentos eram: a nobreza (detentora de terras, dedicada às atividades militares), o clero (composto por membros da Igreja católica que tinham grande influência política e ideológica) e os servos (camponeses que dependiam da terra para a sobrevivência e a ela estavam presos por impostos devidos ao senhor feudal).
Estão corretas:
a) apenas I, II e IV.
b) apenas I, III e IV.
c) apenas II, III e IV.
d) apenas I, II e III.
e) I, II, III e IV.


19. (UEPA/2002) A humilhação de Canossa foi o episódio na cristandade medieval que revelou:
a) a aliança que havia entre o Papa Gregório VII e o Rei Henrique IV, que pretendia através das Investiduras, exercer poderes espirituais, além do seu consagrado poder temporal.
b) a crise da Igreja Oficial que se indispunha com os reis e magistrados, por se tratar de uma igreja que defendia os pobres da superexploração feudal, sobretudo na Alemanha.
c) a devoção dos fiéis católicos que apoiaram a decisão do Papa de excomungar o Rei Henrique VI que tinha pretensões de implantar o protestantismo no Sacro Império Germânico.
d) o poder da Igreja na sociedade medieval, decorrente da forte centralização do governo eclesiástico em face à pulverização do poder dos senhores feudais leigos e a consequente sujeição destes ao clero romano
e) a aliança entre a Igreja e o Estado na Idade Média, que diante das constantes invasões de povos bárbaros, delegara à Igreja o poder temporal, sobretudo em época de guerra.


20. (UEPA/2002) “A preguiça é inimiga da alma. Por isto, em horas fixas, os irmãos devem estar ocupados em trabalhos manuais e, em outras horas fixas, em leituras sagradas.”
(Regra Beneditina, in BETTENSON, H. Documentos da Igreja Cristã. ASTE/JUERP. SP/RJ:1983).
“Os ofícios que chamamos artesanais são muito malvistos, e é compreensível que os tenhamos em má conta na cidade, pois os que deles se ocupam e a eles se dedicam, tornam-se fisicamente arruinados. Os corpos ficam enfraquecidos, e as almas, por sua vez, tornam-se menos robustas.”
(Xenofonte, Econômico, IV, I-X. in ACKER, Tereza Van. Grécia: A vida cotidiana na cidade-estado. SP: Atual, 1996. p.34.)
Essas duas citações recorrem a concepções sobre o trabalho e revelam que:
I. a valorização do ócio na antiguidade clássica, limitava-se aos mosteiros, onde viviam os monges e frades beneditinos.
II. os gregos antigos que praticavam o trabalho manual eram malvistos, em virtude de se afastarem da política e do lazer reservado aos cidadãos.
III. o trabalho era fundamental na regra beneditina, pois disciplinava o corpo e ocupava a alma, impedindo a prática de pecados.
IV. a religião cristã deu ao trabalho manual um novo valor, elevando o artesão à categoria de cidadão celestial.
São afirmativas corretas:
a) I e II
b) II e III
c) III e IV
d) I e IV
e) I e III


21. (Mackenzie SP/2001) Em São João (24 de junho), os camponeses de Verson, na Normandia, devem ceifar os prados do senhor e levar os frutos ao castelo. Depois, devem cuidar do fosso. Em agosto, colheita do trigo que devem levar à granja. Eles próprios não podem recolher os seus feixes, senão depois que o senhor tenha tirado a sua parte. Em setembro, devem a ‘porcagem’, um porco em oito e dos mais bonitos. Em São Dinis (9 de outubro) pagam o ‘censo’ e, depois, o direito de fechar o seu campo.
Luchaise
O fragmento de texto:
a) apresenta aspectos da relação denominada de servidão, que mantinha os trabalhadores presos à terra e subordinados a uma série de obrigações em impostos e serviços.
b) destaca o papel autônomo desempenhado pelos camponeses durante a Idade Média, no tocante às suas tarefas para com o senhor feudal.
c) indica o caráter conciliador da Igreja Católica na sociedade feudo-clerical, impondo regras para impedir a superexploração dos servos pelos senhores feudais.
d) demonstra a existência de vínculos de suserania e vassalagem entre os camponeses e a nobreza feudal.
e) mostra a importância dada ao calendário Juliano na definição das melhores épocas do ano para o plantio, a colheita e o abate de animais.


22. (Mackenzie SP/2002) Com a difusão das relações feudo-vassálicas o poder do rei enfraqueceu. Cada um dos senhores feudais comportava-se como se fosse um rei em suas terras, exercendo funções políticas e administrativas.
Sobre o papel dos monarcas na política e na sociedade medieval, podemos afirmar que:
a) através de uma ampla rede de vassalos, controlavam amplos territórios europeus e eram os únicos responsáveis pelas concessões de feudos e benefícios aos demais nobres.
b) os reis eram os portadores da tradição cristã e deviam zelar pela manutenção de seus princípios nos Estados sob os quais exerciam seu governo e tutela absoluta.
c) eram os responsáveis pela direção militar da sociedade, representando o ponto de unidade entre as diferentes famílias de nobres que disputavam o poder do Estado.
d) apesar de ser considerado o senhor de todos os senhores, o rei era apenas mais um senhor feudal; praticamente, seus poderes restringiam-se aos seus domínios.
e) faziam parte e dirigiam a única instituição com elevado grau de centralização da época, o Estado Nacional, que era a fonte de todo o poder na sociedade feudo-clerical.


23. (ESPM/2015) Tu consideraste minha humildade como medo e desde então não temeste revoltar-se contra o poder real que recebi de Deus e ousaste ameaçar tirá-lo, como se tivéssemos recebido a Realeza de ti, como se o Reino e o Império estivessem em tuas mãos e não nas de Deus. Foi Nosso Senhor Jesus Cristo que nos chamou a reinar. Ele não te chamou ao sacerdócio. Porque tu escalaste os degraus: pela astúcia, obtiveste o dinheiro pelo dinheiro, o favor pelo favor, as armas pelas armas. Assim pelo julgamento de todos os nossos Bispos e pelo nosso, retira-te, abandona a Sé Apostólica usurpada, que outro ascenda à Sé de São Pedro.
(Carta de Henrique IV a Gregório VII. Citado por G. Freitas in 900 Textos e Documentos da História)
O documento apresentado deve ser relacionado com:
a) o Cisma do Oriente;
b) a criação da Inquisição;
c) a Querela das Investiduras;
d) a instituição do celibato clerical;
e) o cativeiro de Avignon.


24. (UFJF MG/2010) A partir do século III assiste-se ao longo processo de crise do Império Romano do Ocidente e ao desenvolvimento das instituições feudais, que daria início ao período medieval. Assinale o item que NÃO se enquadra nesse contexto.
a) A expansão do Império Romano do Ocidente cessou, levando ao decréscimo da obtenção de escravos e riquezas.
b) As fronteiras pouco controladas devido à fragilidade romana possibilitaram a invasão dos povos bárbaros e a fragmentação territorial do Império.
c) O poder político exercido pelas grandes cidades se manteve, levando a um crescimento da urbanização e desenvolvimento das instituições comerciais.
d) Desenvolveu-se o sistema de colonato através do qual escravos e plebeus empobrecidos passaram a trabalhar como colonos nas terras dos grandes proprietários.
e) Iniciaram-se as relações de suserania e vassalagem baseadas em fidelidade e prestação de serviços dos vassalos para com os senhores.


25. (UESPI/2011) Nem tudo na Idade Média estava conectado com a exaltação dos feitos religiosos e o poder do clero. Na literatura, temos exemplos do exercício de outras manifestações culturais. Por exemplo, o trovadorismo, surgido na França:
a) destacava o amor romântico e o culto à mulher como tema central.
b) enaltecia as batalhas violentas dos seus senhores feudais.
c) cantava a bondade dos cristãos primitivos que viviam na Europa.
d) combatia as heresias e fazia dos cavaleiros seus heróis.
e) ressaltava a bravura dos nobres e a inteligência das mulheres.


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1. (Mackenzie SP/2002) Assinale a alternativa que apresenta as dificuldades enfrentadas pela igreja medieval para manter a homogeneidade da doutrina cristã.
a) O relacionamento com a igreja do oriente, que foi responsável pela formulação de dogmas religiosos teocêntricos contrários ao pensamento cristão.
b) O surgimento de seitas, facções ou orientações – as chamadas heresias – que, embora fundadas em princípios cristãos, eram contrárias à doutrina oficial da Igreja.
c) A formulação de novas doutrinas religiosas, opostas ao pensamento dogmático, por sacerdotes como Tomás de Aquino, responsável pela quebra da disciplina clerical.
d) A adaptação do pensamento aristotélico aos dogmas de Santo Agostinho, o que se tornou a base da filosofia escolástica, doutrina oficial da igreja medieval.
e) A ausência de uma estrutura centralizada que coordenasse a ação dos bispos, arcebispos e abades, que tinham a liberdade de criar ordens religiosas independentes do Vaticano.


2. (FUVEST SP/1991) O sistema feudal caracterizou-se:
a) pela inexistência do regime de propriedade da terra, predomínio da economia de comércio e organização da propriedade pública.
b) pelo cultivo da terra por escravos com produção intensiva e grandes benefícios para os vassalos.
c) pela aplicação do sistema assalariado e trabalho forçado dos vilões nas pequenas propriedades senhoriais.
d) pela divisão da terra em pequenas propriedades e utilização de técnicas avançadas de cultivo.
e) pela propriedade senhorial da terra, regime de trabalho servil e bases essencialmente agrárias.


3. (FUVEST SP/1993) “O feudalismo medieval nasceu no seio de uma época infinitamente perturbada. Em certa medida, ele nasceu dessas mesmas perturbações. Ora, entre as causas que contribuíram para criar ou manter um ambiente tão tumultuado, algumas existiram completamente estranhas à evolução interior das sociedades europeias.”
(Marc Bloch, A Sociedade Feudal)
O texto refere-se:
a) às invasões dos turcos, lombardos e mongóis que a Europa sofreu nos séculos IX e X, depois do esfacelamento do Império Carolíngio.
b) às invasões prolongadas e devastadoras dos sarracenos, húngaros e vikings na Europa, nos séculos IX e X (ao Sul, Leste e Norte respectivamente), e depois do esfacelamento do Império Carolíngio.
c) às lutas entre camponeses e senhores no campo e entre trabalhadores e burgueses nas cidades, impedindo qualquer estabilidade social e política.
d) aos tumultos e perturbações provocadas pelas constantes fomes, pestes e rebeliões que assolavam as áreas mais densamente povoadas da Europa.
e) à combinação de fatores externos (invasões e introdução de novas doutrinas e heresias) e internos (escassez de alimentos e revoltas urbanas e rurais).


4. (Unievangélica GO/2015) A sociedade feudal caracterizou-se, entre outros aspectos, pela existência de
a) relações servis de produção, em que a maioria da população urbana ficava subordinada juridicamente aos senhores.
b) mobilidade social dentro da estrutura básica, constituída por senhores feudais, nobreza e clero, servos e vilões.
c) trabalho livre, que garantia ao pequeno camponês a possibilidade da reprodução de sua força de trabalho e algum ganho.
d) fragmentação do poder político, economia com tendência à autossuficiência e baseada na produção agrícola.


5. (FUVEST SP/1996) Sobre o feudalismo no Ocidente, é correto afirmar que:
a) nasceu na Idade Média, mas sobreviveu ao fim desta época, como demonstram sua difusão pelas Américas, espanhola e portuguesa, e sua permanência na Europa, ao longo do período moderno.
b) seu período de incubação, entre os séculos IV e VIII, e de decadência, entre os séculos XIV e XVI, foram quase tão longos, quanto seu próprio período de plenitude (séculos IX e XIII).
c) não tria se desenvolvido, não fossem a expansão árabe e, depois, a presença das demais civilizações orientais, que obrigaram a Europa a se isolar e construir sua própria identidade.
d) foi um sistema não original, pois também existiu em lugares como a Ásia Menor, durante o Império Bizantino, certas regiões da África, antes da colonização, e no Japão, na era Tokugawa.
e) foi um modo de produção inferior ao escravista romano, pois, se este produziu a riqueza do Império, aquele muito pouco teve a ver com a riqueza das cidades da Baixa Idade Média.


6. (ACAFE SC/1998) Analise as proposições sobre o período da História conhecido como Idade Média.
I. As Cruzadas simbolizaram os ideais de "Guerra Santa" e resistência às invasões bárbaras do século V d.C.
II. A atividade comercial, em contraste com a fragmentação política, continuou a crescer durante todo o período.
III. O feudalismo marcou preponderantemente as relações de poder entre senhores e servos.
IV. A Igreja Católica não era um Estado constituído, possuindo terras apenas nos diversos reinos europeus.
V. As heresias eram movimentos de contestação religiosa que, por vezes, ganharam contornos sócio-políticos.
A alternativa que contém apenas afirmações VERDADEIRAS é:
a) I - III - V
b) I - II - lV
c) III - V
d) IV - V
e) II - III - IV


7. (ACAFE SC/1999) Sobre o feudalismo, sistema político e social que perdurou na Idade Média, a alternativa FALSA é:
a) A economia feudal era essencialmente agrária, resultando numa sociedade ruralizada.
b) A cultura teocêntrica norteava vários aspectos da sociedade medieval.
c) Tinha um poder político forte e centralizado na figura do monarca feudal.
d) As cruzadas, fugindo de sua pretensão inicial, colaboraram para o renascimento comercial europeu.
e) A Inquisição, iniciada na Idade Média, teve como função zelar pelos dogmas da Igreja Católica.


8. (ACAFE SC/2000) Sobre o feudalismo, é FALSO afirmar:
a) O servo tinha por obrigação trabalhar gratuitamente, alguns dias da semana, nas terras exclusivas do seu senhor. Era a corveia.
b) As ideias mercantilistas e econômicas do Império Romano contribuíram, decisivamente, para a implantação da estrutura feudal.
c) O feudo tinha um caráter autossuficiente, procurando produzir praticamente tudo de que necessitava.
d) Os senhores formavam seus feudos de maneira autônoma, concentrando funções administrativas, jurídicas e militares.
e) Para combater uma série de doutrinas e crenças que julgavam heréticas, a Igreja Católica criou os Tribunais da Inquisição.


9. (UNESP SP/2001) Há mil anos atrás, em partes da Europa, vigorava o sistema feudal, cujas principais características foram:
a) sociedade hierarquizada, com predomínio de uma economia agrária, que favoreceu intensa troca comercial nos burgos e cidades italianas.
b) fraca concentração urbana, com predomínio da economia agrária sob a organização do Estado monárquico, apoiado pelo clero e pela burguesia.
c) poder do Estado enfraquecido, ritmo de trocas comerciais pouco intenso, uso limitado da economia monetária, predominando uma sociedade agrária.
d) ampliação do poder do Estado, uma sociedade organizada em três camadas – clérigos, guerreiros e trabalhadores – e predomínio da economia rural.
e) intensificação da produção agrícola pelo uso da mão-de-obra de servos e escravos, poder descentralizado e submissão dos burgos ao domínio da Igreja.


10. (UNIFOR CE/1998) Algumas instituições foram básicas na organização do feudalismo, como o direito consuetudinário e o comitatus. Essas foram contribuições dos:
a) hunos.
b) celtas.
c) eslavos.
d) germanos.
e) romanos.


11. (UNIFOR CE/1998) Dentre as características do feudalismo destaca-se
a) a supremacia dos clérigos e nobres que tinham a posse das terras.
b) uma estrutura organizada a partir da evolução das instituições romanas e bizantinas, como a única alternativa de oposição às invasões germânicas.
c) o exercício da hegemonia ideológica e cultural da época pelos senhores feudais.
d) uma vida social agitada, devido à alta produtividade econômica, quer no processo do trabalho agrícola, quer no processo de trabalho artesanal.
e) a forte centralização política nas mãos dos reis absolutistas.


12. (UNIFOR CE/1998) O feudalismo é caracterizado pela economia:
a) agrária, intensa mobilidade social e Estado centralizado.
b) monetarizada, exploração burguesa da terra e mentalidade fortemente religiosa.
c) autossuficiente, cultura clericalizada e Estado monárquico forte.
d) agrária, servidão e fragmentação política.
e) agrária, laços de vassalagem e centralização política.


13. (UNIFOR CE/1999) O clima de insegurança que atingiu as populações europeias, durante a Alta Idade Média, aprofundou a dependência entre as pessoas e deu origem às relações feudo-vassálicas.
Sobre essas relações pode-se afirmar que
I) ao receber um feudo, o vassalo ficava sujeito ao pagamento de vários impostos tais como a corvéia, a talha e as banalidades.
II) o vassalo assumia o compromisso de ser fiel, prestar serviço militar, oferecer hospedagem, comparecer ao tribunal dos iguais e contribuir para o dote das filhas e dotar de armas os filhos do suserano.
III) deram origem a uma hierarquia na qual o mais alto suserano era o Rei e o mais baixo, o Papa.
IV) eram concretizadas numa cerimônia religiosa que compreendia a homenagem e a investidura.
V) se originaram de antigas instituições romanas e germânicas, como o clientelismo e o benefício.
São corretas SOMENTE:
a) I, III e IV
b) I, III e V
c) I, IV e V
d) II, III e IV
e) II, IV e V


14. (FGV/2005) (…) apesar de flutuações no tempo e desigualdades regionais, a população da Europa Ocidental passou de 18 milhões de pessoas por volta do ano 800, para 22 (em torno do ano 1000), quase 26 (ano 1100), mais de 34 (ano 1200) e mais de 50 (cerca do ano 1300). Apesar de paralelamente ter havido o desbravamento, a conquista e a ocupação de vastos territórios, a densidade populacional quase dobrou de fins do século VIII a fins do século XIII.
(Hilário Franco Jr., O feudalismo)
Sobre o crescimento demográfico, apresentado no texto, é correto afirmar que:
a) foi consequência direta da manutenção de um clima sempre muito úmido e quente, além dos fortes fluxos migratórios oriundos do norte da África, desde o século VII, trazendo mão-de-obra abundante e qualificada.
b) devido à passagem da servidão para a escravidão – por meio de um processo longo e progressivo –, melhoraram de maneira considerável as condições de vida dos trabalhadores rurais e urbanos a partir do século X.
c) apesar da diminuição da produtividade e da quantidade das terras agriculturáveis, houve o aumento da resistência da população europeia a várias doenças contagiosas, além de um importante avanço nas práticas médicas.
d) tem uma forte ligação com o incentivo para o aumento da natalidade patrocinado pela Igreja Católica, desde o século IX, como mecanismo de defesa contra o avanço da presença árabe no sul da Europa e norte da África.
e) entre outros fatores, há a ausência de epidemias no Ocidente entre os séculos X e XIII, os limites da guerra medieval – recorrente, mas pouco destruidora – e as inovações técnicas que favoreceram o aumento da produção agrícola.


15. (UNIFOR CE/2004) A Igreja ocupou papel fundamental na sociedade feudal, não só por ser grande proprietária de terras, mas também por ter moldado toda a concepção de mundo que permeava as camadas sociais. Todo esse poder da Igreja sobre as terras e sobre a mentalidade pode ser explicado pelo fato de ter
I. sido ela a única instituição que manteve intacta sua organização, sendo capaz de sobreviver entre as ruínas do mundo antigo.
II. estabelecido as relações de suserania e vassalagem através da introdução dos princípios de juramento de fidelidade.
III. contribuído para a formação das principais estruturas que entraram na composição do feudalismo como o colonato.
IV. mantido um ideal de unidade e universalidade, ao impor o conceito de cristianismo.
É correto o que está afirmado SOMENTE em:
a) I e II
b) I e IV
c) II e III
d) III e IV
e) II, III e IV


16. (FURG RS/2005) Em relação ao domínio senhorial (feudo), pode-se afirmar que
a) se trata da unidade básica de produção.
b) engloba o castelo do senhor feudal e a área circunvizinha.
c) o conjunto se organiza numa unidade econômica quase totalmente autossuficiente.
d) o senhor feudal (suserano) deve garantir ao camponês (vassalo) ajuda e proteção contra ameaças externas.
e) todos os itens estão corretos.


17. (UNIFOR CE/2005) Tradicionalmente, denomina-se Idade Média o período compreendido entre a queda do Império Romano do Ocidente, no século V, e a invasão de Constantinopla pelos turcos otomanos, no século XV.
Nesse intervalo de tempo, a Europa viveu o desenvolvimento do feudalismo que:
I. foi marcado pela criação de um sistema de leis básicas que garantia o poder do monarca e a submissão dos escravos e colonos a seus senhores.
II. se caracterizou por ter uma estrutura social baseada na dependência pessoal e uma economia essencialmente agrária.
III. foi marcado por governos clericais considerados autocráticos e burocráticos uma vez que controlavam todo o sistema político e religioso.
IV. resultou da decadência da sociedade escravista romana e da integração dos chamados povos bárbaros, particularmente os germanos.
V. entraram em sua composição as principais estruturas romanas: as vilas romanas, o colonato e o cristianismo.
É correto o que está afirmado SOMENTE em
a) I, II e III
b) I, III e IV
c) I, IV e V
d) II, III e V
e) II, IV e V


18. (UEPB/2005) (…) Menocchio falou do “Deus único que fez o céu e a terra”. Na verdade, para ele, Deus não fez nada, da mesma forma que seu capataz, o Espírito Santo, nada fez também. Quem pôs mãos a obra na criação do mundo” foram os “feitores”, os “trabalhadores” - os anjos. E os anjos, quem os tinha feito? A Natureza: “Produzidos pela Natureza da mais perfeita substância do mundo, assim como os vermes nascem do queijo(...)
Trecho extraído do Livro O QUEIJO E OS VERMES- O cotidiano e as ideias de um moleiro perseguido pela Inquisição, de Carlo Ginzburg.
Companhia das Letras. São Paulo. pág. 136
Tomando como referência o texto acima, marque a alternativa correta:
a) Não se verifica uma incompatibilidade entre o discurso de Menocchio com a cosmovisão imposta pela Igreja na sociedade medieval.
b) É imperceptível, na fala do moleiro, qualquer conotação materialista que pudesse provocar a reação dos inquisidores.
c) A linguagem conotativa do comentário evidencia o propósito exclusivamente literário do interrogado, célebre trovador em sua época.
d) O conteúdo materialista do seu comentário se opõe à doutrina que o Santo Ofício tinha a tarefa de preservar.
e) A declaração feita aos inquisidores deixa clara a crença do moleiro nos ensinamentos promovidos pela Santa Madre Igreja.


