1. (PUC PR/2001) Dentre os vários Reinos Bárbaros que se formaram na Europa, após a queda do Império Romano Ocidental, um teve grande destaque, em virtude de personagens como Clóvis e Carlos Magno.
O grupo Germano organizador de tal reino foi o dos:
a) Saxões.
b) Godos.
c) Ostrogodos.
d) Francos.
e) Vândalos.
2. (UFRN/2001) No século VIII d.C., Carlos Magno distribuía terras entre seus chefes guerreiros, os quais lhe juravam fidelidade e passavam a ter expressiva autonomia nas propriedades recebidas.
Nessa prática, encontram-se raízes da estrutura social do feudalismo, o qual se caracterizou por:
a) ser uma estrutura de propriedade latifundiária cuja economia estava voltada para atender o mercado externo.
b) abranger numerosas famílias de proprietários rurais que disputavam com a Igreja o recrutamento dos participantes dos exércitos.
c) apresentar uma sociedade fundamentada em grandes domínios territoriais, com uma economia rural de trabalho servil.
d) agrupar significativa população urbana oriunda do campo, devido às transformações na divisão das terras de cultivo.
3. (UFRN/2002) No ano de 786, Carlos Magno afirmou:
A nossa função é, segundo o auxílio da divina piedade, (...) defender com as armas e em todas as partes a Santa Igreja de Cristo dos ataques dos pagãos e da devastação dos infiéis.
PINSKY, Jaime (Org.). O modo de produção feudal. 2. ed. São Paulo: Global, 1982. p. 101.
O fragmento acima expressa a orientação política do Império Carolíngio no governo de Carlos Magno.
O objetivo dessa política pode ser definido como um(a):
a) esforço para estabelecer uma aliança entre os carolíngios e a Igreja bizantina para fazer frente ao crescente poderio papal.
b) intenção de anexar a Península Ibérica aos domínios do papado, com a finalidade de impedir o avanço árabe.
c) desejo de subordinar os domínios bizantinos à dinastia carolíngia, no intuito de implantar uma teocracia centralizada no Imperador.
d) tentativa de restaurar o Império Romano, com vistas a promover a união da cristandade da Europa Ocidental.
4. (UNESP SP/1996) “Quando Pepino o Breve arriscou a usurpação que tantos outros tinham executado nos reinos vizinhos, quis purificá-la pela mais inatacável consagração. Primeiro, levou o papa a declarar que o título real devia caber a quem detivesse o verdadeiro poder. Depois, eleito rei pela assembleia dos grandes, fez-se ungir por S. Bonifácio, o mais ilustre dos missionários, na presença dos bispos franceses.”
(Robert Lopez – O nascimento da Europa)
Pepino o Breve tornou-se, assim, o primeiro rei da dinastia:
a) Merovíngia
b) Carolíngia
c) Capetíngia
d) Valois
e) Bourbon
5. (UNIFOR CE/1998) Considere as afirmações abaixo.
I. As características regionais da Europa explicam-se, em parte, pela diversidade de povos que invadiram o Império Romano após o século II; francos e burgúndios (Gália), anglos e saxões (Inglaterra), lombardos (Itália), entre outros.
II. O Império Carolíngio, cuja origem remonta à unificação das tribos francas feita pelo rei Clóvis, teve seu auge durante o curto período da vida de Carlos Magno. Não houve unidade administrativa após o governo de seu filho, Luís, o Piedoso.
III. Maomé criou para os árabes uma nova forma de organização política e social, cujos laços de união baseavam-se na identidade religiosa e não nos laços de sangue. Com isso, lançou as bases de um Estado teocrático muçulmano, que, entretanto, não conseguiu manter por muito tempo a sua unidade.
IV. A existência do Império Bizantino relativiza a afirmação de que a Idade Média é desprovida de formas de organização administrativa centralizada.
Pode-se afirmar que:
a) somente I, II e III estão corretas.
b) somente I, II e IV estão corretas.
c) somente I, III e IV estão corretas.
d) somente II, III e IV estão corretas.
e) I, II, III e IV estão corretas.
6. (UNIFOR CE/2000) Considere os textos abaixo.
I. "Segundo Tácito, essa sociedade (...) desconhecia o Estado e a cidade como organismos políticoadministrativos. O poder político estava nas mãos de uma Assembleia de Guerreiros, que posteriormente deu origem à nobreza medieval. O elemento de maior prestígio era o guerreiro, o homem livre, e a vida social centrava-se na tribo ou clã, ou seja, nos laços de sangue."
II. "A base de toda a estrutura social residia no sippe – comunidade de linhagem que assegurava a proteção do grupo sob sua autoridade. (...) O casamento era monogâmico (...) A mulher dividia com o marido as tarefas de proteção ao grupo familiar (...)."
