1. (EFOA MG/2000) Analise o seguinte texto:
"É um fenômeno descrito como sendo o predomínio político exercido pelos fazendeiros nas áreas sob sua influência econômica e social. Suas raízes se encontram na estrutura fundiária brasileira, a partir da República Velha, baseada no latifúndio e na concentração da propriedade rural em mãos de poucas famílias. Pode-se notar sua permanência em grande parte no interior brasileiro, onde as populações ainda seguem a orientação dos políticos locais, geralmente identificados com a propriedade da terra."
Este texto faz referência a qual fenômeno político?
a) Messianismo.
b) Coronelismo.
c) Agrarismo.
d) Regionalismo.
e) Provincianismo.


2. (FEI SP/2000) ‘‘O regime instaurado era profundamente restritivo. A inexistência de uma Justiça Eleitoral, o voto aberto e a descentralização eram portas abertas para a fraude e para o controle oligárquico.’’
O pequeno texto acima descreve algumas características de que período da história do Brasil?
a) a Primeira República (1889 - 1930).
b) o Segundo Reinado (1840 - 1889).
c) a República Populista (1946 - 1964).
d) a Ditadura Militar (1964 - 1985).
e) o Estado Novo (1937 - 1945).


3. (FGV/2002) O ano de 2001 foi pródigo em acusações e denúncias a poderosos parlamentares brasileiros, as quais redundaram em renúncias e perdas de mandatos. Alguns desses representantes do Poder Legislativo foram chamados de coronéis pela imprensa do país.
De forma mais precisa, podemos definir o coronelismo como:
a) O fenômeno caracterizado pela influência de determinados políticos, decorrente de sua vinculação com regimes militares, o que estreitou seus contatos com generais e coronéis.
b) A prática de determinados setores do exército que pretendiam estabelecer uma ampla política de reformas no Brasil, durante a República Velha.
c) A ação política de poderosos proprietários rurais que controlavam a administração de determinados municípios e estabeleciam uma relação clientelista com seus eleitores.
d) A ação política de antigos membros das Forças Armadas vinculados à Ditadura Militar e que dispõem, atualmente, de mandatos legislativos.
e) A atuação dos poderosos políticos nordestinos que controlam os investimentos e os órgãos do Governo Federal em sua região.


4. (FUVEST SP/2001)
"Visitei todo o comércio,
Fiz muito bom apurado,
E vi que de muito povo
Eu me achava acompanhado.
Alguns pediam esmolas:
Então não me fiz de rogado."
Os versos de Chagas Baptista em homenagem ao cangaceiro Antonio Silvino, o "Governador do Sertão", sugerem que o cangaço:
a) possuía um caráter político institucional que ameaçava a estabilidade social e econômica do nordeste.
b) contava com o apoio popular, propondo a reforma agrária e uma nova distribuição de renda. 
c) representava a faceta do movimento anarquista, com propostas de socialização da terra nas áreas rurais.
d) era uma forma de banditismo sem ameaças à estabilidade fundiária e, portanto, aceito pelas oligarquias e trabalhadores.
e) tinha apoio popular e representava uma forma de resistência à opressão dos grandes proprietários rurais.


5. (GAMA FILHO RJ/1995) A República Velha (1889-1930) foi marcada pelo domínio das oligarquias no sistema político, que pose ser expresso no(a):
a) plena liberdade do exercício do sufrágio universal.
b) manipulação das eleições pelos coronéis e no controle dos eleitos pelo mecanismo da “verificação de poderes”.
c) abolição do censo eleitoral, ampliando-se o número de eleitores.
d) equilíbrio do sistema federativo, permitindo a igualdade dos Estados no sistema representativo.
e) apoio das classes emergentes das cidades à burguesia agrária.


6. (PUCCamp SP/1994) No Brasil, no período denominado República Velha, o modelo político-eleitoral - Política dos Governadores, coronelismo e voto de cabresto - dava sustentação à hegemonia do:
a) PCB e do PTB.
b) PSD e do PDS.
c) PFL e do UDR.
d) MDB e do UDN.
e) PRP e do PRM.


7. (PUC RJ/1994) A sociedade brasileira, nas primeiras décadas do século XX, foi marcada pela emergência de novos setores sociais, que contrastavam com a denominação oligárquica, o que pôde ser observado no(a):
a) Desaparecimento de movimentos sociais rurais, como o cangaço, acomodados pela adoção do Federalismo pela República.
b) Projeção crescente do operariado urbano, em grande parte de origem estrangeira, e influenciado pelas idéias anarquistas.
c) Vinculação da classe média à estrutura de dominação oligárquica, a esta servindo de apoio nas áreas urbanas.
d) Aliança entre a burguesia industrial e a classe operária contra o predomínio das oligarquias rurais.
e) Organizações de sindicatos e partidos operários, que passam a disputar com sucesso as eleições.


8. (PUC SP/1996) Recentemente as páginas de um jornal paulista foram ocupadas pela polêmica entre um renomado filósofo e um conhecido político do nordeste brasileiro. Este último foi apontado por seu debatedor como sendo praticante de “coronelismo”. A expressão “coronelismo”, cunhada na década de 30, no Brasil, diz respeito a uma prática política que se define:
a) pela articulação de governadores dos estados mais poderosos com o objetivo de sustentar algum candidato ao poder executivo.
b) pelo controle político regional exercido através de favorecimento e constrangimentos pessoais.
c) pelo comando de lobbies no Congresso Nacional com a finalidade de assegurar posições pessoais.
d) pela aliança de proprietários de terras com setores politizados do Exército.
e) pela utilização de canais de comunicação de massa com objetivos políticos.


9. (UEL PR/1999)
I. “Para sua ‘clientela’, isto é, para a massa de agregados que dispunha de seus favores em troca de absoluta fidelidade, (…) era cedido terras para o cultivo, ajuda nas doenças, proteção nos problemas policiais etc., para os amigos e membros da família, (…) ele distribuía cargos na administração pública, arranjava empréstimos.”
II. “As disputas eleitorais também davam origem às chamadas eleições a bico de pena, ou seja, eleições fraudulentas onde se registravam votos de pessoas que não existiam ou que já haviam falecido...”
Os textos I e II descrevem fenômenos que identificam, no Brasil o:
a) populismo e a Nova República.
b) tenentismo e o Regime Militar.
c) mandonismo e o Estado Novo.
d) coronelismo e a República Velha.
e) parlamentarismo e o Segundo Império.


10. (UEL PR/2001) “Duas falsificações mais importantes dominavam as eleições da República Velha: o bico de pena e a degola ou apuração. A primeira era praticada pelas mesas eleitorais, com funções de junta apuradora: inventavam-se nomes, eram ressuscitados os mortos, e os ausentes compareciam; na feitura das atas, a pena todo-poderosa dos mesários realizava milagres portentosos.”
(LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997. p. 229-30.)
O texto mostra que fraudes marcaram as disputas eleitorais brasileiras. Em relação a este e outros mecanismos de eternização no poder de certos grupos locais, é correto afirmar:
a) Com a política dos governadores, os grupos oposicionistas ampliaram as possibilidades de ganhar as eleições.
b) O bico de pena e a degola foram mecanismos que deram ao povo o poder de confirmar ou rejeitar candidatos ao Congresso.
c) O recurso à violência na República Velha visou impedir as fraudes nas eleições estaduais.
d) Com a degola e o bico de pena, a Comissão Verificadora dos Poderes encarregava-se de diplomar e declarar eleitos somente políticos partidários do governo federal.
e) O bico de pena e a apuração foram medidas tomadas pelos coronéis, que, colocando seus cabos eleitorais em locais próximos às urnas, direcionavam o voto dos eleitores.


11. (FURG RS/2001)
Foram características das relações político-eleitorais na época da República Velha:
I - o coronelismo;
II - o voto de cabresto;
III - os partidos políticos regionalizados;
IV - o voto distrital e censitário.
Quais afirmativas estão corretas?
a) Apenas II.
b) Apenas I, II e III.
c) Apenas I, III e IV.
d) Apenas II, III e IV.
e) I, II, III e IV.


12. (PUC/Beteim MG/2002) Vários fatores contribuíram para a construção da estrutura política oligárquica na Primeira República no Brasil (1889-1930), dentre eles o clientelismo, que consistiu:
a) num regime político caracterizado pela forte pressão política por parte dos operários e camponeses, através dos sindicatos urbanos e rurais.
b) numa prática política na qual o grupo dominante controla outros grupos, concedendo-lhes benefícios em troca da subordinação aos seus interesses.
c) numa forma de governar na qual os cidadãos, denominados clientes, participavam ativamente das decisões políticas.
d) num sistema econômico e político no qual as classes dominadas passavam a ser clientes preferenciais da burguesia.


13. (PUC RS/2000) O governo de Hermes da Fonseca, que derrotara a candidatura civilista de Rui Barbosa, foi marcado pela chamada política das salvações, que consistia na intervenção de militares hermistas nos governos estaduais.
Considerando o contexto político-institucional da República Velha, pode-se dizer que a política das salvações apresentou como resultado concreto:
a) o relativo enfraquecimento das máquinas políticas tradicionais de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo, como mecanismos organizadores dos interesses coronelistas, então manipulados pelos interventores militares.
b) o declínio da chamada política do café com leite, devido à articulação dos interventores militares impedindo que o controle da sucessão presidencial ficasse centralizado em Minas Gerais e São Paulo.
c) o controle mais rigoroso do processo eleitoral nos principais Estados da Federação, em virtude dos mecanismos institucionais criados pelos interventores militares.
d) a aliança dos interventores militares com as frações oligárquicas oposicionistas nos Estados periféricos, as quais substituíram, nos sistemas de poder locais, os grupos até então situacionistas.
e) a ampla reforma fiscal e financeira dos Estados sob intervenção militar, destacando-se São Paulo como centro econômico nacional.


