1. (CESPE/CEBRASPE) Participante do debate entre filósofos racionalistas e empiristas, Kant defendia que o conhecimento advém
A) da categorização do objeto de conhecimento, que pode ser apreendido em si mesmo por meio do pensar.
B) de um método que fornece condições para a construção do conhecimento.
C) da razão especulativa, cujas investigações partem de testes práticos e, portanto, dogmáticos.
D) do ceticismo, cujo resultado foi denominado Revolução Copernicana na metafísica.
E) das aporias resultantes de problemas que apresentam duas ou mais soluções possíveis dentro da lógica transcendental.
2. (CESPE/CEBRASPE) Em suas obras, Bacon e Descartes buscaram superar temáticas enfrentadas pelos homens de seu tempo. Essas temáticas incluem
A) a razão instrumental e a ideologia cientificista.
B) a ciência como origem da verdade.
C) o preconceito contra a cultura.
D) a relação entre o erro e a verdade.
E) a peste negra e a insegurança alimentar.
3. (FCC) Em busca do conhecimento verdadeiro, Bacon e Descartes preocuparam-se em examinar as causas e as formas do erro. Para Bacon existem quatro tipos de ídolos ou imagens que formam opiniões cristalizadas e preconceitos, que impedem o conhecimento da verdade. Os ídolos presentes na crítica de Bacon são
A) da persona, da aparência, do espelho e da linguagem.
B) do templo, do palácio, da vigília e do crepúsculo.
C) da antinomia, da orgia, do ludens e do extático.
D) da caverna, do fórum, do teatro e da tribo.
E) do mítico, do simbólico, do ego e da história.
4. (FCC) É antiga a percepção de que os seres humanos são diferentes das coisas; contudo, as ciências humanas são uma conquista recente. Podemos dizer que, do século XV ao século XX a investigação do humano realizou-se de três maneiras em três períodos diferentes. Esses períodos são
A) humanismo, positivismo e historicismo.
B) antropocentrismo, empirismo e positivismo.
C) naturalismo, criticismo e positivismo.
D) essencialismo, racionalismo e histórico-social.
E) mítico, racionalização e dialética.
5. (CONSULPLAN) “Nascer nada mais é do que um agregar-se de coisas que já existem e o morrer um desagregar-se, ou melhor, um separar-se dessas coisas.” O pensamento anterior é proveniente do:
A) Ecletismo.
B) Ceticismo.
C) Estoicismo.
D) Atomismo.
GABARITO
1:B - 2:D - 3:D - 4:A - 5:D
1. (CONSULPLAN) “A razão coloca-se predominantemente em função da fé, ou seja, a filosofia serve à teologia, para a interpretação da escritura (Exegese) ou para a construção doutrinária sistemática (dogmática). A pesquisa racional ‘autônoma’ deve ser vista no quadro do problema religioso da conversão dos infiéis, para quem é necessário propor a doutrina cristã com base em argumentação racional. Não basta crer: é preciso compreender a fé. E isso não se obtém somente interpretando os textos sacros ou mostrando suas possíveis implicações para vida individual e comunitária dos homens, mas também demonstrando com base na razão as verdades aceitas pela fé ou, pelo menos, a sua logicidade ou a sua não contraditoriedade com os princípios fundamentais da razão.”(Reale, 1990. V 1. P 482.)
O fragmento anterior se insere diretamente no contexto da filosofia
A) patrística.
B) templária.
C) escolástica.
D) maimônides.
2. (IBADE) Corrente filosófica que enfatiza o papel da razão como fundamento do modo de conhecer a realidade. Nesta perspectiva, a razão vai possibilitar a apreensão e a justificação do conhecimento sem o recurso sensorial interferindo no processo do conhecimento. Tal conceito refere-se à(ao):
A) Fenamenismo
B) Ceticismo.
C) Dogmatismo
D) Empirismo
E) Racionalismo.