III. "A economia dessas tribos (...) estava baseada na agricultura e na pecuária (...): plantavam e colhiam em grupo. Além disso, praticavam a caça e a pesca e não excluíam a pilhagem como atividade complementar (...)."
IV. "A metalurgia ocupou papel importante na sociedade (...). O grande desenvolvimento da atividade bélica foi responsável para fabricação de armas, carros de combate e barcos bastantes eficientes."
Eles identificam os costumes dos povos:
a) tártaros.
b) eslavos.
c) mongóis.
d) germânicos.
e) sarracenos.
7. (UNIFOR CE/2001) "Esse povo legou à Europa Ocidental nesse período, a instituição que estabelecia a relação de lealdade entre os guerreiros e o chefe tribal e se constituiu no alicerce das relações feudais de suserania e vassalagem."
O texto refere-se, respectivamente, aos:
a) normandos e ao beneficium.
b) germânicos e ao comitatus.
c) romanos e ao precarium.
d) ostrogodos e à clientela.
e) visigodos e ao colonato.
8. (UNIFOR CE/2002) No processo de organização da sociedade, os francos desenvolveram uma notável renovação na vida cultural conhecida por renascença carolíngia.
O programas cultural do governo de Carlos Magno (768–814):
a) constituía parte de um pano mais amplo de preservar as obras da Antiguidade clássica, ainda que fortemente condicionado aos ensinamentos da Igreja Cristã.
b) inviabilizou a possibilidade do conhecimento integral dos ideais das civilizações antigas, uma vez que muitos livros foram destruídos por ordem direta do Imperador.
c) esteve atrelado aos ensinamentos religiosos, razão pela qual contribuiu para a produção de várias obras de caráter científico e filosófico.
d) limitou-se à construção de grandes monumentos, que simbolizavam a grandiosidade que o Imperador atribuía a si mesmo, desprezando os conhecimentos literários, aritméticos e geométricos.
e) teve pouca repercussão na sociedade ocidental, por ter sido idealizado por um dos “povos bárbaros”, responsáveis pela destruição do Império Romano do Ocidente.
9. (PUC RS/2003) Dentre os Reinos Bárbaros, surgidos após as invasões germânicas e o fim do Império Romano, o Reino Franco foi o mais importante, porque:
a) os Reis Francos se converteram ao Cristianismo e defenderam o Ocidente contra o avanço dos muçulmanos.
b) promoveu o desenvolvimento das atividades comerciais entre o Ocidente e o Oriente, através das Cruzadas.
c) nesse período a Sociedade Feudal atingiu sua conformação clássica e o apogeu econômico e cultural.
d) houve uma centralização do poder e viveu-se um período de paz externa e interna, o que permitiu controlar o poder dos nobres sobre os servos.
e) os Reis Francos conseguiram realizar uma síntese entre a cultura romana e a oriental, que serviria de inspiração ao Renascimento Cultural do século XIV.
10. (UFC CE/2003) “O enorme Império de Carlos Magno foi plasmado pela conquista. Não há dúvida de que a função básica de seus predecessores, e mais ainda a do próprio Carlos, foi a de comandante de exército, vitorioso na conquista e na defesa (…) Como comandante de exército Carlos Magno controlava a terra que conquistava e defendia. Como príncipe vitorioso, premiou com terras os guerreiros que lhe seguiam a liderança…”
(ELIAS, Norbert. O Processo civilizatório Rio de Janeiro, Zahar, 1993 vol. II, p.25)
De acordo com seus conhecimentos e com o parágrafo acima, é correto dizer que a feudalização deveu-se:
a) à necessidade de conceder terras a servidores, o que diminuía as possessões reais, e enfraquecia a autoridade central em tempos de paz.
b) à venda de títulos nobiliários e à preservação das propriedades familiares.
c) à propagação do ideal cavalheiresco de fidelidade do vassalo ao Senhor.
d) a princípios organizacionais de sistemas ecológicos de agricultura de subsistência.
e) à teoria cristã que afirmava: “para cada homem, seu rebanho”, interpretada, durante a Idade Média, como a fragmentação do poder terreno.
11. (UFMS/2004) Acerca da história do Império Carolíngio, é correto afirmar que:
a) o Papa Leão III corou Carlos Magno como Imperador do “Novo Império Romano do Oriente”, cuja capital passou a ser Constantinopla.
b) o chamado “Renascimento Carolíngio” também significou um reflorescimento das Letras e das Artes.
c) após a morte de Carlos Magno, o governo foi exercido por seu filho Luís, o Piedoso, que intensificou ainda mais as expedições de conquista.
d) Carlos, o Calvo, e Luís, o Germânico, somaram esforços no sentido de manter a unidade imperial estabelecida por Luís, o Piedoso.
e) o “Novo Império Romano do Oriente” foi desmantelado pelos exércitos mulçumanos que se estabeleceram na Península Ibérica.