14. (UERJ/1996) A superposição do regime representativo, em base ampla, a [uma] inadequada estrutura econômica e social, havendo incorporado à cidadania ativa um volumoso contingente de eleitores incapacitados para o consciente desempenho de sua missão política, vinculou os detentores do poder público, em larga medida, aos condutores daquele rebanho eleitoral. Eis aí a debilidade particular do poder constituído, que o levou a compor-se com o remanescente poder privado dos donos de terras no peculiar compromisso do “coronelismo”.
(Vítor Nunes Leal. Coronelismo, Enxada e Voto, 1975.)
Os elementos do texto acima permitem caracterizar um importante pacto político, desenvolvido na República Velha, no Brasil, denominado de:
a) Política dos Governadores
b) Pacto de Pedras Altas
c) Convênio de Taubaté
d) Funding Loan


15. (UERJ/1995) A República despontava. (...) Mas, e quanto ao povo? Aquele monte de gente que não era mais escravo; gente branca, que vivia de vender bugigangas nas cidades: os imigrantes famintos recém-chegados. Esta gente toda percebeu o que estava acontecendo?
(Leonardo Trevisan. A República Velha. p.18)
A afirmativa que melhor responderia aos questionamentos que o autor faz no texto acima é:
a) Com a proclamação da República, os ex-escravos foram integrados à sociedade do trabalho livre, devido ao crescimento do número de indústrias.
b) O sistema representativo e o fortalecimento significaram a ampliação imediata do número de eleitores, portanto, maior participação política popular.
c) A República possibilitou melhores condições de trabalho ao nacional e ao imigrante, através de uma legislação trabalhista, presente na Constituição de 1891.
d) A República garantiu, de fato, a ampliação dos direitos à cidadania, na medida em que estabeleceu, através da Constituição de 1891, o voto secreto e universal.
e) Com a proclamação da República, poucas foram as mudanças significativas na ordem econômico-social que pudessem vir a estabelecer novas bases para a participação e a cidadania.


16. (UFF RJ/1993) Conselhos de um político veterano da República Velha a um político novato:
“ Se o senhor quiser fazer sozinho a sua campanha, a sua eleição não será reconhecida. Mais ainda: o seu nome não será incluindo nas listas de candidatos. Aliás, que importa, já que o senhor não seria mesmo eleito!” (Chales Morazé. Les trois âges du Brésil. Paris, Armand Colin, 1954. p.102. 
Esta passagem se refere:
a) às intervenções realizadas pelo poder federal nos Estados após certas eleições, sob a República Velha.
b) à costumeira prática de fraudes e manipulações eleitorais vinculadas, sob a República Velha, ao predomínio do Partido Republicano.
c) ao que se conhece como a “política do café-com-leite” e seu sistema eleitoral fraudulento, na República Velha.
d) às formas eleitorais que, sob a República Velha, permitiam às oligarquias nordestinas oporem-se à hegemonia de São Paulo e Minas Gerais.
e) ao sistema eleitoral que, na República Velha, permitia manter, através de fraudes e manipulações, o poder político das oligarquias estaduais, com o beneplácito do governo federal.


17. (UFJF MG/1998) A passagem do século XIX para o século XX no Brasil é marcada por mudanças e permanências.
Marque a alternativa que NÃO expressa essa relação:
a) embora a atividade industrial tenha crescido, o Brasil manteve-se como país essencialmente rural, sustentado economicamente pela agroexportação e comandado politicamente pelas oligarquias latifundiárias.
b) apesar da queda da monarquia, as fraudes eleitorais continuaram a existir como um dos instrumentos mais importantes para a consolidação do poder das oligarquias rurais.
c) apesar do crescimento urbano, manteve-se a estrutura fundiária baseada na pequena propriedade familiar.
d) apesar da abolição do trabalho escravo, permaneceu a exclusão social e econômica do negro.
e) embora o voto censitário tenha sido extinto, a República manteve um caráter excludente ao exigir como critério de cidadania ser alfabetizado.


18. (UFLA MG/2000) “A figura dos “coronéis” foi típica do interior brasileiro e se caracterizou como um importante componente político em determinado momento de nosso desenvolvimento histórico, em especial no nordeste brasileiro”.
Todas as alternativas abaixo dizem respeito aos “coronéis”, EXCETO:
a) no período republicano, garantiam a eleição dos candidatos do governo federal e estadual, faziam propaganda política e controlavam o voto não secreto e sua apuração final.
b) surgiram com a criação da “Guarda Nacional” em 1871.
c) se constituíram como grandes proprietários rurais que recrutavam seus milicianos entre empregados, agregados e população pobre em geral.
d) exerciam a prática conhecida como “degola” no Congresso Nacional.
e) constituíram-se em peças fundamentais para o sucesso do que se convencionou chamar de “política dos governadores".


19. (CESJF MG/2001) Imediatamente após a proclamação da República começaram as disputas entre os diversos segmentos envolvidos no movimento, sobretudo os cafeicultores e os militares. Sobre a evolução do processo histórico brasileiro na Primeira República é CORRETO afirmar:
a) Os militares, principalmente os do exército eram favoráveis à implantação de um modelo federativo de república no Brasil.
b) Durante a primeira fase do governo republicano foram os civis que estiveram no comando da república e, por isso, esse período de 1889 a 1894 ficou conhecido como República Oligárquica.
c) O coronelismo e a política dos governadores que marcaram o cenário político do Brasil no Segundo Reinado (1840-1889) foram abolidos no Brasil da Primeira República (1889-1930).
d) O café continuou no Brasil da Primeira República a ser o principal produto agrícola de exportação. Todavia, podemos afirmar que as atividades industriais expandiram-se no Brasil da Primeira República.
e) No Brasil da Primeira República não houve nenhuma revolta social no campo, na medida em que os governos republicanos realizaram uma ampla reforma agrária no país.


20. (PUC PR/1999) Durante a Presidência de Rodrigues Alves (1903-1906), após atritos entre seringueiros e bolivianos, o Brasil, através do Tratado de Petrópolis, adquiriu o território denominado:
a) Missiones.
b) Pirara.
c) Pando.
d) Chaco.
e) Acre.


21. (UEPB/1999) O período de 1889 a 1930 é conhecido no Brasil como o período da chamada República Velha ou República Oligárquica. Esta fase apresenta características econômicas, políticas e sociais específicas, não se caracterizando, todavia, como:
a) Apoio do governo a uma política de industrialização voltada para o mercado interno e para exportação.
b) Política marcada por acordos entre as oligarquias regionais, respaldados pela política dos governadores e pela comissão de verificação.
c) Forte presença do movimento anarquista no seio do movimento operário nascente e posterior substituição desta corrente pela corrente comunista após 1922.
d) Grande efervescência política nos meios militares com o surgimento do movimento tenentista, com destaque para a coluna Prestes.
e) Período iniciado com uma aliança entre os cafeicultores e militares, tendo dois marechais como primeiros presidentes: Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto.


22. (UEPB/2000) Durante o governo Campos Sales criou-se uma política que se pautava na aliança entre as oligarquias regionais e o poder central. Esta política além de fortalecer o poder dos oligarcas do interior, facilitava a administração central na medida em que dificultava a eleição de membros da oposição.
Como ficou conhecida esta política?
a) Política do Encilhamento
b) Convênio de Taubaté
c) Política dos Governadores
d) Aliança Liberal
e) Funding Loan


23. (UFPB/1996) “Não há homem que não tenha, pelo menos, trinta parentes ocupando cargos do Estado; não há político influente que não se julgue com direito a deixar para os seus filhos, netos, sobrinhos, primos, gordas pensões pagas pelo Tesouro da República”.
Fonte: BARRETO, Lima (1881-1922). Os Bruzundangas. São Paulo, Ática, 1985, p. 45.
O autor do texto satiriza a estrutura de poder vigente, durante a República Velha (1889-1930), que pode ser assim sintetizada:
a) Democracia populista, onde as relações políticas eram mediadas pelas disputas ideológicas dos grupos e classes sociais.
b) Liberalismo político, com reserva de mercado e preenchimento do quadro administrativo, em função dos interesses privados.
c) Liberalismo burocrático, com predomínio das liberdades individuais e preenchimento dos cargos públicos, a partir das competências privatistas.
d) Militarismo tecnocrático, onde os coronéis, como principais agentes do estamento militar, indicavam os nomes e os cargos na administração pública.
e) Patrimonialismo oligárquico, onde os interesses privados e particularistas estão superpostos aos interesses públicos e necessidades sociais.


24. (UFPB/1997) A representatividade das unidades federadas, na Constituição de 1891, estava regida pelo critério populacional, favorecendo politicamente os estados de:
a) Espírito Santo e Bahia. 
b) São Paulo e Pernambuco.
c) Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
d) Rio de Janeiro e Bahia.
e) Minas Gerais e São Paulo.


25. (UFRN/1999) A "Política dos Governadores", iniciada, na República Velha, por Campos Sales, baseava-se no(a):
a) Domínio das elites oligárquicas estaduais sobre as populações rurais, através da repressão violenta às constantes revoltas armadas.
b) Controle exercido pelas oligarquias sobre os oficiais da Guarda Nacional, os quais influenciavam fortemente a condução da política nacional.
c) Elaboração de uma política de correção dos vícios do sistema eleitoral, advinda de articulações entre as oligarquias e o governo federal.
d) Teia de relações políticas ligada ao poder oligárquico, a qual partia do presidente e se estendia até os eleitores nos municípios tutelados pelos coronéis.


26. (UNIRIO RJ/1994) O processo político brasileiro, no período denominado "República Velha" (1889-1930), foi caracterizado por:
a) Constantes intervenções militares, em meio aos conflitos entre os diversos grupos que disputavam o poder.
b) Crescente esvaziamento do governo federal, deslocando-se o poder político para os Municípios, base do Coronelismo.
c) Predomínio das oligarquias, articuladas pela "política dos Governadores", a qual garantia o apoio recíproco do governo federal e dos setores dominantes dos estados.
d) Emergência dos setores urbanos, que, aliados à classe operária, ameaçavam o domínio das oligarquias.
e) Transformação da oligarquia agrária em burguesia industrial, alterando-lhe o comportamento político e os interesses econômicos.


27. (ACAFE SC/2001) Sobre o período da História brasileira conhecida como “República Velha” (1889-1930) está incorreta a alternativa:
a) O Tenentismo, movimento de oposição dos jovens oficiais do exército, voltou-se contra os valores e interesses das oligarquias.
b) O poder político manteve-se concentrado nas mãos dos coronéis, das oligarquias estaduais e nacional, na chamada “Política do Café com Leite” (São Paulo e Minas Gerais).
c) A economia brasileira, ainda essencialmente agrícola (café), atendia aos interesses dos grandes latifundiários.
d) O voto era universal, direto e secreto, sendo este período de ampla democracia no país.
e) O modernismo brasileiro representou, simultaneamente, uma revolta contra a arte mais “conservadora” e a defesa de temas brasileiros que representavam as classes menos favorecidas.