19. (UEPB/2005) Leia o texto abaixo transcrito, atribuído a um trovador do século XII e marque a alternativa correta:
“Muito me agrada o alegre tempo de Páscoa que faz chegar as folhas e as flores; e agrada-me ouvir a alegria das aves que fazem ressoar os seus cantos pelo arvoredo. Mas também me agrada(...) quando vejo fortes castelos cercados E as sebes destruídas e tombadas E o exército na margem, toda rodeada de fossos, com uma linha de robustas estacas entrelaçadas...
Clavas, espadas, elmos de cores, escudos, vê-lo-emos feitos em pedaços desde o começo do combate E muitos vassalos feridos(...) E quando entrar no combate, que cada homem de boa linhagem não pense senão em partir cabeça e braços; pois mais vale morto do que vivo e vencido. (...)
a) A religiosidade medieval impedia os homens de se dedicarem às competições militares e principalmente à deflagração da guerra.
b) A mentalidade ecológica da sociedade medieval inibia a realização das guerras, responsáveis pelo impacto ambiental que destruía as flores e calava os pássaros.
c) As trovas eram invenções poéticas que não correspondiam à realidade, sendo o texto acima referido uma evidência disso.
d) Constitui fato histórico o caráter militar da sociedade medieval, embora seja equívoco relacionar seus valores bélicos com a concepção de bravura dos antigos guerreiros grecolatinos.
e) A valorização da guerra na sociedade feudal era tão evidente que chegou a penetrar nas consciências e atingir a sensibilidade dos cronistas e poetas.


20. (UEPB/2005) O século V marca o início da Idade Média, período que se estende por mil anos da vida europeia.
Considere as proposições a seguir:
I. Na Alta Idade Média os núcleos urbanos eram ilhas na imensidão da floresta europeia, cenário tão importante que a relação dos homens com as árvores se refletia em suas vidas desde a luta pela sobrevivência até à noção de estética e do sagrado.
II. Na sociedade medieval a propriedade da terra se completava através do poder do senhor feudal sobre seus servos, trabalhadores com baixo nível de produtividade.
III. As ferramentas de ferro nos primeiros séculos da Idade Média eram exceções num universo tecnológico baseado na madeira.
Assinale a alternativa correta:
a) Apenas I está correta.
b) Apenas II está correta.
c) Apenas I e II estão corretas.
d) Apenas II e III estão corretas.
e) Todas estão corretas.


21. (FUVEST SP/2006) Segundo o historiador Robert S. Lopez (A Revolução Comercial da Idade Média 950-1350), “o estatuto dos construtores das catedrais medievais representava um grande progresso relativamente à condição miserável dos escravos que erigiram as Pirâmides e dos forçados que construíram os aquedutos romanos”. As catedrais medievais foram construídas por:
a) artesãos livres e remunerados.
b) citadinos voluntários trabalhando em mutirão.
c) camponeses que prestavam trabalho gratuito.
d) mão-de-obra especializada e estrangeira.
e) servos rurais recompensados com a liberdade.


22. (UEPB/2003) Considere as proposições a seguir:
I. No feudalismo, as relações sociais de produção processam-se em torno da terra, uma vez que acontecem sobre uma economia predominantemente agrícola.
II. Na maneira de produzir feudal, os trabalhadores têm direitos de ocupação e usufruto da terra. No entanto, a propriedade desta pertence aos senhores feudais.
III. Sobre a base econômica feudal, repousam laços de natureza pessoal não apenas entre senhores e servos, mas também envolvendo indivíduos representantes das classes dominantes.
Qual das alternativas está correta?
a) Apenas I e II
b) Apenas II e III
c) Apenas a I
d) Apenas a III
e) Todas estão corretas


23. (UEPB/2003) (…) A casa de Deus, que acreditavam uma, está, pois, dividida em três: uns oram, outros combatem, outros enfim, trabalham. Estas três partes que coexistem não suportam ser separadas. Os serviços prestados por uma são a condição das obras das outras duas; cada uma por sua vez encarrega-se de aliviar o conjunto. Por conseguinte, este triplo conjunto não deixa de ser um; e é assim que a lei pode triunfar, e o mundo gozar em paz.
Adalbéron de LaonDUBY, G. O Ano Mil. Lisboa Edições 70 p. 179–80 e 192.
Tomando como referência o texto acima, assinale as proposições compatíveis com o seu conteúdo.
I. O discurso da Igreja Católica evidenciava a intenção de separar o nível espiritual das hierarquias socioeconômicas.
II. A ruptura da unidade é apenas funcional; de certo modo as divisões a que se submete a sociedade dos homens, fortalece ainda mais a noção de unidade.
III. O universo tripartite do clero, da nobreza e do povo constituir na sociedade medieval, o reflexo da Santíssima Trindade no plano celestial.
Assinale a alternativa correta:
a) Apenas I e II
b) Apenas II e III
c) Apenas II
d) Apenas III
e) Todas estão corretas


24. (Mackenzie SP/2006) A Europa medieval caracterizou-se por um tipo de formação social conhecido como feudalismo, sistema que vigorou fundamentalmente entre os séculos IX e XIV.
Assinale a alternativa que apresenta algumas de suas características.
a) Igualdade social e jurídica, e forte centralização política dos reinos.
b) Predomínio das relações escravistas de produção e descentralização política.
c) Intensa atividade comercial urbana e economia de subsistência.
d) Sujeição dos camponeses aos nobres e hierarquização da sociedade em ordens.
e) Ampla monetarização da economia e trabalho servil.


25. (UFRN/2003) Durante a Idade Média, a Igreja influenciou profundamente o pensamento da Europa Ocidental. Nesse sentido, MOTA e BRAICK analisam:
O clero sempre procurou transformar os temores do mundo em receios da vida eterna. O peso da violência, o medo do sexo e da morte, eis alguns ingredientes do período capazes de criar nos indivíduos uma culpa surda e servir de obstáculo à felicidade dos homens. O medo do inferno se revelava mais forte que a crença na salvação: afinal, os diabos são seres terríveis, sempre à espreita. Contra eles a Igreja apresentou protetores capazes de neutralizar os projetos dos demônios e ao mesmo tempo de ajudar as pessoas no seu dia-a-dia.
Adaptado de: MOTA, Myriam Becho; BRAICK, Patrícia Ramos. História: das cavernas ao terceiro milênio. São Paulo: Moderna, 1997. p. 69.
A leitura do fragmento nos conduz a afirmar que na Idade Média:
a) os homens e as mulheres, em sua grande maioria, eram contrários à noção de felicidade imposta pela liderança da Igreja, mas a aceitavam com medo das punições.
b) a igreja católica pregava que para atingir a vida eterna era necessário trabalhar arduamente e acumular riqueza, sinal da bênção divina.
c) o clero pretendia unificar todas as religiões, enfraquecendo o poder do demônio e ajudando as pessoas a conquistarem a salvação eterna.
d) a Igreja concebeu a existência de santos e anjos para frustrar os projetos do diabo, tais como a doença, a esterilidade da terra e dos rebanhos e as catástrofes naturais.

xxxxx


1. (UNIUBE MG/2003) A formação social que predominou na Europa, como resultado do esfacelamento do antigo Império Romano do Ocidente a partir do século IV, estendendo-se até o século X, foi chamada de feudalismo.
A esse respeito, assinale a alternativa correta.
a) Os servos estavam submetidos a um conjunto de obrigações que incluía a prestação de serviços gratuitos nas terras do senhor; esses não recebiam salários e deviam entregar, ao senhor, o excedente do que produziam com seu trabalho.
b) A servidão implicava em uma relação de dominação de senhores sobre servos, mas nela se admitia a liberdade dos pequenos arrendatários de escolher para quem trabalhariam; além de lhes possibilitar a mudança de condição social por meio do acúmulo da produção.
c) Naquele momento histórico, o trabalho artesanal era submetido ao ritmo imposto pelos comerciantes e donos de manufaturas, cuja renda obtida passou a ser utilizada no pagamento de exércitos particulares de cavaleiros e no fortalecimento do poder dos reis.
d) Os laços de suserania e vassalagem eram contratos assinados entre os membros mais ricos da Igreja e a nobreza feudal, nos quais os senhores comprometiam-se a proteger as terras e os bens do clero em troca dos títulos de nobreza.


2. (UFJF MG/2004) Leia atentamente o trecho abaixo.
“O medieval só conhecia um modo de modificar a ordem das coisas naturais: o milagre. A ideia de impossível não tinha lugar. Em princípio, tudo era possível. O universo estava completamente embebido de vontade divina. Nada deixava de ser viável, se estivesse de acordo com este fundamento que presidia o mundo e as vidas. O universo cotidiano estava inteiramente pontilhado por milagres, prodígios e maravilhas. Deus não era de modo algum algo remoto”.
(RODRIGUES, José Carlos. O corpo na História. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1999, p. 44.)
A importância do aspecto religioso no modo como o homem medieval interpretava o mundo em que vivia demonstra o poder que a Igreja Católica detinha. Esse poder pode ser atribuído a diversos fatores, EXCETO:
a) ao crescimento do número de fiéis, fruto de um intenso processo de evangelização de populações que eram antes politeístas.
b) ao controle exercido sobre a produção intelectual deixada pela antiguidade e sobre as atividades de ensino.
c) ao papel de Instituição, alcançado pela Igreja, ao sobreviver ao fim político e administrativo do Império Romano do Ocidente.
d) à posição assumida pela Igreja, na defesa das camadas mais pobres da sociedade, contra a exploração do trabalho servil.
e) ao poderio econômico que a Igreja alcançou por meio das inúmeras doações recebidas, inclusive de terras.


3. (UNESP SP/2005) O homem medieval não buscava as grandes multidões urbanas, aceitava a dispersão da sociedade agrária e procurava a união intimista com Cristo. Os mais santos procuravam a solidão, uma vida de monakos – isolamento, em grego. O devoto abandonava as cidades para salvar sua alma.
(Flávio de Campos e Renan Garcia Miranda, Oficina de História: história integrada.)
Assinale a alternativa que contém apenas características da sociedade medieval presentes no texto.
a) Teocentrismo e ruralismo.
b) Teocentrismo e universalismo.
c) Teocentrismo e utopismo.
d) Antropocentrismo e cosmopolitismo.
e) Antropocentrismo e agrarismo.


4. (UNICAMP SP/2015) São mais ou menos constantes as queixas dos bispos e dos clérigos sobre a manutenção das práticas pagãs no mínimo até o século X. Um conjunto de práticas pagãs se mantém quase intacto, sem levar em conta festas públicas pagãs como a de 1º de janeiro, que sobreviveu durante muito tempo.
(Adaptado de Michel Rouche, "Alta Idade Média Ocidental", em Paul Veyne (org.), História da vida privada: do Império Romano ao ano mil. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p.504.)
Assinale a alternativa correta.
a) A crítica à institucionalização da Igreja, com a consolidação da hierarquia em torno do papa e dos bispos, teve sua principal manifestação na manutenção de práticas pagãs.
b) As práticas pagãs eram costumes de origem popular respeitados pelas ordens religiosas, como os beneditinos, mas criticados pelos bispos e pelo clero tradicional.
c) A diversidade de práticas religiosas era frequente na Alta Idade Média, apesar dos esforços institucionais do alto clero católico em combater as crenças populares e defender a unidade religiosa na Europa.
d) A presença do cristianismo não significou o desaparecimento de todas as práticas religiosas consideradas pagãs, pois algumas delas foram toleradas pela Igreja, como o sabá e as festas populares.


5. (UNIFOR CE/2003) No sistema feudal, o regime de trabalho baseava-se em relações servis. Os servos dependiam e eram mantidos sob a vigilância dos senhores feudais, a quem deviam prestar serviços e cumprir determinadas obrigações.
Dentre as obrigações impostas aos servos, encontram-se
I. a mita, um imposto cobrado sobre o uso das terras, dos utensílios e do maquinário de propriedade dos senhores feudais.
II. a corvéia, que destinava alguns dias da semana para o trabalho forçado e gratuito nas terras dos senhores feudais.
III. a talha, imposto que deveria ser pago com uma parte da produção agrícola obtida.
IV. os dízimos, taxas pagas pelo direito à moradia nos limites do feudo.
Está correto SOMENTE o que se afirma em:
a) I e III
b) II e III
c) I, II e III
d) I, III e IV
e) II, III e IV


6. (UFTM MG/2004) A casa de Deus, que cremos ser uma, está, pois, dividida em três: uns oram, outros combatem e outros, enfim, trabalham.
Estas três partes que coexistem não sofrem com a sua disjunção; os serviços prestados por uma são a condição da obra das outras duas; e cada uma, por sua vez, se encarrega de aliviar o todo.
(Jacques Le Goff, A civilização do Ocidente medieval)
O texto revela:
a) a concepção tripartite da sociedade, que se baseava no controle da terra pelos que oram e nas atividades produtivas pelos que combatem e trabalham.
b) a interdependência entre suseranos e vassalos na sociedade feudal, baseada em direitos e deveres recíprocos e hereditários.
c) o predomínio da servidão nas relações de trabalho e da fragmentação do poder político, sob controle dos senhores feudais.
d) a justificativa eclesiástica para a divisão da sociedade feudal em grupos com funções definidas: clero, nobreza e trabalhadores.
e) a superioridade dos trabalhadores feudais, em sua maioria camponeses servos, que eram a condição da obra dos demais.


7. (UFTM MG/2004) O costume é que o camponês trabalhe todo o ano dois dias por semana na reserva, e três dias da Candelária à Páscoa. (...) Desde o início das lavras até ao S. Martinho, o camponês deve lavrar um acre semanalmente e fazer ele próprio a sementeira na reserva senhorial. Quando o rendeiro tiver cumprido todas as tarefas, ser-lhe-ão entregues os utensílios de que ele necessita para cultivar o seu manso.
(George Duby, A economia rural e a vida dos camponeses)
O texto do historiador descreve a situação dos rendeiros, na Idade Média da Europa, face à prestação
a) das banalidades.
b) do soldo.
c) das corveias.
d) das postagens.
e) das indulgências.


8. (FUVEST SP/2003) Perto do ano 1000, manifestações de medo foram verificadas em todo o Ocidente, como se o fim do milênio trouxesse consigo o fim dos tempos. Tal situação deve ser entendida como:
a) manifestação da crescente religiosidade que caracterizava a sociedade feudal.
b) indício do crescente analfabetismo das camadas populares e diminuição da religiosidade clerical.
c) decorrência da tomada do Império Bizantino pelos muçulmanos do norte da África.
d) traço típico de uma sociedade em transição que se tornava mais clerical e menos guerreira.
e) característica do momento de centralização política e de formação das monarquias nacionais.


9. (FUVEST SP/2005) Na representação que a sociedade feudal, da Europa Ocidental, deixou de si mesma (em textos e em outros documentos não escritos),
a) os nobres, por guerrearem, ocupavam o primeiro lugar na escala social.
b) as mulheres, quando ricas, ocupavam um alto lugar na escala social.
c) os clérigos, por orarem, ocupavam o segundo lugar na escala social.
d) os burgueses, por viverem no ócio, ocupavam um lugar médio na escala social.
e) os camponeses, por labutarem, ocupavam o último lugar na escala social.


10. (Mackenzie SP/2006) Compreende-se feudalismo como um sistema de organização econômica, política e social, que vigorou na maior parte da Europa, entre os séculos IX e XV, e que se fundou essencialmente na propriedade da terra e nas relações de vassalagem.
Das características apresentadas abaixo, assinale aquelas que são próprias desse sistema.
I. Hierarquização da sociedade em ordens ou estados: clero, nobreza e terceiro estado.
II. Grande mobilidade social, proporcionada pelas oportunidades frequentes de enriquecimento, sobretudo graças ao comércio.
III. Predominância do trabalho escravo sobre o servil, e recorrência ao emprego de mão-de-obra assalariada, nas épocas de crise.
IV. Relações suserano-vassálicas baseadas nos juramentos de fidelidade e obediência.
V. Atividades artesanais organizadas e regulamentadas por grêmios e corporações.
a) Apenas I, II e III.
b) Apenas I, II e IV.
c) Apenas I, IV e V.
d) Apenas III, IV e V.
e) Apenas II, III e IV.


11. (UECE/2004) Marque a opção que contém fato(s) ocorrido(s) no processo histórico da Alta Idade Média:
a) o movimento das cruzadas e a retomada da unidade política na Europa;
b) o fim da unidade política e o declínio das atividades do comércio;
c) a valorização do legado cultural greco-romano nas universidades;
d) o renascimento comercial e urbano na maioria dos estados.


12. (UESPI/2004) A sociedade feudal tinha uma hierarquia social rígida, onde o clero e a nobreza gozavam de privilégios especiais. Com relação aos servos, podemos afirmar que:
a) não tinham privilégios; tinham o status jurídico de escravos.
b) pagavam tributos apenas às ordens religiosas mais ricas.
c) tinham liberdade para mudar de senhor quando desejassem.
d) prestavam serviços gratuitos aos senhores e pagos, à Igreja Católica.
e) recebiam proteção do seu senhor, em caso de guerra.


13. (UFAC/2002) Enquanto sistema econômico, social, político e cultural que prevaleceu na Europa, durante o período intitulado pelos historiadores como Idade Média, o feudalismo com sua diversificada formação, recebeu influência de vários povos, entre os quais os romanos.
Assim, dentre as principais influências da civilização romana, para a formação da sociedade feudal, é possível destacar:
a) O Comitatus, as Villas e o Colonato.
b) O Comitatus, o Direito Consuetudinário e o Cristianismo.
c) O Cristianismo, as Villas e o Colonato.
d) O Cristianismo, o Direito Consuetudinário e o Colonato.
e) O Cristianismo, o Comitatus e o Colonato.


14. (UFAC/2004) Na hierárquica sociedade feudal, além dos servos e dos senhores que predominavam enquanto camadas (estamentos), sobre as quais incidia pouca ou nenhuma mobilidade, fundamentalmente, na perspectiva de ascensão social, é possível, ainda, destacar as seguintes condições sociais:
a) Alto Clero, Baixo Clero, Homens Livres e Vilões.
b) Escravos, Vilões, Ministeriais e Clero (alto e baixo).
c) Vilões, Servos da Gleba, Baixo Clero e Mercadores.
d) Mercadores, Vassalos, Vilões e Servos da Gleba.
e) Homens Livres, Servos da Gleba, Vilões e Clero (alto e baixo).


15. (UFAM/2005) O fator básico determinante da posição social do indivíduo na sociedade feudal era:
a) O contrato feudo-vassálico.
b) A submissão à Igreja Católica.
c) A propriedade ou posse da terra.
d) A origem romana ou bárbara.
e) Estatutos de Oxfod.


16. (UFJF MG/2005) Os versos ao lado demonstram como a sociedade feudal era estruturada a partir de relações de dependência pessoal. Leia-os com atenção.
“Se, o meu senhor for morto, eu quero que me matem,
Se ele for enforcado, enforcai-me com ele,
Se ele for posto na fogueira, quero ser queimado,
E, se ele se afogar, lançai-me à água com ele.”
Citado em BLOCH, M. A sociedade feudal. Lisboa: Setenta, 1989.
A respeito desta sociedade, é INCORRETO afirmar que:
a) o soberano mantinha um papel predominantemente simbólico, mas, na verdade, exercia o seu poder de fato como senhor feudal de suas próprias terras.
b) os servos, que recebiam de seus senhores os lotes de terra para produzirem, estavam, em contrapartida, submetidos a uma série de taxas como a talha e as banalidades.
c) os suseranos e os vassalos estavam ligados entre si por uma relação de dependência e de obrigações mútuas a serem cumpridas.
d) os vilões, descendentes de pequenos proprietários rurais de origem romana, dependiam da proteção dos grandes proprietários de terra.
e) a sociedade se dividia, basicamente, em duas ordens dependentes entre si: uma reunia os indivíduos descendentes dos romanos e a outra os dos germânicos.


17. (PUC RS/2006) Considere as afirmativas abaixo, sobre a estrutura política do feudalismo na Europa Ocidental.
I. O rei, ao doar terras a um nobre, em geral não outorgava direitos sobre a população habitante daquela terra, que ficava submetida à justiça real.
II. O vassalo, nobre que recebia terras de seu suserano, devia a este obrigações, tais como serviço militar, hospedagem e contribuição para o dote e armação de seus filhos.
III. As relações de suserania-vassalagem limitavam-se ao rei e aos nobres mais ricos do reino, não se estabelecendo nas relações entre os nobres mais ricos e os menos poderosos.
IV. A figura do rei conservou seu caráter sagrado, em geral confirmado pela unção recebida do Papa no ato de sua coroação.
Estão corretas as afirmativas
a) I e II.
b) I e III.
c) II e IV.
d) I, III e IV.
e) II, III e IV.