3. (FCC) Segundo Marilena Chaui (in Convite à Filosofia), merecem especial destaque dois dos filósofos que adotaram as ideias de Husserl e esforçaram-se para liberar a ontologia do velho problema deixado pela metafísica: o dilema do realismo e do idealismo. São eles:
A) Jürgen Habermas e Gilles Deleuze.
B) Thomas Hobbes e René Descartes.
C) Immanuel Kant e Jean-Jaques Rousseau.
D) Hanna Arendt e Jean-Paul Sartre.
E) Martin Heidegger e Maurice Merleau-Ponty.
4. (FCC) Em oposição aos racionalistas do séc. XVII, Hume argumentou que
A) a autoridade e a memória não são fontes de conhecimento na investigação dos fenômenos naturais.
B) as proposições da lógica e da matemática não são necessárias e universais.
C) a distinção entre verdades de razão e verdades de fato é ilusória, uma vez que há apenas um tipo de verdade.
D) não apenas as nossas ideias, mas também os próprios princípios pelos quais elas se organizam, são provenientes da experiência.
E) os conteúdos de nossa representação são produzidos pela nossa razão.
5. (FCC) Na sua Crítica da Razão Pura, Kant conclui que a metafísica enquanto conhecimento especulativo de objetos supranaturais não é possível. No entanto, contrapõe o autor, a metafísica é possível, desde que compreendida como a investigação
A) da linguagem e das estruturas sintáxicas dos juízos afirmativos e negativos, bem como das proposições hipotéticas.
B) das condições de possibilidade do conhecimento e da experiência em geral, por um lado, e da ação humana enquanto ação moral, por outro.
C) empírica dos seres naturais em geral, por um lado, e racional das proposições matemáticas, por outro.
D) do desenvolvimento da cultura ocidental e de sua relação com outras culturas existentes.
E) espontânea que o senso comum realiza a respeito de sua existência e das condições em que vive.
GABARITO
1:C - 2:E - 3:E - 4:D - 5:B
1. (CONSULPLAN) Ao longo da história da filosofia ocorreram várias mudanças profundas no modo de pensar humano. Em uma dessas transformações, pela primeira vez, o discurso deixou de ser cosmológico e materialista em função de um discurso moral e político. Esse novo discurso, na história da filosofia, ficou conhecido como período
A) físico.
B) atomista.
C) aristocrático.
D) antropológico.
2. (CEPERJ) Um traço comum aos racionalistas do início do pensamento moderno foi a utilização do recurso, de inspiração cartesiana, da dedução como forma de demonstração de verdades. Tal recurso é também chamado de:
A) método geométrico
B) estudo de lógica
C) princípio de Pascal
D) trabalho científico
E) argumento da aposta
3. (CEPERJ) Posição filosófica que tem a experiência como guia e critério de validade de suas afirmações, principalmente nos campos da teoria do conhecimento e da filosofia da ciência:
A) estoismo
B) realismo
C) liberalismo
D) idealismo
E) empirismo
4. (CESPE/CEBRASPE) A concepção política de Hume corresponde
A) ao jusnaturalismo.
B) à democracia direta.
C) ao convencionalismo.
D) ao contratualismo.
E) à monarquia absoluta.
5. (FCC) No trecho acima, Ernst Cassirer assinala a posição dos iluministas diante dos sistemas metafísicos do século XVII. Segundo sua interpretação, é correto afirmar que
A) o Iluminismo foi um movimento filosófico que recusou todo e qualquer pensamento sistemático.
B) os iluministas franceses recusavam o pensamento sistemático, mas os ingleses o admitiam.
C) os iluministas ingleses recusavam o pensamento sistemático, mas os franceses o admitiam.
D) o Iluminismo considera o "espírito sistemático" como um entrave à atividade do filósofo.
E) é necessário distinguir entre "espírito de sistema" e "espírito sistemático" para compreender a crítica do Iluminismo à metafísica clássica.