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1. (FGV/2000) Os romanos denominavam de bárbaros os povos que viviam fora de suas fronteiras, não tinham seus costumes nem estavam submetidos às suas leis. Entre os vários grupos de bárbaros que desarticularam o poder do Império Romano e se apossaram de sua parte ocidental, destacavam-se os germanos.
Sobre a sociedade germânica, é incorreto afirmar que:
a) vivia do pastoreio e da agricultura de subsistência;
b) sua vida social era regulamentada pelos costumes (direito consuetudinário);
c) a instituição do Comitatus baseava-se em uma relação pessoal e de lealdade entre o chefe guerreiro e seus soldados;
d) era uma sociedade primitiva, não conhecia o Estado;
e) era uma sociedade monoteísta.
2. (FGV/2000) “Os reinos bárbaros que emergiram da destruição do Império Romano tiveram curta duração. O reino dos ostrogodos e o dos vândalos foram conquistados pelo Império Bizantino. O reino dos visigodos acabou destruído pelos árabes. A heptarquia – sistema de governo de 7 reis, que só existiu na Inglaterra – anglo-saxônica – terminou subjugada pelos normandos. Apenas o Reino Franco deitou raízes e estruturou-se na Gália.”
(Mello e Costa. História Antiga e Medieval)
O texto refere-se ao período compreendido entre os séculos:
a) II e III a.C.
b) III e V a.C.
c) III e VI
d) V e XI
e) II e VIII.
3. (FGV/2000) A unificação da Gália deu-se sob o controle de:
a) Clóvis, da dinastia merovíngia.
b) Carlos Magno, da dinastia carolíngia.
c) Carlos Magno, iniciador da dinastia merovíngia.
d) Carlos Martel, da dinastia capetíngia.
e) Filipe, o Belo, da dinastia carolíngia.
4. (PUC RS/2004) Responda à questão com base nas afirmativas sobre as invasões dos povos ditos bárbaros ao Império Romano, a partir do século V.
I. As massas rurais romanizadas da Europa Ocidental em geral não opuseram resistência ativa às invasões germânicas do século V, estabelecendo- se, em muitos casos, relações de cumplicidade em troca de certas garantias oferecidas pelos invasores.
II. A Europa Ocidental, após o século V, sofreu novas invasões, a partir do século VII, dos normandos, eslavos, magiares e muçulmanos, o que levou à recuperação do comércio, devido ao caráter mercantil da economia dos novos grupos invasores.
III. O Império Romano do Oriente não foi assediado pelos bárbaros no século V e o governo central, em Constantinopla, promoveu, até o século VI, uma política de auxílio militar visando à libertação da parte ocidental do império.
A análise das afirmativas permite concluir que:
a) apenas a I está correta.
b) apenas a II está correta.
c) apenas a III está correta.
d) apenas a I e a II estão corretas.
e) a I, a II e a III estão corretas.
5. (UFAC/2004) Observando os costumes políticos, tradicionalmente cultuados entre os povos germânicos, responsáveis em grande parte pela chamada “desintegração” do Império Romano do Ocidente, é correto afirmar que:
a) “viviam eminentemente do terror, da pilhagem e da guerra”.
b) “o poder dos reis era ilimitado e profundamente arbitrário”.
c) “o nascimento fazia os reis; e o valor militar, os chefes”.
d) “a lei era estabelecida a partir de normas escritas”.
e) “os chefes militares eram eleitos pelos sacerdotes”.
6. (UFES/2005) Em fevereiro de 1076, o papa Gregório VII, reagindo contra a decisão dos bispos alemães de se proclamarem independentes da Santa Sé, excomunga Henrique IV, soberano do Sacro Império Romano-Germânico, nos seguintes termos:
[Dirigindo-se a S. Pedro] “A mim como teu representante me foi especialmente confiado e a mim pela tua graça foi dado por Deus o poder de ligar e desligar no Céu e na terra. Apoiando-me, pois, nesta crença para a honra e defesa da tua Igreja e em nome de Deus Todo-Poderoso, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, por intermédio do teu poder e autoridade, retiro o governo de todo o reino dos Germanos e da Itália ao rei Henrique, porque ele ergueu-se contra a tua Igreja com uma inaudita soberba. E liberto todos os cristãos do juramento de fidelidade que lhe tiverem feito ou vierem a fazer, e proíbo a quem quer que seja de o servir como rei, porque é justo que aquele que procura diminuir a honra da tua Igreja perca também a honra que deveria ter”.
