1. (UEG 2018) Leia o texto a seguir:
O homem médio em Goiás, observou Saint-Hilaire, nunca expressava, nem sabia, o valor das coisas em réis, como em Portugal e outras capitanias do Brasil, mas exclusivamente em oitavas, vinténs de ouro, patacas e meias patacas.
PALACIN, L. O século do ouro em Goiás. Goiânia: Editora da UCG, 1994. p. 134.
A realidade, expressa na citação, indica que o contexto monetário existente em Goiás, nas primeiras décadas do século XIX, era
A) baseado no escambo, a troca direta de produtos, resultado da economia ruralizada, fechada e voltada para a autossubsistência.
B) estruturado em moedas de ouro denominadas “patacões”, cunhadas nas duas casas de fundição existentes na capitania de Goiás.
C) dominado pela Libra Esterlina, moeda estrangeira muito abundante em Goiás, por causa da intensa exportação do ouro para a Inglaterra.
D) dinamizado pela existência de uma moeda específica para a capitania de Goiás, conforme as deliberações do mercantilismo lusitano.
E) organizado a partir da circulação de ouro em pó, fracionado em diversas medidas, que, dada a escassez de moedas oficiais, era utilizado com função de dinheiro pela população.
2. (UEG 2018) Leia o texto a seguir.
Goiás entrará nos anais da Inquisição: em 1776 é preso o único goiano desta história: José Ricardo de Morais. Era natural de freguesia de Meia Ponte, sendo morador do Arraial de Santa Cruz, distante 52 léguas de Vila Boa. [...] Em seu processo catalogado na Torre do Tombo sob o nº 2779, encontramos inclusive a descrição de seu tipo físico, uma espécie de retrato falado: “homem bastardo, estatura ordinária, cara redonda, cabelos pretos, cumpridos e crespos”.
MOTT, L. A Inquisição em Goiás: fontes e pistas. In: ARRAIS, C. P. A.; SANDES, N. F. (Org.). A História Escrita: percursos da historiografia goiana. Vitória, ES: GM Editora, 2017. p. 69 – 85. p. 72.
O termo “bastardo”, no século XVIII, além de filho natural ilegítimo, também designava indivíduo
A) reincidente condenado por delito leve.
B) filho alforriado de escravo dado para adoção.
C) herege, envolvido em ritualística afro-americana.
D) pagão, reconhecidamente não batizado na igreja.
E) mestiço de caucasiano com indígena ou negroide.
3. (UEG 2018) Leia o texto a seguir:
A industrialização no sudeste do País e a implantação de uma infraestrutura de transportes possibilitaram o avanço da fronteira agrícola e da economia de mercado rumo ao Centro-Oeste, alterando as relações campo-cidade.
BORGES, B. G. A economia agrária goiano no contexto nacional (1930-1960). In. ARRAIS, C. A.; SANDES, N. F. História escrita: percursos da historiografia goiana. Vitória: GM Editora, 2017. p. 96
A citação refere-se ao contexto histórico e social da primeira metade do século XX, quando a economia goiana foi dinamizada a partir da implantação da Estrada de Ferro Goiás, interligando o território goiano ao Sudeste brasileiro. A consequência disso foi
A) a consolidação do chamado agronegócio, baseado na mecanização da produção, principalmente de soja e algodão, cultivados no sul e sudoeste do estado.
B) a proliferação de matadouros, os quais, aproveitando o grande rebanho pecuário existente, fez de Goiás um grande fornecedor de carne in natura para o Brasil.
C) a ampliação da cultura do arroz, cultivado de forma tradicional, principalmente na região do Mato Grosso Goiano, que abasteceu a população urbana do sudeste do país.
D) a exportação de produtos ligados ao extrativismo mineral, como o amianto e o níquel, abastecendo as indústrias europeias, principalmente durante a I Guerra Mundial.
E) a modernização das cidades próximas à linha de ferro, as quais ampliaram o seu contingente demográfico e tornaram-se polos de produção industrial voltada para o mercado interno.
4. (UEG 2018) Leia o texto a seguir.
De um poder que Queiroz chama de “monárquico”, isto é, absoluto, não flutuante, que caracteriza a ação dos Wolney antes da ascensão dos Caiado, sucede-se àquele em que lideranças emergentes ativam o “jogo das pressões”.