18. (UFPA/2005) São Bento de Núrsia, funda, no século VI, o Mosteiro de Monte Cassino, na Itália, que tinha como regra “Ora et labora” (ore e trabalhe). “O ócio é inimigo da alma. Assim, os irmãos devem estar ocupados, em tempos determinados, no trabalho manual e em horas determinadas também, à leitura divina.”
SÃO BENTO, citado por FROHLICH, R. Curso Básico de História da Igreja. São Paulo, Paulinas, 1987, p.46.
As diferentes experiências religiosas, no século VI, oriundas de um mosaico muito variado de expressões pagãs e cristãs, anunciavam um tempo de:
a) redenção, isto porque a noção de salvação é o elemento constitutivo da promessa do cristianismo.
b) reclusão. A expectativa de salvação só seria dada com a negação da vida mundana onde só se encontra a tentação.
c) abdução. Somente com a negação do espírito se poderia alcançar a plena satisfação material por meio do trabalho e da oração.
d) superação. A vontade de viver todos os prazeres era acolhida nos conventos para santificar a carne.
e) segregação. A ausência de contato entre o mundo secular e o mundo espiritual era a única garantia de eleição ao paraíso.


19. (UFPA/2005) Leia os textos e responda:
TEXTO 1
“Recolhamos as excelentes palavras que pronunciaram ... Poderíamos receber dos gregos muitas coisas que nos dão forças contra os gregos.” São João Damasceno, Da Fé Ortodoxa, séc. VIII.
TEXTO 2
“Eu não procuro compreender para crer, creio para compreender pois não poderia compreender se não acreditasse.”
Santo Anselmo, 1033-1109.
TEXTO 3
“Não quero ser filósofo se for para me opor a Paulo, não quero Aristóteles se isso me separar de Cristo.”
Abelardo, 1079-1142.
Os trechos acima, retirados de obras e documentos do período medieval, nos permitem dizer sobre o cristianismo do medievo europeu:
a) O pensamento cristão, a partir de sua base de tradição judaica, opunha-se ao pensamento filosófico grego da Antiguidade Clássica.
b) O cristianismo do medievo europeu contribuiu para o obscurantismo e o empobrecimento do conhecimento filosófico, sendo o pensamento aristotélico expurgado da filosofia cristã, defendida por São Tomás de Aquino, conhecida como Tomismo.
c) Fazendo defesa da supremacia da fé sobre a razão como dogma do cristianismo, a Igreja Católica, incorporava as bases filosóficas do pensamento grego ao pensamento cristão medieval, tal como haviam sido formuladas por Platão e Aristóteles.
d) A filosofia grega constituiu-se em importante influência junto ao cristianismo medieval, ainda que sofrendo a cristianização do pensamento de seus mais influentes filósofos, entre os quais Aristóteles.
e) A recusa por parte dos pensadores cristãos do medievo europeu em aceitar os pensamentos e as obras da filosofia grega contribuiu para a separação da Igreja cristã do Oriente da Igreja de Roma, haja vista a forte influência do pensamento grego junto à fé cristã ortodoxa.


20. (UFRRJ/2005) “O sistema feudal formou-se de maneira lenta. Suas origens estruturais encontram-se nas sociedades romana e germânica, cuja fusão e transformação se processaram ao longo da Alta Idade Média. Foi então que se deu a passagem do escravismo ao feudalismo, entre os séculos IV e X.”
(Aquino, Rubim Santos de et alli. História das sociedades: das comunidades primitivas às sociedades medievais. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1980)
Assinale a única alternativa que caracteriza corretamente o sistema feudal:
a) “Regime marcado pela concentração de amplos poderes nas mãos de um monarca, cuja autoridade se sustentava na pluralidade religiosa”;
b) “Sociedade escravista, composta de duas classes essenciais: de um lado, os grandes proprietários de terras e de escravos; de outro os escravos”;
c) “Produção econômica destinada à subsistência, procurando-se a autossuficiência, ou seja, adaptando-se a produção ao consumo (ou inversamente)”;
d) “Utilização constante de máquinas e maior divisão técnica do trabalho com o consequente aumento da produção e da produtividade”;
e) “As massas trabalhadoras controlam os meios de produção e o poder político e econômico com a imposição da ditadura do proletariado”.


21. (UEM PR/2006) Sobre a cultura e o saber na Europa Ocidental durante a Idade Média, assinale o que for incorreto:
a) Naquele período, produziu-se um tipo de conhecimento chamado de escolástico, que procurou harmonizar a razão com a fé.
b) A Idade Média foi fortemente influenciada pelo teocentrismo cultural, que é a subordinação do conhecimento do mundo às leis de Deus.
c) Pensadores racionalistas como Giordano Bruno (1548-1600), por exemplo, foram grandes defensores das explicações religiosas medievais sobre o universo.
d) Dante Alighieri foi um dos grandes escritores medievais. Ele escreveu a Divina Comédia, obra de ficção na qual descreve sua própria viagem ao inferno, ao purgatório e ao paraíso.
e) A Inquisição (ou Santo Ofício) era encarregada de reprimir, na Idade Média, qualquer desvio dos dogmas religiosos defendidos pela Igreja Católica.


22. (UEPB/2006) A Igreja Católica teve um papel central na sociedade medieval, tanto no plano material quanto nos domínios espirituais. Sobre o poder da Igreja é correto afirmar:
a) A intromissão da Igreja nos assuntos temporais despertou a fúria de vários reis que, em reação, tentaram determinar as áreas espirituais como de influência da Igreja.
b) A autoridade do bispo de Roma teve como base os argumentos extraídos dos Evangelhos, nos quais o apóstolo João foi nomeado chefe fundador da Igreja.
c) A ruralização da economia, na baixa Idade Média, deslocou a Igreja para o campo, transformando bispos e abades em poderosos senhores feudais.
d) O domínio do conhecimento pela Igreja permitiu que o clero alçasse cargos públicos, o que aos poucos favoreceu o conflito com os reis.
e) O título “Papa” foi empregado pela primeira vez por Teodósio, que oficializou o cristianismo como religião no Império Romano.


23. (UFRN/2006) Nas regras que orientavam a vida dos monges, São Bento (480-543), fundador do monasticismo ocidental, prescrevia:
Ora et labora – ora e trabalha.
O ócio é o inimigo da alma. Assim os irmãos devem estar ocupados, em tempos determinados, no trabalho manual, e em horas determinadas também à leitura divina. [...] Aos irmãos doentes e de saúde frágil dar-se-á um serviço ou um trabalho apropriado, de maneira que não fiquem ociosos.
FRÖHLICH, Roland. Curso básico de história da Igreja. São Paulo: Paulinas, 1987. p. 46.
Comparando-se as percepções sobre o trabalho expressas no documento acima com aquelas que eram dominantes na Grécia Antiga, é correto afirmar:
a) as concepções da regra beneditina favoreciam a ociosidade e a guerra na sociedade cristã, diferentemente dos ideais gregos, que incentivavam o trabalho em todas as classes sociais.
b) os ideais da vida monástica valorizavam o trabalho e enalteciam sua importância para a salvação eterna, diferentemente da concepção grega, que via o trabalho como atividade própria de seres inferiores.
c) os princípios da regra beneditina reafirmaram os conceitos sobre o trabalho que tinham sido defendidos na Grécia Clássica, reservando aos monges apenas o serviço divino.
d) as orientações dos monges beneditinos perpetuaram o regime escravocrata grego, durante a Idade Média, no Ocidente, uma vez que os religiosos deveriam dedicar-se apenas às orações.


24. (UFAM/2006) Da Sociedade Feudal europeia é correto afirmar que
a) Possuía uma estrutura social imóvel, não admitindo mobilidade entre as três camadas (guerreiros, sacerdotes e trabalhadores) que a estruturavam
b) Foi marcada pela expansão dos preceitos religiosos cristãos e pelo fortalecimento da Igreja no Ocidente
c) Foi marcada pelo total desaparecimento das cidades e consequente concentração da população nos feudos
d) A concentração do poder nas mãos dos senhores feudais descentralizou a estrutura de poder e inviabilizou o surgimento de reinados e monarquias
e) A autossuficiência dos feudos foi a principal responsável pelo desaparecimento do comércio, existindo este apenas em escala local.


25. (UFPA/2006) “Na civilização deste tempo [Medieval] o campo é tudo. Vastas regiões, a Inglaterra e quase toda a Germânia, não têm uma única cidade.” (Georges Duby. Economia rural e vida no campo no Ocidente Medieval. Lisboa: edições 70, 1987, volume 1, p. 19). Sobre o universo do trabalho no campo no mundo feudal, é correto afirmar que
a) o camponês estava preso ao poder político e social centralizado pelo rei, o qual, de seu castelo, controlava, de forma absoluta, a vida e o trabalho de seus suseranos e vassalos.
b) a servidão atrelada à terra e aos senhores feudais decorre do enfraquecimento das cidades pelas guerras e pelos saques que marcaram o fim do Império Romano.
c) as cidades foram devassadas pela peste negra e os camponeses fugiram para o campo, tornando-se servos dos senhores feudais.
d) As cidades eram lugares perigosos e repletos de doenças e ataques, onde o comércio era insignificante, e o campesinato numeroso e marcado pela relação escravista.
e) o camponês fugia para as cidades medievais, para escapar do domínio dos senhores feudais, que atacavam as cidades, fazendo-as alvo de guerra.

1. (FATEC SP/2006) Os servos eram constituídos pela maior parte da população camponesa, vivendo presos à terra e sofrendo intensa exploração.
Eram obrigados a prestar serviços ao senhor e a pagar-lhe diversos tributos, por exemplo a corveia,
a) imposto pago à Igreja, utilizado para a manutenção da capela local.
b) tributo cobrado pelo uso de instrumentos ou bens do senhor (por exemplo, moinho, forno, celeiro e pontes).
c) trabalho gratuito nas terras do senhor em alguns dias da semana.
d) imposto pago por todos os membros da família servil.
e) taxa cobrada quando o camponês se casava.


2. (Mackenzie SP/2006) Os homens deste tempo [...] dividem-se em três “ordens”. Entendamo-las como categorias nitidamente delimitadas, estáveis, estabelecidas por Deus mesmo e, todos o creem, desde a criação, para assegurar a ordem do mundo, e cada qual correspondente a um “estado” particular, a uma missão especial. Na primeira classe, situam-se os que rezam e sua missão é cantar a glória de Deus e obter a salvação de todos; seguem-se os que combatem, encarregados de defender os fracos e impor a paz divina; enfim, figuram os trabalhadores, que, segundo o plano providencial, devem contribuir, pelo seu labor, para o sustento dos especialistas da prece e do combate.
E. Perroy - A sociedade feudal
A respeito do trecho acima, são feitas as seguintes afirmações:
I. As três “ordens” mencionadas são, grosso modo, o clero, a nobreza e os servos.
II. A definição das funções sociais das “ordens” obedece a uma razão religiosa, cujo propósito é assegurar a ordem do mundo.
III. As categorias nitidamente delimitadas conheciam uma intensa mobilidade social em razão do enriquecimento rápido proporcionado aos trabalhadores pela atividade agrícola.
Assinale:
a) se apenas I é correta.
b) se apenas II é correta.
c) se apenas III é correta.
d) se apenas I e II são corretas.
e) se I, II e III são corretas.


3. (UFMS/2006) No que se refere à estrutura econômica da Europa feudal, é correto afirmar que
a) a sociedade feudal era essencialmente agrária e a terra, sua principal fonte de riquezas.
b) a produção econômica estava mais concentrada nas cidades e nos monastérios do que nos próprios feudos.
c) a propriedade coletiva da terra era a base da economia feudal e ela assim foi mantida pelos camponeses até o término das Cruzadas.
d) a indústria e o comércio foram as principais atividades econômicas durante a Idade Média.
e) a concentração da produção econômica em terras pertencentes ao clero constituía a base do poder político e religioso da Igreja.


4. (UCS RS/2006) O feudalismo, predominante na Europa desde o século V até o século XV, era um sistema fundamentalmente agrário que, entretanto, se caracterizava pela baixa produtividade e pela técnica rudimentar.
Assinale a alternativa que apresenta os principais fatores determinantes dessa situação.
a) A mão-de-obra escrava, mesmo com custo muito elevado, era utilizada em larga escala, mas, devido ao risco de rebeliões, não permitia o uso de instrumentos aperfeiçoados e de novas tecnologias.
b) O regime de trabalho servil favorecia o aumento da produtividade agrícola, porém as constantes guerras, pestes e acidentes climáticos ocorridos na Europa nesse período acabaram por impedir o desenvolvimento do potencial produtivo desse sistema.
c) Havia uma preocupação, especialmente por parte dos senhores de terras, com as inovações técnicas e a melhoria no processo de trabalho para o aumento da produtividade. Mas, devido à pouca escolaridade dos servos, estes acabavam não conseguindo utilizar tais inovações.
d) O solo era arado superficialmente e as sementes eram de má qualidade. Além disso, devido ao sistema de três campos, um terço da terra estava sempre em repouso, o que evitava seu esgotamento, mas diminuía a produção global.
e) Uma grande parte da colheita era destinada à Igreja, como forma de pagamento do dízimo, o que desestimulava senhores e camponeses a investirem no aumento da produtividade agrícola.


5. (UEM PR/2006) "Na Idade Média, o processo de produção predominante – o feudal – teve relações sociais e uma ordem política e cultural específicas."
(VICENTINO, C. História Geral. São Paulo: Scipione, 2002. p. 111.)
Sobre o feudalismo na Europa Ocidental, assinale a alternativa correta.
a) No feudalismo, a principal fonte de poder dos barões feudais se assentava nas manufaturas e nas
companhias de comércio criadas e administradas por eles.
b) Politicamente, o feudalismo pode ser caracterizado como um regime amplamente democrático, no qual servos e senhores participam igualmente da direção política e econômica da sociedade.
c) O feudalismo é um sistema político e social caracterizado pela centralização do poder nas mãos do rei e pela ausência de poder nas mãos dos integrantes do clero e da nobreza.
d) O comércio e as manufaturas contribuíram para o fim do feudalismo europeu ocidental na medida em que possibilitaram a ascensão social e política do Terceiro Estado e o enfraquecimento da servidão.
e) No feudalismo, a ciência e a cultura letrada se desenvolveram fora do raio de influência da Igreja Católica e dos ensinamentos bíblicos.


6. (UFCG PB/2006) O feudo é considerado por boa parte dos historiadores como uma unidade econômica, política e social na cristandade ocidental.
Assim para a historiografia o feudo
a) entra em crise a partir do século XVI, com o crescimento do comércio, das atividades artesanais e com a diminuição das guerras.
b) era similar ao que na história do Brasil foi denominado, pela literatura nacional, de a “Casa Grande”.
c) era um minifúndio que sobrevivia a partir das relações servis, em que se produzia trigo, aveia, lentilhas e ervilhas e se criava animais, como porcos, galinhas e patos.
d) tinha uma política descentralizada, em que se emprestava a juros, pagava tributos aos nobres e concedia lotes de terras aos camponeses.
e) apresentava modelos diversificados na Europa, tanto nas representações culturais, quanto nas relações políticas.


7. (UFPI/2006) Dentre as características do feudalismo, podemos assinalar:
a) A existência de uma forte concentração de poder nas mãos dos Monarcas.
b) Uma forte monetarização das relações econômicas, favorecendo o crescimento dos núcleos urbanos.
c) Uma base econômica voltada ao comércio entre os vários feudos existentes.
d) Uma sociedade fundamentalmente estamental, em que os grupos sociais, senhores e servos, tinham status fixo.
e) A terra não tinha valor, sendo, inúmeras vezes, concedida aos servos para que cultivassem a agricultura livremente.


8. (UFPR/2006) Em 399 d.C., ocorreu um conflito no norte da África entre cristãos e pagãos, no qual cerca de sessenta cristãos foram mortos. Por esse motivo, Santo Agostinho escreve uma carta aos dirigentes locais, acusados de incitar a violência. O trecho a seguir reproduz parte dessa carta.
“No meio de vós, as leis romanas foram sepultadas, o terror das justas sentenças foi calcado aos pés e, certamente, não há nenhuma veneração ou temor pelos imperadores. (...) Então, se reclamais vosso Hércules, quando tivermos coletado cada moeda, de vosso artífice nós compraremos um deus para vós. Devolvei, portanto, as almas que vossa truculenta mão abateu e, assim, do mesmo modo que por nós seja restituído vosso Hércules, sejam também por vós devolvidas tão numerosas almas.”
(Santo Agostinho, Carta 50.)
Sobre o teor dessa carta, assinale a alternativa correta.
a) Com uma ironia ferina, Santo Agostinho desvaloriza o deus pagão, insinuando que este pode ser comprado, enquanto que as almas cristãs não.
b) A carta de Santo Agostinho faz referência a um acordo entre cristãos e pagãos, pelo qual se propõe a restituição de uma nova imagem de Hércules, com a finalidade de reestabelecer a paz naqueles domínios do Império Romano.
c) As palavras de Agostinho indicam que ele procurou defender o ponto de vista e as atitudes dos pagãos.
d) O propósito da carta de Santo Agostinho é a conversão de novas almas ao cristianismo.
e) A carta de Santo Agostinho indica que as desavenças entre cristão e pagãos eram irrelevantes para ele.


9. (UNIFESP SP/2007) O mosteiro deve ser construído de tal forma que tudo o necessário (a água, o moinho, o jardim e os vários ofícios) exerce-se no interior do mosteiro, de modo que os monges não sejam obrigados a correr para todos os lados de fora, pois isso não é nada bom para suas almas. (Da Regra elaborada por São Bento, fundador da ordem dos beneditinos, em meados do século VI.) O texto revela
a) o desprezo pelo trabalho, pois o mosteiro contava com os camponeses para sobreviver e satisfazer as suas necessidades materiais.
b) a indiferença com o trabalho, pois a preocupação da ordem era com a salvação espiritual e não com os bens terrenos.
c) a valorização do trabalho, até então historicamente inédita, visto que os próprios monges deviam prover a sua subsistência.
d) a presença, entre os monges, de valores bárbaros germânicos, baseados na ociosidade dos dominantes e no trabalho dos dominados.
e) o fracasso da tentativa dos monges de estabelecer comunidades religiosas que, visando a salvação, abandonavam o mundo.


10. (FURG RS/2007) Analise as proposições abaixo sobre o Feudalismo.
I. A sociedade feudal era estamental, e o indivíduo era classificado segundo a forma como possuía a terra e o seu nascimento, ou origem sanguínea.
II. Os servos tinham mobilidade geográfica e eram soldados e artesãos, pagando a corveia, as banalidades e o vintém, sendo dispensados da talha sobre a produção.
III. Os escravos eram muito raros na Europa Ocidental, devido à condenação religiosa, sendo mais frequentes entre os muçulmanos ibéricos.
IV. A nobreza tinha a posse jurídica da terra, prestava Homenagem e Benefício, possuindo poderes políticos, militares e jurídicos sobre os demais.
Estão corretas as afirmativas:
a) I, III e IV.
b) II, III e IV.
c) I, II e IV.
d) I, II e III.
e) todas.


11. (UEPB/2007) “Assim como os cristãos se tornariam membros da família cristã pelo batismo, assim como se tornaram fiéis (fiéis, portanto, cristãos) também os vassalos que se tornaram membros da família senhorial pela investidura se tornaram fiéis (fiéis, portanto vassalos)”.
(Jacques Le Goff, Por um novo conceito de Idade Média).
Sobre as relações de suserania e vassalagem e sua finalidade, podemos afirmar que
a) desenvolviam a economia monetária e o comércio internacional.
b) fortaleciam os poderes reais, favorecendo o aparecimento das monarquias nacionais.
c) permitiam o estabelecimento de alianças militares e a obtenção de ajuda financeira e apoio político.
d) apoiavam a igreja nos conflitos com os imperadores.
e) eliminavam a rígida hierarquia feudal, possibilitando a mobilidade social.


12. (UFC CE/2007) Acerca dos aspectos socioeconômicos do sistema feudal, é correto afirmar que:
a) era um sistema que tinha como base a existência da pequena propriedade fundiária, com produção de subsistência.
b) foi uma forma de organização do Estado e da sociedade cuja essência residia nos vínculos de subordinação pessoal.
c) impediu o desenvolvimento das cidades e do comércio nos vários séculos em que caracterizou o conjunto do mundo europeu.
d) significou a completa substituição da cultura e das instituições romanas pelas organizações germânicas, difundidas pelos invasores bárbaros.
e) caracterizou-se pelo trabalho escravo e pelo desenvolvimento acelerado das técnicas agrícolas, que garantiu incremento demográfico durante toda a Idade Média.


13. (UFRN/2007) O feudalismo substituiu o escravismo antigo e estabeleceu novas relações de trabalho, baseadas na exploração da mão-de-obra servil. Nessa condição, os servos
a) seriam tratados como mercadorias e vendidos nas feiras realizadas nos burgos, quando aprisionados nas guerras feudais.
b) eram trabalhadores que deviam obediência e obrigações ao seu senhor e estavam ligados à terra em que viviam, não podendo ser vendidos.
c) eram considerados propriedade dos senhores feudais e poderiam ser trocados ou vendidos nos mercados locais.
d) seriam transformados em trabalhadores assalariados caso não pagassem regularmente os tributos devidos ao senhor.


14. (UNIFAP AP/2015) Durante a Idade Média a concessão de terras dos senhores feudais aos camponeses implicava no pagamento de alguns tributos, dentre estes se destaca a corvéia, caracterizada como:
a) Taxa paga pela utilização do forno e do moinho pertencentes ao senhor feudal.
b) Trabalho de três dias da semana nas terras de uso exclusivo do senhor feudal, na qual toda produção era destinada ao senhor dessas terras.
c) Taxa paga pelo camponês para permanecer no feudo após a morte de seu pai.
d) Pagamento de 10% da produção a igreja.
e) Entrega da metade de tudo o que os camponeses produziam ao senhor feudal.


