1. (Unesp) A respeito da independência do Brasil, pode-se afirmar que:
a) consubstanciou os ideais propostos na Confederação do Equador.
b) instituiu a monarquia como forma de governo, a partir de amplo movimento popular.
c) propôs, a partir das ideias liberais das elites políticas, a extinção do tráfico de escravos, contrariando os interesses da Inglaterra.
d) provocou, a partir da Constituição de 1824, profundas transformações nas estruturas econômicas e sociais do País.
e) implicou na adoção da forma monárquica de governo e preservou os interesses básicos dos proprietários de terras e de escravos.
2. (Fuvest) A organização do Estado brasileiro que se seguiu à Independência resultou no projeto do grupo:
a) liberal-conservador, que defendia a monarquia constitucional, a integridade territorial e o regime centralizado.
b) maçônico, que pregava a autonomia provincial, o fortalecimento do executivo e a extinção da escravidão.
c) liberal-radical, que defendia a convocação de uma Assembleia Constituinte, a igualdade de direitos políticos e a manutenção da estrutura social.
d) cortesão, que defendia os interesses recolonizadores, as tradições monárquicas e o liberalismo econômico.
e) liberal-democrático, que defendia a soberania popular, o federalismo e a legitimidade monárquica.
3. (Fuvest) Ao proclamarem a sua independência, as colônias espanholas da América optaram pelo regime republicano, seguindo o modelo norte-americano. O Brasil optou pelo regime monárquico:
a) pela grande popularidade desse sistema de governo entre os brasileiros.
b) porque a República traria forçosamente a abolição da escravidão, como ocorrera quando da proclamação da independência dos Estados Unidos.
c) como consequência do processo político desencadeado pela instalação da corte portuguesa na colônia.
d) pelo fascínio que a pompa e o luxo da corte monárquica exerciam sobre os colonos.
e) em oposição ao regime republicano português implantado pelas cortes.
4. (Cesgranrio) A concretização da emancipação política do Brasil, em 1822, foi seguida de divergências entre os diversos setores da sociedade, em torno do projeto constitucional, culminando com o fechamento da Assembleia Constituinte. Assinale a opção que relaciona corretamente os preceitos da Constituição Imperial com as características da sociedade brasileira:
a) A autonomia das antigas Capitanias atendia aos interesses das oligarquias agrárias.
b) O Poder Moderador conferia ao Imperador a proeminência sobre os demais Poderes.
c) A abolição do Padroado, por influência liberal, assegurou ampla liberdade religiosa.
d) A abolição progressiva da escravidão, proposta de José Bonifácio, foi uma das principais razões da oposição ao Imperador D. Pedro I.
e) A introdução do sufrágio universal permitiu a participação política das camadas populares, provocando rebeliões em várias partes do país.
5. (Faap) Nas lutas conhecidas como Guerras da Independência e no reconhecimento externo da Independência, o Brasil foi auxiliado pelo(a):
a) França
b) Espanha
c) Itália
d) Estados Unidos
e) Inglaterra
6. (Ufrs) Um projeto alternativo ao Estado Nacional Brasileiro estabelecido pela Carta Constitucional de 1824 e defendido na Guerra dos Farrapos apresentou a
a) concentração do poder no Imperador e no Conselho de Estado.
b) instalação de uma República.
c) instauração de uma Monarquia Constitucional.
d) criação de uma Assembleia Nacional Popular.
e) organização de Comitês Revolucionários para sustentar o governo.
7. (Uel) A Confederação do Equador, em 1824, se caracterizou como um movimento de
a) emancipação política de Portugal.
b) oposição à Abertura dos Portos.
c) garantia à política inglesa.
d) apoio aos atos do imperador.
e) reação à política imperial.
8. (Ufmg) A opção pelo regime monárquico no Brasil, após a Independência, pode ser explicada
a) pela atração que os títulos nobiliárquicos exerciam sobre os grandes proprietários rurais.
b) pela crescente popularidade do regime monárquico entre a elite colonial brasileira.
c) pela pressão das oligarquias aliadas aos interesses, da Inglaterra e pela defesa da entrada de produtos manufaturados.
d) pelo temor aos ideais abolicionistas defendidos pelos republicanos nas Américas.
e) pelas transformações ocorridas com a instauração da Corte Portuguesa no Brasil e pela elevação do país a Reino Unido.
9. (Mackenzie) Relativamente ao Primeiro Reinado, considere as afirmações a seguir.
I - A dissolução da Constituinte, o estilo de governo autoritário e a repressão à Confederação do Equador aceleraram o desgaste político de Pedro I.
II - O temor de uma provável recolonização, caso fosse restabelecida a união com Portugal, aprofundou os atritos entre brasileiros e portugueses.
III - O aumento das exportações agrícolas, a estabilidade da moeda e a redução do endividamento externo foram os pontos favoráveis do governo de Pedro I.
IV - A cúpula do exército, descontente com a derrota militar na Guerra Cisplatina, aderiu à revolta, que culminou na Abdicação do Imperador.
Então:
a) todas estão corretas.
b) todas são falsas.
c) apenas I e II estão corretas.
d) apenas I, II e IV estão corretas.
e) apenas III está correta.
10. (Fuvest) O reconhecimento da independência brasileira por Portugal foi devido principalmente:
a) à mediação da França e dos Estados Unidos e à atribuição do título de Imperador Perpétuo do Brasil a D. João VI.
b) à mediação da Espanha e à renovação dos acordos comerciais de 1810 com a Inglaterra.
c) à mediação de Lord Strangford e ao fechamento das Cortes Portuguesas.
d) à mediação da Inglaterra e à transferência para o Brasil de dívida em libras contraída por Portugal no Reino Unido.
e) à mediação da Santa Aliança e ao pagamento à Inglaterra de indenização pelas invasões napoleônicas.