DOLES. D. E. Aspectos econômicos e sociais do coronelismo em Goiás. ARRAIS, C. A; SANDES, N. F. (Org.). A escrita da história: percursos da historiografia goiana. Vitória – ES; GM Editora, 2017. p. 53–65. p. 59.
Com a ascensão da oligarquia dos Caiado, em substituição ao poder não flutuante da família Wolney, estabeleceu-se no estado de Goiás um novo modelo de coronelismo, cujo aspecto marcante era:
A) fortalecimento do poder central.
B) enfraquecimento do poder central.
C) antagonismo político com Minas Gerais.
D) dissolução dos laços culturais com São Paulo.
E) protagonismo na agricultura em detrimento da pecuária.
5. (CS-UFG 2018) Em suas viagens pela província de Goiás no início do século XIX, o viajante francês Saint-Hilaire registrou:
Os negros e crioulos me diziam que preferiam recolher no córrego de Santa Luzia um único vintém de ouro por dia, do que se porem ao serviço dos cultivadores por quatro vinténs, uma vez que os patrões pagam em gêneros dos quais lhes é impossível se desfazerem. Certos colonos caíram em tal miséria que ficam meses inteiros sem poder salgar os alimentos, e quando o pároco faz a sua excursão para a confissão pascal, sucede que todas as mulheres da mesma família se apresentam uma após outra com o mesmo vestido.
Saint-Hilaire. Viagem às nascentes do Rio São Francisco e pela província de Goiás. Apud PALACÍN, L.; MORAES, Maria Augusta Sant’Anna. História de Goiás. 5. ed. Goiânia: Editora da UCG, 1989. p. 47. (Adaptado).
Os registros de Saint-Hilaire se referem ao contexto socioeconômico gerado pela decadência das atividades
A) da mineração, ocasionada pela escassez de ouro e pelo uso de técnicas rudimentares para extração do metal.
B) da agricultura, provocada pela resistência dos índios ao trabalho nas lavouras e pela abolição da escravidão africana.
C) do comércio, proporcionada pelo fim das atividades dos tropeiros e pela ausência de estradas que ligavam o sertão ao litoral.
D) da pecuária, desencadeada pela dificuldade de transporte do gado para a invernada e para a comercialização com outras regiões.
GABARITO
1:E - 2:E - 3:C - 4:A - 5:A
1. (UEG 2018) Leia o texto a seguir.
Desenrola-se, então, o Movimento de 1909, de enorme significado para a política de Goiás, não pelos acontecimentos em si, mas pelas composições e articulações nele estabelecidas, bem como pelo despontar de lideranças que vão marcar os próximos decênios.
CAMPOS, F. I. Coronelismo em Goiás. Goiânia: Editora Vieira, 2003. p. 88.
A chamada Revolução de 1909, expressiva demonstração de poder de mobilização do coronelismo goiano, foi o marco da emergência de uma liderança que dominaria a política goiana até Revolução de 1930. Essa liderança foi
A) Totó Caiado, líder maior do Partido Democrata, representando os interesses econômicos da elite agropecuária goiana.
B) Pedro Ludovico Teixeira, médico e fundador do Partido Republicano, com ligações sólidas com o tenentismo varguista.
C) Leopoldo de Bulhões, Ministro da Fazenda de Rodrigues Alves, que defendeu em Goiás os interesses das camadas médias urbanas.
D) Eugênio Rodrigues Jardim, militar de reserva do Exército, sendo influenciado pela ideologia positivista que marcou o movimento tenentista no Brasil.
E) Hermenegildo Lopes de Moraes, um dos homens mais ricos de Goiás da primeira metade do século XX, sendo o mais ferrenho opositor da família Caiado.
2. (UEG 2018) Leia o texto a seguir.
Os movimentos messiânicos e milenaristas atuam tanto no campo religioso como no político e social, trazendo uma importante visão multidimensional.
GOMES FILHO, Robson R. Carisma, Legitimidade e Dominação Religiosa. Curitiba: Prismas, 2017. p. 50.