15. (UFRR/2007) O cavaleiro europeu ganhou força no início da Idade Média, sendo protegido por um elmo de ferro e uma cota de malha, feita de elos de ferro interligados. Esse texto reflete a força irresistível representada por um cavaleiro e seu cavalo, tais como:
a) A utilização constante do ferro na armadura representava o único produto da engenharia militar de proteção do cavaleiro contra armamento de fogo.
b) Algumas das principais partes das armaduras do cavalo e do cavaleiro, como o peitoral, por exemplo, chegavam a pesar 150 quilos.
c) Um cavaleiro totalmente armado não era capaz de montar seu cavalo sem ajuda do auxiliar denominado armeiro.
d) O conjunto completo de armadura para o cavalo era feito de elos de ferro interligados para facilitar o galope e a elegância artística.
e) Muitos cavaleiros iam para a luta portando uma armadura composta por duzentas peças, que o protegia contra espadas, lanças, flechas e balistas.


16. (UFT TO/2007) O feudalismo, formação social cujas origens remontam à crise do Império Romano e que teve um longo processo de gestação e consolidação, viveu sua fase de apogeu entre os séculos XI e XIII.
É INCORRETO afirmar que essa fase de apogeu se caracterizou
a) pela criação de forças militares numerosas, controladas pelos monarcas.
b) por uma intensa ruralização, aliada à fragmentação do poder central.
c) por uma intrincada rede de relações de dependência pessoal.
d) por uma sociedade de ordens, com estratos sociais rigidamente definidos.


17. (UNIFOR CE/2007) Considere o texto.
Em São João (24 de junho), os camponeses de Verson, na Normandia (França), devem ceifar os prados do senhor e levar os frutos ao castelo. (...) No começo do inverno, pagavam a corveia sobre a terra senhorial, para prepará-la, semear e passar a grade. Em Santo André (30 de novembro), paga-se uma espécie de bolo. Pelo Natal, galinhas boas e finas.
(In: J. Isaac e A. Alba. História universal. São Paulo: Mestre Jou, 1967. p. 33-4)
A análise do texto permite identificar que, durante o feudalismo,
a) os senhores feudais proporcionavam vários presentes em espécie e em trabalho aos trabalhadores das reservas servil e senhorial.
b) havia grande solidariedade entre os senhores feudais e os servos da gleba, demonstrada na troca de favores entre ambos.
c) os camponeses deviam obrigações aos senhores feudais em parcelas da produção e prestação de serviços gratuitos na reserva senhorial.
d) as relações comerciais entre os suseranos e os vassalos eram intensas, principalmente as realizadas no verão e no inverno.
e) os trabalhadores eram livres para plantar e criar animais e vendê-los aos seus próprios senhores em determinados períodos do ano.


18. (ETAPA SP/2007) “Era uma sociedade cujos caracteres determinantes são um desenvolvimento, levado até muito longe, dos laços de dependência de homem para homem, com uma classe de guerreiros especializados a ocupar os escalões superiores dessa hierarquia; um parcelamento máximo do direito de propriedade; uma hierarquia dos direitos sobre a terra provenientes desse parcelamento e correspondendo à hierarquia dos laços de dependência pessoal a que se acaba de fazer referência; um parcelamento do poder público, criando, em cada região, uma hierarquia de instâncias autônomas que exercem, no seu próprio interesse, poderes normalmente atribuídos ao Estado e, em épocas anteriores, quase sempre da efetiva competência deste.”
(François-Louis Ganshof, Que é o feudalismo? Lisboa, 1968.)
De acordo com o texto, caracterizam o feudalismo:
a) Fragmentação da autoridade e dependência pessoal.
b) Concentração fundiária e Estado dependente.
c) Autoridade e competência do poder real.
d) Fortalecimento do Estado e do clero.
e) Centralização e hierarquias.


19. (PUC RS/2007) “Há de se notar, em especial, que a dupla necessidade que os autores [...] sentiram de, por um lado, utilizar a insubstituível utensilagem intelectual do mundo greco-romano e de, por outro lado, vazá-la em moldes cristãos, facilitou ou criou, mesmo, hábitos intelectuais muito perniciosos: a sistemática deformação do pensamento dos autores, o perpétuo anacronismo, o raciocínio por citações isoladas do contexto. O pensamento antigo só humilhado, deformado e atomizado pelo pensamento cristão pôde sobreviver [...].”
(Adaptado de Jacques Le Goff, 1964, p. 151).
O fragmento do texto acima se refere
a) ao tratamento dado às antigas fontes pagãs pela maioria dos pensadores medievais da Alta Idade Média, em que o essencial era o que os autores haviam dito, e que podia ser utilizado conforme conviesse pela elite intelectual da Igreja Católica para servir aos propósitos do cristianismo.
b) à cultura renascentista, que deturpou o sentido das fontes originais, atitude justificada pela busca extremada do uso da razão, eliminando qualquer possibilidade de expressão dos indivíduos pelo sentimento, tônica da tradição antiga, presente nos textos.
c) ao período bizantino, em que as fontes gregolatinas precisavam sofrer um processo de releitura para se ajustar às concepções políticas e religiosas que combatiam as influências orientais presentes no pensamento ocidental.
d) à educação desenvolvida durante o Império Romano, em que a história escrita, antes da dominação de vastos territórios pelos exércitos romanos, precisava sofrer alterações em sua análise e interpretação, bem de acordo com a política externa romana: um império, um pensamento.
e) ao período de transição do feudalismo para o capitalismo, no qual a cultura precisava se adequar às novas transformações econômicas, políticas e sociais, sendo adotada como primeira medida a substituição do pensamento antigo pelo científico.


20. (UECE/2007) Dentre as consequências do declínio da escravidão na Idade Média, podemos citar:
a) A melhoria das condições de vida dos camponeses, possibilitando uma considerável diminuição da miséria.
b) A economia, já atingida pelo declínio do comércio e pela insegurança geral, tornou-se gravemente prejudicada.
c) Muitas propriedades de terras foram abandonadas em decorrência da escassez de mão-de-obra, e a floresta e os pântanos voltaram a cobrir grande parte dos campos.
d) A busca de soluções para tornar eficiente o trabalho humano foi incentivada, reencontrando a técnica e desenvolvendo a reabilitação do trabalho manual.


21. (UECE/2007) A “morte” do estado, como era concebida no mundo antigo, coincide com a afirmação do feudalismo. Isso pode ser explicado, pois:
a) A autoridade central delegou cada vez mais o exercício dos poderes públicos aos senhores
feudais, que se tornaram praticamente soberanos em seus feudos.
b) A figura do soberano se reduz àquela de um fantoche nas mãos da Igreja e dos grandes senhores feudais.
c) A nobreza aproveitou-se para conseguir, do poder do soberano, concessões cada vez maiores, como a hereditariedade dos feudos.
d) O controle das frequentes insurreições camponesas contra o abuso de poder dos senhores e do mal governo torna-se difícil.


22. (UFMA/2006) Acerca do processo de formação do feudalismo europeu, é correto afirmar que:
a) A ruralização da sociedade após o declínio do império romano gerou o fim das cidades e o crescimento do comércio no interior dos feudos.
b) A fragmentação do poder central resultou da quebra da unidade política do Ocidente e da regionalização do poder nas mãos dos senhores feudais.
c) A hierarquia social baseou-se na submissão do clero à nobreza e desta aos pequenos agricultores, comerciantes, soldados e escravos.
d) Os povos bárbaros contribuíram com a cultura, a religião, a formação social, política e econômica, destruindo o legado do império romano.
e) A dinastia dos carolíngios fortaleceu a aliança entre a Igreja e a burguesia contra os interesses dos nobres latifundiários e seus vassalos.


23. (UFPEL RS/2007)
“Os clérigos devem por todos orar
os cavaleiros sem demora
devem defender e honrar
e os camponeses, sofrer
cavaleiros e clero sem falha
vivem de quem trabalha
têm grande canseira e dor
pagam primícias, corveias, orações ou talha
e cem coisas costumeiras
e quanto mais pobre viver
mais mérito terá
das faltas que cometeu
se paga a todos o que deve
se cumpre com lealdade a sua fé
se suporta paciente o que lhe cabe:
angústias e sofrimentos”.
ESTEVÃO DE FOURÈGES. In: COTRIM, Gilberto. História global:
Brasil e Geral. 6ª ed. São Paulo: Saraiva, 2002.
O poema está diretamente relacionado
a) à Revolução Francesa, enfatizando as obrigações servis, como a corveia – que era a entrega da primeira colheita ao senhor.
b) à estratificação social, no feudalismo europeu, justificada pela Igreja, e composta pelo clero, pela nobreza e pelo povo.
c) ao final da Idade Média, durante a expansão colonial europeia na América, com o apoio da Igreja.
d) à ideologia burguesa, nas Cruzadas, quando os cavaleiros defenderam os valores cristãos ocidentais contra os muçulmanos.
e) ao período medieval, por referir a exploração dos camponeses através de trabalho escravizado, bem como pela talha – que era o pagamento pelo uso do moinho.


24. (UFTM MG/2007) A formação do sistema feudal, dominante principalmente nos territórios do Império Carolíngio, durante a Idade Média, esteve ligada
a) à integração de instituições romanas e germânicas, tais como o colonato e o Comitatus.
b) ao fim da importância das leis baseadas nos costumes e aos ataques vikings.
c) às constantes invasões dos bárbaros germânicos, que levaram à queda do Império Bizantino.
d) à decadência do escravismo romano e ao gradativo processo de êxodo rural.
e) ao fortalecimento do poder real, devido à distribuição de benefícios aos guerreiros fiéis.


25. (FGV/2008) A palavra servo vem de servus (latim), que significa “escravo”. No período medieval, esse termo adquiriu um novo sentido, passando a designar a categoria social dos homens não livres, ou seja, dependentes de um senhor. (...) A condição servil era marcada por um conjunto de direitos senhoriais ou, do ponto de vista dos servos, de obrigações servis.
(Luiz Koshiba, História: origens, estruturas e processos)
Assinale a alternativa que caracterize corretamente uma dessas obrigações servis.
a) Dízimo era um imposto pago por todos os servos para o senhor feudal custear as despesas de proteção do feudo.
b) Talha era a cobrança pelo uso da terra e dos equipamentos do feudo e não podia ser paga com mercadorias e sim com moeda.
c) Mão morta era um tributo anual e per capita, que recaía apenas sobre o baixo clero, os vilões e os cavaleiros.
d) Corveia foi um tributo aplicado apenas no período decadente do feudalismo e que recaía sobre os servos mais velhos.
e) Banalidades eram o pagamento de taxas pelo uso das instalações pertencentes ao senhor feudal, como o moinho e o forno.

xxxxx

1. (UEPB/2009) “No cruzamento do material e do simbólico o corpo fornece ao historiador da cultura medieval um lugar de observação privilegiado neste mundo em que os gestos litúrgicos e o ascetismo, a força física e o aspecto corporal, a comunicação oral e a lenta valorização do trabalho contavam tanto, era importante conferir valor, além do escrito, à palavra e gestos.” (Le Goff, A civilização do Ocidente, 2005, p. 14)
Considerando a mentalidade do ocidente medieval, é correto afirmar:
a) As regras monásticas estimulavam ao máximo o banho e a higiene corporal, porque estas atividades não eram vistas como luxo e volúpia.
b) A Igreja proibia toda e qualquer técnica de embalsamamento dos cadáveres, porque o corpo era concebido como lepra do homem.
c) O ideal cristão rebaixava o corpo enquanto o ideal guerreiro o exaltava. A vida do cavaleiro caça, a guerra e os torneios são paixões.
d) A moral cristã estimulava os prazeres carnais e a sexualidade, porque era fonte de procriação.
e) Não existia casa de banho nas cidades medievais, porque não podia haver lugares de prazer e de libertinagem.


2. (UEPB/2009) Na Europa feudal, a posse da terra era o critério de diferenciação dos grupos sociais. É característica da sociedade feudal:
a) Ausência de mobilidade social e dominância de uma minoria de senhores sobre a maioria da sociedade.
b) Sociedade estamental, baseado em ordens de prestígios igualitários, autoridade servil e centralização política.
c) Sociedade de mercado que estimulava o desenvolvimento de modernas técnicas agrícolas.
d) Forte mobilidade social com dominância de senhores sobre os servos da gleba.
e) Alto poder do clero, ausência de escravos e inexistência da nobreza.


3. (UERGS/2009) O Sistema Feudal, que predominou na Europa Ocidental ao longo da Idade Média, resultou da mescla de instituições romanas e germânicas. Dentre as instituições romanas está o (a):
a) Comitatus.
b) Direito consuetudinário.
c) Colonato.
d) Benfeficium.
e) Vassalagem.


4. (UFG GO/2009) O que, com efeito, ganha a adesão dos espíritos da Idade Média é o extraordinário, o sobrenatural ou, pelo menos, o invulgar. A própria ciência toma para seu objeto o excepcional, os prodígios.
LE GOFF, Jacques. A civilização do Ocidente medieval. Lisboa: Estampa, 1995, p. 91, v. 2. (Adaptado).
A citação destaca uma característica da cultura medieval, que pode ser identificada pela
a) explicação da natureza mediante a descoberta de leis gerais.
b) incorporação dos acontecimentos considerados milagrosos ao cotidiano.
c) negação dos prodígios com base na experiência empírica.
d) separação entre os princípios da autoridade e da investigação científica.
e) rejeição dos símbolos como forma de apreensão do oculto.


5. (UNIFOR CE/2009) Considere o texto.
O monarca, em outras palavras, era um suserano feudal de seus vassalos, aos quais estava ligado por laços de feudalidade, e não um soberano supremo colocado acima de seus súditos. Seus recursos econômicos provinham quase exclusivamente dos seus domínios pessoais (...), enquanto aos seus vassalos pedia contribuições de natureza essencialmente militar. Ele não teria acesso político direto à população como um todo, pois a jurisdição sobre ela seria intermediada por muitas camadas de subfeudos. (...)
(Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. Trad. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1989. p. 147)
O texto permite afirmar que na Idade Média:
a) as relações de suserania e vassalagem eram estabelecidas por meio de obrigações entre a população servil e o suserano, a quem competia dar proteção aos vassalos.
b) o monarca era o suserano dos suseranos e de toda a nobreza, que mantinha submetida nos domínios senhoriais, onde preparava seus exércitos para as guerras de conquistas.
c) o juramento de fidelidade entre vassalagem e suserania era simbolizado pela cavalaria, uma instituição medieval encarregada da defesa das muralhas das cidades.
d) o poder político era descentralizado, mas o rei aglutinava a nobreza ao seu redor por meio de um exército formado de mercenários, recrutados entre os vencidos de guerra.
e) o rei ocupava o topo da hierarquia feudal e a autoridade política era efetivamente descentralizada, sendo o poder exercido simultaneamente pelo rei e pelos senhores feudais.


6. (UECE/2009) A sociedade feudal foi estratificada e imobilista, caracterizada por relações sociais verticais. A posse da terra constituía o critério diferenciador entre os grupos sociais. Sobre a sociedade feudal, é correto afirmar que
a) dividiu-se em inúmeros grupos sociais com facilidade para a mobilidade social graças às conquistas das cruzadas e das guerras.
b) foi estamental e rígida, apresentou dificuldade para mudança de status social, sendo os senhores feudais e os servos seus principais representantes.
c) permitiu a mudança de status, pois combateu a hierarquia rígida e as guerras permitiram que houvesse ascensão social.
d) manteve a centralização do poder nas mãos da realeza e possibilitou a desestruturação da hierarquia social predominante.


7. (FGV/2010) (…) Deus tinha distribuído tarefas específicas a cada homem; uns deviam orar pela salvação de todos, outros deviam lutar para proteger o povo; cabia aos membros do terceiro estado, de longe o mais numeroso, alimentar, com seu trabalho, os homens de religião e da guerra. Este padrão, que rapidamente marcou a consciência coletiva, apresentava uma forma simples e em conformidade com o plano divino e assim sancionava a desigualdade social e todas as formas de exploração econômica (…)
(Georges Duby, As três ordens ou o imaginário do feudalismo apud Patrícia Ramos Braick e Myrian Becho Mota, História: das cavernas ao Terceiro Milênio)
A partir do texto, é correto concluir que
a) a Igreja não reconhecia importância nas atividades que estivessem desligadas da religião, assim a condição de não nobre revelava um sujeito vítima do castigo divino.
b) a rigidez da estrutura da sociedade feudal não foi regra durante a Idade Média, pois a partir do século X, estabeleceu-se uma dinâmica sociedade de classes.
c) as posições sociais menos importantes derivavam menos da vontade divina e mais da ausência de empenho dos homens, segundo a teologia cristã medieval.
d) a sociedade feudal estruturava-se de forma rígida, determinada pelo nascimento e com pequenas possibilidades de movimentação entre as camadas sociais.
e) a suposta imobilidade da sociedade medieval tem fundamento nas teses teológicas de santo Agostinho, que defendiam a supremacia da razão em detrimento da fé.


8. (FUVEST SP/2010) “A instituição das corveias variava de acordo com os domínios senhoriais, e, no interior de cada um, de acordo com o estatuto jurídico dos camponeses, ou de seus mansos [parcelas de terra].”
Marc Bloch. Os caracteres originais da França rural, 1952.
Esta frase sobre o feudalismo trata
a) da vassalagem.
b) do colonato.
c) do comitatus.
d) da servidão.
e) da guilda.


9. (UEG GO/2010) Os primeiros séculos da era cristã são os da constituição dos dogmas cristãos. A tarefa da filosofia desenvolvida pelos padres da Igreja nesta época é a de encontrar justificativas racionais para as verdades reveladas, ou seja, conciliar fé e razão. Santo Agostinho é o principal representante deste período que ficou conhecido como
a) racionalismo.
b) escolástica.
c) fideismo.
d) patrística.


10. (UEPB/2010) “Neste momento, Roma foi destruída sob os golpes da invasão dos godos que o rei Alarico conduzia (410): foi um grande desastre. Os adoradores de uma multidão de deuses falsos, que chamamos ordinariamente de pagãos, esforçaram-se para atribuir esse desastre à religião cristã e puseram-se a blasfemar contra o Deus verdadeiro, com mais aspereza e amargor que de hábito. É por isso que, tomado pelo zelo da casa de Deus, decidi escrever contra as blasfêmias e seus erros os livros da Cidade de Deus.”
(François Hartog. A História de Homero a Santo Agostinho. BH. Editora UFMG. 2001. p. 259)
Os livros da Cidade de Deus, de influência neo-platônica, é de autoria de
a) Tomás de Aquino.
b) Agostinho.
c) Homero.
d) Flávio Josefo.
e) Platão.


11. (UEPB/2010) Das alternativas a seguir, a que melhor caracteriza a sociedade feudal é:
a) Não havia presença de trabalhadores livres e o pouco número de escravos limitava-se aos trabalhos domésticos.
b) As relações entre suseranos e vassalos eram contratuais. Não existia entre eles noções de fidelidade e obediência.
c) Os servos eram trabalhadores que exerciam as funções relativas à produção. Trabalhavam a terra e eram vinculadas a ela.
d) Os monarcas que eram os maiores suseranos concentravam em suas mãos o poder de origem divina, sendo responsáveis pela justiça e pela administração.
e) Era forte a mobilidade social, devido às noções de fidelidade e obediência na relação senhores e servos.


12. (UFG GO/2010) Na Baixa Idade Média (séc. XI-XV), o juramento de fidelidade e reciprocidade compunha um ritual que estabelecia uma relação de dependência pessoal. Esse ritual remete a uma associação central para a constituição do Feudalismo, que se caracteriza
a) pelo estabelecimento de uma autoridade equânime sobre o feudo, por parte do senhor e do servo.
b) pela defesa do cristianismo por parte do senhor feudal, ameaçado pelas guerras religiosas.
c) pelo acordo entre os membros da nobreza senhorial, que assegurava um pacto hierárquico.
d) pela manutenção dos princípios do Direito Romano, que reforçavam os laços de parentesco nos feudos.
e) pela proteção do senhor feudal aos desvalidos, que estavam expostos às epidemias recorrentes.


13. (UFPB/2010) A Igreja Católica Apostólica Romana é uma das instituições mais antigas da humanidade. Decorreram mais de mil anos desde as suas origens, como credo de contestação às crenças e práticas religiosas pagãs, passando por seu reconhecimento como religião oficial do Império Romano, até a sua primeira grande divisão, conhecida como Cisma do Oriente, ocorrida em 1054.
A respeito desse primeiro milênio do cristianismo, é correto afirmar:
a) Os principais dogmas da Igreja, no Império Romano do Oriente, nunca foram questionados, e o cristianismo, mesmo afastado do poder secular, conseguiu fortalecer o poder do Papa.
b) A crise do Império Romano, no século IV, foi um elemento importante para a ascensão do cristianismo, e, nesse período, até membros da elite romana converteram-se à nova religião.
c) A relação entre os cristãos e as lideranças romanas, no início do cristianismo, foi facilitada pela fragilidade do Império Romano, naquele momento, e ampliada pela tolerância dos cristãos com os politeístas.
d) A intolerância do Imperador Constantino com os cristãos foi um dos fatores do grande Cisma do Oriente, e a relação tumultuada entre o Imperador e o Papa levou à separação do Estado romano da Igreja.
e) O papa Leão I, líder religioso e político de Constantinopla, disputava o poder com o imperador, mediante incentivo aos monofisistas e aos iconoclastas, e esse confronto contribuiu para a criação da Igreja Ortodoxa.


14. (UFPB/2010) Considerando os tipos sociais componentes da sociedade feudal europeia ocidental, é correto afirmar:
a) O senhor feudal era uma pessoa livre, detentora de controle sobre a terra, beneficiário de taxas e serviços e protetor das pessoas sob seu domínio.
b) O servo era um indivíduo livre e prestador de trabalho para um senhor feudal, em troca do usufruto de impostos.
c) O clérigo era livre em relação a um senhor feudal, mas subordinado a um vassalo, com importantes atribuições na direção política.
d) O vassalo era privado de liberdade jurídica, com compromisso de prestação de serviços militares para um senhor feudal, em troca do usufruto da terra.
e) O servo era uma pessoa presa à terra, com atribuições específicas de controle ideológico-religioso da vida feudal.