(SPINOZA, F. Antologia de textos históricos medievais. Lisboa: Sá da Costa, 1981, p. 290)
O episódio faz parte de um dos mais importantes conflitos ocorridos no período medieval entre o papado e o Império, denominado “Questão das Investiduras” (1075-1122), que consistiu:
a) na retomada, por parte da Santa Sé, das propriedades fundiárias concedidas em arrendamento aos príncipes alemães para que investissem na produção agrícola, destinada a abastecer os núcleos urbanos emergentes.
b) na decisão de Gregório VII, proclamada diante dos bispos reunidos no Concílio de Avignon, de impedir por todos os meios as investidas de Henrique IV e seus aliados contra a Itália, o que levou o papado a buscar o apoio da monarquia francesa.
c) na condenação, por parte de Gregório VII, da interferência do poder laico na composição do clero, especialmente no que dizia respeito à indicação dos bispos pelos soberanos.
d) no repúdio de Henrique IV às pretensões do papado de sagrar os cavaleiros alemães, uma vez que historicamente tal prerrogativa cabia apenas ao imperador, como herdeiro legítimo dos Césares romanos.
e) na cisão entre a Santa Sé e a monarquia alemã, por conta da revelação de que agentes papais teriam penetrado no território do Sacro Império Romano-Germânico com o objetivo de sublevar a nobreza contra Henrique IV.
7. (UEG GO/2006) Sobre o período de transição da Antiguidade para a Idade Média, julgue a validade das proposições a seguir.
I. A cristianização das nações germânicas que se estabeleceram no território do antigo Império Romano serviu como mecanismo de preservação da cultura clássica.
II. A manutenção da escravidão como mão-de-obra básica na Idade Média correspondeu a uma exigência da nova sociedade ruralizada, baseada na produção agropastoril.
III. A diminuição das trocas monetárias e o fortalecimento do poder político local nas mãos de grandes chefes militares, através do colonato e do comitatus, são duas características do sistema feudal.
Marque a alternativa CORRETA:
a) As proposições I e II são verdadeiras.
b) As proposições I e III são verdadeiras.
c) As proposições II e III são verdadeiras.
d) Todas as proposições são verdadeiras.
8. (UFPR/2005) As invasões germânicas têm início no século IV d.C. e promovem importantes transformações no panorama mediterrânico, as quais atingem as estruturas do mundo clássico. Identifique, dentre as transformações abaixo, a que corresponde à raiz da protofeudalização da Europa Ocidental.
a) Ruralização e fragmentação do poder político.
b) Imposição da maneira de viver dos povos germânicos e consequente destruição da cultura dos povos dominados.
c) Desaparecimento do latim como língua escrita e falada, substituída pelos dialetos germânicos.
d) Substituição do cristianismo pelos cultos celtas e godos nos reinos germânicos.
e) Substituição do Direito Romano pelos costumes dos povos invasores
9. (PUC RS/2006) Considere as seguintes afirmativas sobre o Império Carolíngio, constituído a partir do reino dos Francos durante a chamada Alta Idade Média.
I. A dinastia carolíngia, a partir de Pepino, o Breve, no século VIII, buscou combater o poder temporal da Igreja através do confisco de terras eclesiásticas e da dissolução do chamado Patrimônio de São Pedro, na Itália.
II. A partir do reinado de Carlos Magno, coroado “imperador dos romanos” no ano de 800, a servidão enfraqueceu-se consideravelmente na Europa, pois o Estado impunha aos nobres a transformação dos servos da gleba em camponeses livres, para facilitar o recrutamento militar.
III. Apesar de procurar centralizar o poder, Carlos Magno contribuiu para a descentralização política no Império, ao distribuir propriedades de terras e direitos vitalícios entre os vassalos, em troca de lealdade e de serviço militar.
IV. O Tratado de Verdun, firmado entre os netos de Carlos Magno após esses guerrearem entre si, dividia o Império em três partes, que passavam a constituir Estados apenas nominais, devido à consolidação da ordem política feudal.
São corretas apenas as afirmativas
a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I, II e IV.
e) I, III e IV.
10. (UFRGS/2007) Sobre o período histórico denominado Alta Idade Média, considere as seguintes afirmações.
I. Carlos Magno foi responsável pela unificação de grande parte do antigo território romano na Europa.
II. As cidades permaneceram como importantes centros econômicos e culturais, devido, em parte, à reabertura do mar Mediterrâneo pelos cruzados.
III. A Europa cristã, fragilizada pelo declínio do Império Carolíngio, foi vítima de inúmeras invasões, principalmente por parte dos povos escandinavos e dos sarracenos.