Um movimento social, ocorrido em Goiás, com características messiânicas e milenaristas com impacto religioso, político e social foi o organizado em torno
A) de padre Pelágio, no distrito de Barro Preto, que se tornou o grande responsável pela criação da Romaria de Trindade.
B) do padre João, em Boa Vista, o “padre coronel”, figura emblemática pelo uso da influência religiosa católica para efetivação de uma liderança política.
C) do padre Luiz Gonzaga Fleury, conhecido como “o pacificador goiano”, por dissuadir o movimento separatista no norte da província de Goiás.
D) de Benedita Cypriano Gomes, a “Santa Dica”, que formou uma comunidade no distrito pirenopolino de Lagolândia, até ser desbaratada pela polícia em 1925.
E) de Pedro Casaldáliga, religioso vinculado à Teologia da Libertação, que se constituiu em uma liderança entre os camponeses na luta contra o Regime Militar.
3. (CS-UFG 2018) Em suas andanças pela província de Goiás no início do século XIX, o viajante francês Saint-Hilaire fez a seguinte observação:
O capelão de Jaraguá era mulato: já prestei homenagem a sua cortesia; porém ele possuía algo desse servilismo em que a sociedade brasileira mantém os homens de sangue mestiço, o que esses não esquecem jamais quando estão em presença de brancos.
SAINT-HILARE. Viagem às nascentes do Rio São Francisco e pela província de Goiás. Apud PALACÍN, L.; MORAES, Maria Augusta Sant’Anna. História de Goiás. 5ª.ed., Goiânia: Editora da UCG, 1989. p. 39. (Adaptado).
As palavras de Saint-Hilaire revelam um aspecto da sociedade brasileira do século XIX, a saber:
A) a cordialidade como base das relações interpessoais.
B) a distinção racial na manutenção da hierarquia social.
C) o fundamento religioso da estruturação da comunidade.
D) o dinamismo na criação de novas formas de sociabilidade.
4. (Quadrix 2018) Se a renda gerada pela economia cafeeira foi fundamental para a implantação e a expansão da indústria brasileira, a indústria goiana também se beneficiou dela. Até o início do século XX, a indústria goiana baseava-se em atividades artesanais, com o beneficiamento de produtos fornecidos pela agricultura e pela pecuária, como engenhos rudimentares de fabricação de açúcar e aguardente, abate de bovinos e fabricação de doces e produtos do leite.
Internet: (com adaptações).
Com relação ao processo de formação econômica de Goiás, assinale a alternativa correta.
A) Por volta de 1920, a indústria goiana já apresentava uma significativa participação na produção industrial nacional, superando diversas unidades da Federação.
B) Apesar da estrutura de transportes restrita, as primeiras décadas do século XX assinalaram importantes fluxos comerciais com os demais estados do Sudeste, que eram os mercados mais dinâmicos de então.
C) Com a chegada da ferrovia, os municípios de Catalão e Ipameri lideraram a produção industrial e os fluxos comerciais no sudeste de Goiás, tendo sido favorecidos também com melhorias em sua infraestrutura urbana.
D) A expansão da ferrovia até Anápolis, em 1935 e nas décadas posteriores, permitiu que o centro econômico de Goiás se deslocasse, paulatinamente, para o atual noroeste do estado.
E) A política nacional desenvolvimentista de Getúlio Vargas, não obstante ter promovido grande incremento industrial no País como um todo, pouco impacto apresentou para o crescimento da indústria goiana.
5. (CS-UFG 2018) Eles eram chefes de grupos familiares ricos que comandavam a vida política econômica e social. Controlavam eleições pelo voto de cabresto e usavam a força necessária para se manter no poder ou indicar quem seria eleito no estado de Goiás. Trata-se dos:
A) jagunços.
B) monarquistas.
C) coronéis.
D) bandeirantes.
GABARITO
1:A - 2:D - 3:B - 4:C - 5:C
1. (CESPE 2017) Tendo em vista que a independência do Brasil, proclamada em 1822, foi um ato político fundamentalmente conduzido pelas elites do Vale do Paraíba (Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais) e que, pelo país afora, a partir de então, mudanças ocorreram na esfera político-administrativa e, ainda que pouco profundas, na esfera socioeconômica, assinale a opção correta no que concerne a aspectos significativos da história política de Goiás.