15. (UFV MG/2010) Dentre os principais elementos que possibilitaram o crescimento e a expansão da produção agrícola durante o período feudal, NÃO encontramos:
a) o uso da charrua.
b) a invenção e difusão do uso do arado.
c) a utilização de moinhos de vento e água.
d) a adoção do rodízio de terras.


16. (UFCG PB/2010) Eixo temático: Além da fé, o pão: permanências, continuidades e o projeto de felicidade na Modernidade
“Os mitos dos soberanos da Idade Média e do Renascimento fundavam-se consideravelmente numa visão de mundo ou mentalidade tradicional. Se um soberano desta época era representado como (digamos) Hércules, isso era muito mais que uma metáfora para dizer que ele era forte, ou mesmo que
resolveria os problemas de seu reino com a mesma facilidade com que Hércules realizara seus vários trabalhos”
(Peter Burke – A fabricação do Rei: a construção da Imagem pública de Luís XIV; RJ; Jorge Zahar Editor; 1994 – p.139).
Com base no fragmento textual acima é correto afirmar que, durante o Antigo Regime, os soberanos:
a) Eram instituídos, pensados e proclamados como um ser humano comum, com qualidades e defeitos próprios aos homens.
b) Não podiam ser contrariados em suas determinações sob pena de os agressores serem acusados do crime de lesa-majestade.
c) Eram representados pela Igreja Católica como sujeitos indispensáveis à sociedade, dando-lhes uma proeminência muito grande sobre os assuntos eclesiásticos;
d) Eram considerados um “igual” por seus súditos, devendo tratá-los, portanto, com fraternidade e respeito.
e) Eram procurados constantemente pelos representantes do povo, pois estes tinham acesso ilimitado para expressar suas opiniões, mesmo que nem sempre fossem atendidos.


17. (UNIOESTE PR/2010) Sobre o que se denominou “Idade Média”, assinale a alternativa INCORRETA.
a) O homem da “idade feudal” estava, mais do que nós, próximo de uma natureza muito menos domesticada.
b) No limiar do período que chamamos Idade Média, dois movimentos abalam e modificaram a estrutura existente até então: as invasões dos germanos e mais tarde as conquistas muçulmanas.
c) A fé impunha ao vassalo “ajudar” o seu senhor em todas as coisas. Com a espada ou com o seu conselho, conforme a necessidade.
d) No plano econômico, o regime dominial era caracterizado por uma economia fechada pois o comércio desapareceu quase completamente.
e) Os camponeses que ocupavam e cultivavam a terra eram seus proprietários.


18. (UFJF MG/2009) Sobre o contexto de consolidação do poder da Igreja na Idade Média, leia as afirmativas abaixo e, em seguida, marque a opção CORRETA.
I. O cristianismo e todas as suas instituições podem ser considerados elementos unificadores do mundo europeu após a crise do Império Romano e as invasões bárbaras. Nessa longa trajetória, a Igreja de Roma assume o seu papel de liderança religiosa, através do combate às heresias.
II. Desde os primeiros tempos do período medieval, a união entre as Igrejas Ocidental e Bizantina representava o símbolo da unidade da cristandade. Os papas procuravam favorecer o Império Bizantino e consolidar a Igreja Ortodoxa, visando a aumentar a influência da Igreja romana no universo cristão ocidental.
III. Havia grupos considerados heréticos, como os valdenses e os cátaros, que criticavam a hierarquia católica e não reconheciam a autoridade papal. Havia também outros movimentos que foram incorporados pela Igreja Católica e que levaram à formação de ordens religiosas, como franciscanos e dominicanos.
a) Todas estão corretas.
b) Todas estão incorretas.
c) Apenas a I e a II estão corretas.
d) Apenas a I e a III estão corretas.
e) Apenas a II e a III estão corretas.


19. (UNESP SP/2010) Com a ruralização, a tendência à autossuficiência de cada latifúndio e as crescentes dificuldades nas comunicações, os representantes do poder imperial foram perdendo capacidade de ação sobre vastos territórios. Mais do que isso, os próprios latifundiários foram ganhando atribuições anteriormente da alçada do Estado.
(Hilário Franco Jr. O feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 1986. Adaptado.)
A característica do feudalismo mencionada no fragmento é
a) o desaparecimento do poder militar, provocado pelas invasões bárbaras.
b) a fragmentação do poder político central.
c) o aumento da influência política e financeira da Igreja Católica.
d) a constituição das relações de escravidão.
e) o estabelecimento de laços de servidão e vassalagem.


20. (UFOP MG/2010) A Idade Média na Europa Ocidental foi marcada pela estruturação de uma ordem social de base rural. Nesse período a relação entre o senhor feudal e o camponês era predominantemente definida
a) pelo contrato de trabalho – o senhor feudal, em troca de proteção por ele fornecida, recebia do camponês pagamentos em dinheiro.
b) pelo trabalho de tipo servil – o camponês se subordinava a uma ordem política, social e econômica que favorecia os interesses do senhor feudal.
c) pelo contrato feito entre iguais – o senhor feudal oferecia acesso à terra ao camponês em troca de
um arrendamento.
d) pelas exigências de uma economia monetarizada – por meio de salários, os camponeses tinham
acesso às fábricas do senhor feudal.


21. (UEG GO/2011) “A casa de Deus, que cremos ser uma, está, pois, dividida em três: uns oram, outros combatem, e outros, enfim, trabalham.”
BISPO ADALBERON DE LAON, século XI, apud LE GOFF, Jacques.
A civilização do ocidente medieval. Lisboa:
Editorial Estampa, 1984. p. 45-46.
A sociedade do período medievo possuía como uma de suas características a estrutura social extremamente rígida e segmentada. A sociedade dos homens era um reflexo da sociedade divina. Essa estrutura é uma herança da filosofia
a) patrística, de Santo Agostinho.
b) escolástica, de Abelardo.
c) racionalista, de Platão.
d) dialética, de Hegel.


22. (UEPB/2011) Analise as proposições a seguir:
I. Na sociedade feudal, a camponesa casada participava, ao lado do marido, de quase todas as atividades realizadas na tenência. Ela plantava ervilha e feijão, pescava, colhia e batia o trigo, ordenhava as vacas e tosquiava os carneiros.
II. Nas grandes propriedades da Alta Idade Média, uma parte considerável do trabalho artesanal estava reservada às mulheres. Ali se fabricavam cosméticos, sabão, pentes e os artigos de luxo a serem consumidos nas cortes.
III. As mulheres na sociedade feudal viviam exclusivamente para o trabalho doméstico, cuidando do marido e dos filhos.
Está(ão) correta(s) a(s) proposição(ões):
a) I, II e III
b) II e III, apenas
c) I e III, apenas
d) I e II, apenas
e) II, apenas


23. (UFAL/2011) O Feudalismo europeu, desenvolvido entre os séculos X e XI, comportou uma série de práticas econômicas e sociais entre as quais é possível destacar a Corvéia, que significava:
a) a taxa paga pelos servos pelo uso de equipamentos e instalações de propriedade do senhor feudal.
b) o pagamento feito pelos vilões para utilizar passagens sobre as terras senhoriais.
c) a denominação atribuída à obrigação do servo de trabalhar gratuitamente as terras do senhor feudal por alguns dias da semana.
d) a denominação dada às relações de suserania e vassalagem estabelecidas entre os senhores e os servos.
e) a obrigação da mulher do servo de fabricar a cerveja e o pão consumidos nas terras do senhor.


24. (UFRN/2011) No Ocidente europeu medieval, a palavra latina “servus” designava a maior parte dos trabalhadores rurais, cuja condição se diferenciava da condição dos escravos da Antiguidade Romana. Na época feudal, esses trabalhadores
a) gozavam de uma melhor condição jurídica, em razão das “cartas de franquia”, que aboliram as “corveias” a que estavam obrigados.
b) estavam sujeitos aos caprichos dos senhores feudais, que poderiam vendê-los a outros proprietários agrícolas.
c) foram beneficiados com a difusão dos valores cristãos, os quais possibilitaram sua mobilidade social, em toda a Cristandade.
d) recebiam dos grandes proprietários faixas de terras para cultivar e, em contrapartida, prestavam serviços gratuitos a esses proprietários, além de ficar devendo-lhes outras obrigações.


25. (UFTM MG/2011) A cada um a sua função e o seu lugar na terra. No topo estão os religiosos, intermediários indispensáveis entre a cidade terrestre e a cidade celeste (...). Depois vêm os nobres, que receberam da Providência a qualidade de guerreiros e estão, portanto, investidos da missão de manutenção da ordem. Finalmente, para o último lugar são relegados os trabalhadores, destinados ao trabalho e ao sofrimento para o bem comum.
(Pierre Bonnassie. Dicionário de história medieval, 1985. Adaptado.)
O texto faz referência
a) a um tipo de organização social que se apoiava nas diferentes aptidões dos seres humanos.
b) às crenças milenaristas, segundo as quais apenas os pobres alcançariam o reino dos céus.
c) à igualdade social, que caracteriza a sociedade ocidental desde a Antiguidade.
d) ao antropocentrismo, que reservava lugar de destaque para a vontade dos indivíduos.
e) à divisão da sociedade em três ordens, colocada em xeque pela Revolução Francesa.


xxxxx

1. (UNESP SP/2011) [Na Idade Média] Homens e mulheres gostavam muito de festas. Isso vinha, geralmente, tanto das velhas tradições pagãs (...), quanto da liturgia cristã.
(Jacques Le Goff. A Idade Média explicada aos meus filhos, 2007.)
Sobre essas festas medievais, podemos dizer que
a) muitos relatos do cotidiano medieval indicam que havia um confronto entre as festas de origem pagã e as criadas pelo cristianismo.
b) os torneios eram as principais festas e rompiam as distinções sociais entre senhores e servos que, montados em cavalos, se divertiam juntos.
c) a Igreja Católica apoiava todo tipo de comemoração popular, mesmo quando se tratava do culto a alguma divindade pagã.
d) as festas rurais representavam sempre as relações sociais presentes no campo, com a encenação do ritual de sagração de cavaleiros.
e) religiosos e nobres preferiam as festas privadas e pagãs, recusando-se a participar dos grandes eventos públicos cristãos.


2. (UNIFOR CE/2011) Na Europa, o período medieval durou do século V ao XV e foi dividido em dois grandes momentos: a Alta e a Baixa Idade Média. Entre os itens abaixo identifique o modo de produção que substituiu o escravismo romano e cuja organização tinha como base a servidão:
a) Toyotismo.
b) Mercantilismo
c) Feudalismo.
d) Capitalismo.
e) Socialismo.


3. (UCS RS/2011) Considere as seguintes afirmativas sobre o feudalismo – modo de organização político, econômico e social que se consolidou, na Europa, a partir do século VIII e teve seu período de maior desenvolvimento até o século X.
I. A servidão feudal era uma condição de vida na qual os trabalhadores ficavam privados da liberdade plena, mas, em contrapartida, não eram considerados uma mercadoria, diferentemente dos escravos.
II. A terra era o meio de produção básico da sociedade feudal. Sua posse era o critério mais importante para a definição das classes sociais.
III. A nobreza feudal se sustentava politicamente no domínio das terras, dos servos e, até mesmo, da Igreja. Essa classe só não tinha acesso às áreas de uso público, como os bosques e rios.
Das afirmativas acima, pode-se dizer que
a) apenas I está correta.
b) apenas II está correta.
c) apenas I e II estão corretas.
d) apenas II e III estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.


4. (UEFS BA/2011) Um escritor saxão, Aelferic, o Gramático, no seu Colloquium, deixa-nos entrever um pouco da vida do servo:
— Que dizes tu, lavrador, como fazes o teu trabalho? — pergunta o professor.
— Eu, senhor, trabalho arduamente. De madrugada vou levar os bois para o campo e os atrelo ao arado; por mais rigoroso que seja o inverno, não me atrevo a ficar em casa, com receio do meu senhor; e depois de amarrar a relha e a sega ao arado, tenho de lavrar um acre de terra ou mais diariamente.
— E que fazes mais durante o dia?
— Muita coisa mais: encher os cochos, dar água aos bois e levar o esterco fora.
— É trabalho pesado?
— É, sim, é pesado porque não sou livre.
(MORTON. In: AQUINO et al., 1980, p. 390).
O papel do servo, na sociedade medieval, descrito no texto, diferia do papel do homem livre, o vilão, porque este tinha direito
a) a ingressar nas categorias mais baixas da cavalaria.
b) à propriedade da terra dentro do feudo, pagando a corveia ao senhor.
c) a ascender aos altos escalões da Igreja, assumindo papéis de mando.
d) à posse do produto da terra para comercializá-lo fora do território feudal.
e) à liberdade de trabalhar na terra para seu próprio benefício, pagando apenas algumas obrigações.


5. (UFT TO/2011) [...] o domínio da fé é uno, mas há um triplo estatuto na Ordem. A lei humana impõe duas condições: o nobre e o servo não estão submetidos ao mesmo regime. Os guerreiros são protetores das igrejas. Eles defendem os poderosos e os fracos [...]. Os servos por sua vez têm outra condição. Esta raça de infelizes não tem nada sem sofrimento. Quem poderia reconstituir o esforço dos servos, o curso de sua vida e seus numerosos trabalhos? Fornecer a todos alimento e vestimenta: eis a função do servo. Nenhum homem livre pode viver sem ele. [...] A casa de Deus que parece una é portanto tripla: uns rezam, outros combatem e outros trabalham.
LAON, Adalberon de Apud FRANCO JUNIOR, Hilário. O feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 1983, p. 34.
Nesse texto, o bispo Adalberon de Laon, por volta do século IX, descreve a integração entre Igreja e poder feudal. Em relação ao poder da Igreja no período medieval é INCORRETO afirmar que:
a) Com a ruralização da economia, que se estendeu por toda a Alta Idade Média, a Igreja, antes concentrada nas cidades, foi obrigada a se deslocar para o campo, e os bispos e abades se tornaram verdadeiros senhores feudais.
b) O domínio da leitura e da escrita era privilégio quase exclusivo dos bispos, padres, abades e monges. Os membros do clero eram, por isso, as pessoas mais habilitadas para ocupar cargos públicos, exercendo as funções de notórios, secretários, chanceleres.
c) A Igreja constituiu seu próprio Estado na península Itálica, quando Pepino, o Breve, doou ao papado o patrimônio de São Pedro, formado por terras tomadas aos lombardos. Desta forma, o pontífice, que passou a exercer funções de verdadeiro monarca, teve seu poder temporal aumentado de forma considerável.
d) Seu raio de ação limitava-se à vida espiritual. Ao longo dos séculos, a Igreja não acumulou riquezas e nem terras, contudo, possuía vassalos e servos – adquiridos graças a doações feitas pelos fiéis que desejavam, por seu intermédio, serem libertados da condenação divina.
e) Para manter a soberania espiritual, a Igreja decretou guerra sem tréguas contra os hereges, considerados todos aqueles que interpretavam os ensinamentos cristãos de maneira diferente do que ela pregava. Para reprimi-los, instituiu a excomunhão e o Tribunal do Santo Ofício.


6. (FATEC SP/2011) Na Europa feudal, o trabalho estava fundado na servidão, relação que mantinha os trabalhadores subordinados à camada senhorial por uma série de obrigações. Sobre as relações servis nesse período, é correto afirmar que
a) o servo feudal era considerado apenas um “instrumento falante”, sem alma, sem individualidade ou direitos perante a lei, assim como ocorria na Antiguidade.
b) a condição servil era estabelecida através da cerimônia de vassalagem, quando o camponês jurava fidelidade pessoal a seu senhor, colocando-se a seu serviço.
c) o trabalho compulsório e gratuito, na Reserva, era uma das obrigações devidas pelo servo em troca do direito de explorar uma parcela das terras detidas pelo senhor.
d) a condição servil era apenas o resultado de uma relação de produção, não acarretando perda de status social ou limitação das liberdades individuais do camponês.
e) a servidão feudal baseava-se na reciprocidade de direitos e de obrigações: o servo devia serviço militar a seu suserano, mas tinha o direito de receber um feudo em retribuição.


7. (UECE/2011) A sociedade feudal foi descrita por meio de poesia épica. Sem muito refinamento e sofisticação, utilizou-se amplamente da virilidade como tema, por meio de personagens masculinos que possuíam qualidades essenciais de um cavaleiro: a bravura, a habilidade com as armas, em especial a espada, a lealdade do cavaleiro em relação ao seu suserano etc. Sobre os poemas épicos medievais é correto afirmar-se que
a) são considerados precursores do humanismo porque restituíram ao homem medieval a confiança em si e a liberdade em relação à religião.
b) os mais importantes são a Canção de Rolando (francês), o Poema de Cid (espanhol) e a Demanda do Santo Graal (britânico).
c) São Tomás de Aquino foi o autor mais importante da épica medieval, compôs inúmeras obras trovadorescas.
d) a estética dominante recorre ao grotesco e pressupõe um ideal literário fundamentado em conceitos intelectuais.


8. (UEL PR/2011) Leia o texto a seguir.
Os camponeses que viviam nessas terras já não eram homens livres [...]. Eles pertenciam à terra que o rei tinha atribuído a um senhor ou às terras que um nobre já possuía. [...] Esses camponeses eram chamados “servos”. Não eram considerados cidadãos do reino. Nem tinham direito de se deslocar conforme quisessem, nem de decidir se estavam ou não dispostos a cultivar. [...] Esses homens sem liberdade não eram exatamente escravos, pois pertenciam à terra, que por sua vez pertencia ao rei, mesmo que ele a cedesse a um nobre. O nobre ou príncipe não tinha direito de vendê-los nem de matá-los, ao contrário do que acontecia com os donos de escravos de antes. Fora isso, tinha direito de exigir deles o que quisesse. Sempre que ordenasse, os servos tinham de cultivar suas terras e trabalhar para ele. Eram obrigados a lhe fornecer regularmente pão e carne para sua alimentação, pois o nobre não trabalhava no campo. No máximo ia à caça,
quando tinha vontade. O domínio que o rei lhe cedera, chamado “feudo”, era sua propriedade, e ele a transmitia ao filho por herança, a não ser que cometesse faltas graves para com o rei. Em troca do feudo, o senhor se comprometia com o rei a custear a formação de um exército com seus camponeses e outros senhores e a lutar pelo rei quando houvesse guerra. Ora, guerras havia com frequência.
(GOMBRICH, E. H. Breve história do mundo. São Paulo: Martins Fontes, 2001. p. 160-161.)
De acordo com o texto e com os conhecimentos sobre a sociedade feudal europeia, é correto afirmar:
a) A instituição do feudalismo estimulou a formação de um mercado de compra e venda de terras, constituindo-se embrião da atual propriedade privada fundiária.
b) A Igreja de Roma resistiu à formação dos feudos, devido à sua opção preferencial pelos pobres, ficando segregada do sistema feudal.
c) As cidades europeias desapareceram a partir do século XI, no período de crise da produção feudal, porque o comércio foi extinto.
d) Os Estados medievais constituíram estruturas poderosas e complexas, com exército regulares, cunhagem centralizada da moeda e sistema jurídico baseado no Direito Romano.
e) As terras senhoriais eram compostas pelas reservas senhoriais, trabalhadas pelos servos, pelas terras destinadas à subsistência dos servos e pelas terras coletivas, para o uso de todos.


9. (UFV MG/2011) Considere as afirmativas abaixo sobre o campo e a cidade no período medieval, atribuindo V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s):
(__) Na Alta Idade Média, as cidades pagavam tributos aos senhores por ocupar suas terras.
(__) O uso dos campos abertos era permitido aos servos para retirar lenha e frutos silvestres.
(__) Entre os séculos XI e XIII, a maioria da população na Europa vivia no campo.
A sequência CORRETA é:
a) V, V, F.
b) F, V, V.
c) V, F, F.
d) F, F, V.


10. (UNCISAL AL/2011) Chamamos de feudalismo ao sistema social que se desenvolveu na Europa medieval, cuja característica básica foi a dominação e exploração dos camponeses pela nobreza por meio da servidão.
(Luiz Koshiba, História: origens, estruturas e processos)
No contexto da Europa medieval, essa relação de trabalho
a) colocava o servo em posição de dependência de um senhor feudal, a quem devia um conjunto de obrigações servis, com a corveia e a talha.
b) exigia que o servo jurasse fidelidade ao senhor feudal, que tinha o direito de convocar todos os seus servos para a defesa militar do feudo.
c) resumia-se na contratação dos trabalhadores rurais como meeiros dos senhores feudais, que recebiam parte da produção agrícola obtida pelos servos.
d) permitia que os servos escolhessem o feudo que lhes interessasse explorar, ao mesmo tempo em que os senhores feudais garantiam proteção militar aos seus servos.
e) determinava absoluta fidelidade do servo ao senhor feudal, mas também garantia ao servo liberdade de deixar o feudo após 7 anos de trabalho.


11. (FUVEST SP/2012) A palavra “feudalismo” carrega consigo vários sentidos. Dentre eles, podem-se apontar aqueles ligados a
a) sociedades marcadas por dependências mútuas e assimétricas entre senhores e vassalos.
b) relações de parentesco determinadas pelo local de nascimento, sobretudo quando urbano.
c) regimes inteiramente dominados pela fé religiosa, seja ela cristã ou muçulmana.
d) altas concentrações fundiárias e capitalistas.
e) formas de economias de subsistência pré-agrícolas.