28. (Mackenzie SP/2005) Com a implantação da República Oligárquica, isto é, com o poder nas mãos dos civis, instala-se a hegemonia dos grandes estados, propiciada pela representação proporcional no governo. Os estados enfraquecidos opunham-se ao governo federal. Para pôr fim a essa situação, o presidente Campos Sales criou, em 1900, um artifício político, através do qual os governadores estaduais apoiariam irrestritamente o governo federal em troca da eleição de deputados federais apoiados por ambos, ficando os partidos de oposição sem apoio político.
Luís César Amad Costa & Leonel Itaussu A. Mello
O artifício político, citado no fragmento de texto acima, ficou conhecido pelo nome de
a) Coronelismo.
b) Política do Café com Leite.
c) Voto de Cabresto.
d) Política dos Governadores.
e) República Velha.


29. (UESPI/2003) “No âmbito federal, o poder de decisão estava nas mãos dos dois Estados hegemônicos, São Paulo e Minas gerais, que se revezavam no Governo…”. “Coroando a pirâmide de compromissos que, a começar pelos coronéis municipais, terminava na presidência da República, Campos Salles instituiu [uma política que] estabeleceu um acordo: em troca da garantia de total autonomia e do direito de interferir na composição do congresso, os estados davam o seu apoio ao presidente da República. Nas eleições para sucessão presidencial, o presidente em fim de mandato reservava-se o direito de indicar o seu candidato, com prévia consulta aos governadores…”
(In Nosso Século. São Paulo: Abril cultural, v. 2, p. 59).
Nesses elementos de análise o autor está chamando a atenção para:
a) A política coronelista das “derrubadas”, ou de “salvação pública”, tão comum na chamada “República Velha”.
b) As graves assimetrias entre o poder central e o poder local estadual e municipal.
c) As chamadas política do “café com leite” e “política dos governadores”.
d) O caráter eleitoral indireto das eleições presidenciais e estaduais do tempo.
e) Um pacto elitista que, no essencial, excluía o povo da participação eleitoral, o que explica a não ocorrência de eleições estaduais e municipais a época.


30. (UNIMONTES MG/2004) Concebemos o coronelismo como resultado da superposição de formas desenvolvidas de regime representativo a uma estrutura econômica e social inadequada. Não é, pois, mera sobrevivência do poder privado (...). É antes uma forma peculiar de manifestação do poder privado, ou seja, uma adaptação em virtude da qual os resíduos do nosso antigo e exorbitante poder privado têm conseguido coexistir com um regime político de extensa base representativa.
(LEAL, Victor Nunes. Coronelismo, enxada e voto. In: COSTA, L.C.A .; MELLO, L.I.História do Brasil. São Paulo: Scipione, 2000, p. 241)
Conforme o texto,
a) o coronelismo é a expressão da força do poder privado, em seu momento áureo.
b) o coronelismo resulta da imposição de um modelo político ditatorial, embora civil.
c) o coronelismo se fortalece, à medida que o poder privado emerge no Brasil.
d) o coronelismo advém da assimetria entre o modelo econômico e o modelo político.

GABARITO

1. (FGV/2003) Rui Barbosa, como candidato à presidência da República nas eleições que se realizaram em 1910, declarava:
“Mas por isso mesmo que quero o exército grande, forte, exemplar, não o queria pesando sobre o governo do país. A nação governa. O exército, como os demais órgãos do país, obedece”.
(Apud Edgard Carone. A Primeira República.1889-1930. São Paulo. Difel. 1969. p. 51)
Nesta declaração, Rui Barbosa expressava uma:
a) crítica ao governo militar do então presidente Marechal Deodoro da Fonseca.
b) crítica à candidatura de seu oponente, o militar Hermes da Fonseca.
c) defesa da maior atuação do Exército na política nacional.
d) resposta à tentativa de golpe militar liderada pelo Marechal Floriano Peixoto.
e) recusa ao apoio da oligarquia paulista para sua candidatura.


2. (PUC PR/2006) O governo republicano apoiaria os grupos dominantes nos Estados, enquanto estes, em troca, apoiariam a política do presidente. Esse arranjo, concebido por Campos Sales, ficou conhecido como:
a) Política dos Governadores.
b) Encilhamento.
c) Plano de Metas.
d) Café-com-leite.
e) Civilismo.


3. (UESPI/2004) Leia as afirmativas referentes às mudanças trazidas pelos primeiros anos de República no Brasil.
1) A República trouxe a desmontagem das oligarquias regionais, inclusive no Piauí.
2) A Constituição de 1891 não trouxe ideais democráticos importantes para a sociedade.
3) O sistema eleitoral não conseguiu agilizar a convivência democrática que se esperava com a República.
4) Não houve uma política que desse conta da inserção dos ex-escravos na sociedade.
5) Apesar das mudanças, o coronelismo permaneceu em muitas regiões do Brasil, impedindo a democratização.
Estão corretas apenas:
a) 2, 3 e 4
b) 1, 2 e 3
c) 2, 3 e 5
d) 3, 4 e 5
e) 1, 4 e 5


4. (UESPI/2004) O governo de Campos Sales procurou estabelecer pactos políticos para facilitar a administração e superar as possibilidades de aprofundamento das crises econômica e social. A conhecida política dos governadores por ele desenvolvida:
a) ajudou substancialmente aos Estados mais desfavorecidos politicamente, inclusive, o Piauí, que passou a ter mais representatividade.
b) desfez o poder que os coronéis tinham, ajudando na reformulação política dos Estados do Nordeste.
c) fortaleceu a centralização política, consolidando mais ainda as forças políticas das elites governantes e do presidente da república.
d) trouxe expectativas positivas com relação à modernização das elites e as reformas sociais.
e) favoreceu os investimentos nos Estados mais pobres, provocando reação de São Paulo e Minas Gerais, que se sentiram prejudicados.


5. (UFRRJ/2005) Ao compararmos a política econômica do Estado Novo (1937/45) com a política dominante na República Velha (1889/1930), observamos que:
a) os dois períodos apresentaram grande expansão da agro-manufatura açucareira e da lavoura cafeeira, com o objetivo de atender ao crescente mercado asiático.
b) na República Velha verificou-se, apesar da crise dos anos 20, o grande desenvolvimento da indústria de base, enquanto o Estado Novo priorizou a lavoura, em detrimento do investimento industrial.
c) o Estado Novo promoveu a interiorização da economia, ocupando o cerrado central, em oposição à política essencialmente litorânea da República Velha.
d) durante o Estado Novo constatou-se uma forte intervenção do Estado na economia, contrapondo-se ao modelo liberal, em que predominavam os interesses dos cafeicultores da República Velha.
e) grandes contingentes de mão-de-obra foram deslocados pelo Estado, nos dois períodos, para atender à demanda de mão-de-obra nas áreas de fronteira, no norte e no sul, onde crescia o extrativismo vegetal.


6. (PUC MG/2005) Durante a República Velha (1889-1930), surgiu a figura política do coronel, sendo essa denominação dada aos:
a) grandes proprietários de terras, nome originado dos títulos de coronel de milícias e da guarda nacional dos períodos colonial e imperial-republicano, respectivamente.
b) militares de carreira, os quais passaram a ter grande peso político nos governos republicanos a partir do Marechal Deodoro da Fonseca.
c) intelectuais e profissionais liberais, que passaram a ter grande peso político ao divulgarem a ideologia republicana.
d) chefes políticos locais, que dividiam seus lucros e poderes com seus empregados e agregados através do sistema de parceria.


7. (UEPB/2006) Considere a afirmação abaixo e assinale a alternativa correta:
“Nos municípios, sede do poder local, a autoridade do
“coronel” se afirma na liderança efetiva por ele exercida
como chefe político, na sua capacidade de “arrebanhar” e
manter o eleitorado de “cabresto”. A atuação do “coronel”
é permanente e abrange diversos serviços de assistência,
executados como favores que acarretam a penhora do voto.
A maior ou menor capacidade de fazer favores (dar emprego,
ceder terras, proteção policial, -assistência médica,
remédios, etc.) e aplicar atos de violência sempre que julgar
necessário e ficar impune, determina o grau de prestígio do
“coronel”.
(Eliete de Queiroz Gurjão, 1999, p. 78).
A afirmação faz referência, especificamente:
a) à integração da elite rural ao poder monárquico na condição de comandantes da recém-criada Guarda Nacional.
b) à afirmação da dominação dos grupos que comandavam a política local, pela implantação do federalismo republicano.
c) às lutas constantes entre famílias, marcadas pela corrupção e violência.
d) ao falseamento de votos no processo eleitoral, uma vez que a legislação permitia aos coronéis exercer o controle sobre as eleições.
e) ao esquema de dominação que beneficiava os grupos familiares que disputavam entre si o controle da política em cada município.


8. (UFC CE/2006) A imprensa é identificada como o meio de comunicação mais importante do Brasil, na Primeira República, porque:
I. o regime republicano assegurava a liberdade de imprensa, sendo vetada qualquer ação repressiva contra os periódicos e as redações. 
II. muitos periódicos tinham caráter político, como a “grande imprensa”, ligada aos grupos oligárquicos no poder, e diversos jornais anarquistas, sindicalistas e socialistas.
III. a queda nos índices de analfabetismo, a partir do regime republicano, permitiu que os periódicos atingissem um público nas mesmas proporções que a televisão nos dias atuais.
Com respeito às três assertivas, é correto afirmar que somente:
a) I e II são verdadeiras.
b) I e III são verdadeiras.
c) II e III são verdadeiras.
d) I é verdadeira.
e) II é verdadeira.


9. (UFRR/2006) Podemos afirmar corretamente sobre a República Velha (1889-1930).
a) Sua primeira fase (1889-1891) ficou conhecida como a “República da Espada”.
b) A Constituição de 1891 estabelecia que o presidente e o vice seriam eleitos pelo voto indireto.
c) Teve como primeiro presidente o civil Campos Sales, responsável pela criação da política do café com leite.
d) Foi no governo de Prudente Moraes que houve aplicação do “funling lean” (suspensão do pagamento dos juros da dívida externa por três anos e do Capital por treze anos).
e) Foi na gestão de Afonso Pena que ocorreu a “Revolta da Chibata” e a “Revolta de Canudos”.