A) Um movimento nacionalista explodiu em Goiás quando da abdicação de D. Pedro I, em 1831: liderado por um bispo, um padre e um coronel, esse movimento conseguiu depor os governantes portugueses da região.
B) Não foram formados em Goiás partidos políticos nos moldes do Liberal e do Conservador, que se revezavam no controle do poder nacional, fato que demonstra o isolamento desse estado em relação ao núcleo de poder imperial.
C) À época da independência do Brasil, o fato de a pecuária ainda não ter sido introduzida em Goiás, somado às lutas regionais separatistas, justifica a inexistência de correntes migratórias oriundas de outras partes do território brasileiro, o que inibiu o aumento da população goiana
D) Com a independência do Brasil, Goiás foi uma das poucas capitanias que não se transformaram em províncias, tendo ficado subordinada administrativamente à província de São Paulo.
E) A partir da independência, a economia de subsistência goiana foi impulsionada devido à redução da tributação devida ao Estado imperial, o que gerou um período de crescente prosperidade em Goiás.
2. (CS-UFG 2017) Leia o fragmento.
Se acaso suceder que alguma nação dos ditos índios não queira aceitar a paz que se lhes oferece e impedir com armas que a tropa faça suas marchas, pondo-se em peleja, em tal caso lhe fará guerra, matando-os e cativando-os.
Regimento de Anhanguera. História de Goiás em documentos. V.1. Goiânia: Editora da UFG, 2001, p. 25.
O fragmento do Regimento de Anhanguera revela que a História de Goiás, no início do século XVIII, foi marcada
A) pela selvageria dos indígenas, que não aceitavam conviver com os homens civilizados.
B) pela civilidade dos desbravadores, que eram mais pacíficos que as tribos que enfrentavam.
C) pela violência dos bandeirantes, que acreditavam ser superiores aos indígenas.
D) pelo espírito conciliador do homem branco, que buscava estabelecer acordo com os nativos.
3. (CESPE 2017) Tendo em vista que a história econômica goiana e a formação do atual estado de Goiás são marcadas pela interdependência entre a atividade mineradora, a pecuária extensiva e a agricultura de subsistência, assinale a opção correta.
A) O despovoamento do território goiano constituiu obstáculo para a realização das obras da rodovia Belém-Brasília, cuja concepção impulsionou o povoamento dos municípios desse território.
B) O investimento estatal em infraestrutura para a construção de Goiânia e Brasília impulsionou a economia da região Centro-Oeste, marcadamente o agronegócio, fato que se refletiu no baixo índice de urbanização, inferior à média nacional.
C) O ouro de aluvião se exauriu dos rios goianos ainda no século XVIII; o reaquecimento da atividade mineradora se deu no período imperial, com o uso de novas técnicas de mineração.
D) No século XIX, a economia de Goiás esteve integrada à nacional por meio dos rios da região Norte e das estradas que conectavam o estado ao Triângulo Mineiro, o que estimulou a produção de grandes excedentes de grãos.
E) A ocupação planejada e estratégica do território goiano foi uma das prioridades da política de integração nacional (Marcha para Oeste) promovida nas décadas de 30 e 40 do século XX pelo governo Vargas, durante o qual Goiânia foi construída.
4. (CS-UFG 2017) A pedra fundamental da nova capital do Estado de Goiás foi lançada por Pedro Ludovico Teixeira em 24 de outubro de 1933. A criação do município, no entanto, não ocorreu nessa mesma data. De acordo com o Decreto Estadual n. 327, o município de Goiânia foi criado em agosto de
A) 1934.
B) 1935.
C) 1936.
D) 1937.
5. (CESPE 2017) Muito do que o Brasil e Goiás são, na atualidade, resulta de um longo, complexo e, não raro, tortuoso processo histórico que decorre, em larga medida, das transformações trazidas pela Revolução de 1930. Em relação a esse processo, impulsionado pelo ideal de modernização, assinale a opção correta.
A) Bulhões, Fleury e Jardim Caiado são sobrenomes importantes da história goiana, identificados com a tentativa frustrada de estabelecer um domínio oligárquico no estado na Primeira República (até 1930).