11. (Fuvest) Qual o papel conferido ao Imperador pela Constituição de 1824?
a) Subordinação ao poder legislativo.
b) Instrumento da descentralização político administrativa.
c) Chave de toda a organização política.
d) Articulador da extinção do Padroado.
e) Liderança do Partido Liberal.
12. (Cesgranrio) "Usando do direito que a Constituição me concede, declaro que hei de muito voluntariamente abdicado na pessoa de meu mui amado e prezado filho o Sr. D. Pedro de Alcântara.
Boa Vista - 7 de abril de 1831, décimo da Independência e do Império - D. Pedro I." Nesses termos, D. Pedro I abdicou ao trono brasileiro no culminar de uma profunda crise, que NÃO se caracterizou por:
a) antagonismo entre o Imperador e parte da aristocracia rural brasileira.
b) empréstimos externos para cobrir o déficit público gerado, em grande parte, pelo aparelhamento das forças militares.
c) aumento do custo de vida, diminuição das exportações e aumento das importações.
d) pressão das elites coloniais que queriam o fim do Império e a implantação de uma República nos moldes dos Estados Unidos.
e) conflitos entre o Partido Brasileiro e o Partido Português e medo da recolonização.
13. (Mackenzie) A Confederação do Equador, movimento que eclodiu em Pernambuco em julho de 1824, caracterizou-se por:
a) ser um movimento contrário às medidas da Corte Portuguesa, que visava favorecer o monopólio do comércio.
b) uma oposição a medidas centralizadoras e absolutistas do Primeiro Reinado, sendo um movimento republicano.
c) garantir a integridade do território brasileiro e a centralização administrativa.
d) ser um movimento contrário à maçonaria, clero e demais associações absolutistas.
e) levar seu principal líder, Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, à liderança da Constituinte de 1824.
14. (Mackenzie) O episódio conhecido como "A Noite das Garrafadas", briga entre portugueses e brasileiros, relaciona-se com:
a) a promulgação da Constituição da Mandioca pela Assembleia Constituinte.
b) a instituição da Tarifa Alves Branco, que aumentava as taxas de alfândega, acirrando as disputas entre portugueses e brasileiros.
c) o descontentamento da população do Rio de Janeiro contra as medidas saneadoras de Oswaldo Cruz.
d) a manifestação dos brasileiros contra os portugueses ligados à sociedade "Colunas do Trono" que apoiavam Dom Pedro I.
e) a vinda da Corte Portuguesa e o confisco de propriedades residenciais para alojá-la no Brasil.
15. (Unesp) Em troca do reconhecimento de sua independência por parte da Inglaterra, o Brasil assinou um tratado em 1826, incluindo cláusulas para por termo:
a) ao tráfico negreiro.
b) ao tratado comercial de 1810.
c) à escravidão africana.
d) à autonomia municipal.
e) ao pacto colonial.
GABARITO
1. (Fatec) O fim do Primeiro Reinado, com a abdicação de D. Pedro I em favor de seu filho, proporcionou condições para a consolidação da independência, pois
a) as disputas entre os partidos conservador e liberal representaram diferentes concepções sobre a maneira de organizar a vida econômica da nação.
b) a vitória dos exaltados sobre os moderados acabou com as lutas das várias facções políticas existentes.
c) o governo de D. Pedro I não passou de um período de transição em que a reação portuguesa, apoiada no absolutismo do imperador, se conservou no poder.
d) as rebeliões ocorridas antes da abdicação tinham caráter reivindicatório de classe.
e) na Assembleia Constituinte de 1823 as propostas do partido brasileiro tinham o apoio unânime dos deputados.
2. (Cesgranrio) A Constituição imperial brasileira, promulgada em 1824, estabeleceu linhas básicas da estrutura e do funcionamento do sistema político imperial tais como o(a):
a) equilíbrio dos poderes com o controle constitucional do Imperador e as ordens sociais privilegiadas.
b) ampla participação política de todos os cidadãos, com exceção dos escravos.
c) laicização do Estado por influência das ideias liberais.
d) predominância do poder do imperador sobre todo o sistema através do Poder Moderador.
e) autonomia das Províncias e, principalmente, dos Municípios, reconhecendo-se a formação regionalizada do país.
3. (Mackenzie) "A nação independente continuaria subordinada à economia colonial, passando do domínio português à tutela britânica. A fachada liberal construída pela elite europeizada ocultava a miséria e a escravidão da maioria dos habitantes do país." (Emília V. da Costa)
A interpretação correta do texto anterior sobre a independência brasileira seria:
a) a nossa independência caracterizou-se pelo processo revolucionário que rompeu socialmente com o passado colonial.
b) a preservação da ordem estabelecida, isto é, escravidão, latifúndio e privilégios políticos da elite, seria garantida pelo novo governo republicano.
c) a rápida transformação da economia foi comandada pela elite política e econômica interessada na superação da ordem colonial.
d) o espírito liberal de nossas elites não impediu que estas mantivessem as estruturas arcaicas da escravidão e do latifúndio, sendo a monarquia a garantia de tais privilégios.
e) o rompimento com a dependência inglesa foi inevitável, já que após a independência o governo passou a incentivar o mercado interno e a industrialização.
4. (Ufrs) Sobre o processo de emancipação política do Brasil em 1822, considere as afirmativas a seguir.
I - Para a aristocracia brasileira era fundamental que o governo do Brasil emancipado mantivesse o escravismo e as relações com a Inglaterra.
II - Pedro I negou publicamente sua disposição de indenizar Portugal pela separação, mas assinou o compromisso que estabelecia o Tratado de Paz e Aliança.
III - O Tratado de Paz com Portugal manteve a Província Cisplatina sob controle português.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.
5. (Fgv) No Brasil, durante o Primeiro Império, a situação financeira era precária, pelo fato de que:
a) o comércio de importação entrou em colapso com a vinda da Família Real (1808).
b) os Estados Unidos faziam concorrência aos nossos produtos, especialmente o açúcar.
c) os principais produtos de exportação - açúcar e algodão - não eram suficientes para o equilíbrio da balança comercial do país.
d) o capitalismo inglês se recusava a fornecer empréstimos para a agricultura.
e) o sistema bancário era praticamente inexistente, só tendo sido fundado o Banco do Brasil em 1850.