10. (UFAM/2006) Ao longo da República Velha os conflitos sociais tenderam a ser tratados como “caso de polícia”. Sobre o movimento operário que se desenvolveu neste período é incorreto afirmar que:
a) Recebeu importante contribuição de imigrantes europeus, muitos dos quais haviam tido contato com o ideário socialista e anarquista em franca expansão na Europa, desde meados do século XIX.
b) Evoluiu a partir dos primeiros Sindicatos criados no século XIX, radicalizando suas ações através das Associações de Socorro Mútuo e das Sociedades Beneficentes.
c) Foi extremamente diversificado e influenciado por uma multiplicidade de tendências políticas que iam do reformismo ao socialismo revolucionário.
d) O ideário anarquista foi largamente difundido, principalmente pela ação da Confederação Operária Brasileira (COB), criada em 1908.
e) A criação do Partido Comunista Brasileiro em 1922 foi responsável pelo avanço do ideário socialista e a consequente retração da influência anarquista entre os operários do país.


11. (UEG GO/2006) Os anos iniciais da República foram marcados por rupturas e continuidades que vão além da mudança de regime político. Sobre esse período, é CORRETO afirmar:
a) A passagem do regime imperial para o regime republicano transformou o panorama político das províncias através do processo de centralização, observado na política do “encilhamento”.
b) Como no restante do país, a mudança de regime em Goiás provocou a ascensão de novos grupos sociais que vinham-se organizando sob as bandeiras do abolicionismo e do republicanismo.
c) A dicotomia entre o Brasil litorâneo e o Brasil sertanejo é explícita: em oposição à modernidade do Rio de Janeiro, misticismo, banditismo e pobreza caracterizam o interior do país.
d) O predomínio dos grupos urbanos, oriundos do comércio e da indústria, possibilitando uma maior representatividade das camadas populares, é uma realidade, como se observa já no governo de Campos Sales.


12. (FURG RS/2007) “Cabo de enxada engrossa as mãos – o laço de couro cru, machado e foice também. Caneta e lápis são ferramentas muito delicadas. A lida é outra: labuta pesada, de sol a sol, nos campos e nos currais (...) Ler o quê? Escrever o quê? Mas agora é preciso: a eleição vem aí, e o alistamento rende a estima do patrão, a gente vira pessoa.”
(Mário Palmério – Vila dos Confins. Rio de Janeiro: Editora José Olympio.)
A partir da leitura do texto acima, podemos afirmar que na República Velha: 
a) a ampliação do poder político dos grandes proprietários era a forma de fortalecer a organização dos trabalhadores rurais.
b) a campanha eleitoral visava a atingir os trabalhadores urbanos.
c) o predomínio oligárquico pode ser representado pela troca de favores.
d) os coronéis, em época de eleição, preocupados com o analfabetismo, estimulavam a melhoria da educação.
e) o período eleitoral era o único momento em que os chefes locais dispensavam os trabalhadores do trabalho árduo para garantir-lhes o direito de cidadania.


13. (UEPB/2007) Sobre a estrutura política e ideológica da República, formada no Brasil a partir da proclamação de 1889, assinale V para as proposições Verdadeiras e F para as Falsas.
(__) O projeto republicano jacobino, defendido por setores da baixa classe média e por ex-escravos, exigia a participação popular na administração pública. Mesmo contrário aos interesses dos cafeicultores, ele foi o responsável direto pela Proclamação da República em 15 de novembro de 1889.
(__) O ideário republicano propunha um governo forte e centralizador formatado em uma verdadeira ditadura republicana, onde a livre manifestação dos indivíduos não poderia servir de motivação para o estabelecimento de direitos.
(__) A base ideológica do projeto republicano era fundada na defesa do progresso calcado em um espírito ordeiro e antirrevolucionário, no qual o Estado teria papel preponderante de zelar pela proteção dos cidadãos e de garantir seus direitos.
(__) A proclamação da República foi impulsionada pela aliança entre os cafeicultores paulistas e o alto comando do Exército, que resolveram unir forças contra o inimigo comum – o Império –, mesmo tendo ideias distintas sobre a República a ser instalada.
Marque a alternativa correta:
a) FVVV
b) VVVF
c) VFVF
d) FVFV
e) FVVF


14. (UNIMONTES MG/2007) Comparando-se as estruturas político-administrativa e de poder, vigentes durante o Império e a República Velha, analise as afirmativas abaixo.
I. O principal grupo social de sustentação do poder no Império era representado por pequenos e médios proprietários rurais, enquanto, na República Velha, o governo se apoiou na classe média urbana.
II. As eleições no Império eram indiretas e censitárias, enquanto, na República Velha, eram diretas, com voto a descoberto para maiores de 21 anos.
III. No Império, a religião católica era a religião do Estado e, em função disso, o clero secular atuava de modo semelhante aos funcionários do governo, enquanto, na República, o Estado se tornou laico.
IV. No Império, predominou a descentralização política das províncias, enquanto, na República Velha, o sistema federativo impôs uma ampla centralização.
Estão CORRETAS as afirmativas
a) II e III, apenas.
b) III e IV, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II, III e IV, apenas.


15. (FFFCMPA RS/2007) “A rarefação do poder público em nosso país contribuiu muito para preservar a ascendência dos ‘coronéis’, já que, por esse motivo, estão em condições de exercer, extraoficialmente, grande número de funções do Estado em relação aos seus dependentes”.
(Victor Nunes Leal. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa-Ômega, 1975, p.42).
Sobre o voto e a participação política na Primeira República, assinale a alternativa correta.
a) Com a proclamação da República em 1889, o voto deixou de ser visto como uma moeda de troca pela população, a qual passou a participar mais ativamente da vida política do país exercendo a cidadania.
b) A Constituição de 1891 garantia o amplo direito de voto a todos os brasileiros maiores de 21 anos, inclusive aos analfabetos.
c) Com a federalização do Brasil, os latifundiários perderam seu espaço político para a classe média urbana, a qual era composta majoritariamente por profissionais liberais.
d) O coronelismo pode ser definido como um conjunto de práticas políticas caracterizadas pela base familiar e rural, pelo voto de cabresto e pelo fisiologismo.
e) A continuidade do sistema oligárquico na primeira república engendrou um processo político marcado pela democratização, na medida em que diferentes grupos e partidos políticos se revezavam no poder.


16. (Mackenzie SP/2007) (...) A pergunta “Quem é você?” recebia invariavelmente a resposta: “Sou gente do coronel Fulano”. Essa maneira de redarguir dava imediatamente a quem ouvia as coordenadas necessárias para conhecer o lugar socioeconômico do interlocutor, além de sua posição política.
Maria I. P. de Queiroz – História Geral da Civilização Brasileira
O fenômeno sociopolítico, a que se alude no fragmento acima e que alcançou seu maior vigor nas primeiras décadas do Brasil republicano, pode ser entendido como
a) a expressão do poder político dos empresários industriais, que, embora formassem uma classe numericamente pequena, experimentavam desde o Império um significativo crescimento de sua importância econômica.
b) o resultado da militarização das instituições políticas brasileiras em virtude de a liderança do movimento republicano ter sido exercida por militares, como Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto.
c) uma reação dos líderes políticos nos Estados à instituição do voto secreto pela Constituição de 1891, inovação que reduziu drasticamente o poder dos grandes proprietários rurais.
d) uma forma de clientelismo em que chefes políticos locais (geralmente proprietários rurais), dominando grupos de eleitores e lançando mão sistematicamente da fraude eleitoral, sustentavam o poder das oligarquias no plano estadual e, indiretamente, no federal.
e) a consequência da ascensão social – por meio das escolas militares – de membros das classes médias urbanas, formando uma oficialidade coesa de tenentes, capitães, majores e coronéis.


17. (PUC RS/2007) Considere as afirmativas sobre a República Velha (Oligárquica).
I. A consolidação da República Oligárquica do Brasil foi completada com a sucessão de Prudente de Morais por Getúlio Vargas.
II. Para harmonizar os poderes Executivo e Legislativo, Campos Sales concebeu um arranjo político conhecido como “política dos governadores”.
III. Nos primeiros anos da República Oligárquica, a crise brasileira, no plano financeiro, era grave, provocando a negociação da dívida brasileira (funding loan).
IV. A República Oligárquica concretizou o ideal positivista, isto é, a diminuição da autonomia dos estados da federação.
Estão corretas apenas
a) I e II.
b) I e IV.
c) II e III.
d) III e IV.
e) I, II e III.


18. (UFSM RS/2007) Com a desestruturação da ordem escravista em 1888, deixou de existir a instituição que definia o lugar de cada um na sociedade brasileira. A 1ª República, a partir de 1889, adota práticas políticas que provocam reações dos setores sociais populares, que passam a defender seus direitos, utilizando as estratégias a seguir, EXCETO 
a) movimentos operário, que se mobilizava em greves e outras ações, contra as longas jornadas de trabalho, habitações precárias e ausência de políticas sociais.
b) atuação das camadas sociais populares, como na cidade do Rio de Janeiro, que desenvolviam atividades culturais como o futebol e o samba.
c) oposição de parcela significativa da população carioca à vacinação obrigatória, à nomeação de um interventor estadual e à nacionalização do petróleo.
d) resistência de populares às reformas urbanas do governo municipal carioca que pretendia expulsar do centro da cidade as “classes perigosas” constituídas, entre outras, pelos moradores dos cortiços considerados insalubres pelas autoridades públicas.
e) revolta de marinheiros que pedia o fim dos castigos físicos, melhoria nos vencimentos e nas condições higiênicas e de alimentação existentes nos navios.


19. (UEMS/2008) Em 1889, com o advento da República no Brasil, assistiu–se ao surgimento de uma nova modalidade de regime político. Foi característica marcante do período entre 1889 e 1930:
a) a divisão de poderes, na qual o povo foi agraciado com uma fatia dele para atender seus interesses. Assim, houve grandes benefícios em favor dos segmentos sociais mais desfavorecidos.
b) o controle do poder político pelos novos segmentos empresariais do país: os comerciantes e industriais.
c) o controle político do Estado Nacional, que se manteve nas mãos das oligarquias, tendo no comando os coronéis, produtores de café, especialmente os de São Paulo, que se revezavam no poder com os de Minas Gerais. Essa prática ficou conhecida como a “política do café com leite”.
d) a velha aristocracia rural de mentalidade colonial escravista que continuou no poder.
e) a grande participação política da sociedade como um todo, que interferiu decisivamente em muitos debates políticos travados na época.