12. (UNESP SP/2012) (...) o elemento religioso não limitou os seus efeitos ao fortalecimento, no mundo da cavalaria, do espírito de corpo; exerceu também uma ação poderosa sobre a lei moral do grupo. Antes de o futuro cavaleiro receber a sua espada, no altar, era-lhe exigido um juramento, que especificava as suas obrigações.
(Marc Bloch. A sociedade feudal, 1987.)
O texto mostra que os cavaleiros medievais, entre outros aspectos de sua formação e conduta,
a) mantinham-se fieis aos comerciantes das cidades, a quem deviam proteger e defender na vida cotidiana e em caso de guerra.
b) privilegiavam, na sua formação, os aspectos religiosos, em detrimento da preparação e dos exercícios militares.
c) valorizavam os torneios, pois neles mostravam seus talentos e sua força, ganhando prestígio e poder no mundo medieval.
d) agiam apenas de forma individual, realizando constantes disputas e combates entre si.
e) definiam-se como uma ordem particular dentro da rígida estrutura feudal, mas mantinham vínculos profundos com a Igreja.


13. (Mackenzie SP/2012) A História nos mostra que as concepções acerca do trabalho, suas funções e significações se transformaram ao longo do tempo. A esse respeito, leia o texto que se segue:
“(...) conforme o esquema trifuncional indo-europeu estruturado por Georges Dumézil, a partir do século XI, a sociedade cristã é frequentemente descrita como composta de homens que oram (oratores, os clérigos), de homens que guerreiam (bellatores, os guerreiros) e, enfim, de homens que trabalham (laboratores, na época, essencialmente camponeses). Mesmo que vários textos enfatizem que os laboratores são inferiores aos oratores e bellatores, o surgimento dos trabalhadores no esquema constitutivo da sociedade exprime a promoção do trabalho e daqueles que o praticam”.
Jacques Le Goff. Dicionário Temático do Ocidente Medieval, v.II, pp.568-569.
Pela análise do trecho, é incorreto afirmar que
a) a crise do feudalismo, a partir do século XI, promoveu alterações na mentalidade medieval acerca do trabalho, uma vez que, mesmo depreciado, reconhecia-se sua importância para a própria existência do mundo feudal.
b) mesmo que a Idade Média seja, tradicionalmente, um período de depreciação do trabalho manual, houve inegáveis mudanças nesse sentido, principalmente a partir do século XI, como apontado no texto.
c) os bellatores, terceira ordem feudal, responsáveis pela defesa dos camponeses, determinavam todas as concepções acerca do trabalho, uma vez que eram os donos das terras e os responsáveis pela produção agrícola.
d) a divisão tradicional da sociedade medieval em três ordens revela a importância que o trabalho adquiria naquele momento, mas também nos mostra a necessidade de se justificar o domínio sobre os camponeses.
e) diferentes civilizações, ao longo da História, necessitam de justificativas e de padrões culturais aceitos pelo conjunto da sociedade, com o intuito de garantir o domínio, de certas parcelas, sobre o conjunto da população.


14. (UPE/2012) O pensamento católico marcou as formas de ser e de pensar na Europa, durante a Idade Média. Sobre a produção cultural, ligada ao catolicismo no medievo, marque a alternativa CORRETA.
a) Apesar de, inicialmente, terem sido associadas à heresia, as ideias de John Huss influenciaram o catolicismo romano a partir do século XIII.
b) O pensamento de São Tomás de Aquino contestava a filosofia de Aristóteles, expondo o paganismo presente na obra do pensador clássico.
c) Os mosteiros beneditinos serviram como polos de vulgarização do saber teológico.
d) As primeiras traduções da Bíblia do latim para outras línguas, realizadas com o apoio da igreja católica, datam da alta Idade Média.
e) Em sua obra, Santo Agostinho estabelece um diálogo com o pensamento de Platão.


15. (UECE/2012) Leia com bastante atenção a “Fórmula de Tours”, relativa ao séc. VIII d.C., que expressa um juramento pelo qual um homem livre se encomendava a um senhor.
“Ao magnífico Senhor [...], eu [...]. Sendo bem sabido por todos quão pouco tenho para me alimentar e vestir, apelei por esta razão para a vossa piedade, tendo vós decidido permitir-me que eu me entregue e encomende ao vosso mundoburdus; o que fiz nas seguintes condições: devereis ajudar-me e sustentar-me tanto em víveres como em vestuário, enquanto vos puder servir e merecer; e eu, enquanto for vivo, deverei prestar-vos serviço e obediência como um homem livre, sem que me seja permitido em toda a minha vida, subtrair-me ao vosso poder e mundoburdus, mas antes deverei permanecer, para todos os dias da minha vida, sob o vosso poder e defesa. Logo, fica combinado que, se um de nós quiser deixar esta convenção, pagará [...] soldos à outra parte e o acordo permanecerá firme. Parece-nos pois conveniente que as duas partes interessadas façam entre si e confirmem dois documentos do mesmo teor, o que assim fizeram.”
Espinosa, F. Antologia de textos históricos medievais. Lisboa: Sá da Costa Editora, 1972.
Esse juramento era proferido em um ritual que fundamentava o sistema feudal. Após proferi-lo, um homem passava a ser
a) senhor feudal.
b) vassalo de um senhor.
c) domínio de um senhorio.
d) suserano de um feudo.


16. (UEMA/2012) Sobre o posicionamento da Igreja Católica durante o período conhecido como Idade Média (séculos V a XV), leia as assertivas abaixo.
I. Era contra a ingerência dos leigos nas questões religiosas e, por isso, com a Reforma Gregoriana, proibiu essa interferência e exigiu a moralização do clero, tornando o celibato obrigatório.
II. Foi a principal responsável pelo ensino através da criação das universidades, onde se aprendiam o trivium (Gramática, Retórica e Lógica) e o quadrivium (Aritmética, Geometria, Astronomia e Música).
III. Era contra a venda de dinheiro a juros, usura, também considerada como a venda do tempo de Deus. Os que exerciam essa atividade eram aconselhados pelos clérigos a fazer penitências e doações para evitar o inferno após a morte.
IV. Justificava a desigualdade social, afirmando que Deus quis que uns rezassem e outros trabalhassem; os camponeses só atingiriam a felicidade na outra vida, após terem sustentado com o seu trabalho os oratores e bellatores.
V. Aprovava a convivência pacífica entre todas as religiões: cristã, judaica e muçulmana e, por esse motivo, condenou as Cruzadas, movimento cristão que também possuía interesses econômicos e políticos.
Estão corretas as alternativas
a) I, II, III e IV apenas.
b) I, II, III, IV e V.
c) I, II e III apenas.
d) III, IV e V apenas.
e) I, III e V apenas.


17. (Fac. Direito de Sorocaba SP/2013) Portanto, a cidade de Deus, que se crê única, está dividida em três ordens: alguns rezam, outros combatem, outros trabalham. Estas três ordens vivem juntas e não suportariam uma separação.
Adalberto, Bispo de Laon
O texto se refere
a) à República romana, em que sacerdotes pagãos controlavam a religião, generais comandavam o exército e escravos trabalhavam na terra.
b) ao final do Império Romano, quando o cristianismo tornou-se a religião oficial, o exército ganhou importância e o escravismo atingiu o seu apogeu.
c) à sociedade feudal, em que o clero fazia o serviço religioso, a nobreza guerreava e os servos
trabalhavam na terra para os seus senhores feudais.
d) ao final da Idade Média, em que a Igreja tinha muito poder, os exércitos eram constituídos por servos e os burgueses trabalhavam com o comércio.
e) ao Antigo Regime, no qual o direito divino conferia legitimidade ao Absolutismo, as guerras eram religiosas e a nobreza vivia na corte, em torno do rei.


18. (FATEC SP/2013) A partir do ano 1000, a população europeia tem um grande aumento. Este crescimento demográfico se relaciona com as tecnologias desenvolvidas naquela época, as quais aumentaram a produção agrícola e melhoraram as condições de saúde e alimentação: a charrua, substituindo o arado, a utilização do cavalo nas lavouras, e a rotatividade de plantações, aproveitando melhor os solos. As populações do período agrupavam-se em aldeias em volta da igreja e do castelo.
(Le Goff, Jacques. São Francisco de Assis. Rio de Janeiro: Record, 2007, p. 24. Adaptado)
A partir das informações do texto, é correto afirmar que o contexto histórico em questão é o
a) escravismo antigo.
b) capitalismo industrial.
c) socialismo soviético.
d) feudalismo medieval.
e) mercantilismo moderno.


19. (IFGO/2013) Leia a descrição abaixo.
Esses homens não recebiam salário, mas trabalhavam em troca de moradia e proteção. Eles trabalhavam em terras que não eram suas, mas de um proprietário que exigia parte da produção. Ali viviam até a morte, nunca podendo abandonar seu trabalho. Porém, eles não poderiam ser negociados ou expulsos da propriedade.
Esse trabalhador descrito identifica-se como
a) um homem que viveu sob o regime de parceria, trabalho típico da segunda metade do século XIX no Brasil.
b) um escravo da Antiguidade romana, que não recebia salário nem terras, vivendo ao lado de seu proprietário.
c) um servo feudal, preso à terra e às tradições medievais. Morava no feudo de seu senhor e pagava pela proteção recebida, a talha e a corveia.
d) um colono que, após 20 anos de trabalho, recebia a propriedade da terra, através da Lei de Terras de 1850.
e) um vassalo que jurava obediência ao seu senhor, seu suserano. Além dos serviços agrícolas prestados, esse vassalo ia à guerra, defendendo os interesses de seu senhor.


20. (PUC SP/2013) “O modo de produção feudal, tal como apareceu na Europa ocidental, deixava em geral aos camponeses apenas o espaço mínimo para aumentarem o produto de que dispunham dentro das duras limitações do sistema senhorial.”
Perry Anderson. Passagens da antiguidade ao feudalismo. Porto: Afrontamento, 1980, p. 208. Adaptado.
O texto caracteriza o modo de produção feudal, destacando que
a) havia classes distintas e opostas no feudalismo, embora a luta social fosse atenuada pelas amplas oportunidades de lucro que os senhores ofereciam aos camponeses.
b) as relações de suserania e vassalagem e o caráter rural do feudalismo eliminaram as cidades e provocaram o declínio do comércio e das atividades de serviço.
c) a possibilidade de melhoria da condição econômica dos camponeses era bastante restrita, devido ao conjunto de obrigações que estes deviam prestar aos senhores.
d) as longas jornadas de trabalho nas lavouras e a ampla gama de impostos impediam os camponeses de ascenderem socialmente e provocavam a ruína dos senhores de terras.
e) havia oportunidades de transformação social no feudalismo, embora os camponeses raramente as aproveitassem, pois preferiam se dedicar prioritariamente ao trabalho.


21. (UFTM MG/2013) As catedrais são imensas, mas, acima de tudo, são altas, para impressionar aquele que as vê e as visita, e fazer com que sinta uma coisa muito importante: a altura do lugar reflete a altura de Deus no céu. As catedrais são dedicadas a ele, são a sua casa. E seu prestígio se estende àquele que o representa na terra: o bispo. Um outro aspecto mais banal teve certamente sua importância: as catedrais estão quase sempre situadas nas cidades, que concorrem entre si para ver qual delas terá a maior, a mais alta, a mais bela catedral.
(Jacques Le Goff. A Idade Média explicada aos meus filhos, 2007. Adaptado.)
Segundo o texto, as catedrais medievais
a) demonstram o poder de Deus na Terra e consolidam, por meio dos bispos, a supremacia do poder temporal sobre o poder religioso.
b) revelam a impossibilidade humana de superar limites e barreiras na adoração a Deus e na edificação arquitetônica.
c) têm importante caráter simbólico na construção e manutenção da fé religiosa e nas disputas políticas entre cidades.
d) manifestam o despojamento e a pobreza sem ostentação dos líderes religiosos e políticos, pois a edificação das catedrais é justificada como prova do amor a Deus.
e) são destituídas de significados religiosos, pois a principal preocupação de seus edificadores é confirmar o poder dos bispos e dos líderes políticos locais.


22. (UFTM MG/2013) Identifique a afirmação correta sobre a Idade Média Ocidental.
a) Os “mendicantes” que circulam pelas cidades e pelos campos são sempre religiosos que se dedicam à obtenção de recursos para peregrinações à Terra Santa.
b) As pessoas que, dada sua origem, ocupam as posições sociais mais elevadas recebem o nome de “senhores”, porque as terras que possuem são designadas “senhorias”.
c) As relações de vassalagem e de servidão ocorrem no interior da nobreza e definem a submissão hierárquica dos senhores perante os reis.
d) São vedadas as práticas de escravidão por dívida e guerra, mas os camponeses podem ser considerados propriedade dos senhores.
e) Os religiosos são os únicos que têm direito de receber rendas e tributos pagos pelos camponeses.


23. (UCS RS/2013) O feudalismo substituiu o escravismo antigo, estabelecendo novas relações de trabalho, baseadas na mão de obra servil. No sistema feudal, os servos
a) poderiam ser vendidos como mercadorias e eram obrigados a trabalhar o tempo inteiro para o senhor feudal.
b) estavam subordinados aos senhores feudais, por meio de obrigações, tais como: a corveia e as banalidades.
c) eram trabalhadores livres, podendo pedir demissão e procurar outro emprego sempre que quisessem.
d) eram, na sua maioria, prisioneiros de guerra, podendo ser trocados e vendidos nos mercados locais.
e) recebiam salário compatível com o trabalho executado: quanto mais trabalhassem, mais ganhavam.


24. (UNESP SP/2012) [Na época feudal] o mundo terrestre era visto como palco da luta entre as forças do Bem e as do Mal, hordas de anjos e demônios. Disso decorria um dos traços mentais da época: a belicosidade.
(Hilário Franco Junior. O feudalismo, 1986. Adaptado.)
A belicosidade (disposição para a guerra) mencionada expressava- se, por exemplo,
a) no ingresso de homens de todas as camadas sociais na cavalaria e na sua participação em torneios.
b) no pacto que reunia senhores e servos e determinava as chamadas relações vassálicas.
c) na ampla rejeição às Cruzadas e às tentativas cristãs de reconquista de Jerusalém.
d) no empenho demonstrado nas lutas contra muçulmanos, vikings e diferentes formas de heresias.
e) na submissão de senhores e vassalos, reis e súditos, ao Islamismo.


25. (ESPM/2012) Os vínculos e a hierarquia entre a nobreza feudal eram estabelecidos pelos laços de suserania e vassalagem. Um senhor feudal, possuidor de grandes porções de terra, doava uma parcela de suas propriedades a outro nobre. O doador passava a ser considerado suserano e o recebedor, vassalo.
(Leonel Itaussu Mello e Luís César Amad Costa. História Antiga e Medieval)
Aponte a alternativa que apresenta uma obrigação de vassalagem:
a) corveia: trabalho gratuito nas terras do senhor;
b) talha: porcentagem da produção das tenências;
c) banalidade: tributo cobrado pelo uso de instrumentos do senhor;
d) pagamento de resgate caso o suserano fosse feito prisioneiro;
e) capitação: imposto pago por cada membro da família do vassalo.


xxxx

1. (Fameca SP/2012) Leia as afirmações.
I. Todos os integrantes da sociedade feudal mantinham laços de vassalagem.
II. O ritual da concessão do feudo ao vassalo estabelecia a posição dominante de quem concedia as terras e, em caso de conflito, apoio de quem as recebia.
III. Entre os direitos senhoriais, encontrava-se a obrigação dos servos de prestarem serviços no manso senhorial.
IV. A direção militar da sociedade medieval estava nas mãos dos nobres.
V. As terras comunais incluíam as florestas onde ocorriam as caças como atividade de diversão e eram exercidas apenas pelos servos.
Sobre a sociedade feudal europeia, estão corretas as afirmações
a) I, II e III, apenas.
b) I, III e V, apenas.
c) II, III e IV, apenas.
d) II, III, IV e V, apenas.
e) I, II, III, IV e V.


2. (FMJ SP/2012) Sobre o sistema feudal, assinale a alternativa que identifica, corretamente, o que era o feudo e qual era a sua finalidade.
a) Tributo pago em gêneros pelo uso obrigatório das instalações do senhor feudal como forno, moinho e lagar, privando os vassalos do direito de abandonar as terras às quais estavam presos por sua condição e nascimento.
b) Ordem ou estamento existente nessa sociedade para restringir, de forma absoluta, qualquer tipo de mobilidade social e determinar a condição vitalícia do indivíduo a partir de sua origem familiar.
c) Bem material ou usufruto de um bem material, seja terra, cargo, pensão ou direito, recebido pelo vassalo ao jurar fidelidade a um senhor feudal e garantir-lhe auxílio militar sempre que requisitado.
d) Parcela das terras sob domínio de um senhor feudal, chamado vassalo, destinada ao uso exclusivo dos camponeses em troca do pagamento de tributos e obrigações como a talha e a corveia.
e) Imposto pago em espécie pelos familiares e dependentes do vassalo falecido para que pudessem permanecer no mesmo manso e continuar sob a proteção jurídica e militar do senhor feudal.


3. (PUC SP/2012) Mergulhados numa atmosfera social em que qualquer relação de inferior a superior reveste uma coloração diretamente humana, essas pessoas, para com o senhor, não estão obrigadas apenas às múltiplas rendas ou prestações de serviços que oneram as casas e os campos. Devem-lhe também auxílio e obediência e contam com a sua proteção.
Marc Bloch. A sociedade feudal. Lisboa: Edições 70, 1987, p. 278.
O texto refere-se às relações
a) entre reis e súditos.
b) de servidão.
c) entre homens e mulheres.
d) de vassalagem.
e) entre Deus e os clérigos.


4. (Fac. Santa Marcelina SP/2013) Também a medicina grega iniciou-se com os filósofos. Mais importantes ainda foram os trabalhos de Hipócrates de Cós, nos séculos V e IV a.C. Se esse grande médico não tivesse contribuído com outra coisa além da refutação da explicação sobrenatural das doenças, ainda assim mereceria ser chamado de pai da medicina. Martelava os ouvidos de seus alunos com a doutrina de que “cada doença tem uma causa natural e sem causas naturais nada acontece”. Além disso, lançou os fundamentos da clínica médica. Descobriu o fenômeno da crise na moléstia e fez progredir a prática da cirurgia.
(Edward Burns. História da civilização ocidental, 1970. Adaptado.)
É o fogo do mal dos ardentes que queima as populações do ano 1000. Uma doença desconhecida que provoca um terror imenso. Mas o pior está por vir: a peste negra devasta a Europa e ceifa um terço de sua população durante o verão de 1348. Como a Aids para alguns, essa epidemia é vivida como uma punição do pecado. [...] Contudo, os homens desse tempo temem muito uma outra doença, a lepra, considerada o sinal distintivo do desvio sexual. Nos corpos desses infelizes refletir-se-ia a podridão de sua alma. Então, os leprosos são isolados, enclausurados.
(Georges Duby. Ano 1000, ano 2000: na pista de nossos medos, 1999.)
Os textos
a) apresentam explicações místicas e sobrenaturais para as doenças, principalmente o segundo, que atribuía suas causas à ação direta de Deus.
b) enfatizam o estudo detalhado e o método experimental, principalmente o primeiro, que valorizava a crença nos dogmas para explicar a origem das doenças.
c) mostram, ambos, que as doenças eram um castigo divino aos pecados e desvios humanos, com mais ênfase na Grécia antiga do que na Europa medieval.
d) revelam visões diferentes sobre as doenças, pois, para o primeiro, suas causas eram naturais; para o segundo, eram entendidas como uma punição aos pecados.
e) possuem, em comum, a ideia de que o mundo regia-se por leis da natureza que, por sua vez, deveriam ser sistematicamente investigadas e testadas.


5. (PUC RS/2013) O feudalismo europeu foi resultante de uma lenta e complexa integração de estruturas sociais romanas com estruturas dos povos conhecidos como germanos, ocorrida entre os séculos V e IX. Uma das principais estruturas germânicas que compuseram o feudalismo foi
a) a vila, grande latifúndio que tendia à autossuficiência econômica.
b) o colonato, sistema de trabalho que vinculava o camponês à terra.
c) o burgo, cidade fortificada onde se concentravam atividades artesanais.
d) o comitatus, relação de fidelidade militar entre guerreiros e seu chefe.
e) o direito codificado, reunião simplificada de leis escritas.


6. (UEFS BA/2013) A complexa relação existente entre a Igreja e o poder político, na Idade Média europeia, pode ser exemplificada pela
a) defesa da Igreja em prol da libertação dos servos, categoria longamente explorada pelos senhores feudais.
b) cobrança de impostos, estabelecidos pelos senhores feudais, sobre as propriedades pertencentes à Igreja.
c) luta dos soberanos e cardeais contra a prática da simonia, desenvolvida pelo baixo clero, nas paróquias europeias.
d) interferência dos senhores feudais na escolha de autoridades eclesiásticas cujos templos, mosteiros e propriedades ficavam localizados nos seus feudos.
e) necessidade da aprovação da Igreja, para garantir e confirmar a coroação dos soberanos pelos seus súditos e clientes.


7. (UEPA/2012) As relações servis de produção, vigentes na Alta Idade Média da Europa Ocidental, implicavam um vínculo desigual de obrigações entre senhor e servo. Apesar de vigorar um sistema social estanque e de classes estamentais, em que as pesadas obrigações do
trabalhador adstrito à gleba eram previsíveis e inquestionáveis, algumas brechas de liberdade possíveis aos servos serviam para contrabalançar o poder dos senhores como:
a) a existência de um laço religioso de obrigações sagradas entre senhor e servo, que impedia qualquer tipo de excesso da parte dos primeiros no caso de punições aos trabalhadores.
b) a elasticidade das práticas senhoriais de patronagem e proteção necessárias para aplacar os reclamos e as privações dos servos e de suas famílias.
c) a participação nas guerras, ao lado dos senhores, quando os servos atuavam como guerreiros vinculados aos senhores, e assim poderiam tomar parte na divisão das pilhagens.
d) a dependência econômica dos senhores relativa às taxas pagas pelos servos pelo uso dos equipamentos do feudo, as chamadas “banalidades”.
e) o cultivo ou as pastagens nas terras comunais, quando os camponeses, livres ou servos, trabalhavam em conjunto e realizavam festas de colheita com sentido religioso.