6. (Cesgranrio) Assinale a opção que apresenta um fato que caracterizou o processo de reconhecimento da Independência do Brasil pelas principais potências mundiais:
a) Reconhecimento pioneiro dos Estados Unidos, impedindo a intervenção da força da Santa Aliança no Brasil.
b) Reconhecimento imediato da Inglaterra, interessada exclusivamente no promissor mercado brasileiro.
c) Desconfiança dos brasileiros, reforçada após o falecimento de D. João VI, de que o reconhecimento reunificaria os dois reinos.
d) Reação das potências europeias às ligações privilegiadas com a Áustria, terra natal da Imperatriz.
e) Expectativa das potências europeias, que aguardavam o reconhecimento de Portugal, fiéis à política internacional traçada a partir do Congresso de Viena.
7. (Unirio) As relações do Brasil com a Inglaterra constituíram-se num dos principais problemas da política externa do Império, como se observa no(a):
a) apoio da Inglaterra a Portugal, seu tradicional aliado, nas Guerras de Independência.
b) conflito decorrente das restrições alfandegárias impostas por D. Pedro I aos ingleses.
c) participação dominante de capitais ingleses no financiamento da expansão cafeeira.
d) concordância inglesa em relação ao expansionismo imperial na Cisplatina.
e) oposição da Inglaterra, país pioneiro no desenvolvimento industrial, ao tráfico negreiro.
8. (Fuvest) Sobre a dívida pública externa do Brasil independente, é certo afirmar que começou a ser contraída
a) nos primeiros anos da República, por iniciativa do Ministro da Fazenda Ruy Barbosa, preocupado com a escassez monetária.
b) por ocasião da Guerra do Paraguai, para financiar os enormes gastos decorrentes do conflito.
c) logo após a Independência, destinando-se o primeiro empréstimo a indenizar Portugal pela perda da colônia.
d) quando se implantaram os primeiros planos de valorização do café, a partir do convênio firmado em Taubaté, em 1906.
e) logo após a Revolução de 1930, a fim de se enfrentar o abalo financeiro resultante da crise de 1929.
9. (Pucpr)
"Art. 26 - Se o Imperador não tiver parente algum que reúna as qualidades exigidas no art. 122 da Constituição, será o Império governado durante a sua menoridade por um regente eletivo e temporário, cujo cargo durará quatro anos, renovando-se para esse fim a eleição de quatro em quatro anos..."
"Art. 32 - Fica suprimido o Conselho de Estado de que trata o título 5, capítulo 79 da Constituição".
Os artigos citados compuseram:
a) A Constituição Imperial de 1824.
b) O Ato Adicional de 1834.
c) A Lei de Interpretação do Ato Adicional.
d) O anteprojeto de Antônio Carlos, "A Constituição da Mandioca", que não terminou de ser debatido em função da Dissolução da Assembleia Constituinte em 1823.
e) A Declaração ou Lei da Maioridade.
10. (Unesp) Assinale a alternativa que indica um movimento separatista ocorrido no período do Império brasileiro que incorporou o ideal republicano.
a) Confederação do Equador.
b) Revolta de Beckman.
c) Inconfidência Mineira.
d) Canudos.
e) Conjuração Baiana.
11. (Fatec) O Ato Adicional de 1834 foi de importância significativa para o Brasil porque
a) restaurou a paz no Império, tendo em vista o término das rebeliões no Nordeste do País.
b) possibilitou a tomada do poder pelos conservadores que formavam a aristocracia rural.
c) antecipou a maioridade de D. Pedro I, evitando, assim, um golpe de Estado dos conservadores.
d) ampliou a autonomia das províncias, neutralizando a tendência centralizadora do Primeiro Reinado.
e) limitou os poderes excessivos das Câmaras Municipais, que poderiam dividir a Nação.
12. (Mackenzie) A abdicação de Pedro I, a 7 de abril de 1831, resultou:
a) na vitória do partido português, em seu projeto de restabelecer o Reino Unido.
b) na consolidação de nossa independência e do poder dos grandes proprietários, à frente do Estado Brasileiro.
c) no declínio da elite rural, em virtude de amplas reformas sociais após a queda do imperador.
d) em maior estabilidade política, traço que caracterizou o Período Regencial.
e) na superação imediata da crise econômica que afligia o país.
13. (Unirio) A abdicação do Imperador Pedro I representou a culminância dos diferentes problemas que caracterizam o Primeiro Reinado, a exemplo do(a):
a) apoio inglês à política platina do Império.
b) apoio das províncias à política do Reino Unido implantando por D. Pedro I, após a morte de D. João VI.
c) conflito entre os interesses dos produtores tradicionais de açúcar e os novos produtores de ouro.
d) confronto entre os grupos políticos liberais e o governo centralizado e com tendências despóticas de D. Pedro I.
e) crescente participação popular nas manifestações políticas, favorecidas pela abolição do tráfico.
14. (Pucmg) Dentre os vários fatores que podem ser pontados no sentido de se explicar o descontentamento da população com o governo de D. Pedro I (1822-1931), destacam-se, EXCETO:
a) o profundo desequilíbrio observado nas finanças públicas.
b) o estilo visivelmente centralista e absolutista do governo.
c) o imobilismo do Estado frente à questão da abolição da escravidão.
d) o desastroso resultado verificado ao término da guerra cisplatina.
e) o clientelismo e a corrupção reinantes nas diversas esferas do poder.