20. (UFGD MS/2008) Com relação ao período da história brasileira conhecido como República Velha, é CORRETO afirmar o seguinte:
a) Em Mato Grosso, devido ao isolamento em que se encontrava esse estado em relação ao restante do país, não se verificou o fenômeno conhecido como coronelismo.
b) No estado de Mato Grosso, as práticas políticas, embora tipicamente coronelistas, apresentavam caráter essencialmente pacífico, sem o constante recurso à violência e às lutas armadas, como era comum em outros estados brasileiros.
c) Na porção norte de Mato Grosso as lutas políticas eram caracterizadas pelos frequentes conflitos armados, enquanto na porção meridional, devido à grande influência exercida pela Companhia Mate Laranjeira, os embates políticos transcorriam dentro dos limites das práticas eleitorais, sem o recurso à violência.
d) Em Mato Grosso, o fenômeno do coronelismo ocorreu de modo similar ao de muitos outros estados brasileiros, sendo caracterizado pelo clientelismo, pelas fraudes eleitorais e pelo constante uso da violência armada contra adversários políticos.
e) Em Mato Grosso, o fenômeno conhecido como coronelismo ocorreu apenas na primeira década do regime republicano, uma vez que, nos anos subsequentes, os novos migrantes que chegaram ao estado promoveram uma renovação das práticas políticas, no sentido do respeito à vontade dos eleitores e da recusa à utilização da violência como forma de alcançar o poder.


21. (UNIMONTES MG/2008) A simulação eleitoral nos Estados não bastava, pois havia ainda o reconhecimento nas Câmaras, onde uma maioria audaz e desavergonhada podia tudo fazer e desfazer com o monte de atas falsas que chegavam. De forma que todo o trabalho dos feudatários estaduais estava em ter sempre ao seu lado essa maioria, para que os descontentes de todos os matizes não se servissem deles para alcançarem os postos de governo. (...) Se houvesse algum chefe estadual recalcitrante, a entrada do seu representante no Senado seria cortada; e, como todos queriam essa entrada, faziam os seus homens na Câmara obedecer aos ditames dos chefes coligados.
(Lima Barreto. In: http://pt.wikisource.org/wiki/AventurasdoDrBogoloff/IV)
Com base no texto de Lima Barreto e nos seus conhecimentos históricos, pode-se afirmar que 
I. as eleições, na República Velha, definiam, de imediato, os candidatos eleitos pelo povo.
II. a Comissão Verificadora, controlada pelo governo federal, podia anular a eleição de candidatos não alinhados aos presidentes dos Estados.
III. a existência dos chamados currais eleitorais levaram os coronéis a desempenharem papel decisivo no cenário político da Primeira República.
IV. o coronelismo derivava da não-correspondência real entre o sistema eleitoral e representativo com as condições sociais e econômicas predominantes no país.
Estão CORRETAS as afirmativas
a) I e III, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I e IV, apenas.
d) II, III e IV, apenas.


22. (FUVEST SP/2009) Em um balanço sobre a Primeira República no Brasil, Júlio de Mesquita Filho escreveu:
... a política se orienta não mais pela vontade popular livremente manifesta, mas pelos caprichos de um número limitado de indivíduos sob cuja proteção se acolhem todos quantos pretendem um lugar nas assembleias estaduais e federais.
A crise nacional, 1925.
De acordo com o texto, o autor
a) critica a autonomia excessiva do poder legislativo.
b) propõe limites ao federalismo.
c) defende o regime parlamentarista.
d) critica o poder oligárquico.
e) defende a supremacia política do sul do país.


23. (UFTM MG/2009) No Brasil, o passado é sempre revisitado. E com direito a reviver seus hábitos, mesmo os pérfidos. É o caso do coronelismo do ciclo agrícola, que castigava o livre exercício dos direitos políticos.
Os velhos coronéis da Primeira República (1889-1930) consideravam os eleitores como súditos, não como cidadãos.
(Gaudêncio Torquato, O Estado de S.Paulo, 03.08.2008)
Na Primeira República, esse “hábito” pode ser relacionado à
a) manipulação do eleitorado graças ao voto aberto e ao clientelismo entre latifundiários e dependentes.
b) crescente militarização da sociedade e à exclusão dos analfabetos, maioria da população, do processo eleitoral.
c) manutenção da estrutura latifundiária excludente e à proibição legal de os trabalhadores rurais participarem das eleições.
d) supremacia do presidente sobre as demais autoridades e às fraudes nas votações dada a conivência da justiça eleitoral.
e) extensão do direito de voto aos homens alfabetizados e ao amplo controle do poder central sobre os municípios.


24. (UNIFESP SP/2009) Nesse regime, (...) a verdadeira força política, que no apertado unitarismo do Império residia no poder central, deslocou-se para os Estados. A política dos Estados, isto é, a política que fortifica os vínculos de harmonia entre os Estados e a União é, pois, na sua essência, a política nacional. É lá, na soma dessas unidades autônomas, que se encontra a verdadeira soberania da opinião. O que pensam os Estados, pensa a União.
(Campos Salles. “Mensagem” (3 de maio de 1902), in Manifestos e mensagens. São Paulo: Fundap/Imprensa Oficial, 2007.) 
Ao defender a “política dos Estados” (ou política dos governadores) e associá-la às ideias de “harmonia”, “soma” e “soberania da opinião”, o então presidente da República Campos Salles defendia
a) o fim da autonomia dos estados e o início de um período de centralização política, que caracterizou a República como uma ditadura.
b) uma perspectiva de democratização para a recente República brasileira, impedindo que novos protestos políticos e armados irrompessem.
c) a relação diplomática com os demais países sul-americanos e se dispunha a obter alianças e acordos comerciais no exterior.
d) um pacto entre o governo federal e os governos estaduais, que teriam autonomia econômica, mas assegurariam apoio político ao Presidente.
e) o modelo político adotado como capaz de democratizar o Brasil e de obter, sem lutas, a unidade política e territorial ainda inexistente.


25. (UECE/2009) “Grosso modo, na primeira república, especialmente no nordeste, as oligarquias instituem relações de poder com as classes populares, através de certos elementos observáveis ao longo da história do Brasil”.
Fonte: ARAÚJO, Erick Assis. Nos Labirintos da Cidade: Estado Novo e Cotidiano das Classes populares em Fortaleza. Fortaleza, Inesp, 2007. p,15-18.
Analise os itens a seguir, classificando como verdadeiros (V) os que podem ser considerados como esses elementos aos quais o autor se refere e como falsos (F) os que não podem ser considerados como tais.
(__) Laços de apadrinhamento e lealdade de determinados setores populares para com os chefes políticos.
(__) Troca de favores entre as oligarquias, compreendendo os níveis municipal, estadual e federal.
(__) O caráter singular das estruturas políticas brasileiras que explicitam a oposição organizada e articulada dos segmentos populares em relação às oligarquias instituídas.
(__) Fraqueza política e equívoco ideológico das classes populares que, incapazes de pensar por si mesmas, apoiavam plenamente as oligarquias.
Assinale a opção que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
a) VVFF
b) VVFV
c) VFFV
d) FFVV


26. (UFCG PB/2009) “... meia dúzia de retratos, lanche, passagem. Fora a distribuição de máquinas de costura, empréstimos de vaca com cria pra quem tá carecendo de leite, casa de graça para morar, mula pra quem precisa de montaria. E depois de tudo isso, no dia da eleição, ainda tem matuto querendo ver direito o nome dos candidatos. Pode não, oxente!”
(RIBEIRO, Marcus Venício et alii. Brasil Vivo. Petrópolis, Ed. Vozes, 1992.)
No fragmento textual acima, o historiador Marcus Venício Ribeiro faz uma crítica à prática política brasileira identificada como:
a) Política do café-com-leite, conforme ironiza na frase “empréstimos de vaca com cria pra quem tá carecendo de leite”.
b) Indústria da Seca, em que a figura da mula é utilizada pelo historiador para criticar os fazendeiros que fazem os pobres de “burros de carga” no período de estiagem.
c) Voto de cabresto, representado no texto em tom caricatural através dos favores políticos e do controle dos eleitores.
d) Lei de Terras, que desde 1850 vem normatizando o acesso à terra no Brasil, prejudicando o homem do campo que precisa de “casa de graça para morar”.
e) Migração, em que os nordestinos, sem conhecerem os candidatos do centro-sul, votam em qualquer um, conforme diz o autor: “no dia da eleição, ainda tem matuto querendo ver direito o nome dos candidatos”.


27. (UECE/2009) “Como é típico de qualquer estrutura clientelista, no coronelismo há uma interpenetração entre o público e o privado”.
FONTE: GOMES, Angela de Castro. O Populismo e as Ciências Sociais no Brasil: notas sobre a trajetória de um conceito. Rio de Janeiro: In Tempo, 1998, p. 31-58.
Sobre o fenômeno político do coronelismo e seus desdobramentos são feitas as seguintes afirmações:
I. Utiliza-se o patrimônio público para fins pessoais, como no caso da concessão de empregos públicos aos afilhados e correligionários políticos em troca de votos.
II. Recorre-se ao poder e patrimônio privados para garantir, se necessário, o desempenho das funções públicas.
III. Baseia-se no assistencialismo, um desdobramento do coronelismo, em que todo o sistema eleitoral é oficialmente financiado pelos coronéis ainda em nossos dias.
Está correto o que se afirma
a) em I, II e III.
b) apenas em I e II.
c) apenas em III.
d) apenas em I e III.


28. (UNCISAL AL/2008) O coronelismo representou uma variante de uma relação sociopolítica mais geral – o clientelismo – existente tanto no campo como nas cidades. Esse fenômeno existia na colônia, mas a República criou condições para que os chefes políticos locais concentrassem maior soma de poder.
(Boris Fausto. História do Brasil. Adaptado)
Analise as afirmações a seguir, procurando identificar as que contêm características do fenômeno descrito no texto.
I. Os governos estaduais e federais perseguiam e prendiam muitos “coronéis” porque a prática de trocar votos por favores pessoais era inconstitucional.
II. Como o voto era secreto, os “coronéis” podiam influenciar o eleitor, mas não tinham como reprimir os que desrespeitavam sua indicação e orientação política.
III. Os “coronéis” forneciam votos aos chefes políticos do respectivo Estado, mas dependiam deles para proporcionar muitos dos benefícios esperados pelos eleitores.
IV. Apesar de serem importantes para a sustentação da base do sistema oligárquico, os “coronéis” precisavam de outras instâncias políticas para manter seu poder.
São corretas somente as afirmações
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.