8. (UNESP SP/2013) “Servir” ou, como também se dizia, “auxiliar”, – “proteger”: era nestes termos tão simples que os textos mais antigos resumiam as obrigações recíprocas do fiel armado e do seu chefe.
(Marc Bloch. A sociedade feudal, 1987.)
O mais importante dos deveres que, na sociedade feudal, o vassalo tinha em relação ao seu senhor era:
a) o respeito à hierarquia e à unicidade de homenagens, que determinava que cada vassalo só podia ter um senhor.
b) o auxílio na guerra, participando pessoalmente, montado e armado, nas ações militares desenvolvidas pelo senhor.
c) a proteção policial das aldeias e cidades existentes nos arredores do castelo de seu senhor.
d) a participação nos torneios e festejos locais, sem que o vassalo jamais levantasse suas armas contra seu senhor.
e) a servidão, trabalhando no cultivo das terras do senhor e pagando os tributos e encargos que lhe eram devidos.


9. (Unicastelo/2013) Vastos territórios pertenciam a um grande proprietário. Eles eram cultivados pelos camponeses, mas, tendo em vista a escassez de moeda, o grande proprietário lhes concedia terras para cultivarem. Em troca, os camponeses lhe pagavam em forma de trabalho (corveias) e de produtos. Pouco a pouco, os camponeses tornaram-se dependentes dos grandes proprietários. O cultivador tornava-se um servo e o grande proprietário um senhor, ou seja, “o velho”, senior em latim.
(Lucien Febvre e François Crouzet. Nós somos mestiços: Manual de história da civilização francesa, 2012. Adaptado.)
O autor refere-se no excerto ao processo de formação do
a) sistema de produção coletivista, caracterizado pela igualdade de direitos entre proprietários e trabalhadores.
b) capitalismo agrário, caracterizado pela exploração da mão de obra camponesa pelo grande capitalista.
c) mundo moderno, caracterizado pelo deslocamento da mão de obra das atividades agrícolas para as comerciais.
d) feudalismo na Europa ocidental, caracterizado pelas relações diretas entre proprietários e trabalhadores.
e) modo de exploração escravista, caracterizado pela transformação do trabalhador em mercadoria vendável.


10. (Univag MT/2013) No início do século XV, o duque de Berry (1340 – 1416), irmão do rei da França, encomendou a um grupo de artistas que ilustrasse um livro, representando a vida das pessoas em cada mês do ano.
(Irmãos Limbourg. As riquíssimas horas do duque de Berry (1411-1416). Museu de Chantilly, França.)
A ilustração em questão corresponde ao mês de março e mostra com relativa precisão a
a) organização militar da Idade Média baseada na força da cavalaria senhorial.
b) natureza de uma sociedade igualitária e despreocupada com a defesa militar.
c) diversidade do trabalho no campo e as ferramentas empregadas pelos camponeses.
d) expansão da economia do artesanato para os feudos no final da Idade Média.
e) ausência de organização racional do trabalho produtivo na Idade Média europeia.


11. (IFGO/2013) Plebeus Coloridos
Na cultura popular, o plebeu medieval é muitas vezes separado da nobreza pelas cores cinza e marrom. Essa é uma escolha artística e inapta feita pelos diretores dos filmes. É claro que os cinzas e marrons naturais da lã de ovelhas pode ter sido a cor mais comum das pessoas pobres da Idade Média, mas isso não é determinante para que se institua que o pobre do medievo não usasse roupas coloridas e vivas. Na verdade, a impressão é exatamente o oposto. O fato de que as pessoas pobres medievais também estão
representadas na cultura popular como sujos, com lama e cinzas em seus rostos, é um estereótipo, com pouca ou nenhuma evidência para apoiar tal tese.
Disponível em: . Acesso em: 03 set. 2013. [Adaptado].
Assinale a alternativa incorreta:
a) As imagens dos plebeus medievais indicam que, durante a Idade Média, a escravidão deixou de existir por conta da predominância do ideário cristão e da superação das relações sociais que marcaram a Antiguidade Ocidental.
b) No quadro acima, temos a representação de várias situações de trabalho que apontam a feição ruralizada da economia medieval. Contudo, não podemos ignorar que as atividades comerciais ainda fizeram parte desse período.
c) A discussão feita sobre o vestuário medieval sugere uma ampliação das fontes no trabalho dos historiadores que pesquisam essa época. Afinal, a reconstrução do passado não é composta apenas pelos relatos dos textos oficiais.
d) O atual interesse pelas imagens medievais, em um período em que a cultura visual tem forte apelo, nos indica que os historiadores se influenciam pelo contexto do tempo em que vivem.
e) O texto revela o limite que as produções cinematográficas possuem na reconstituição do passado. Logo, algumas escolhas estéticas de um filme de temática medieval podem se afastar das informações históricas acumuladas sobre o período.


12. (IFGO/2014) A história da Europa Ocidental foi marcada por uma lenta transição entre os séculos IV e X. O poder político, antes centralizado sob o Império Romano, passou a ser fragmentado e a economia tornou-se predominantemente rural, com reduzida atividade urbana e comercial. Neste processo, o modo de produção feudal substituiu o escravismo antigo e, a partir daí, estabeleceu novas relações de produção, baseadas na exploração da força de trabalho servil. Nessa condição, os servos eram:
a) trabalhadores livres nas propriedades rurais, com exceção daqueles que não possuíam terras e prestavam serviços a alguns tipos de senhores feudais, especialmente àqueles que também detinham o poder religioso.
b) aprisionados nas guerras feudais, tratados como mercadorias e somente podiam ser vendidos nas feiras realizadas nos burgos com autorização dos reis.
c) trabalhadores marcados por laços de dependência, pois deviam obediência e obrigações aos senhores e estavam vinculados à terra em que viviam, não podendo ser vendidos.
d) transformados em trabalhadores assalariados, caso não cumprissem com suas obrigações e não pagassem os tributos devidos aos seus senhores, segundo estabelecia o contrato vassálico.
e) considerados propriedades dos senhores feudais e poderiam ser trocados ou vendidos nos mercados locais ou regionais, especialmente na época das Cruzadas.


13. (Mackenzie SP/2014) Aquilo que dominava a mentalidade e a sensibilidade dos homens da Idade Média era o seu sentimento de insegurança (...) que era, no fim das contas, a insegurança quanto à vida futura, que a ninguém estava assegurada (...). Os riscos da danação, com o concurso do Diabo, eram tão grandes, e as probabilidades de salvação, tão fracas que, forçosamente, o medo vencia a esperança.
Jacques Le Goff. A civilização do Ocidente medieval.
O mundo medieval configurou-se a partir do medo da insegurança, como retratado no texto acima. Encontre a alternativa que melhor condiz com o assunto.
a) A crise econômica decorrente do final do Império Romano, a guerra constante, as invasões bárbaras, a baixa demográfica, as pestes, tudo isso aliado a um forte conteúdo religioso de punição divina aos pecados contribuiu para o clima de insegurança medieval.
b) A peste bubônica provocou redução drástica na demografia medieval, levando a crenças milenaristas e apocalípticas, sufocadas, por sua vez, pela rápida ação da Igreja, disponibilizando recursos médicos e financeiros para a erradicação das várias doenças que afetam seus fiéis.
c) O clima de insegurança que predominou em toda a Idade Média decorreu das guerras constantes entre nobres – suseranos – e servos – vassalos, contribuindo para a emergência de teorias milenaristas no continente.
d) As enfermidades que afetavam a população em geral contribuíram para a demonização de algumas práticas sociais, como o hábito de usar talheres nas refeições, adquirido, por sua vez, no contato com povos bizantinos.
e) A certeza da punição divina a pecados cometidos pelos humanos predominava na mentalidade medieval; por isso, nos vários séculos do período, eram constantes os autos de fé da Inquisição, incentivando a confissão em massa, sempre com tolerância e diálogo.


14. (UEA AM/2014) Uma valorização do trabalho vai ocorrer lentamente nos monastérios. A partir do século IX, a difusão, em toda a cristandade, da regra de São Bento, que insiste muito na importância do trabalho manual, representa um acontecimento muito importante para a história do Ocidente. O monge, ele próprio trabalhando, valoriza-o, considerando o trabalho uma forma de penitência e de oração.
(Jacques Le Goff. Por amor às cidades, 1998.)
Conclui-se, pela análise do excerto, que a atribuição de importância ao trabalho manual
a) foi um obstáculo à expansão da reforma protestante na Europa.
b) surgiu por oposição ao elogio cristão da vida dos homens pobres.
c) pode ocorrer independentemente da sua função de acumulação de capital.
d) foi fundamental para o aparecimento do capitalismo nos mosteiros cristãos.
e) evitou a fixação de grandes empresas industriais nos países católicos.


15. (UEA AM/2014) A Igreja, em torno de 1030, proclamou que, segundo o plano divino, os homens dividiam-se em três categorias: os que rezam, os que combatem, os que trabalham, e que a concórdia reside na troca de auxílios entre eles. Os trabalhadores mantêm, com sua atividade, os guerreiros, que os defendem, e os homens da Igreja, que os conduzem à salvação. Assim a Igreja defendia, de maneira lúcida, o sistema político baseado na senhoria.
(Georges Duby. Arte e sociedade na Idade Média, 1997. Adaptado.)
Segundo essa definição do universo social, feita pela Igreja cristã da Idade Média, a sociedade medieval era considerada
a) injusta e imperfeita, na medida em que as atividades dos servos os protegiam dos riscos a que estavam submetidos os demais grupos sociais.
b) perfeita, porque era sustentada pelas atividades econômicas da agricultura, do comércio e da indústria.
c) sagrada, contendo três grupos sociais que deveriam contribuir para o congraçamento dos homens.
d) dinâmica e mutável, na medida em que estava dividida entre três estamentos sociais distintos e rivais.
e) guerreira, cabendo à Igreja e aos trabalhadores rurais a participação direta nas lutas e empreitadas militares dos cavaleiros.


16. (UEPA/2014) A ideia de Cristandade na Alta Idade Média da Europa Ocidental supunha a união entre os povos do continente sob a batuta do alto clero católico. Em termos práticos, esta articulação se fundamentava:
a) na organização centralizada da administração eclesiástica conduzida pelo alto clero, baseada nas paróquias que dividiam o território europeu.
b) na difusão da chamada “Idade da Fé”, que assinalou o domínio do fervor religioso católico encabeçado por lideranças religiosas populares.
c) na interferência de reis e nobres na administração eclesiástica, o que garantiu um pano de fundo político ao domínio ideológico católico.
d) nas guerras entre reinos medievais, cujas regras eram estabelecidas pelas lideranças eclesiásticas e, por isso, não afetavam a unidade religiosa dos fiéis.
e) no controle da vida religiosa com os mecanismos de excomunhão e batismo, o que eliminou qualquer possibilidade de formação de movimentos heréticos.


17. (UFT TO/2013) Na origem das instituições feudais, encontramos elementos germânicos e romanos, sendo um elemento característico de herança germânica:
a) ruralização, fortalecimento da vida rural e aumento das atividades comerciais urbanas.
b) colonato, sistema de trabalho servil com produção agropastoril destinado ao consumo.
c) formariage, uso generalizado do trabalho servil e o fortalecimento do processo de ruralização.
d) banalidade, pagamento de taxas ao senhor pela utilização de equipamentos e instalações do senhorio.
e) benefício, os chefes militares recompensavam seus guerreiros concedendo-lhes possessões de terra.


18. (Fac. Cultura Inglesa SP/2014) Em torno de 1030, os clérigos do norte da França proclamaram que, de acordo com os desígnios divinos, os homens estão divididos em três categorias, os que rezam, os que combatem e os que trabalham, e que a concórdia entre eles baseia-se numa troca mútua de serviços.
(Georges Duby. Arte e sociedade na Idade Média, 1997. Adaptado.)
No trecho transcrito, o historiador Georges Duby descreve a
a) oposição da Igreja medieval à exploração dos servos pela nobreza.
b) razão econômica da baixa produtividade da agricultura medieval.
c) submissão dos sacerdotes cristãos ao poderio militar dos nobres medievais.
d) divisão igualitária da riqueza produzida pelos camponeses medievais.
e) maneira como eram justificadas as divisões sociais na Idade Média.


19. (IFSP/2014) Em 24 de junho, dia de São João, os camponeses de Verson (na França) colhiam os frutos dos campos de seu senhor e os levavam ao castelo. Depois, cuidavam dos fossos e, em agosto, faziam a colheita do trigo, também entregue ao senhor. Eles próprios não podiam recolher o seu trigo, senão depois que o senhor tivesse tirado antecipadamente a sua parte. No começo do inverno, trabalhavam sobre a terra senhorial para ustent-la, passar o arado e semear. No dia 30 de novembro, dia de Santo André, pagava-se uma espécie de bolo. Pelo Natal, “galinhas boas e finas”. Depois, uma certa quantidade de cevada e de trigo. E mais ainda! No moinho, para moer o grão do camponês, cobrava-se uma parte dos grãos e uma certa quantidade de farinha; no forno, era preciso pagar também, e o “forneiro” dizia que, se não tivesse o seu pagamento, o pão do camponês ficaria mal cozido e imprestável.
(LUCHAIRE, La Société française au temps de Philippe Auguste. Adaptado)
O texto nos revela as principais obrigações servis na idade medieval. Assinale a alternativa que associa corretamente a obrigação ao trabalho realizado.
a) o servo pagava a talha quando ceifava os prados do senhor, levava os frutos ao castelo, cuidava dos fossos e colhia o trigo.
b) o servo trabalhava apenas de 24 de junho a 30 de novembro em muitas atividades: dos cuidados com os animais ao trabalho no campo.
c) o servo trabalhava e recebia salário, pois pagava no moinho pela moagem dos grãos e ao forneiro pelo pão assado.
d) o servo devia a seu senhor a corveia, a talha e as banalidades pelo uso das instalações senhoriais bem como presentes em datas festivas.
e) o trabalho servil era recompensado no Natal, quando o senhor dava aos servos bolos, finas e gordas galinhas.


20. (PUC SP/2014) “A Europa, como ideia e como realidade, é uma criação medieval. Desenhada pela geografia, ela constrói-se na história. A Idade Média assinala o momento de sua gestação e de seu desenvolvimento.”
Daniel Valle Ribeiro. “A Alta Idade Média e os prenúncios da ideia de Europa”, in Néri de Barros Almeida e Marcelo Cândido da Silva (orgs.). Poder e construção social na Idade Média. Goiânia: Editora UFG, 2011, p. 181.
A ideia principal do texto pode ser justificada pelo fato de que, na Idade Média,
a) formou-se uma poderosa aliança política e militar do conjunto dos países europeus, com o objetivo de afastar, por meio das Cruzadas, os invasores árabes e macedônios de todo o continente.
b) houve uma rejeição profunda da tradição greco-romana pelos habitantes do continente europeu, que aderiram maciçamente ao cristianismo e abandonaram os cultos de origem pagã.
c) completou-se a unidade política e administrativa europeia, por meio da forte expansão franca e da expulsão dos grupos de bárbaros procedentes do Leste do continente e da Ásia.
d) ocorreu um acelerado processo de urbanização, que permitiu a plena integração das economias dos Estados europeus, por meio da abertura de rotas comerciais terrestres e marítimas.
e) constituiu-se gradualmente um espaço político e religioso comum, capaz de articular as áreas do Mediterrâneo aos países do centro, do Norte e do Leste do continente europeu.


21. (PUCCamp SP/2014) Considere o texto abaixo.
A sociedade dos fiéis forma um só corpo; mas o Estado tem três corpos: com efeito, os nobres e os servos se regem pelo mesmo estatuto [...] uns são guerreiros, protetores das Igrejas; são os defensores do povo, tanto dos grandes como dos pequenos. [...] A outra classe é a dos servos: esta desgraçada raça nada possui senão à custa de sofrimento. Dinheiro, vestuário, alimento, tudo os servos fornecem a toda a gente; nem um homem livre poderia subsistir sem os servos [...]
(Bispo Adalbéron de Léon. In: BERUTTI, Flávio, apud Jaques Le Goff. A civilização do Ocidente medieval. Lisboa: Editorial Estampa, v.II, 1984. P. 45-46. Tempo & Espaço, História. São Paulo: Saraiva, 2004. P.99)
O texto permite afirmar que, em relação à estrutura da sociedade feudal,
a) a insegurança do homem medieval restringia-se aos aspectos materiais e explica a submissão dos servos aos nobres e guerreiros.
b) as relações de dominação entre senhores e servos geravam divergências que acabavam em intensas guerras sangrentas.
c) a rivalidade entre os nobres e os servos contribuiu para a exclusão dos guerreiros de um estamento socialmente privilegiado.
d) os guerreiros deviam várias obrigações aos nobres e aos servos, que determinavam a posição de cada indivíduo na sociedade.
e) os nobres combatiam por todos, mas podiam dedicar-se a esse tipo de vida porque os servos trabalhavam para sustenta-los.


22. (UERN/2013) Apesar da cadência do samba, da presença da cultura africana e da sensualidade dos homens e mulheres, o carnaval não é originário no Brasil e nem do nosso tempo... Antes de “esquentar nossos pandeiros” muitas festas deixavam “corpos em brasa” na Antiguidade e na Idade Média.
(Campos, Flávio de. A escrita da história. Volume único. Ensino médio. Flávio Campos, Regina Claro. 2ª Ed. São Paulo: Escala Educacional, 2009. P. 135.)
Nem mesmo o processo de cristianização aboliu estas celebrações, que estavam ligadas, basicamente,
a) às expressões culturais originárias da fusão da cultura romana com a cultura macedônica, após as invasões bárbaras.
b) aos rituais tribais e religiosos, transmitidos pelas leis consuetudinárias, dos ancestrais latinos para os representantes pagãos banidos dos feudos.
c) aos dogmas da fé católica ortodoxa, que exigiam de seus seguidores o carnaval como um rito complementar à sacralização do período de Natal.
d) às atividades ligadas à agricultura, já que antes de suportar os trabalhos agrícolas e depois das colheitas, os homens e as mulheres participavam de folias.


23. (UFT TO/2014) “A construção de catedrais medievais é um fenômeno considerável em toda a Europa, conhecendo nas últimas décadas numerosos estudos que procuram esclarecer diferentes aspectos que estão relacionados com a sua edificação, tais como as várias fases da realização dos distintos edifícios e o seu impacto no tecido urbano, mas também, a importância econômica, e tecnológica dos estaleiros, as modalidades de financiamento do trabalho, assim como as suas implicações políticas, institucionais e religiosas, entre outros. Todavia, é igualmente importante ter em conta a interação entre o estaleiro e o meio que caracteriza a região, capaz de fornecer os materiais, mas também a mão-de-obra.”
Fonte: MELO, Arnaldo Sousa e RIBEIRO, Maria do Carmo. História da Construção – Os Materiais. Portugal: CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória»; Paris: LAMOP – Laboratoire de Médiévistique Ocidentale de Paris, 2012, p. 155.
Na edificação das catedrais medievais, a mão de obra empregada era, em sua maioria, de:
a) escravos artesãos e artífices franceses
b) citadinos voluntários em forma de mutirão
c) servos rurais em troca de posses fundiárias
d) camponeses que trabalhavam gratuitamente
e) artesãos especializados, livres e remunerados


24. (UNESP SP/2014) O cavaleiro é um dos principais personagens nas narrativas difundidas durante a Idade Média. Esse cavaleiro é principalmente um
a) camponês, que usa sua montaria no trabalho cotidiano e participa de combates e guerras.
b) nobre, que conta com equipamentos adequados à montaria e participa de treinamentos militares, torneios e jogos.
c) camponês, que consegue obter ascensão social por meio da demonstração de coragem e valentia nas guerras.
d) nobre, que ocupa todo seu tempo com a preparação militar para as Cruzadas contra os mouros.
e) nobre, que conquista novas terras por meio de sua ação em torneios e jogos contra outros nobres.


25. (Univag MT/2014) Jorge Mario Bergoglio, da Argentina, é o sucessor de Bento XVI
O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, é o novo papa. Ele foi eleito o sucessor de Bento XVI nesta quarta-feira (13.03.2013), após a 5.ª votação no segundo dia de conclave, em que participaram 115 cardeais eleitores. O anúncio em latim, “Annuntio vobis gaudium magnum: habemus papam” (“Eu vos anuncio uma grande alegria: temos papa”), foi feito na sacada da Basílica de São Pedro pelo cardeal Jean-Louis Tauran. O 266.º papa da Igreja Católica passará a ser chamado de Francisco. Ele é o 12.º papa de origem não europeia e o primeiro papa da América Latina.
(http://revistaepoca.globo.com. Adaptado.)
O texto trata da escolha do atual Papa Francisco. Apesar de ser um acontecimento de 2013, é possível identificar nele elementos que remetem à Europa medieval. Com base no texto e nas características do mundo feudal, assinale a alternativa correta.
a) Ao tratar da escolha do papa, o texto faz referência à ideia de um poder universal – o papado, que se confunde com o poder das nações na atualidade.
b) Na Idade Média, a Igreja Católica tinha grande poder sobre a vida cotidiana dos indivíduos. O texto mostra que esse poder permanece nos dias de hoje.
c) O texto aborda a escolha do papa, a maior autoridade da Igreja Católica na Idade Média. Essa autoridade, hoje em dia, é dividida entre o papa e os cardeais eleitores.
d) O texto apresenta uma instituição criada na Idade Média para a escolha de um novo papa. Essa instituição é o Colégio de Cardeais, que foi abolido recentemente.
e) No texto podem ser identificados elementos da estrutura da Igreja Católica que remontam à época feudal, como o papado, os cardeais e o conclave.