B) Pedro Ludovico Teixeira inscreveu seu nome na história de Goiás ao ser alçado ao poder estadual após a Revolução de 1930. Aliado do ditador Vargas, ele fortaleceu o grupo político que liderava e impulsionou, posteriormente, personalidades centrais da política goiana, como Mauro Borges.
C) A partir da década de 40 do século XX, Goiás cresceu e se urbanizou; todavia, a ênfase dada à industrialização prejudicou seriamente o agronegócio goiano, que passou a desempenhar papel secundário no conjunto da economia estadual, como se constata na atualidade.
D) A divisão territorial que criou o estado do Tocantins, aprovada pela Assembleia Constituinte que elaborou a Constituição ora vigente, gerou forte reação entre os políticos goianos, tendo recebido a oposição de intelectuais, da sociedade em geral e, por fim, do próprio governo de Goiás.
E) Embora sua pedra fundamental tenha sido lançada em 1933, a cidade de Goiânia foi alçada à condição de capital provisória do estado após a instituição do Estado Novo, e, de maneira definitiva, no segundo governo de Getúlio Vargas.
GABARITO
1:A - 2:C - 3:E - 4:B - 5:B
1. (CS-UFG 2016) Leia o texto a seguir para responder à questão.
A área ocupada pela comunidade Kalunga foi reconhecida pelo Governo do Estado de Goiás, desde 1991, como sítio histórico que abriga o Patrimônio Cultural Kalunga. Com mais de 230 mil hectares de Cerrado protegido, abriga cerca de quatro mil pessoas em um território que se estende pelos municípios de Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás.
Disponível em: . Acesso em: 21 set. 2015.
A comunidade quilombola do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga é formada principalmente por descendentes de
A) índios que buscaram se proteger das perseguições dos bandeirantes.
B) povos ribeirinhos que foram expulsos de suas terras pelos colonizadores.
C) sertanejos que se isolaram diante do aumento da migração para a região.
D) escravos africanos que fugiram do trabalho forçado nas minas de ouro e nas fazendas.
2. (SEGPLAN-GO 2016) As bandeiras constituem expedições importantes no contexto do povoamento do nosso estado. Conforme Souza e Carneiro, 1996, “O interesse pelo metal [ouro] aparece nas últimas décadas do século XVII, mas, em meados do século XVI, há registros de bandeiras de apresamento de índios em Goiás”. Assinale a alternativa que corresponde respectivamente ao nome do tipo de bandeira que visa encontrar ouro e a bandeira responsável por encontrá-lo na Serra dos Pirineus em Vila Boa de Goiás:
A) Bandeira de apresamento, Expedição do Anhanguera.
B) Bandeira de Prospecção, Bandeira de apresamento.
C) Bandeira de Apresamento, Bandeira Sertanismo de Contrato.
D) Bandeira Sertanismo de Contrato, Expedição do Anhanguera.
E) Bandeira de Prospecção, Expedição do Anhanguera.
3. (SEGPLAN-GO 2016) A construção da nova capital de Goiás, na década de 30, se insere num contexto político nacional advindo com a Revolução Varguista; tal política pode ser descrita como
A) Marcha para o Leste com a preocupação de projetar Goiás economicamente.
B) Política Integralista visando à integração dos territórios do norte goiano do ponto de vista econômico e político.
C) Política de anulação das oligarquias rurais dos estados, simbolizadas em Goiás pelas famílias dos Bulhões, Caiado, Fleury e Silva Jardim.
D) Marcha para o Oeste, com a preocupação de povoar o centro-sul do país, dinamizando a economia e anulando o poder das oligarquias locais.
E) Política Nacionalista, com a nacionalização dos recursos minerais do país em detrimento das empresas estrangeiras.
4. (CESPE 2016) Durante a Idade Moderna, prevaleceram na Europa as práticas econômicas mercantilistas, voltadas para o fortalecimento dos Estados nacionais e o enriquecimento de seus empreendedores. Em larga medida, o entesouramento de metais preciosos era o objetivo mais evidente, o que explica o grande interesse na descoberta e na exploração desses metais nas colônias do Novo Mundo. Nesse contexto se processou a ocupação das áreas interioranas da América portuguesa, que, no caso específico de Goiás, deu-se, sobretudo, a partir do século XVII. A respeito do desbravamento do território goiano e de aspectos relacionados a esse desbravamento, assinale a opção correta.