29. (CEFET PR/2009) No Brasil, com o fim do primeiro período republicano, sob o domínio dos militares (1894), e superadas as crises de transição do governo Prudente de Morais, chegara o momento de institucionalizar as relações entre poder central e governos estaduais. Até então, o país vinha sendo governado por oligarquias regionais solidamente enraizadas no coronelismo do interior, onde cada Estado, praticamente, constituía uma unidade autônoma. Empossado na presidência a 15 de novembro de 1898, Campos Sales deparou-se com a tarefa de dar uma forma política mais acabada a essa estrutura fragmentada, o que significou, na prática, que o governo central deveria respeitar as decisões dos partidos que mantinham o poder em cada Estado, desde que estes elegessem bancadas no Congresso absolutamente fiéis ao presidente da República. O que permitia aos partidos estaduais assegurar antecipadamente a composição das bancadas era justamente o controle dos coronéis sobre seu eleitorado, os célebres “currais eleitorais”. Neste esquema, o coronel controlava os votantes em sua área de influência. Ele obtinha votos para seu candidato em troca de presentes, como roupas e sapatos, ou de benefícios, como uma vaga num hospital ou um cargo público. 
Com base nesse entendimento, estamos tratando de:
a) Encilhamento.
b) Parlamentarismo às Avessas.
c) Dominação Oligárquica.
d) Campanha Civilista.
e) Política dos Governadores.


30. (PUC RS/2009) Considere as informações a seguir. Na República Velha (Oligárquica), entre 1894 e 1930, predominaram no poder as oligarquias cafeicultoras, que controlavam a política brasileira, através de mecanismos que limitavam a participação nas eleições.
Como manobras políticas que restringiam a representação, aponta-se
I. o Coronelismo, controle político regional exercido através de favorecimentos e coerção pessoais.
II. o Voto de Cabresto, recurso violento utilizado contra o eleitor, em razão de o voto no Brasil ser, naquele momento, aberto.
III. a Política dos Governadores, que compreendia cooperação e revezamento entre as forças que ocupavam os governos estaduais e federal.
IV. a Política Salvacionista, que propunha a purificação das instituições republicanas.
Estão corretas apenas as afirmativas
a) I e II.
b) I e IV.
c) II e IV.
d) III e IV.
e) I, II e III.

GABARITO

1. (UDESC SC/2010) Tradicionalmente o termo República Velha foi cunhado para identificar o período que vai de 1889 a 1930. Sobre as características deste período e outras questões subjacentes, assinale V (verdadeiro) para as proposições verdadeiras e F (falso) para as falsas.
(__) Os dois primeiros governos da recém inaugurada República brasileira eram militares.
(__) Com o novo regime, surgiram divergências tanto no meio militar quanto no civil. No meio civil, as disputas ocorriam, sobretudo, no campo ideológico entre três correntes: liberalismo, jacobinismo e positivismo.
(__) Pode-se afirmar que os governos do período conhecido como República Velha implementaram medidas sociais de grande alcance, beneficiando a sociedade brasileira como um todo e visando acabar com as desigualdades sociais do país.
(__) O Brasil da chamada República Velha era um país, sobretudo, rural; a agricultura permanecia como principal atividade econômica.
(__) Durante o período denominado República Velha, paulistas e mineiros se alternaram na Presidência da República; este revezamento ficou conhecido como “política do café com leite”.
Assinale a alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo.
a) F – V – V – F – V
b) V – V – F – V – V
c) V – F – F – V – V
d) V – V – F – V – F
e) V – V – V – V – V


2. (UNESP SP/2010) Na Primeira República (1889-1930) houve a reprodução de muitos aspectos da estrutura econômica e social constituída nos séculos anteriores. Noutros termos, no final do século XIX e início do XX conviveram, simultaneamente, transformações e permanências históricas.
(Francisco de Oliveira. Herança econômica do Segundo Império, 1985.)
O texto sustenta que a Primeira República brasileira foi caracterizada por permanências e mudanças históricas. De maneira geral, o período republicano, iniciado em 1889 e que se estendeu até 1930, foi caracterizado
a) pela predominância dos interesses dos industriais, com a exportação de bens duráveis e de capital.
b) por conflitos no campo, com o avanço do movimento de reforma agrária liderado pelos antigos monarquistas.
c) pelo poder político da oligarquia rural e pela economia de exportação de produtos primários.
d) pela instituição de uma democracia socialista graças à pressão exercida pelos operários anarquistas.
e) pelo planejamento econômico feito pelo Estado, que protegia os preços dos produtos manufaturados.


3. (ESPM/2014) Além de ser inútil, votar era muito perigoso. Desde o império, as eleições na capital eram marcadas pela presença dos capoeiras, contratados pelos candidatos para garantir os resultados.
(José Murilo de Carvalho, in Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: Uma interpretação)
No Brasil a Primeira República foi, por excelência, uma república de “coronéis”, traço dominante da cultura política daquela época. Quanto ao coronelismo e às eleições praticadas na Primeira República é correto afirmar que:
a) a instituição do voto secreto pela Constituição de 1891 contribuiu para a moralização das eleições;
b) o coronelismo, fenômeno típico da urbanização, contribuiu para o afastamento dos grandes oligarcas do processo eleitoral.
c) a mudança do império para a república produziu uma ruptura completa quanto aos procedimentos eleitorais, com a supressão das fraudes.
d) as eleições continuaram sendo turbulentas, a fraude era comum e se o candidato eleito fosse da oposição era “degolado”, ou seja, não era diplomado.
e) ocorriam fraudes, a ação de jagunços era frequente, porém com a criação da Comissão Verificadora de Poderes, em 1900, o processo eleitoral tornou-se limpo e transparente.


4. (ESCS DF/2011) Os primeiros anos da República Brasileira foram caracterizados pelo domínio político e econômico da elite rural, sobretudo a paulista e a mineira, gerando um modelo oligárquico agroexportador dependente da venda do café. A República Velha ou Primeira República (1889/1930) teve a marca do “coronelismo”, que se evidencia no plano político pelas seguintes práticas:
a) voto universal e democracia plena.
b) voto censitário e compra de votos.
c) voto universal e compra de votos.
d) voto censitário e democracia plena.
e) voto de cabresto e manipulação eleitoral.


5. (IBMEC RJ/2011) Durante a chamada República Velha (1894-1930) ocorreu uma hegemonia política dos Estados economicamente mais fortes e mais populosos, São Paulo e Minas Gerais. Para que esta prática fosse viabilizada foi determinante:
a) o apoio do
s setores militares, que baseiam nesses estados, desde os tempos da monarquia, as suas tropas de elite;
b) a adoção do voto secreto, que contribuiu de forma decisiva para o fim do coronelismo:
c) a entrada em vigor da Constituição de 1891, estabelecendo o Estado Unitário, privilegiando as unidades federativas mais ricas;
d) o compromisso dos tenentes de moralizar a vida pública brasileira combatendo práticas que beneficiavam áreas como o Nordeste, onde era maior a corrupção;
e) a execução a partir do governo Campos Salles da chamada “Política dos Governadores”, dificultando a ação das forças de oposição.


6. (UESPI/2011) As oligarquias fizeram-se presentes, mesmo com a chegada dos governos republicanos. O seu poder político era:
a) maior nos centros rurais, limitado ao Norte e ao Sudeste, onde havia poderosos latifúndios.
b) restrito aos Estados mais agrícolas, como o Maranhão e o Piauí, e estava em decadência em São Paulo.
c) marcante nas decisões nacionais, influenciando a organização administrativa do país.
d) centralizador e violento, embora não tivesse presença nos centros urbanos do Sul.
e) monopolizado por latifundiários poderosos, isolados de outros grupos sociais.


7. (UNICAMP SP/2011) A denominação de república oligárquica é frequentemente atribuída aos primeiros 40 anos da República no Brasil. Coronelismo, oligarquia e política dos governadores fazem parte do vocabulário político necessário ao entendimento desse período.
(Adaptado de Maria Efigênia Lage de Resende, “O processo político na Primeira República e o liberalismo oligárquico”, em Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida Neves Delgado (orgs.), O tempo do liberalismo excludente – da Proclamação da República à Revolução de 1930. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006, p. 91.)
Relacionando os termos do enunciado, a chamada “república oligárquica” pode ser explicada da seguinte maneira:
a) Os governadores representavam as oligarquias estaduais e controlavam as eleições, realizadas com voto aberto. Isso sustentava a República da Espada, na qual vários coronéis governaram o país, retribuindo o apoio político dos governadores.
b) Diante das revoltas populares do período, que ameaçavam as oligarquias estaduais, os governadores se aliaram aos coronéis, para que chefiassem as expedições militares contra as revoltas, garantindo a ordem, em troca de maior poder político.
c) As oligarquias estaduais se aliavam aos coronéis, que detinham o poder político nos municípios, e estes fraudavam as eleições. Assim, os governadores elegiam candidatos que apoiariam o presidente da República, e este retribuía com recursos aos estados.
d) Os governadores excluídos da política do “café com leite” se aliaram às oligarquias nordestinas, a fim de superar São Paulo e Minas Gerais. Essas alianças favoreceram uma série de revoltas chefiadas por coronéis, que comandavam bandos de jagunços.


8. (PUC RS/2011) O tema do Coronelismo é retratado em obras de escritores como Graciliano Ramos, José Lins do Rego e Jorge Amado, que procuraram demonstrar a dominação política do país pela oligarquia cafeeira. Esta era composta por grandes proprietários de terras que exerciam o monopólio do poder local. Os eleitores, ao votar de forma aberta, por meio do chamado “voto de cabresto”, eram obrigados a eleger os candidatos indicados pelo “coronel” e seus jagunços.
Esta realidade é característica
a) da República Velha.
b) da Segunda República.
c) do Segundo Reinado.
d) da Era dos Extremos.
e) da Era Vargas.


9. (UFV MG/2011) A expansão da lavoura cafeeira durante o século XIX no Brasil promoveu a formação de elites rurais ainda em um período de transição para o regime republicano. As formas eleitorais na época foram o sustentáculo dessa situação, chamada por alguns autores de uma “República de Coronéis”. Com base na Constituição de 1891, tinham direito a voto os eleitores:
I. do sexo masculino e alfabetizados.
II. com renda mínima e do sexo masculino.
III. com renda mínima e de ambos os sexos.
IV. do sexo masculino e maiores de 21 anos.
V. maiores de 18 anos e alfabetizados.
Está CORRETO o que se afirma apenas em:
a) I e IV.
b) III e IV.
c) I e III.
d) II e V.