Quais estão corretas?
a) apenas I
b) apenas II
c) apenas I e III
d) apenas II e III
e) I, II e III
11. (CEFET PR/2009) Dinastia que surgiu com Pepino, o Breve, e pretendia restabelecer o Império Romano do Ocidente. Antes de morrer, em 768, Pepino dividiu o reino entre seus dois filhos: Carlos Magno e Carlomano. Porém, três anos após receber sua parte no reino (771), Carlomano morreu e Carlos Magno tornou-se soberano absoluto do reino franco. Através de diversas guerras, Carlos Magno ampliou os domínios dos francos, apoderando-se de regiões como a Saxônia, a Baviera, a Lombardia e quase toda a Itália. Suas conquistas trouxeram-lhe prestígio e poder, estamos tratando dos:
a) Merovíngios.
b) Carolíngios.
c) Bourbons.
d) Plantagenetas.
e) Capetíngios.
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1. (FGV/2010) Em 768, Carlos Magno foi coroado rei dos francos e, em 800, imperador dos romanos. É pertinente afirmar quanto aos reinos francos, no que diz respeito ao período carolíngio, que:
a) Apresentavam uma fusão de elementos culturais, como a aliança dos francos com o papado, que, com a restauração do Império Romano do Ocidente, constituiu um reforço ao seu caráter romano-germânico.
b) O Renascimento Carolíngio tornou evidente a tensão entre os inconciliáveis valores germânicos e cristãos.
c) A forte centralização política e administrativa, estabelecida pelo Tratado de Verdun, favoreceu o governo do território, após a anexação dos reinos da Lombardia e Baviera.
d) Suas instituições, direito, legiões e cidades eram consideravelmente semelhantes aos do período romano, embora seus funcionários, na maioria, não fossem servidores civis.
e) O direito romano prevaleceu aos poucos sobre o direito consuetudinário germânico, que caiu em desuso e, finalmente, em total esquecimento.
2. (PUC RS/2010) O sistema feudal, que se constitui na Europa Ocidental entre os séculos V e X, é fruto da progressiva integração entre estruturas sociais _________ e _________, sendo o modelo clássico desse sistema estabelecido no reino dos _________, sobretudo a partir da fragmentação do império _________.
a) gregas – germânicas – visigodos – carolíngio
b) romanas – normandas – visigodos – bizantino
c) romanas – germânicas – francos – carolíngio
d) gregas – normandas – francos – bizantino
e) romanas – germânicas – visigodos – carolíngio
3. (PUC RS/2011) No ano de 800, Carlos Magno foi coroado imperador, na condição simbólica de sucessor dos Augustos. Esse ato, representativo da reconstituição de um sistema imperial no ocidente europeu, consolidava a aliança tradicional entre o reino dos _________ e a _________, vínculo fortalecido pelo combate à expansão _________ naquela região do continente.
a) Francos; seita cristã albigense; bizantina
b) Lombardos; Igreja cristã ortodoxa; islâmica
c) Francos; Igreja cristã romana; islâmica
d) Lombardos; seita cristã albigense; bizantina
e) Francos; Igreja cristã romana; bizantina
4. (UECE/2011) O fim do Império Romano do Ocidente culminou com a conquista da cidade de Roma pelos germânicos, no final do século V d.C. Das terras conquistadas, vários reinos foram criados. Sobre esses reinos é correto afirmar-se que
a) apesar de terem sido múltiplos, contaram com centralização política e administrativa conduzida por Meroveu.
b) um pacto de auxílio político e militar reuniu os reinos dos visigodos e dos vândalos, criando assim o chamado reino dos ostrogodos.
c) foram independentes entre si, tendo como destaque os anglo-saxões, visigodos, suevos, vândalos, ostrogodos e francos.
d) a dependência do reino dos francos em relação ao reino dos anglo-saxões culminou na criação de várias cidades.
5. (UEFS BA/2010) Carlos Magno dividiu [seus domínios] em circunscrições. As circunscrições fronteiriças chamavam-se marcas. [...] As marcas eram bem fortificadas e serviam para a proteção do Estado contra invasões posteriores.
A frente de cada circunscrição estava um conde. O conde que chefiava uma marca chamava-se margrave. [...] Carlos Magno distribuía benefícios entre seus vassalos. Exigia deles não somente participação pessoal nas expedições militares, mas também a apresentação de homens armados. (KOMINSKY, [s.d.], p. 92).