A) A Guerra dos Emboabas, ocorrida nas Minas Gerais, interrompeu a marcha dos desbravadores paulistas em direção ao Centro-Oeste, retardando em muito a ocupação e a exploração econômica das terras goianas.
B) O declínio da extração aurífera em Goiás ocorreu na primeira metade do século passado, quando a multiplicação de indústrias alterou radicalmente o panorama econômico de toda a região central do país.
C) Fundada por Bartolomeu Bueno da Silva, o primeiro Anhanguera, a sede inicial da capitania goiana recebeu desse bandeirante o nome de Goiás, homenagem aos habitantes de extensa região que margeava o rio Tietê.
D) O desbravamento de Goiás deveu-se à ação dos bandeirantes que, a partir de São Paulo, embrenharam-se pelos denominados sertões em busca de, além de ouro e pedras preciosas, índios para serem escravizados.
E) A ação dos desbravadores foi severamente punida pela metrópole portuguesa, receosa de que as riquezas eventualmente encontradas no interior da colônia fossem contrabandeadas e escapassem ao fisco lusitano.
5. (CESPE 2016) No que se refere ao estado de Goiás no contexto brasileiro do século XX, assinale a opção correta.
A) A ocupação do Mato Grosso goiano, entre as décadas de 40 e 60, fez parte de um movimento amplo de expansão da fronteira e de grandes investimentos agropecuários.
B) No começo da década de 60, o Plano de Desenvolvimento do governo de Mauro Borges pretendia fortalecer a economia rural de Goiás.
C) Durante a ditadura militar, foram criados planos nacionais de desenvolvimento voltados à superação da dependência econômica do agronegócio, os quais beneficiaram Goiás.
D) A partir da Proclamação da República, o poder do governo federal se sobrepôs ao poder das oligarquias goianas no panorama regional.
E) A fundação da Estrada de Ferro Goiás, no início do século XX, objetivava facilitar as comunicações entre a capital da província e o Rio de Janeiro.
GABARITO
1:D - 2:E - 3:D - 4:D - 5:A
1. (CESPE 2016) Acerca dos aspectos relacionados ao contexto econômico e político que justifica a construção, na década de 30 do século XX, de uma nova capital para o estado de Goiás, assinale a opção correta.
A) Os primeiros registros do desejo de mudança da capital de Goiás datam da década de 30 do século passado, em decorrência da necessidade de promover o desenvolvimento econômico do estado.
B) A mineração, atividade econômica que sustentava a cidade de Goiás no século XVIII, era suficientemente rentável para justificar a manutenção do seu status de capital do estado e a oposição ao projeto de transferência da capital na década de 30 do século passado.
C) Em termos políticos, a construção de Goiânia insere-se na conjuntura da Revolução de 1930, que pretendia, entre outros objetivos, enfraquecer o poder das oligarquias regionais sobre as instâncias políticas e administrativas.
D) A fundação da nova capital deveu-se a Pedro Ludovico Teixeira, agente do governo de Getúlio Vargas sem conexões políticas no estado, que conseguiu êxito no projeto graças à sua posição de interventor federal em Goiás.
E) A necessidade de desenvolver a economia regional justificou a fundação da nova capital goiana, cujo urbanismo, entretanto, não superou o traçado barroco da arquitetura colonial, símbolo do atraso econômico.
2. (SEGPLAN-GO 2016) “A Revolução de 1930, embora sem raízes próprias em Goiás, teve uma significação profunda para o Estado. É o marco de uma nova etapa histórica”. (PALACIN; MORAES, 2001 p.103). Sobre os efeitos da revolução de 30 em Goiás, assinale a alternativa correta:
A) A partir da Revolução de 30, o governo de Goiás passou a propor, como objetivo primordial, o investimento na manutenção dos privilégios da oligarquia regional.
B) Após o início do governo varguista, ocorreu a transformação radical das estruturas socioeconômicas e políticas goianas.
C) A Revolução de 30 provocou em Goiás a manutenção das oligarquias tradicionais no poder, coligadas com a nova orientação política nacional.