10. (UNIFICADO RJ/2010) “Socialmente, o coronel exerce uma série de funções que o fazem temido e obedecido. (...) Aos agregados, ele dispensa favores, dá-lhes terras, tira-os da cadeia e ajuda-os, quando doentes; em compensação, exige fidelidade, serviços, permanência infinita em suas terras, participação nos grupos armados, etc... Aos familiares e amigos, ele distribui empregos públicos, empresta dinheiro, obtém crédito, protege-os das autoridades policiais e jurídicas, ajuda-os a fugir dos compromissos fiscais do Estado, etc...”
CARONE, Edgard. A República Velha. SP: Difel, p 106.
Analisando o texto acima e considerando o fenômeno político-social característico da República Velha no Brasil, conclui-se que o coronel
a) constituiu, através do exercício de um poder político local ilimitado, o suporte das oligarquias que controlavam a política estadual.
b) representou a consolidação de uma economia agroexportadora nordestina, na qual os subsídios do governo federal beneficiavam os trabalhadores rurais do sertão semiárido.
c) foi o sustentáculo de todas as intervenções realizadas pelo Exército na história republicana brasileira desde a ascensão e a deposição de Vargas até o golpe militar de 1964.
d) era o grande fazendeiro cujo poder local cresceu tanto que o governo republicano decidiu criar a Guarda Nacional para combater esse poder paralelo.
e) foi o responsável pela reorganização política dos anos 30 do século XX, com o objetivo de aumentar o controle sobre a terra agricultável.


11. (UNIMONTES MG/2011) Foi na presidência de Campos Sales (1898-1902) que se consolidou o arranjo oligárquico que viabilizou a chamada “política do café com leite”. Essa política significou que 
a) os Estados de São Paulo e Minas Gerais monopolizaram o exercício da presidência da República.
b) apenas candidatos de Minas Gerais e de São Paulo poderiam disputar as eleições presidenciais.
c) a união de paulistas e mineiros foi um traço fundamental de toda a chamada Primeira República.
d) os Estados de São Paulo e Minas Gerais passaram a ter o predomínio político na República.


12. (FATEC SP/2012) Entre as principais características do modelo político adotado no Brasil durante a República Velha (1889-1930), destacaram-se
a) a política do Regresso Conservador, o militarismo e o voto censitário.
b) a “política dos governadores”, o coronelismo e o “voto de cabresto”.
c) o “parlamentarismo às avessas”, o clientelismo e o voto a descoberto.
d) a “política do café com leite”, o coronelismo e o voto secreto censitário.
e) a política de valorização do café, o populismo e o voto universal.


13. (ESPM/2012) O presidente de Minas Gerais, João Pinheiro, ao orientar um senador de seu estado, cuja bancada no Congresso era conhecida como “carneirada” por causa da obediência cega às determinações da cúpula do Partido Republicano Mineiro disse:
– Não há nenhuma dificuldade, diga sempre que é solidário com o governo. Tudo se reduz a obedecer. Obedeça e terá politicamente acertado. Do contrário, o senhor sabe, estou aqui com o facão na mão, para chamar à ordem aqueles que se insurgirem. A minha missão é essa: manobrar o facão, ou em cima quando se trata da política federal, ou em baixo, quando da estadual. O nosso meio de orientação é esse. Portanto olho no facão, não esqueça, e boa viagem.
(P. Rache. Homens de Minas, in: Ernesto Carone. A República Velha)
O sistema adotado no Brasil, durante a Primeira República, a que João Pinheiro se refere ao orientar o senador de seu estado ficou conhecido como:
a) Política dos Governadores ou Política dos Estados.
b) Parlamentarismo às Avessas.
c) Estado Novo.
d) Populismo.
e) República da Espada.


14. (Fameca SP/2013) Em 1889, o Brasil tornou-se uma República. Na visão de alguns ideólogos e defensores do regime republicano, esta seria uma possibilidade de eliminar muitas desigualdades, com a ampliação do poder popular no lugar do poder centralizado do imperador, por exemplo. Significaria a possibilidade de os brasileiros exercerem sua cidadania, participando diretamente da vida política.
(Roberto Catelli Jr. História em rede: conhecimentos do Brasil e do mundo, 2011.)
As práticas políticas vigentes na Primeira República permitem afirmar corretamente que
a) o voto aberto e as fraudes eleitorais impediram a liberdade de escolha e o pleno exercício democrático.
b) os anseios desses ideólogos concretizaram-se, pois houve efetiva participação do povo nas decisões políticas.
c) o federalismo determinado pela Constituição era apenas teórico, pois ainda predominava o centralismo do Império.
d) a extensão do direito de voto aos analfabetos e às mulheres significou, de fato, a ampliação da cidadania.
e) as desigualdades foram, gradativamente, eliminadas com a aprovação da reforma agrária e do voto universal.


15. (ESCS DF/2013) No Brasil, inicia-se, por volta de 1870, o plano inclinado do Império, que chega ao fim com o golpe republicano de 15 de novembro de 1889. Logo nos primeiros anos do regime, o senador Saldanha Marinho, expressando opinião por muitos compartilhada, lamentou não ser aquela a República com que sonharam. A República oligárquica perdura até 1930, quando outro golpe de Estado dá início à Era Vargas.
Relativamente à substituição do Império pela República e aos aspectos marcantes do novo regime, assinale a opção correta.
a) Eleições fraudulentas, voto a descoberto e reduzido número de eleitores caracterizaram o regime republicano, que a Revolução de 1930 buscou encerrar.
b) As crises que abalaram a Primeira República nos anos 1920 foram essencialmente civis e, a rigor, deixaram o segmento militar à margem.
c) A vitória militar brasileira na Guerra do Paraguai fortaleceu as instituições monárquicas, proporcionando duas décadas a mais de estabilidade ao Império.
d) A vigorosa participação popular a favor da República explica a rapidez com que os acontecimentos de 15 de novembro de 1889 selaram o fim do Império.
e) Os governos dos marechais Deodoro e Floriano representavam o ideário republicano histórico e os interesses da nova burguesia do café.


16. (UNIFOR CE/2012) A proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil, a 15 de Novembro de 1889, foi um movimento militar que contou com o apoio das classes dominantes agrárias, particularmente os produtores de café. A partir deste movimento constitui-se o que é conhecido como a Velha República (1889 – 1930). Não faz parte das características do período:
a) A descentralização do poder político em favor dos estados.
b) A supremacia dos estados de São Paulo e Minas gerais na alternância do poder.
c) O dinamismo e o domínio econômico da agricultura de exportação.
d) O crescimento industrial induzido pelo crescimento do setor exportador.
e) A proteção especial concedida aos produtores de cana-de-açúcar, a partir do Convênio de Caruaru.


17. (Unifra RS/2012) A Primeira República Brasileira (1.889 – 1.930) foi instituída a partir de um golpe de Estado de feições militares. Essa característica marcou o período em que esta experiência de governo esteve em vigor. Nesse sentido, pode-se considerar incorreta a afirmação
a) Houve mudanças urbanas nas capitais, com reformas que afetaram a arquitetura e o saneamento das cidades.
b) Um processo de modernização do Estado e da própria sociedade foi movido pela crença da influência positiva das descobertas científicas.
c) Greves operárias e revoltas urbanas e rurais mostraram as contradições do momento histórico vivido.
d) Fraudes eleitorais constantes e autoritarismo mostraram que a busca pela manutenção do poder esteve marcada pela corrupção.
e) Apesar dos percalços políticos, pode-se considerar um ganho para essa sociedade a conquista do voto feminino nos anos finais dessa época.


18. (ACAFE SC/2013) Patriarcalismo, patrimonialismo e autoritarismo são três expressões que atravessam a formação histórica do Brasil. Acerca desses fenômenos no passado e presente do Brasil é correto afirmar, exceto:
a) O patriarcalismo, marca das relações sociais brasileiras, se expressa numa visão conservadora e tradicional dos papéis sociais desempenhados por homens e mulheres desde o período colonial.
Tem ampla influência na adoção de práticas machistas nas relações de gênero no país.
b) A ideia de patrimonialismo refere-se à atitude de parcela das elites brasileiras que julgam ser o Estado parte de seus interesses pessoais, não separando a esfera pública da privada. Evidentemente isso tem reflexo e impacto negativo na condução das funções do Estado, com possíveis atos de corrupção e nepotismo.
c) O autoritarismo marcou as estruturas políticas brasileiras desde a criação do Estado até o século XX. O atual Estado democrático brasileiro nasceu no fim da Ditadura Militar que governou o Brasil de 1964 até 1985.
d) O período clássico do patrimonialismo na História Brasileira foi o da 1ª República. Tanto a Constituição Brasileira da época, como as leis comuns, permitiam amplamente o favorecimento de indivíduos pelo Estado. Após as eleições, que ocorriam pelo sistema de voto censitário, o político podia usar práticas patrimonialistas de forma legal.


19. (UNESP SP/2013) A disputa pelo Acre, entre Brasil e Bolívia, na passagem do século XIX para o XX, envolveu
a) guerra entre os dois países, que durou mais de dez anos e provocou a destruição de boa parte das áreas de plantio e extrativismo na região.
b) atuação militar e política da Grã-Bretanha, que mediou as negociações entre os países sul-americanos e estabeleceu a hegemonia britânica na região amazônica.
c) interesses dos dois países relacionados à exploração do látex, que atraíra grande contingente de brasileiros para a região, na segunda metade do século XIX.
d) intervenção dos Estados Unidos, que aproveitaram o conflito entre os países sul-americanos para assumir o controle sobre a exploração do gás natural boliviano.
e) conflitos armados, que se alastraram por toda a região amazônica no princípio do século XX e dos quais participaram, também, a Colômbia e a Venezuela.


20. (UNIMONTES MG/2013) O Coronelismo é um fenômeno político brasileiro típico da República Velha porque
a) a base da política nacional até 1930 era representada pelo domínio dos latifundiários sobre os grandes contingentes eleitorais do meio rural.
b) os oficiais do Exército, a partir de 1922, começaram a fazer oposição ao governo central através dos coronéis que comandavam tropas estaduais.
c) a Constituição de 1891 colocava nas mãos dos produtores municipais, minifundiários, a competência para fiscalizar os atos do regime republicano.
d) os oficiais do Exército gozavam de grande poder e popularidade no início da vida republicana brasileira devido à disciplina e patriotismo.