O reinado de Carlos Magno (768-814 d.C.), na Gália, concretizou-se por desenvolver uma política que culminou com
a) a decadência do Império Romano, ao agregar, no seu exército, elementos bárbaros, que se sublevaram e minaram o poder do exército romano.
b) a formação do feudalismo, através da concessão de benefícios que fortaleciam o poder local, ao estabelecer uma rede de proteção e favores.
c) a perda da influência política e social da Igreja Católica, ao estabelecer o cesaropapismo e submetê-la ao controle do Estado.
d) o fortalecimento do Estado Moderno, submetendo a nobreza ao controle do poder real e contribuindo para desagregar a burguesia industrial.
e) a expulsão dos muçulmanos da Península Ibérica e a consolidação do poder dos marqueses e dos condes, em detrimento do poder real.
6. (UEG GO/2012) Durante seu reinado, Carlos Magno buscou reverter o quadro de estagnação cultural gerado pelas invasões bárbaras, quando muito do conhecimento da Antiguidade clássica havia se perdido. Reuniu então, com o apoio da Igreja, grandes sábios que deveriam transmitir sua sabedoria nas escolas da época. Esses grandes mestres foram chamados scholasticos. As matérias ensinadas por eles nas escolas medievais eram chamadas de artes liberais e foram divididas em
a) fé e razão.
b) matemática e gramática.
c) trívio e quadrívio.
d) teologia e filosofia.
7. (UPE/2012) Até o início do século XX, os historiadores davam pouca importância ao período final do chamado Mundo antigo, ainda deslumbrados com a grandeza alcançada pela civilização criada pelos gregos e romanos e entristecidos ante à trágica visão de uma Europa barbarizada. Pouco se reconhecia das contribuições trazidas pelos povos germanos para a formação de uma nova sociedade.
(OLIVEIRA, Waldir Freitas. A Antiguidade Tardia. São Paulo: Editora Ática, 1990).
Sobre as modificações ocorridas nesse período de transição, analise as afirmativas a seguir:
I. No século IV, no Ocidente, a Igreja triunfara e se tornara, na prática, a dirigente das mentalidades no Império.
II. As manifestações artísticas da época, a presença de cenas e de figuras ligadas ao cristianismo passam a ser dominantes.
III. Os germanos destruíram a cultura romana e adaptaram a sua à nova sociedade, mudando completamente o cenário.
IV. O surgimento do latim vulgar foi utilizado como língua franca, principalmente pelos proprietários, pelos cobradores de impostos e pelos bispos, o qual vai dar origem às línguas neolatinas.
V. As principais estruturas germânicas que entraram na composição do feudalismo foram: colonato, vilas romanas, direito consuetudinário.
Estão CORRETAS
a) I, II e III.
b) I, IV e V.
c) I, II e IV.
d) II, III e IV.
e) III, IV e V.
8. (UEL PR/2013) Embora a ideia de transformação seja uma característica da modernidade, nos períodos anteriores, na Europa, ocorreram diversas mudanças nos campos político, econômico, científico e cultural. Pode-se afirmar que, com o declínio do Império Romano na Europa Ocidental, constituíram-se novas relações sociais entre os habitantes desses territórios, momento que foi denominado pelos historiadores como Período Medieval.
Com relação a esse período, considere as afirmativas a seguir.
I. Carlos Magno libertou o seu império do poderio papal por intermédio de alianças militares realizadas com a nascente nobreza mercantil de Veneza.
II. Os camponeses possuíam o direito de deixar as terras em que trabalhavam e migrar para os burgos pelo acordo consuetudinário com os suseranos.
III. Os chefes guerreiros comandavam seus seguidores no Comitatus por meio de juramentos de fidelidade. Os nobres também realizavam esse pacto entre si.
IV. O grande medo da população era ocasionado pelas invasões de bárbaros, pelas epidemias e pela fome. A crença em milagres se propagava rapidamente entre a população.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
9. (PUC RS/2014) A ordem feudal europeia origina-se de um lento e diferenciado processo de integração, nos séculos V a IX, entre as estruturas sociais, políticas e culturais oriundas da tradição romana e dos povos ditos germânicos. Em algumas regiões, como a parte _________ do continente, predominou a herança romana; em outras, como na área ________, esta herança esteve praticamente ausente no período; já na zona compreendida pelo reino dos _________, verificou-se uma síntese mais equilibrada de influências históricas.
a) setentrional balcânica Lombardos
b) meridional escandinava Francos
c) setentrional escandinava Lombardos
d) setentrional escandinava Francos
e) meridional balcânica Francos
10. (UCS RS/2014) Com a queda do Império Romano do Ocidente, vários reinos bárbaros foram formados a partir do século V. Relacione os reinos bárbaros apresentados na COLUNA A às características que os identificam, elencadas na COLUNA B.