QUESTÕES
1:D - 2:A - 3:E - 4:C - 5:E
1. (FCC) Nas práticas arcaicas, o discurso não constata o real, ele performativamente o faz ser. (...) No discurso 'racional' diz-se que as coisas são tais; logo, diz-se a verdade: subordina-se a verdade ao real que ela enuncia. (...) A passagem às práticas racionais de veridicidade pode, portanto, ser descrita como uma inversão: da autoridade do mestre como abonador da realidade daquilo que ele fala à autoridade da realidade como abonadora da veridicidade do que diz o locutor.
No texto supracitado, Francis Wolff aponta uma das várias diferenças fundamentais entre o discurso racional e o discurso arcaico ou mítico. A partir dele, é correto dizer que no discurso
A) racional a verdade e a realidade estão subordinadas a seu enunciador.
B) mítico a verdade impõe-se a partir da realidade das coisas, a despeito do mestre que o profere.
C) racional a verdade depende de práticas rituais que instituem a própria realidade.
D) racional a realidade é instituída performativamente pelo elocutor.
E) racional a verdade é subordinada à realidade das coisas que se busca descrever.
2. (FCC) Com base na comparação entre Locke e Descartes feita por Lebrun, é correto afirmar:
A) Apesar de empirista, Locke mantém a posição cartesiana que situa na demonstração matemática o modelo do conhecimento por excelência.
B) Ao reconhecer que a demonstração matemática não tem lugar na física, Locke rompe com o quadro epistemológico de Descartes.
C) A demonstração matemática não encontra lugar no quadro epistemológico desenhado por Locke, pois ela é destituída de fundamento empírico.
D) A física moderna, em vez da matemática, é que fornece o modelo de conhecimento tanto para o empirismo de Locke quanto para o racionalismo de Descartes, pois nela combinam-se a demonstração matemática e a testabilidade empírica.
E) Por ter compreendido Descartes de forma literal, Locke empreendeu uma crítica superficial ao cartesianismo, limitada à mera recusa das ideias inatas.
3. (FUNCAB) Apesar de simplificar uma realidade mais complexa, a contraposição entre racionalismo e empirismo fixou-se nos esquemas tradicionais de Filosofia, é INCORRETO afirmar que:
A) a ideia de que a mente surge já com categorias pré-formadas está de acordo com os preceitos do racionalismo.
B) o verdadeiro conhecimento é uma espécie de intuição intelectual, de acordo com o racionalismo.
C) o empirismo nega a possibilidade de a razão ter acesso ao conhecimento, mesmo quando usa os materiais fornecidos pelos sentidos.
D) o racionalismo consiste na atitude de quem sustenta o conhecimento de verdades necessárias e a infalibilidade da razão.
E) o modelo empirista é antiespeculativo e antimetafísico.
4. (IPAD) A partir da filosofia compreensiva, vários tipos de abordagem metodológica se desenvolveram na pesquisa, dentre os quais se destacam os estudos de caso que têm como objetivo:
A) compreender o impacto de determinadas políticas numa realidade social.
B) solucionar problemas concretos da população, como o desemprego e a inclusão social dos grupos em situação de risco.
C) construir teorias objetivamente verificáveis.
D) explicar os determinantes das desigualdades sociais no país através de séries históricas.
E) generalizar os resultados da pesquisa mediante consulta ao conjunto da população investigada.
5. (FUNIVERSA) Muitas foram as tentativas de caracterizar ou definir a Filosofia. Nesse sentido, julgue os itens que se seguem.
I Para Kant, o conhecimento filosófico é o conhecimento racional a partir de conceitos.
II Para Habermas, a Filosofia indica às ciências o seu lugar.
III Para Wittgenstein, a Filosofia deixa tudo como está.
IV Rorty desconfia do conhecimento privilegiado que a Filosofia possa ter.
V Nietzsche afirma que a Filosofia é a passagem do mito para o logos.
A quantidade de itens certos é igual a
A) 1
B) 2
C) 3
D) 4
E) 5
GABARITO
1:E - 2:A - 3:C - 4:A - 5:D

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