21. (ESPM/2014) A República dos Estados Unidos do Brasil e a República da Bolívia, animadas do desejo de consolidar para sempre a sua antiga amizade, removendo motivos de ulterior desavença, e querendo ao mesmo tempo facilitar o desenvolvimento das suas relações de comércio e boa vizinhança convieram em celebrar um tratado de permuta de territórios e outras compensações.
(Eugênio Vargas Garcia. Diplomacia Brasileira e Política Externa: documentos históricos 1493-2008)
O texto pertence ao Tratado de Petrópolis concluído em 17 de novembro de 1903. Assinale a alternativa que apresente, respectivamente, o território adquirido pelo Brasil por permuta e uma compensação prometida ao governo da Bolívia de acordo com o tratado.
a) Rondônia – Porto de Paranaguá.
b) Rondônia – Rodovia Transamazônica.
c) Acre – Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
d) Acre – Rodovia Transamazônica.
e) Roraima – Estrada de Ferro Norte-Sul.


22. (Mackenzie SP/2014) Os reflexos da Primeira Guerra Mundial para economia brasileira, durante o governo de Wenceslau Brás (1914–1918), ocasionaram
a) o aumento do déficit orçamentário, pois para corrigir os problemas financeiros do governo anterior, Wenceslau Brás teve de recorrer a um novo Funding Loan.
b) a ampliação da produção industrial brasileira e a criação de novas fábricas para suprir o mercado nacional, devido à queda das importações de produtos industrializados estrangeiros.
c) a sensível diminuição na produção industrial brasileira, devido à enorme evasão de mão de obra das indústrias, pois grande contingente de operários foi enviado, como soldados, para lutar no conflito.
d) o aumento de empréstimos e investimentos em diversos setores da nossa economia, por parte de banqueiros e industriais estrangeiros que, temerosos dos rumos do conflito mundial, passaram a investir no país.
e) a drástica redução dos investimentos no setor industrial e a queda de sua produção, uma vez que o governo brasileiro incentivou os produtores agrícolas a aumentarem suas safras a fim de abastecer o mercado externo.


23. (UECE/2014) No Brasil, o Coronelismo, fenômeno político da Primeira República, tinha como uma de suas principais prerrogativas a
a) limitação do exercício da cidadania, com o voto de cabresto, que assegurava o controle do voto.
b) autonomia política resultante da organização da economia rural da época.
c) prática da cidadania política vinculada à estrutura social dominante no período.
d) adoção de valores éticos para o atendimento das demandas políticas da sociedade.


24. (Unicastelo/2014) Para a consolidação do poder das oligarquias agrárias, capitaneadas pelos cafeicultores paulistas, sobre a República brasileira, era necessária uma sistemática de controle. Em um Estado como o da Primeira República, formalmente liberal, democrático e representativo, mas essencialmente oligárquico, exclusivo, a serviço de uma pequena elite, o núcleo de poder necessitava de uma sistemática de dominação consentânea com esse caráter. Se havia sufrágio universal, este deveria ser burlado; se havia um Congresso, esse devia estar ao serviço do poder executivo; se havia uma política econômica, essa deveria ser posta ao serviço exclusivo dos setores mais poderosos da classe dominante. (Antonio Mendes Jr. et alBrasil História, 1983. Adaptado.)
Essa “sistemática de controle” pode ser expressa
a) na Política do Café com Leite e na implantação da Justiça Eleitoral.
b) na “degola” dos candidatos oposicionistas e na Política dos Governadores.
c) no voto aberto manipulado pelos coronéis e no centralismo político.
d) no protecionismo alfandegário e na autonomia das assembleias estaduais.
e) na alternância de paulistas e gaúchos na presidência e nas fraudes eleitorais.


25. (UNISC RS/2014) São características da República Velha brasileira (1889-1930):
I - O modelo econômico agroexportador.
II - O coronelismo e as fraudes eleitorais na política.
III - A adoção de volumosa legislação trabalhista que deu origem à CLT.
IV - Uma forte centralização política e administrativa do poder no Rio de Janeiro, o que provocou uma série de conflitos de caráter federalista no país.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II estão corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV estão corretas.
c) Somente as afirmativas II e IV estão corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e IV estão corretas.
e) Somente as afirmativas I, III e IV estão corretas.


26. (PUC RJ/2014) “É de lá [dos estados] que se governa a República, por cima das multidões que tumultuam, agitadas, nas ruas da capital da União. A política dos estados [...] é a política nacional.”
(Manoel Ferraz Campos Sales. Da propaganda à presidência, 1908).
A partir do diagnóstico acima, o presidente Campos Sales (1898-1902) criou a “Política dos Governadores”, esquema político que deu ao país uma estabilidade de configuração oligárquica.
Assinale a opção que resume o funcionamento daquela política.
a) Pela Constituição republicana de 1891, as pessoas de baixa renda não tinham direito de voto, sendo, portanto, o congresso nacional composto somente por membros das elites e dos sindicatos oficiais.
b) A inacessibilidade das camadas populares aos poucos serviços públicos tornava-as dependentes dos chefes locais para o atendimento de suas necessidades básicas, destituindo-as, na prática, da cidadania e, portanto, do exercício do voto.
c) A Constituição de 1891 estabeleceu uma tal superposição do executivo federal sobre todas as outras instâncias de poder que os municípios e os estados ficaram alijados da política nacional.
d) Os executivos estaduais, apoiados pelo executivo federal, garantiam a eleição dos candidatos oficiais graças às suas ligações com o poder local dos “coronéis”, o que estabeleceu uma cadeia nacional de troca de favores.
e) A inexistência de uma legislação trabalhista na Primeira República (1898-1930) afastou os trabalhadores urbanos da vida política, entregando, dessa forma, o comando do Estado brasileiro aos grandes empresários.


27. (PUC RJ/2014) A Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, exigiu que o país adotasse um novo texto constitucional. Sobre a nova Constituição, aprovada em 1891, podemos afirmar que
a) instituiu uma República Federativa no Brasil, transformando as antigas províncias em Estados, mas sem conferir-lhes grande autonomia, pois eles permaneceram dependentes do Governo Federal para prover suas despesas administrativas.
b) estabeleceu o direito de voto para todos os cidadãos maiores de 21 anos; entretanto, o contingente de eleitores era restrito, pois estavam excluídos os analfabetos, as mulheres e os mendigos, que constituíam a maioria da população brasileira.
c) implementou o regime republicano, com a eleição direta para presidente da República, para o Senado e para a Câmara Federal, sendo que os Estados também podiam eleger seus governadores e suas Assembleias Legislativas, mas não podiam dispor de uma constituição própria.
d) estabeleceu a separação entre o Estado e a Igreja Católica, mas o catolicismo continuou sendo considerado a religião oficial do país, tendo em vista o receio dos novos dirigentes republicanos de que as religiões protestantes, introduzidas pelos imigrantes europeus, dividissem a população brasileira.
e) aceitou a livre associação e a reunião dos cidadãos brasileiros – exceto em casos de mobilização sediciosa –, tendo sido, por isso, considerada uma constituição liberal; mas também mostrou seu lado conservador ao não instituir o habeas corpus, por julgá-lo excessivamente perigoso à ordem social.


28. (ENEM/2009) A figura do coronel era muito comum durante os anos iniciais da República, principalmente nas regiões do interior do Brasil. Normalmente, tratava-se de grandes fazendeiros que utilizavam seu poder para formar uma rede de clientes políticos e garantir resultados de eleições. Era usado o voto de cabresto, por meio do qual o coronel obrigava os eleitores de seu “curral eleitoral” a votarem nos candidatos apoiados por ele. Como o voto era aberto, os eleitores eram pressionados e fiscalizados por capangas, para que votassem de acordo com os interesses do coronel. Mas recorria-se também a outras estratégias, como compra de votos, eleitores-fantasma, troca de favores, fraudes na apuração dos escrutínios e violência.
Disponível em: http:/www.histotiadobrasil.net/republica. Acesso em: 12 dez. 2008 (adaptado).
Com relação ao processo democrático do período registrado no texto, é possível afirmar que
a) o coronel se servia de todo tipo de recursos para atingir seus objetivos públicos.
b) o eleitor não podia eleger o presidente da República.
c) o coronel aprimorou o democrático ao instituir o voto secreto.
d) o eleitor era soberano em sua relação com o coronel.
e) os coronéis tinham influência maior nos centros urbanos.


29. (ENEM/2010) Para os amigos pão, para os inimigos pau; aos amigos se faz justiça, aos inimigos aplica-se a lei.
LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa Omega.
Esse discurso, típico do contexto histórico da República Velha e usado por chefes políticos, expressa uma realidade caracterizada
a) pela força política dos burocratas do nascente Estado republicano, que utilizavam de suas prerrogativas para controlar e dominar o poder nos municípios.
b) pelo controle político dos proprietários no interior do país, que buscavam, por meio dos seus currais eleitorais, enfraquecer a nascente burguesia brasileira.
c) pelo mandonismo das oligarquias no interior do Brasil, que utilizavam diferentes mecanismos assistencialistas e de favorecimento para garantir o controle dos votos.
d) pelo domínio político de grupos ligados às velhas instituições monárquicas e que não encontraram espaço de ascensão política na nascente república. 
e) pela aliança política firmada entre as oligarquias do Norte e Nordeste do Brasil, que garantiria uma alternância no poder federal de presidentes originários dessas regiões.


30. (ENEM/2011) Completamente analfabeto, ou quase, sem assistência médica, não lendo jornais, nem revistas, nas quais se limita a ver as figuras, o trabalhador rural, a não ser em casos esporádicos, tem o patrão na conta de benfeitor. No plano político, ele luta com o “coronel” e pelo “coronel”. Aí estão os votos de cabresto, que resultam, em grande parte, da nossa organização econômica rural.
LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e votoSão Paulo: Alfa-Ômega, 1978 (adaptado).
O coronelismo, fenômeno político da Primeira República (1889-1930), tinha como uma de suas principais características o controle do voto, o que limitava, portanto, o exercício da cidadania. Nesse período, esta prática estava vinculada a uma estrutura social
a) igualitária, com um nível satisfatório de distribuição da renda.
b) estagnada, com uma relativa harmonia entre as classes.
c) tradicional, com a manutenção da escravidão nos engenhos como forma produtiva típica.
d) ditatorial, perturbada por um constante clima de opressão mantido pelo exército e polícia.
e) agrária, marcada pela concentração da terra e do poder político local e regional.


GABARITO