15. (Uece) Sobre a consolidação da Independência brasileira, é correto afirmar:
a) depois de algumas lutas no Sul, na Bahia e no Piauí e do pagamento de uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas, o governo português reconheceu a independência do Brasil, em 1825.
b) sob pressão da Inglaterra, que tinha interesses econômicos na independência, Portugal reconheceu imediatamente a autonomia do governo do Brasil.
c) apesar da demora do governo português em reconhecer a independência, não houve lutas nem sublevações armadas que confrontassem portugueses e brasileiros.
d) a independência brasileira obteve imediatamente o apoio de todas as grandes potências europeias e dos EUA.
GABARITO
1. (Ufes) "Confederação do Equador: Manifesto Revolucionário
Brasileiros do Norte! Pedro de Alcântara, filho de D. João VI, rei de Portugal, a quem vós, após uma estúpida condescendência com os Brasileiros do Sul, aclamastes vosso imperador, quer descaradamente escravizar-vos. Que desaforado atrevimento de um europeu no Brasil. Acaso pensará esse estrangeiro ingrato e sem costumes que tem algum direito à Coroa, por descender da casa de Bragança na Europa, de quem já somos independentes de fato e de direito? Não há delírio igual (...)."
(Ulysses de Carvalho Brandão. A CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR. Pernambuco: Publicações Oficiais, 1924).
O texto dos Confederados de 1824 revela um momento de insatisfação política contra a
a) extinção do Poder Legislativo pela Constituição de 1824 e sua substituição pelo Poder Moderador.
b) mudança do sistema eleitoral na Constituição de 1824, que vedava aos brasileiros o direito de se candidatar ao Parlamento, o que só era possível aos portugueses.
c) atitude absolutista de D. Pedro I, ao dissolver a Constituinte de 1823 e outorgar uma Constituição que conferia amplos poderes ao Imperador.
d) liberalização do sistema de mão-de-obra nas disposições constitucionais, por pressão do grupo português, que já não detinha o controle das grandes fazendas e da produção de açúcar.
e) restrição às vantagens do comércio do açúcar pelo reforço do monopólio português e aumento dos tributos contidos na Carta Constitucional.
2. (Ufsm) O tratado assinado entre o Brasil e a Inglaterra, em 1827, ratificava os tratados de 1810. Em decorrência, a crise econômico-financeira do Brasil se aprofundou, gerando conflitos políticos e econômicos que
a) promoveram a desanexação da Província de Cisplatina e o aumento da dívida externa brasileira com os Estados Unidos, pois este exportava algodão para o Brasil em grande quantidade.
b) propiciaram a outorga da primeira Constituição Brasileira e a criação do Banco do Brasil, com o fim de emitir papel-moeda para comprar charque da região do Prata.
c) originaram a Confederação do Equador e o necessário aumento da produção e exportação do açúcar para equilibrar as contas públicas brasileiras.
d) determinaram o retorno imediato de D. Pedro I para Portugal e o fim do tráfico negreiro para o Brasil, o que prejudicou a produção do tabaco e o comércio desse produto com a Inglaterra.
e) resultaram na abdicação de D. Pedro I e no aumento do déficit público e dos empréstimos externos, ampliando as importações da Grã-Bretanha.
3. (Fuvest) Houve um estremecimento nas relações entre os Estados inglês e brasileiro, na primeira metade do século XIX, em consequência da forte pressão que a Inglaterra exerceu sobre o Brasil a partir do reconhecimento da Independência (1826).
Tais pressões decorreram
a) da anexação do Uruguai por D. Pedro e da sua transformação em Província Cisplatina, limitando o comércio inglês no Prata.
b) da oposição inglesa aos privilégios alfandegários concedidos, desde 1819, aos produtos portugueses importados pelo Brasil.
c) dos incentivos do governo brasileiro à exportação de algodão, o que tornava este produto mais barato do que o produzido nas colônias britânicas.
d) do início da imigração europeia para o Brasil, fato que poderia levar à industrialização e à diminuição das importações de produtos ingleses.
e) da oposição do Estado inglês ao tráfico negreiro que o governo brasileiro, depois de resistir, proibiu, em 1850.
4. (Ufsm) A independência política brasileira (7 de setembro de 1822) foi resultado de um acordo entre as elites dominantes, caracterizando-se pela manutenção da forma de governo (monarquia), da base produtiva (escravismo - monocultura - latifúndio) e pela vinculação do Brasil à esfera de influência da Inglaterra, principal potência industrial da época.
Com relação à vinculação do Brasil à Inglaterra, analise as afirmações a seguir, indicando se são verdadeiras (V) ou falsas (F).
(__) Os acordos de independência do Brasil feitos com Portugal, em 1810, previam que o primeiro deveria assumir a dívida lusa com a Inglaterra.
(__) A manutenção dos acordos firmados por Portugal e Inglaterra em 1810 e os investimentos de capitais ingleses no Brasil contribuíram para a dependência econômica brasileira em relação a Inglaterra.
(__) A manutenção do Brasil sob a esfera de influência inglesa está diretamente relacionada à necessidade de assegurar o mercado brasileiro aos produtos ingleses.
(__) Havia interesse tanto dos membros do Partido Brasileiro quanto de integrantes da burguesia inglesa no fim do pacto colonial e na manutenção das relações existentes entre o Brasil e a Inglaterra.
(__) A manutenção do acordo de Methuen (1703) selou a dependência brasileira em relação a Inglaterra.
A sequência correta é
a) V - F - V - F - F.
b) V - V - F - F - F.
c) F - V - F - V - V.
d) V - V - F - V - F.
e) F - V - V - V - V.
