1. (CESPE 2009) Em Filosofia do Direito, Hegel afirma que a liberdade
A) consiste na identidade do interesse particular (da família e da sociedade civil) com o interesse geral (do Estado).
B) consiste no reconhecimento racional pelos indivíduos do que representa o interesse universal do Estado
C) consiste na subordinação dos indivíduos ao poder da razão.
D) só é possível pela subordinação dos indivíduos ao poder do Estado.


2. (CESPE 2009) Considerando a doutrina hegeliana, assinale a opção correta.
A) Essa doutrina adota o método dialético para explicar a realidade.
B) Quanto ao aspecto político, os velhos hegelianos são os de esquerda, os jovens hegelianos são os de direita.
C) De acordo com essa doutrina, o que é irracional é real e o que é real é irracional.
D) O aristotelismo e o tomismo constituem o núcleo essencial dessa doutrina.


3. (SEDUC - CE 2016) Leia o fragmento abaixo.
“O verdadeiro é o vir-a-ser de si mesmo, o círculo que pressupõe seu fim como sua meta, que o tem como princípio, e que só é efetivo mediante sua atualização e seu fim”. Hegel, A Fenomenologia do Espírito.
Sabendo que o pensamento hegeliano está no topo do idealismo alemão, e apoiado no fragmento acima, podemos afirmar que Hegel compreende a verdade como
A) um estágio do ser em sua particularidade.
B) uma condição do ser em sua circularidade.
C) uma abertura ao ser em sua totalidade.
D) o próprio ser em sua efetividade.
E) o que dá forma ao ser em sua unicidade.


4. (CEPERJ 2013) O pensamento filosófico do século XIX concedeu especial relevância ao tema da história, porém nenhum pensador parece tê-lo feito tanto quanto Hegel. Na introdução da Filosofia da história, Hegel apresenta três tipos de abordagem da história, discorrendo sobre cada um deles. As três formas de encarar a história ali apresentadas por Hegel são as seguintes:
A) a científica, a artística e a filosófica.
B) a original, a refletida e a filosófica.
C) a epistemológica, a fenomenológica e a ontológica.
D) a monumental, a tradicionalista e a crítica.
E) a da loucura, a da sexualidade e a da ciência.


5. (CESPE 2009) Para Hegel, em Filosofia da História,
A) a razão governa o mundo, mas a história universal não é um processo racional.
B) a razão governa a ação dos indivíduos, mas não governa sua história como história universal.
C) a razão governa o mundo, e a história universal é um processo racional.
D) a história não é um processo racional, ela se torna um processo racional apenas no Ocidente.


GABARITO
1:A - 2:A - 3:D - 4:B - 5:C

1. (Colégio Pedro II 2016) (...) a poesia é adequada a todas as Formas do belo e se estende sobre todas elas, porque seu autêntico elemento é a bela fantasia (...).
(HEGEL. Cursos de estética. In: DUARTE, Rodrigo. O belo autônomo. Belo Horizonte: Autêntica/Crisálida, 2012. p.202.)
De acordo com o texto e o pensamento de Hegel, é correto afirmar que
A) a poesia é adequada a todas as Formas do belo porque a fantasia, inerente a ela, é necessária a toda produção da beleza, em qualquer Forma em que se expresse.
B) a poesia abdica do espírito tornado livre em si mesmo, o qual se afasta progressivamente de todas as Formas do belo.
C) para sua realização, a poesia necessita do material externo e sensível, por isso se estende a todas as Formas do belo.
D) para sua realização, a poesia está presa ao material exterior e sensível, tanto como imbuída do espírito do belo.


2. (IDECAN 2016) “Não é o indivíduo que se encontra em si mesmo, mas o espírito do mundo.”
(Gaarder: 1995, 395.)
Esse pensamento compõe a antropologia de qual filósofo?
A) Hegel.
B) Nietzsche.
C) Karl Marx.
D) J. P. Sartre.


3. (UECE-CEV 2018) Compreender a sociedade como uma obra cultural, como uma obra de arte, como expressão do espírito absoluto hegeliano é
A) potencializar o empreendedorismo capitalista.
B) impedir a funcionalidade da percepção e da sensibilidade.
C) a mais utópica possibilidade de libertação.
D) valorizar a organização da tecnocracia.


4. (CESGRANRIO 2005) O modo como Hegel pensa a história da filosofia é considerado um marco porque
A) submete as compilações realizadas por Diógenes Laércio, Simplício e Aristóteles ao confronto crítico com outros documentos historiográficos descobertos no século XIX, corrigindo-as e ampliando-as.
B) salienta a importância de se desconsiderar o cogito cartesiano como o marco do início da modernidade, pois aquele nada mais seria que um mero desdobramento de ideias já existentes na escolástica.
C) propõe pela primeira vez uma perspectiva que não é meramente histórica, mas filosófica, compreendendo a história da filosofia como uma questão central para a própria filosofia e não como um mero relato de suas doutrinas.
D) inaugura a tese da continuidade entre as antigas filosofias orientais e a filosofia grega, apresentando um levantamento das noções orientais que os gregos limitaram-se a transportar para o vocabulário ocidental.
E) refuta a perspectiva histórica hegemônica de Kant e do romantismo alemão, marcada por uma imagem idealizada da Grécia antiga, contrapondo-lhe a ideia de um dilaceramento antagônico subjacente à aparente harmonia.


5. (UEG/2010) Hegel, prosseguindo na árdua tarefa de unificar o dualismo de Kant, substituiu o eu de Fichte e o absoluto de Schelling por outra entidade: a ideia. A ideia, para Hegel, deve ser submetida necessariamente a um processo de evolução dialética, regido pela marcha triádica da:
A) experiência, juízo e raciocínio.
B) realidade, crítica e conclusão.
C) matéria, forma e reflexão.
D) tese, antítese e síntese.



GABARITO
1:A - 2:A - 3:C - 4:C - 5:D