COLUNA A
1 Reino dos Francos
2 Reino dos Visigodos
3 Reino dos Vândalos
4 Reino dos Ostrogodos
COLUNA B
(__) Localizou-se na Península Itálica. Seus dirigentes se esforçaram para salvaguardar o patrimônio artístico-cultural de Roma. Restauraram vários monumentos, para manter viva a memória romana. Conservaram a organização político-administrativa imperial, o Senado, os funcionários públicos romanos e os militares godos.
(__) Atravessou a Europa e fixou-se no norte da África. Nesse reino houve perseguição aos cristãos, cujo resultado foi a migração em massa para outros reinos, provocando falta de trabalhadores, e uma diminuição da produção.
(__) Situou-se na Península Ibérica; era o mais antigo e extenso. Ocupava estrategicamente a ligação entre o Mar Mediterrâneo e o oceano Atlântico, que lhe permitia a supremacia comercial entre a Europa continental e insular.
(__) Constituiu-se, basicamente, na antiga Gália dos romanos. Estava localizado nos territórios das atuais França e Bélgica. Foi o reino que teve, entre todos eles, maior tempo de duração, tornando-se um império, conhecido como o Império Carolíngio.
Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente os parênteses, de cima para baixo.
a) 1 – 3 – 2 – 4
b) 2 – 1 – 4 – 3
c) 4 – 3 – 2 – 1
d) 2 – 1 – 3 – 4
e) 4 – 2 – 3 – 1
11. (ENEM/2009) A lei dos lombardos (Edictus Rothari), povo que se instalou na Itália no século VII e era considerado bárbaro pelos romanos, estabelecia uma série de reparações pecuniárias (composições) para punir aqueles que matassem, ferissem ou aleijassem os homens livres. A lei dizia: “para todas estas chagas e feridas estabelecemos uma composição maior do que a de nossos antepassados, para que a vingança que é inimizade seja relegada depois de aceita a dita composição e não seja mais exigida nem permaneça o desgosto, mas dê-se a cauda por terminada e mantenha-se a amizade.”
ESPINOSA, F. Antologia de textos históricos medievais. Lisboa: Sá da Costa, 1976 (adaptado).
A justificativa da lei evidencia que
a) se procurava acabar com o flagelo das guerras e dos mutilados.
b) se pretendia reparar as injustiças causadas por seus antepassados.
c) se pretendia transformar velhas práticas que perturbavam a coesão social.
d) havia um desejo dos lombardos de se civilizarem, igualando-se aos romanos.
e) se instituía uma organização social baseada na classificação de justos e injustos.
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1. (Fac. Direito de Sorocaba SP/2015) Marc Bloch identifica este momento – a unificação dos francos – como sendo fundamental para o estabelecimento da sociedade feudal: agora temos a conjugação da grande propriedade, com uma elite militar e o trabalho compulsório por parte dos camponeses.
(Francisco Teixeira da Silva, Sociedade feudal)
Essa sociedade fundamentava-se
a) no aumento da autoridade dos reis, que recebiam ajuda na guerra e pagamentos em produtos e trabalho gratuito dos camponeses.
b) na concessão do benefício, como a terra, em troca do auxílio militar, e na exploração dos servos, que deviam a corveia para os senhores.
c) nas relações pessoais entre os nobres e camponeses, caracterizadas pela igualdade de direitos e pela reciprocidade de deveres.
d) na transmissão hereditária da terra aos primogênitos da aristocracia guerreira e no trabalho escravo, base da economia no senhorio.
e) na homogeneização da condição de súditos do monarca, cujo poder político foi reforçado com a doação de terras aos vassalos.
2. (UEFS BA/2011) Em 2, organizou-se, a partir do século V d.C., o Reino dos Francos, como resultado
a) da conquista dos hunos em todo o Império Bizantino.
b) da expansão, fixação e unificação de grupos germânicos na Gália, facilitadas pelo crescente enfraquecimento do Império Romano.
c) do fortalecimento do imperialismo romano na península Ibérica.
d) da aliança entre a Igreja e os povos bárbaros que invadiram a Europa, vindos do Extremo Oriente.
e) da vitória dos gauleses sobre as tropas romanas comandadas por Júlio César.
3. (PUCCamp SP/2013) Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler, entre outros, sonharam com a pan-Europa que, com a inclusão de mais dez países, se tornou uma realidade irreversível. Os antecedentes da União Europeia são assim, alguns mais respeitáveis do que outros. Durante muito tempo depois da tentativa de Carlos Magno de substituir o império romano pelo seu, uma identidade europeia se definia mais pelo que não era do que pelo que era: cristã e não muçulmana, civilizada em vez de bárbara (e, portanto, com o direito de subjugar e europeizar os bárbaros – isto é, o resto do mundo).