5. (Unirio) Ao compararmos os processos de formação dos Estados Nacionais no Brasil e na América Hispânica, no século XIX, podemos afirmar que:
a) a unidade brasileira foi garantida pela existência de uma monarquia de base popular, enquanto que o caudilhismo, na América Hispânica, impediu qualquer tipo de participação das camadas mais baixas da população.
b) a unidade brasileira relacionou-se, exclusivamente, ao forte carisma dos representantes da Casa de Bragança, enquanto, na América Hispânica, não surgiu nenhuma liderança que pudesse aglutinar os diversos interesses em disputa.
c) as diferenças regionais, no Brasil, não ofereceram nenhum obstáculo à obra centralizadora em torno da Coroa, ao passo que na América Hispânica as diferenças regionais contribuíram para a sua fragmentação.
d) os interesses ingleses, na América Hispânica, eram mais presentes e foram os únicos determinantes da sua fragmentação, ao passo que no Brasil aqueles interesses não existiram de maneira tão marcante, de forma a impedir a obra da centralização.
e) não existiu, na América Hispânica, uma facção oligárquica hegemônica que conseguisse levar adiante a obra da unidade, enquanto no Brasil os interesses escravistas aglutinaram as elites em torno de um projeto centralista.
6. (Pucmg) Em 1823, o capitão mulato Pedro Pedroso comandou tropas formadas por mestiços e negros que entoavam, pelas ruas de Recife, a seguinte quadra:
"MARINHEIROS E CAIADOS
TODOS DEVEM SE ACABAR
PORQUE SÓ PARDOS E PRETOS
O PAÍS DEVEM HABITAR"
Tal episódio, associado à Confederação do Equador, movimento revoltoso ocorrido durante o Primeiro Reinado, demonstra:
a) o caráter democrático presente no processo de constituição do Estado nacional brasileiro.
b) o peso das massas populares na condução da vida política do país logo após a independência.
c) a força do movimento abolicionista e sua capacidade de mobilização dos segmentos sociais.
d) a radicalização do movimento com a participação popular, gerando temor na elite agrária.
7. (Ufes) O banco que financiou a independência O Rothschild é o mais antigo banco de investimentos do mundo [...]. Foram os Rothschild que deram o primeiro financiamento ao Brasil independente, em 1825.
"O Globo" - 21/9/98.
O texto refere-se à dívida externa do Brasil no Primeiro Reinado, contraída com banqueiros ingleses, quase sempre com a casa Rothschild. O Brasil começava sua história como país independente, acumulando dívidas com banqueiros internacionais, situação ligada, entre outras, à/ao
a) legislação que visava à contenção das importações de supérfluos, o que causava prejuízos aos comerciantes.
b) redução do tráfico de escravos no Brasil, especialmente para o Nordeste, em troca do direito de os comerciantes brasileiros abasteceram com exclusividade algumas colônias inglesas, fato que endividava o país.
c) acordo sobre compensações, que previa o pagamento a Portugal de uma indenização em libras esterlinas em troca do reconhecimento da independência do Brasil.
d) rompimento de relações diplomáticas e comerciais com os Estados Unidos, que não concordaram com as taxas alfandegárias, medida que resultou na diminuição da receita tributária do país.
e) aumento do déficit público causado pelas despesas com a defesa das fronteiras brasileiras, devido às rivalidades políticas com a França.
8. (Ufrn) Em 1824, D. Pedro I assim se pronunciou:
Chegou o momento em que o véu da impostura, com que os demagogos, inimigos do Império e da nossa felicidade, vos têm até agora fascinado, vai cair por terra.
Para iludirem vossa boa-fé, inflamarem vossa imaginação a poderem arrastar-vos cegamente a sistemas políticos reprovados pelas lições da experiência, absolutamente incompatíveis com a vossa situação, e em que só eles ganhavam, separando-vos da união geral de todas as províncias, indispensável para a consolidação e segurança da nossa Independência, fizeram-vos crer que uma facção vendida a Portugal dirigia as operações políticas deste Império para submetê-lo ao antigo domínio dos Portugueses e ao despotismo do seu governo.
Apud COSTA, F. A. Pereira da. "Anais pernambucanos". 2. ed. Recife: FUNDARPE, 1983 v.9. p.52-53.
No discurso acima, o imperador D. Pedro I pronunciou-se sobre a Confederação do Equador. É correto afirmar que essa Confederação
a) opunha-se à pretensão de D. Pedro I de unir as coroas portuguesa e brasileira, o que representaria a recolonização do Brasil.
b) desejava instalar uma monarquia parlamentarista, estabelecendo limites aos poderes absolutistas de D. Pedro I.
c) posicionava-se contra os privilégios portugueses, incluídos por D. Pedro I no projeto constitucional de 1823.
d) pretendia implantar uma República independente no Nordeste, contrariando o projeto de unidade nacional centrado em D. Pedro I.
9. (Ufes) "Havendo Eu convocado, como tinha direito de convocar, a Assembleia Geral Constituinte e Legislativa, por decreto de 3 de junho do ano próximo passado, a fim de salvar o Brasil dos perigos que lhe estavam iminentes, e havendo a dita Assembleia perjurado ao tão solene juramento que prestou à nação de defender a integridade do Império, sua independência e a minha dinastia: Hei por bem dissolver a mesma Assembleia..."
LINHARES, M. Y. "História Geral do Brasil". Rio de Janeiro: Campus, 1996. A passagem acima é parte integrante do Decreto de D. Pedro I, de 12 de novembro de 1823, que mandava cercar e evacuar o prédio no qual estava instalada a primeira Assembleia Constituinte do Brasil.
Essa Constituinte foi fechada porque
a) defendia a dupla cidadania - Brasil e Portugal - para brasileiros e portugueses residentes no Brasil.
b) previa, no projeto da Constituição em pauta, uma monarquia absolutista, na qual o monarca era uma figura inviolável.
c) ousou desafiar o projeto de soberania do Imperador, tirando-lhe o direito não só de vetar, mas também de sancionar os atos dos constituintes.
d) era dominada pelo Partido Português, que defendia uma Monarquia Parlamentar como Reino Unido a Portugal.
e) inseriu no projeto da Constituição o Quarto Poder, o Moderador, que deveria ser exercido pelo Imperador.
10. (Pucpr) Portugal resistiu à nossa Independência, procurando revertê-la, inclusive pela via das armas. Com respeito à oposição lusitana, quais das alternativas estão corretas?