D) A Revolução de 30 foi uma revolução importada para Goiás, com apoio da classe dominante descontente, e não se operou diretamente no campo social, mas no campo político.
E) Em Goiás, foi uma revolução que encontrou apoio na população dos grandes centros urbanos que buscavam anular o poder das oligarquias locais.
3. (SEGPLAN-GO 2016) Leia os textos a seguir:
1.“Excelente escravo. Vende-se um crioulo de 22 anos, sem vício e muito fiel: bom e asseado cozinheiro, copeiro. Faz todo o serviço de arranjo da casa com presteza, e é melhor trabalhador de roça que se pode desejar; humilde, obediente e bonita figura. Para tratar na ladeira de S. Francisco n. 4”. Província de São Paulo, S. P. 19 fev. 1878. Apud NEVES, M. de F.R.das. Documentos sobre a escravidão no Brasil. São Paulo: Contexto, 1996. (Textos e documentos; v.6).
2.“Identificavam, naturalmente, trabalho com escravidão e liberdade com ódio. [...]. Em Goiás a situação era a mesma. [..]. A primeira distinção fundamental na sociedade era a cor”.
PALACIN, L. e MORAES, Maria A. de Santanna.História de Goiás (1722 – 1972). 6ª Ed. Goiânia: Editora da UCG, 1994.
Após ler os textos e com base nos seus conhecimentos pode-se afirmar que a vida dos escravos no Brasil e em Goiás possuía as seguintes características, EXCETO:
A) Trabalho árduo e pouca alimentação.
B) Graves doenças (reumatismo, verminoses...).
C) Força de trabalho voltada principalmente para a pecuária.
D) Falta de liberdade (arbitrariedades e castigos).
E) Atividade mineradora como principal ocupação.
4. (FUNIVERSA 2015) Três zonas povoaram-se assim durante o século XVIII com uma relativa densidade. A primeira, uma zona no centro-Sul, com uma série desconexa de arraiais no caminho de São Paulo, ou nas suas proximidades: [...], Santa Luzia, Meia Ponte, Vila Boa e arraiais vizinhos. [...].
Luís Palacín. O Século do Ouro em Goiás: 1722-1822, estrutura e conjuntura numa capitania de minas. 4.ª ed. Goiânia: Editora da UCG, 1994 (com adaptações).
As aglomerações goianas mencionadas, que tinham, no século XVIII, os nomes supracitados, são, respectivamente, as atuais cidades de
A) Santa Luzia de Goiás, Corumbá de Goiás e Cocalzinho.
B) Abadiânia, Cocalzinho e Pirenópolis.
C) Corumbá de Goiás, Cocalzinho e Luziânia.
D) Luziânia, Pirenópolis e Goiás.
E) Corumbá de Goiás, Luziânia e Jaraguá.
5. (CS-UFG 2014) Leia o excerto que se segue.
Segundo o primeiro recenseamento oficial de Goiás, do ano de 1804, o número de escravos representava 37,74% da população total da Capitania, enquanto, em 1736, apesar de não se poder determinar a proporção exata da população, o número de escravos em Goiás não deveria ser inferior a 60 ou 70%.
PALACÍN, Luís; MORAES, Maria Augusta Sanfana. História de Goiás. 4. ed. Goiânia: Ed. da UCG, 1986. p. 30-34. (Adaptado).
A redução do número relativo de escravos em Goiás, ao longo do século XVIII, decorreu, entre outros fatores,
A) do aumento da produtividade do trabalho escravo, via incremento dos atos de violência, o que requeria um número menor de cativos para realizar as mesmas atividades.
B) do crescimento do número relativo de brancos, que, avessos à miscigenação, impediram a ocorrência de um número expressivo de indivíduos pardos ou mulatos.
C) da concessão da alforria a um grande número de escravos, nesse período, devido às leis abolicionistas e à compra da liberdade por parte do governo colonial.
D) do incremento do número relativo de indígenas, uma vez que estes, ao contrário dos negros de origem africana, não sofriam as sequelas do trabalho compulsório.
E) da diminuição ou estancamento na importação de escravos no final desse período, em razão da decadência da produção das minas e da insuficiência de créditos.
GABARITO
1:C - 2:D - 3:C - 4:D - 5:E

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