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1. (UEFS BA/2014) A ideia de indivíduo isolado, livre para fazer o que quisesse, não existia na mentalidade medieval. Alguém sempre estava subordinado a um grupo, dependia da proteção e devia fidelidade a alguém ou a uma instituição. O indivíduo que se considerava livre, não sujeito a nenhuma proteção e fidelidade, era o marginal, pois encontrava-se à margem das regras medievais e deveria ser perseguido pelos poderes estabelecidos: castelão, Igreja e rei. (CÁCERES, 1996, p. 126).
CÁCERES, F. História Geral. 4. Ed. Ver. Ampl. Atual. São Paulo: Moderna, 1996.
A característica coletivista das sociedades feudais europeias, indicada no texto, estava diretamente associada
a) ao modo de produção feudal, fundamentado na exploração da terra como fator de subsistência e de manutenção das hierarquias sociais.
b) à escassez de terras férteis, o que obrigava os camponeses a se concentrarem em torno dos chefes tribais.
c) ao fortalecimento dos laços de cooperação e solidariedade, responsáveis pela ausência de conflitos armados na Europa feudal.
d) ao domínio dos reis sobre o conjunto formado pelos nobres, clérigos e servos que compunham a população medieval europeia.
e) à atração exercida pelas Cruzadas sobre o imaginário medieval.


2. (ENEM/2009) A Idade Média é um extenso período da História do Ocidente cuja memória é construída e reconstruída segundo as circunstâncias das épocas posteriores. Assim, desde o Renascimento, esse período vem sendo alvo de diversas interpretações que dizem mais sobre o contexto histórico em que são produzidas do que propriamente sobre o Medievo.
Um exemplo acerca do que está exposto no texto acima é
a) a associação que Hitler estabeleceu entre o III Reich e o Sacro Império Romano Germânico.
b) o retorno dos valores cristãos medievais, presentes nos documentos do Concílio Vaticano II.
c) a luta dos negros sul-africanos contra o apartheid inspirada por valores dos primeiros cristãos.
d) o fortalecimento político de Napoleão Bonaparte, que se justificava na amplitude de poderes que tivera Carlos Magno.
e) a tradição heroica da cavalaria medieval, que foi afetada negativamente pelas produções cinematográficas de Hollywood.


3. (ENEM/2013) Quando ninguém duvida da existência de um outro mundo, a morte é uma passagem que deve ser celebrada entre parentes e vizinhos. O homem da Idade Média tem a convicção de não desaparecer completamente, esperando a ressurreição. Pois nada se detém e tudo continua na eternidade. A perda contemporânea do sentimento religioso fez da morte uma provação aterrorizante, um trampolim para as trevas e o desconhecido.
DUBY, G. Ano 2000 na pista dos nossos medos. São Paulo: Unesp, 1998 (adaptado).
Ao comparar as maneiras com que as sociedades têm lidado com a morte, o autor considera que houve um processo de
a) mercantilização das crenças religiosas.
b) transformação das representações sociais.
c) disseminação do ateísmo nos países de maioria cristã.
d) diminuição da distância entre saber científico e eclesiástico.
e) amadurecimento da consciência ligada à civilização moderna.


4. (ENEM/2014)
Sou uma pobre e velha mulher,
Muito ignorante, que nem sabe ler.
Mostraram-me na igreja da minha terra
Um Paraíso com harpas pintado
E o Inferno onde fervem almas danadas,
Um enche-me de júbilo, o outro me aterra.
VILLON, F. In: GOMBRICH, E. História da arte. Lisboa: LTC, 1999.
Os versos do poeta francês François Villon fazem referência às imagens presentes nos templos católicos medievais. Nesse contexto, as imagens eram usadas com o objetivo de
a) redefinir o gosto dos cristãos.
b) incorporar ideais heréticos.
c) educar os fiéis através do olhar.
d) divulgar a genialidade dos artistas católicos.
e) valorizar esteticamente os templos religiosos.


5. (Fac. Direito de Franca SP/2015) “A Idade Média (...) repousa sobre a terra. A Idade Média é rural. É sobre essa ruralidade que se articula o conjunto de outras redes.”
Jacques Le Goff. Em busca da Idade Média. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008, p. 156.
A frase pode ser considerada correta, entre outros motivos, porque
a) a organização social, na Idade Média, baseava-se na relação dos diversos grupos sociais com a posse ou uso da terra.
b) a economia medieval é baseada na produção agrícola em larga escala, destinada à exportação.
c) as cidades desapareceram na Idade Média e todas as pessoas se transferiram para o campo.
d) as atividades rurais, na Idade Média, ofereciam os capitais necessários para o desenvolvimento da grande indústria.
e) a sociedade medieval retomava valores greco-romanos e idealizava a vida nos campos.


6. (IFRS/2015) Segundo os historiadores, a Idade Média corresponde ao período que se estende do século V d.C. ao século XV. Ao longo destes mil anos, o Feudalismo foi o sistema que regulou as atividades políticas, econômicas e sociais na Europa medieval. Contudo, durante o século XIV, este sistema passou a apresentar sinais de ruptura que culminou, no século seguinte, com o fim da condição hegemônica da estrutura feudal na Europa.
Os fatores que contribuíram para a crise do Feudalismo foram
a) Cruzadas, Peste Negra e Guerra dos 100 anos.
b) Revoluções burguesas, Expansão do Cristianismo e Peste Negra.
c) Revoluções burguesas, Colonato e Peste Negra.
d) Cruzadas, Colonato e Guerra dos 100 anos.
e) Guerra das 2 Rosas, Expansão do Cristianismo e Peste Negra.


7. (IFSP/2015) Leia o texto abaixo.
Pelo fato de formar a terceira camada da sociedade, os servos ou camponeses e os pequenos artesãos constituíam a camada dos homens não livres, pois trabalhavam na reserva ou serviam aos castelos e mosteiros. Pela falta de liberdade, não podiam sair do domínio senhorial ou casar sem a autorização do senhor feudal. Já os colonos eram considerados homens livres.
A servidão ocorrida na Idade Média, no período conhecido como Feudalismo, tem, por característica, uma grande carga de impostos. Dentre esses impostos, estão:
a) corveia, talha e banalidades.
b) imposto do sal, do selo e do açúcar.
c) ordálio e dízimo.
d) pedágio, mão-morta e investidura.
e) religioso e de defesa.


8. (UECE/2015) “A primeira maneira de integrar-se é tornar-se cristão. Assim, no início do século X, o chefe normando Rollon aceita ser batizado. Ele muda de nome, adotando o de seu padrinho, Robert. Com ele, todos os guerreiros que o cercam mergulham nas águas do batismo. Por volta do ano 1000, o duque da Normandia chama um homem que sabia escrever bem o latim, formado nas melhores escolas – o portador da cultura carolíngia mais pura. Encomenda-lhe uma história dos normandos. Nela vemos como se deu a integração, ao menos, entre os aristocratas. Eles firmaram com as famílias dos países francos, casamentos que foram, com o cristianismo, o fator essencial do enfraquecimento das disparidades étnicas e culturais. Tornavam-se realmente participantes da comunidade do povo de Deus assim que começassem a compreender alguns rudimentos de latim e se pusessem a construir igrejas na tradição carolíngia.”
DUBY, G. Ano 1000, Ano 2000. Na pista de nossos medos. Trad. Eugênio Michel da Silva e Maria Regina L. Borges-Osório. São Paulo: Editora UNESP, 1998.
Segundo o texto de G. Duby, o batismo de Rollon é nitidamente
a) um ato político.
b) uma necessidade para o casamento.
c) uma reivindicação de nacionalidade.
d) um aprendizado da língua latina.


9. (UECE/2015) No ano de 2006, os líderes religiosos, o Papa Católico Bento XVI e o Patriarca Ecumênico Ortodoxo Bartolomeu I, encontraram-se em Istambul, na Turquia. O encontro marcou a reaproximação entre Católicos e Ortodoxos, e renovou os compromissos em continuar o caminho da unidade dos cristãos e o diálogo entre ambas as religiões. A ruptura entre Católicos e Ortodoxos
a) ocorreu em 330 com a transferência da capital do Império Romano para Constantinopla.
b) foi conduzida pelo Imperador bizantino Justiniano, que governou entre 527 e 565.
c) deu-se devido às desavenças entre católicos e o poder imperial, pela cobrança de indulgências.
d) aconteceu em 1054 e ficou conhecida como Cisma do Oriente.


10. (UNIOESTE PR/2013) Sobre o feudalismo, é INCORRETO afirmar que
a) foi um sistema baseado nas relações de suserania e vassalagem, na posse dos feudos, na servidão e caracterizava-se pelo poder político descentralizado.
b) é caracterizado como um sistema social, político, econômico e cultural que ocorreu de forma homogênea em toda a Europa, durante os séculos III e XVIII.
c) a Jacquerie, ocorrida na França em 1358, foi uma revolta de camponeses contra a situação de
miséria em que viviam e contra a exploração pela nobreza.
d) os servos eram trabalhadores dependentes que recebiam do senhor os mansos nos quais tinham posse vitalícia e hereditária e de onde deveriam retirar tudo que necessitavam para a sua sobrevivência.
e) tem suas origens na crise do Império Romano e nas estruturas políticas e econômicas dos reinos germânicos erigidas com a desarticulação do poder romano, especialmente dos francos. Atingiu o seu apogeu entre os séculos IX e XII.


11. (UNIOESTE PR/2014) Sobre o período denominado de "Idade Média Ocidental", é INCORRETO afirmar que
a) a literatura produzida entre os séculos XII e XIII, chamada de ciclo arturiano, é formada por um conjunto de textos que tratam do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda.
b) uma grande transformação social ocorreu a partir das invasões germânicas, fenômeno que chamamos de Feudalismo. As suas principais características são: o poder descentralizado dos senhores feudais, uma economia baseada na agricultura e a utilização do trabalho dos servos.
c) entre os séculos XI e XIII, expedições foram formadas sob o comando da Igreja. A tarefa dos cavaleiros foi o combate aos chamados "Infiéis" e a reunificação do mundo cristão.
d) os trabalhadores do campo, que ocupavam e cultivavam a terra, eram proprietários das mesmas e não pagavam impostos.
e) o florescimento da literatura de cavalaria se desenvolve concomitante ao aparecimento de um novo estilo na arquitetura e nas artes em geral: o gótico que surge como resposta à austeridade do estilo românico.


12. (Unievangélica GO/2014) Denomina-se Idade Média o período que se estende do século III ao século XV na Europa Ocidental. Fato marcante desse período foi a formação do feudalismo, processo iniciado com a transição do uso da mão de obra escrava para mão de obra servil.
Era característica do feudalismo:
a) existência dos mansos, unidade de exploração manufatureira segundo a qual cada servo dedicava de 8 a 12 horas ao trabalho diário.
b) pagamento de um salário ao trabalhador rural suficiente para a sobrevivência de sua família.
c) vassalagem, ato de entrega, lealdade e submissão declarado por um cavaleiro a outro nobre (suserano).
d) cumprimento das obrigações do servo em troca do título de proprietário do manso dado pelo seu senhor.


13. (UFPEL RS/2014) Leia o trecho abaixo:
―Esta longa Idade Média […] criou a cidade, a nação, o Estado, a universidade, o moinho, a máquina, a hora e o relógio, o livro, o garfo, o vestuário, a pessoa, a consciência e finalmente a revolução [...]
(LE GOFF, Jacques. Para um novo conceito de Idade Média. Lisboa: Estampa, 1980 apud MOTA, Myriam, BRAICK, Patrícia. História: das cavernas ao Terceiro Milênio. São Paulo: Moderna, [s. d.], p. 66)
Uma das ideias presentes no texto é
a) a Idade Média não apresentou nenhuma inovação no campo produtivo.
b) a Idade Média foi um período de inovações urbanas, tecnológicas, educativas e de costumes.
c) antes da Idade Média, não existia nenhuma forma de contagem do tempo.
d) as universidades, embora criadas no período medieval, adquiriram importância somente na Idade Moderna.
e) as organizações político-sociais antes da Idade Média se davam apenas em pequenas e grandes tribos.


14. (UFPEL RS/2014) Sobre o feudalismo é correto afirmar:
a) Restringia-se a um sistema de fidelidade entre os senhores (suseranos) e os camponeses (vassalos).
b) A servidão foi logo substituída pelo trabalho assalariado, para que as pessoas pudessem comercializar nos burgos.
c) Existia uma unidade linguística, monetária e tributária que facilitava o comércio e deslocamento entre os feudos.
d) Tratava-se de um sistema de organização econômica, social e política, marcado pela exploração do campesinato por uma classe de senhores.
e) A mobilidade entre uma classe social e outra era permitida conforme a pessoa se tornasse mais rica.


15. (UESPI/2014) O período histórico denominado de Idade Média teve entre suas principais manifestações:
a) as Corporações de Ofício responsabilizaram-se pelos mecanismos de acesso e de controle da
atuação dos religiosos nas atividades produtivas na Europa.
b) a Europa Medieval ficou caracterizada pelo domínio e prestígio do Cristianismo – abalado apenas pela presença e força dos mouros na Península Ibérica.
c) os acontecimentos que marcaram a sociedade medieval dentre os quais se destacam as Cruzadas e a Peste Negra – responsáveis pelo incremento populacional que afetou a Europa no período.
d) a sociedade feudal conviveu com a suserania e a vassalagem – práticas que alicerçaram os privilégios estabelecidos neste contexto histórico e fortemente combatidos pela Igreja Cristã.
e) a organização da sociedade em estamentos, na qual os principais grupos a gozarem de privilégios foram os membros do clero e do campesinato.


16. (UFMA/2000) Relacione as duas colunas:
1 – Corveia
2 – Benefício e Homenagem
3 – Colonato
4 – Ésquilo, Sófocles, Eurípedes
5 – Virgílio, Tito Lívio, Horácio
(__) Teatrólogos gregos clássicos.
(__) Intelectuais romanos.
(__) Espécie de tributos impostos a servos e vilões.
(__) Formas jurídico-rituais que regulavam as relações de poder entre os senhores feudais.
(__) Sistema de relações de trabalho que vai substituindo a escravidão no Império Romano.
a) 1, 2, 5, 4, 3
b) 4, 5, 1, 2, 3
c) 1, 2, 3, 5, 4
d) 4, 5, 2, 1, 3
e) 2, 4, 3, 1, 5


17. (UEPB/2003) Analise as proposições a respeito do Modo de Produção Feudal e coloque V nas verdadeiras e F nas falsas.
(__) No contexto do desenvolvimento histórico, o Modo de Produção Feudal significou um avanço em relação ao escravismo antigo.
(__) O processo de construção das modernas nações européias ocorreu notadamente a partir do período conhecido historicamente como baixa Idade Média.
(__) Não existe base comparativa que relacione a solidariedade de classe dos senhores feudais com o controle que exerciam sobre os armamentos e as instituições militares.
(__) a exploração tributária medieval evidenciou sua eficácia sem a participação do aparato político-jurídico que tinha um caráter fragmentário.
Assinale a alternativa correta:
a) FFVV
b) VVFV
c) VVFF
d) FFFV
e) VVVF


18. (UEPB/2002) Analise as proposições a respeito do Modo de Produção Feudal e coloque V nas verdadeiras e F nas falsas.
(__) Apesar da dominância das relações servis de produção, era frequente a presença de escravos no processo produtivo, notadamente no início da Alta Idade Média.
(__) A exploração sexual dos senhores feudais sobre as camponesas era comum, costume conhecido como “prima noche”
(__) A corveia era uma das principais prestações de serviço dos camponeses medievais, embora não tivesse uma natureza compulsória.
(__) As profissões (ofícios) foram fundamentais para o dinamismo do feudalismo, principalmente a partir do período identificado como Baixa Idade Média.
Assinale a alternativa correta:
a) F F V V
b) V V F V
c) V V F F
d) F F F V
e) V V V F


19. (UFPEL RS/2008) Durante a Idade Média europeia, os servos tinham diversas obrigações.
Relacione a 2ª coluna de acordo com a 1ª:
1ª Coluna
(1) corvéia.
(2) talha.
(3) banalidade.
(4) censo.

2ª Coluna
(__) presente obrigatório em ocasiões festivas e, principalmente, pagamento pelo uso de instalações como celeiro, moinho, forno e lagar.
(__) trabalho forçado no cultivo da reserva senhorial, geralmente em três dias por semana, podendo ser estendido à construção e reparação de pontes e estradas.
(__) espécie de renda paga pelos vilões ou homens livres.
(__) pagamento de uma parte da colheita nos campos dos servos ou dos vilões.
A ordem que relaciona corretamente a segunda coluna, em relação à primeira, é a seguinte:
a) 4, 2, 1, 3.
b) 1, 2, 3, 4.
c) 2, 4, 1, 3.
d) 3, 1, 4, 2.
e) 4, 3, 2, 1.


20. (PUC RS/2009) Numere os parênteses associando os grupos sociais que dirigiam a sociedade da Europa Feudal às respectivas características.
1. Clero
2. Nobreza
(__) Zelavam pela manutenção da tradição cristã.
(__) Dirigiam militarmente a sociedade medieval.
(__) Empunhavam armas para defender a moral das comunidades.
(__) Representavam instrumento de unificação social.
(__) Constituíam o grupo social dos guerreiros.
A numeração correta dos parênteses, de cima para baixo, é
a) 1 – 2 – 2 – 1 – 2
b) 2 – 2 – 1 – 2 – 2
c) 1 – 1 – 2 – 2 – 1
d) 2 – 2 – 1 – 2 – 1
e) 1 – 1 – 2 – 1 – 2


21. (UNISC RS/2014) Nas afirmativas a seguir, que tratam do feudalismo na Europa Ocidental, marque (V) para verdadeiro ou (F) para falso.
(__) O sistema feudal caracterizava-se pela propriedade senhorial da terra, regime de trabalho servil e bases essencialmente agrárias.
(__) O dízimo era um imposto pago por todos os servos para o senhor feudal custear as despesas de proteção do feudo.
(__) O poder de justiça, na inexistência de um Estado forte, era realizado pela Igreja Católica.
(__) Talha, corveia, banalidades e mão-morta eram mecanismos de extração de sobretrabalho dos camponeses.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
a) F – V – V– V
b) V– F – V– F
c) F – V– V– F
d) V– F – V– V
e) V– F – F – V


22. (UESPI/2014) "O desenvolvimento da ideologia da Paz de Deus caminhou de mãos dadas com as últimas fases da feudalização. Foi pela primeira vez expressa pouco antes do ano mil, no sul da Gália, região em que se deu primeiro o colapso da autoridade real. Lentamente, esta ideia foi ganhando certa consistência e espalhando-se por toda a cristandade." (extraído do livro Guerreiros e camponeses George Duby).
Julgue os itens a seguir, relativos ao contexto histórico abordado pelo texto de Duby, colocando (V) para “VERDADEIRO” ou (F) para “FALSO” nos parênteses:
(__) A defesa da terra, função primeira da realeza, estava transferindo-se para as mãos de príncipes e bispos, sob a justificativa da permissão divina.
(__) A "Paz de Deus" estimulou o espírito de cruzada, afastando as forças agressivas internas à sociedade feudal, por meio do deslocamento dos homens de guerra para tarefas contra os infiéis das regiões fronteiriças.
(__) A ética da "Paz de Deus", ao condenar a violência da pilhagem, legitimou, por outro lado, a exploração senhorial, apresentada como preço a ser pago pela segurança oferecida pelo novo regime.
(__) A chamada ideologia das três ordens contradizia claramente a ética da "Paz de Deus", ao retirar do mundo cristão medieval qualquer função definida para a aristocracia.
(__) Nenhuma das opções estão corretas
A sequência correta, de cima para baixo, é:
a) V V V F F
b) V V F F V
c) V F F F F
d) F F F V F
e) F V F V F


23. (UEPB/1999) Sobre a transição do feudalismo ao capitalismo, analise as proposições relacionadas a seguir e escreva (V) nas alternativas verdadeiras e (F) nas alternativas falsas.
(__) O excedente econômico que passou a ser produzido no campo foi comercializado nos burgos.
(__) A divisão social do trabalho voltou a se verificar com o advento do artesanato e das primeiras manufaturas.
(__) A renda monetária substitui a renda em espécie.
(__) As relações servis de produção são definidas e consolidadas.
(__) O movimento das Cruzadas acarretou o fortalecimento da nobreza e o esvaziamento da economia urbana.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
a) VVFVF
b) VFFVF
c) FFVFV
d) VVVFF
e) FFFVV


24. (UEPB/2000) Analise as considerações a respeito da sociedade medieval em sua fase final e marque (V) nas verdadeiras e (F) nas falsas.
(__) A atividade econômica vinculada ao artesanato e ao comércio possibilitou aos burgos, a partir do século XII, um considerável crescimento material.
(__) Os últimos séculos da Idade Média foram caracterizados pela generalização da cultura, notadamente nos centros urbanos onde o progresso econômico ampliou o acesso ao conhecimento.
(__) O progressivo deslocamento do eixo econômico do campo para a cidade não implicou em transformações na esfera política e social.
(__) As cidades medievais situavam-se em áreas pertencentes aos senhores feudais e por eles eram governadas.
a) VVFV
b) VFVF
c) FFVF
d) FVFF
e) VVFF


25. (UEPB/2002) Considere as proposições sobre os Templários medievais e coloque V nas verdadeiras e F nas falsas.
(__) Existiram oficialmente entre 1119 e 1314 sob a denominação Ordem dos Cavaleiros do Templo.
(__) Consistia numa ordem religiosa composta de guerreiros e que interferiu na história dos reinos medievais.
(__) Conhecida como a ordem dos “Pobres Cavaleiros de Jesus Cristo”, tinha a tarefa de proteger os peregrinos que se dirigiam aos lugares santos.
(__) Envoltos em um clima místico ligado às Cruzadas, Heresias e ascetas errantes; no entanto, acumularam riquezas e poder em nível internacional.
Assinale a alternativa correta:
a) F V F V
b) V F V F
c) V V V F
d) F F V V
e) V V V V