I - O envio ao Brasil, de uma frota que bombardeou o Rio de Janeiro em 1823, sendo rechaçada a seguir.
II - A resistência, na Bahia, das tropas do Brigadeiro Madeira de Melo, até 1823.
III - A busca de apoio Militar Britânico, por parte de Portugal.
IV - A dissolução da Constituinte de 1823 por D. Pedro, de origem portuguesa, e hostilizado pelos deputados.
V - Resistência militar portuguesa no Maranhão, Pará, Piauí e Cisplatina.
a) I, III e IV.
b) II, III e V.
c) apenas I e III.
d) apenas II e V.
e) apenas III e IV.
11. (Fgv) "A propagação das ideias republicanas, antiportuguesas e federativas (...) ganhou ímpeto coma presença no Recife de Cipriano Barata, vindo da Europa, onde representava a Bahia nas Cortes. É importante ressaltar (...) o papel da imprensa na veiculação de críticas e propostas políticas (...). Os Andradas, que tinham passado para a oposição depois das medidas autoritárias de D. Pedro, lançaram seus ataques através de 'O Tamoio'; Cipriano Barata e Frei Caneca combateram a monarquia centralizada, respectivamente na 'Sentinela da Liberdade' e no 'Íbis Pernambucano'."
(Boris Fausto, "História do Brasil")
A conjuntura exposta no texto anterior refere-se à emergência da:
a) Rebelião Praieira.
b) Cabanagem.
c) Balaiada.
d) Sabinada.
e) Confederação do Equador.
12. (Mackenzie) Está aí explicação para a originalidade do Brasil na América Latina: manter a unidade e ser durante o século XIX a única monarquia da América. (Caceres - "História do Brasil")
Assinale a alternativa que justifica a frase anterior.
a) A unidade e a monarquia interessavam à elite proprietária que temia o fim do trabalho escravo e as lutas regionais, daí a independência feita de cima para baixo.
b) A forma de governo monárquico fora imposição da Inglaterra para reconhecer nossa independência.
c) Os líderes da aristocracia rural eram abolicionistas e republicanos e relutavam em aceitar o governo monárquico.
d) O separatismo nunca esteve presente em nossa História, nem na fase colonial e tampouco no império.
e) Os liberais no Brasil da época não temiam a haitização do país, já que defendiam o fim da escravidão e amplos direitos à população.
13. (Ufrs) Durante a primeira metade do século XIX, Pernambuco foi palco de diversos movimentos sociais contra o poder do Império luso ou brasileiro. A respeito das motivações destas revoltas, analise as seguintes afirmativas.
I - A Revolução de 1817, ocorrida durante o período joanino, foi uma reação contra a opressão econômica da Corte portuguesa "transferida" ao Brasil sobre as províncias nordestinas.
II - A Confederação do Equador foi decorrente dos desmandos autoritários de Pedro I, que dissolveu a Assembleia Constituinte no Rio de Janeiro, outorgando a Constituição de 1824, e interveio nas províncias nordestinas.
III - A Revolução Praieira representou o ápice do liberalismo radical em Pernambuco, combatendo as elites agrárias, os comerciantes estrangeiros e os representantes da monarquia.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas I e II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
14. (Ufc) A respeito da Independência do Brasil é correto afirmar que:
a) implicou em transformações radicais da estrutura produtiva e da ordem social, sob o regime monárquico.
b) significou a instauração do sistema republicano de governo, como o dos outros países da América
Latina.
c) trouxe consigo o fim do escravismo e a implementação do trabalho livre como única forma de trabalho e o fim do domínio metropolitano.
d) implicou em autonomia política e em reformas moderadas na ordem social decorrentes do novo status político.
e) decorreu da luta palaciana entre João VI, Carlota Joaquina e Pedro I, que teve como consequência imediata a abertura dos portos.
15. (Unesp) Brasileiros do norte! Pedro de Alcântara, filho de d. João VI, rei de Portugal, a quem vós por uma estúpida condescendência com os brasileiros do sul aclamastes vosso imperador, quer descaradamente escravizar-nos (...). Não queremos um imperador criminoso, sem fé nem palavras; podemos passar sem ele! Viva a Confederação do Equador! Viva a constituição que nos deve reger! Viva o governo supremo, que há de nascer de nós mesmos!
(Proclamação de Manuel Paes de Andrade, presidente da Confederação do Equador, 1824.)
A proclamação de Manuel Paes de Andrade deve ser entendida
a) no contexto dos protestos desencadeados pelo fechamento da Assembleia Constituinte e da outorga, por D. Pedro I, da Carta Constitucional.
b) como um desabafo das lideranças da região norte do país, que não foram consultadas sobre a aclamação de D. Pedro.
c) no âmbito das lutas regionais que se estabeleceram logo após a partida de D. João VI para Portugal.
d) como resposta à tentativa de se estabelecer, após 1822, um regime controlado pelas câmaras municipais.
e) como reação à política adotada pelo Conselho de Estado, composto em sua maioria por portugueses.
GABARITO
1. (Pucmg) Sobre a independência do Brasil, é INCORRETO afirmar que:
a) resultou de um processo político comandado pelos grandes proprietários de terras.
b) girou em torno de D. Pedro I com o objetivo de garantir a unidade do país.
c) proporcionou mudanças radicais na estrutura de produção para beneficiar as elites.
d) continuou a produção a atender às exigências do mercado internacional.
2. (Unifesp) Realizada a emancipação política em 1822, o Estado no Brasil
a) surgiu pronto e acabado, em razão da continuidade dinástica, ao contrário do que ocorreu com os demais países da América do Sul.
b) sofreu uma prolongada e difícil etapa de consolidação, tal como ocorreu com os demais países da América do Sul.
c) vivenciou, tal como ocorreu com o México, um longo período monárquico e uma curta ocupação estrangeira.
d) desconheceu, ao contrário do que ocorreu com os Estados Unidos, guerras externas e conflitos internos.
e) adquiriu um espírito interior republicano muito semelhante ao argentino, apesar da forma exterior monárquica.