(Luis Fernando Verissimo. O mundo é bárbaro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008)
O imperador medieval, a que o texto de Luis Fernando Veríssimo se refere, estimulou a criação de escolas em todo o império, provocando uma intensa renovação cultural, chamada de renascimento carolíngio. A efervescência cultural dessa época possibilitou
a) o intercâmbio de ideias, notícias e formas de comportamento que mudaram a vida política e a prática religiosa no mundo feudal.
b) o avanço em diversas áreas do conhecimento, como a invenção de novos métodos para a construção de canais de irrigação.
c) a difusão da cultura letrada, contribuindo assim para a preservação de diversas obras da antiguidade greco-romana.
d) a fusão da cultura greco-romana com a cultura carolíngia, transformando uma e outra em uma nova forma de cultura: a medieval.
e) a substituição da concepção clássica de que “o homem é a medida de todas as coisas” pelo teocentrismo cristão da Igreja Católica.
4. (FAAP) Entre os principais povos bárbaros que invadiram o Império Romano, podemos citar:
a) os visigodos
b) os vândalos
c) os ostrogodos
d) os francos
e) todas as anteriores
5. (PUC) O declínio da Dinastia dos Merovíngios no Reino Franco permitiu o aparecimento de um novo chefe político de fato, a saber:
a) o tesoureiro
b) o missi dominici
c) o condestável
d) o major domus
e) n.d.a.
6. (PUC) A conversão e batismo de Clóvis, após a Batalha de Tolbiac, explicam-se principalmente:
a) pela insistência do papa Gregório Magno
b) pela insistência de sua mulher Clotilde
c) pelo fato de que a maior parte da população da Gália era cristã
d) pela insistência dos bispos da Gália
e) n.d.a.
7. (UNIP) A importância da Batalha de Poitiers, em 732, no contexto da história da Europa, justifica-se em função de que:
a) com essa vitória, Carlos Martel tornou-se imperador dos francos.
b) a partir daí teve início a Guerra de Reconquista na Península Ibérica.
c) esse evento assinalou o limite da expansão cristã no Mediterrâneo.
d) os cristãos foram derrotados pelos árabes, consolidando-se o feudalismo europeu.
e) a derrota árabe frente ao Reino Franco impediu a islamização do Ocidente.
8. (MED. SANTOS) Luís, o Piedoso, sucessor de Carlos Magno, manteve o Império unido. Com sua morte, começou a crise política, caracterizada de um lado pelas invasões normandas e de outro:
a) pela divisão do Império em três reinos, através do Tratado de Verdun.
b) pela manutenção da unidade do Império, através do Tratado de Cateau-Cambrésis.
c) pela disputa entre seus sucessores, que acabaram mantendo a unidade do Império através do Tratado de Verdun.
d) pela divisão do Império, através do Tratado de Cateau-Cambrésis.
e) n.d.a.
9. (UNESP 1996) "Quando Pepino, o Breve arriscou a usurpação que tantos outros tinham executado nos reinos vizinhos, quis purificá-la pela mais inatacável consagração. Primeiro, levou o papa a declarar que o título real devia caber a quem detivesse o verdadeiro poder. Depois, eleito rei pela assembleia dos grandes, fez-se ungir por S. Bonifácio, o mais ilustre dos missionários, na presença dos bispos franceses."
(Robert Lopez - O NACIONAL DA EUROPA)
Pepino, o Breve tornou-se, assim, o primeiro rei da dinastia
a) Merovíngia.
b) Carolíngia.
c) Capetíngia.
d) Valois.
e) Bourbon.
10. (FGV 1995) A batalha de Poitiers (732) é um dos momentos cruciais da evolução política da Europa, pois
a) terminou com a influência que o Império de Bizâncio exercia sobre a cultura da França.
b) deteve a expansão das forças muçulmanas, graças à enérgica ação de Carlos Martel.
c) representou a derrota naval dos turcos que ameaçavam a primazia militar de Roma.
d) significou o fim da influência dos governantes merovíngios, com a implantação do feudalismo.
e) unificou a Gália Cisalpina, que passou a ser governada pelos Carolíngios impostos pela Igreja.
11. (G1 1996) Após a morte de Carlos Magno, o Império Carolíngio conheceu a decadência, motivada pelas disputas territoriais entre seus herdeiros e amenizadas com o Tratado de Verdum, que dividia o Império entre Carlos, O Calvo; Luís, o Germânico e Lotário.
O Tratado de Verdum teve como consequências:
a) o fortalecimento do poder eclesiástico sobre os nobres.
b) o fortalecimento do poder local da nobreza feudal, diminuindo o poder central do rei.
c) o fortalecimento da autoridade dos monarcas.
d) a reorganização do Império Romano.
e) o poder dos imperadores bizantinos sobre o Ocidente.

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