3. (Ufu) Leia o texto a seguir.
"Dar-vos-ão um código de leis adequadas à natureza das vossas circunstâncias locais, da vossa povoação, interesses e relações, cuja execução será confiada a juízes íntegros, que vos administrem justiça gratuita, e façam desaparecer todas as trapaças do vosso povo, fundadas em antigas leis obscuras, ineptas, complicadas e contraditórias".
D. Pedro. Manifesto do Príncipe Regente aos Povos do Brasil - 1822. Apud. SOUZA, Iara Lis C. "A independência do Brasil". Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2000, p. 50.
Considerando o modelo de Monarquia Constitucional adotado pelo projeto de Independência do Brasil, podemos afirmar que
I - D. Pedro tinha a intenção de conquistar a adesão das Câmaras à sua figura, compromissando-se a estabelecer e respeitar uma Constituição liberal que levasse em consideração as particularidades de cada região (federalista).
II - D. Pedro propunha, conforme o trecho, estabelecer no Brasil uma monarquia constitucional em que todos os brasileiros, incluindo mulheres, escravos e homens livres pobres, teriam participação política.
III - D. Pedro aproximou-se de grupos políticos defensores do Estado monárquico constitucional e dos valores liberais, os quais são contrapostos, no trecho acima, às supostas irracionalidade e arbitrariedade da legislação colonial.
IV - O Príncipe Regente tinha a convicção de que a legitimidade do poder advém do povo e da Constituição, o que se refletiria, futuramente, no respeito do Imperador às decisões autônomas da Assembleia Constituinte de 1822 - 1823.
Assinale a alternativa correta.
a) I e III são corretas.
b) I e II são corretas.
c) III e IV são corretas.
d) II e IV são corretas.
4. (Ufpe) A Independência do Brasil despertou interesses conflitantes tanto na área econômica quanto na área política. Qual das alternativas apresenta esses conflitos?
a) Os interesses econômicos dos comerciantes portugueses se chocaram com o "liberalismo econômico" praticado pelos brasileiros e subordinado à hegemonia da Inglaterra.
b) A possibilidade de uma sociedade baseada na igualdade e na liberdade levou a jovem nação a abolir a escravidão.
c) As colônias espanholas tornaram-se independentes dentro do mesmo modelo brasileiro: monarquia absolutista.
d) A Guerra da Independência dividiu as províncias brasileiras entre o "partido português" e o "partido brasileiro", levando as Províncias do Grão-Pará, Maranhão, Bahia e Cisplatina a apoiarem, por unanimidade, a Independência.
e) Os republicanos, os monarquistas constitucionalistas e os absolutistas lutaram lado a lado pela Independência, não deixando que as suas diferenças dificultassem o processo revolucionário.
5. (Mackenzie) O processo de independência do Brasil caracterizou-se por:
a) ser conduzido pela classe dominante que manteve o governo monárquico como garantia de seus privilégios.
b) ter uma ideologia democrática e reformista, alterando o quadro social imediatamente após a independência.
c) evitar a dependência dos mercados internacionais, criando uma economia autônoma.
d) grande participação popular, fundamental na prolongada guerra contra as tropas metropolitanas.
e) promover um governo descentralizado e liberal através da Constituição de 1824.
6. (Mackenzie) "A Independência brasileira é fruto mais de uma classe do que da nação tomada em seu conjunto". (Caio Prado Jr)
Identifique a alternativa que justifica e complementa o texto.
a) A independência foi liderada pelas camadas populares e acompanhada de profundas mudanças sociais.
b) O movimento da independência foi uma ação da elite, preservando seus interesses e privilégios.
c) Os vários segmentos sociais uniram-se em função da longa guerra de independência.
d) Os setores médios urbanos comandaram a luta, fazendo prevalecer o modelo político dos radicais liberais.
e) A aristocracia rural não temia a participação da massa escrava no processo, extinguindo a escravidão logo após a independência.
7. (Mackenzie) "Verifica-se portanto que o Brasil necessitava da potência mais poderosa do momento para sua afirmação no mundo colonial, também a Inglaterra possuía sólidas razões para o seu reconhecimento (...)" (Carlos Guilherme Mota)
O interesse inglês no reconhecimento de nossa independência era determinado:
a) pela garantia da manutenção do tráfico escravo, fato que favorecia a Inglaterra.
b) pela preservação dos interesses portugueses, representados pelo Reino Unido.
c) pelo controle de nosso mercado, configurado posteriormente nos Tratados de 1827.
d) pelo apoio brasileiro à política da Santa Aliança.
e) pelo interesse na assinatura de tratados de extraterritoriedade, com reciprocidade de direitos para ingleses e brasileiros.
8. (Pucpr) A Inglaterra pressionou Portugal para que este reconhecesse a independência do Brasil, o que proporcionaria o reconhecimento por outras potências europeias. Para fazê-lo, Portugal exigiu e o Brasil assinou um tratado em que:
a) estabelecia que somente os portugueses poderiam futuramente fixar-se no Brasil como imigrantes.
b) o Príncipe D. Miguel ficava reconhecido sucessor de D. Pedro I no trono do Brasil.
c) se comprometia a abandonar a Província Cisplatina ou Uruguai.
d) pagava 2 milhões de libras esterlinas como compensação pelos interesses lusos deixados em sua antiga colônia.
e) estabelecia um tribunal de exceção para julgar os portugueses que se envolvessem em delitos no Brasil.
9. (Mackenzie) São fatores que levaram os E.U.A. a reconhecerem a independência do Brasil em 1824:
a) Doutrina Monroe (América para os americanos) e os fortes interesses econômicos emergentes nos EUA.
b) A aliança dos capitais ingleses e americanos interessados em explorar o mercado brasileiro e a crescente expansão do mercado da borracha.
c) A indenização de 2 milhões de libras pagos pelo Brasil ao governo americano e a Doutrina Truman.
d) A subordinação econômica à Inglaterra e o interesse de aliar-se ao governo constitucional de D. João VI.
e) A identificação com a forma de governo adotada no Brasil e interesses coloniais comuns.
10. (Unifesp) Sendo o clero a classe que em todas as convulsões políticas sempre propende para o mal, entre nós tem sido o avesso; é o clero quem mais tem trabalhado, e feito mais esforços em favor da causa, e dado provas de quanto a aprecia.
(Montezuma, Visconde de Jequitinhonha, em 5 de novembro de 1823)
O texto sugere que o clero brasileiro
a) defendeu a política autoritária de D. Pedro I.
b) aderiu com relutância à causa da recolonização.
c) preferiu a neutralidade para não desobedecer ao Papa.
d) viu como um mal o processo de independência.
e) apoiou ativamente a causa da independência.
11. (Faap) "A ocupação começa pelo interior, com a instalação de fazendas de gado vindo da Bahia, em busca de pastagens. Na independência, em 1822, os portugueses revoltam-se e passam a combater os brasileiros. Cerca de 4 mil homens participam da Batalha dos Jenipapos, vencida pelos portugueses. O movimento espalha-se pela região, mas os brasileiros terminam vitoriosos. Mais tarde, rebeliões como a Confederação do Equador e a Balaiada abalam a província."
a) Rondônia
b) Rio de Janeiro
c) Rio Grande do Sul
d) Pernambuco
e) Piauí
12. (UFES) "Confederação do Equador: Manifesto Revolucionário:
Brasileiros do Norte! Pedro de Alcântara, filho de D. João VI, rei de Portugal, a quem vós, após uma estúpida condescendência com os Brasileiros do Sul, aclamastes vosso imperador, quer descaradamente escravizar-vos. Que desaforado atrevimento de um europeu no Brasil. Acaso pensará esse estrangeiro ingrato e sem costumes que tem algum direito à Coroa, por descender da casa de Bragança na Europa, de quem já somos independentes de fato e de direito? Não há delírio igual (... )."
(Ulysses de Carvalho Brandão. A CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR. Pernambuco: Publicações Oficiais, 1924).
O texto dos Confederados de 1824 revela um momento de insatisfação política contra a:
a) extinção do Poder Legislativo pela Constituição de 1824 e sua substituição pelo Poder Moderador.
b) mudança do sistema eleitoral na Constituição de 1824, que vedava aos brasileiros o direito de se candidatar ao Parlamento, o que só era possível aos portugueses.
c) atitude absolutista de D. Pedro I, ao dissolver a Constituinte de 1823 e outorgar uma Constituição que conferia amplos poderes ao Imperador.
d) liberalização do sistema de mão de obra nas disposições constitucionais, por pressão do grupo português, que já não detinha o controle das grandes fazendas e da produção de açúcar.
e) restrição às vantagens do comércio do açúcar pelo reforço do monopólio português e aumento dos tributos contidos na Carta Constitucional.
13. (UFPR) Com a abdicação do imperador D. Pedro I em 1831, o fracasso do primeiro reinado tomou corpo. Com relação a isso, considere os fatos abaixo:
I. A imigração europeia para o Brasil ocorrida nesse período.
II. A eclosão da guerra na Província Cisplatina (1825-1828) contra as Províncias Argentinas, a qual consumiu recursos do Estado em formação e cujo principal resultado foi a criação da República Oriental do Uruguai, em 1828.
III. A indisposição do Imperador nas negociações com os deputados das províncias do Brasil, que levou ao fechamento da Assembleia Constituinte, em 12 de novembro de 1823, e à imposição de uma carta constitucional em 1824.
IV. A queda do gabinete dos Andradas, que levou o Imperador a se cercar de inúmeros portugueses, egressos de Portugal ainda ao tempo do governo de D. João VI.
Tiveram influência direta no desfecho do primeiro reinado os fatos apresentados em:
a) II, III e IV somente.
b) I, III e IV somente.
c) III e IV somente.
d) I, II e III somente.
e) I e II somente.
14. (UNIFOR/CE) Termos da abdicação de Dom Pedro I:
Usando do direito que a Constituição me concede, declaro que hei muito voluntariamente abdicado na pessoa do meu mui amado e prezado filho o Sr. Pedro de Alcântara. Boa Vista – 7 de abril de 1831, décimo de Independência e do Império – D. Pedro I. Antonio Mendes Jr. Et al. Brasil-História, Texto e Consulta. Império. São Paulo: Brasiliense, 1977. p. 200.
Os fatos que conduziram à abdicação foram:
a) repressão aos revolucionários da Confederação do Equador, incorporação da Guiana Francesa e outorga da Constituição.
b) favorecimento aos comerciantes brasileiros em detrimento dos portugueses, dívida externa elevada com a Guerra da Cisplatina e falência do Banco do Brasil.
c) repressão aos revolucionários da Confederação do Equador, perda da Província Cisplatina e falência do Banco do Brasil.
d) perda da província Cisplatina, dissolução da Assembleia Constituinte e punição exemplar aos pistoleiros que executaram o jornalista Líbero Badaró.
e) controle das finanças nacionais, respeito aos constituintes que elaboraram a primeira constituição e favorecimento aos comerciantes brasileiros.
15. (PITÁGORAS) Como é para o bem do povo e felicidade geral da nação, estou pronto; diga ao povo que fico. D. Pedro, Príncipe Regente, 9 de janeiro de 1822 No contexto do processo emancipacionista brasileiro, o Dia do Fico representa
a) a vitória das intenções recolonizadoras das cortes portuguesas.
b) a rejeição do Príncipe Regente à Coroa Portuguesa após a morte do pai.
c) o apoio de D. Pedro às propostas da Revolução Pernambucana.
d) a aceitação do Regente às pretensões de independência das elites.
e) o apoio popular à Constituição de 1824.


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