1. (FUVEST SP/1997) Qual dos países abaixo, não passou por nenhuma das várias revoluções políticas que marcaram a Europa no século XIX?
a) Itália
b) Espanha
c) Inglaterra
d) Alemanha
e) França
2. (FUVEST SP/1997) "(em) Massachussetts o espírito do capitalismo estava presente antes do 'desenvolvimento capitalista' ...neste caso, a relação causal é, certamente, a inversa daquela sugerida pelo ponto de vista materialista".
[Max Weber, A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo]
A afirmação:
a) valoriza a visão do materialismo sobre o desenvolvimento do capitalismo na Nova Inglaterra.
b) sustenta, ao contrário do marxismo, que o espírito capitalista foi o criador do capitalismo moderno.
c) coincide com a crítica marxista ao materialismo sobre a existência do capitalismo na Nova Inglaterra.
d) diverge do marxismo ao defender a existência de uma fase de acumulação primitiva de capital.
e) defende uma concepção consensual entre os historiadores sobre a origem do capitalismo.
3. (PUC SP/1996) “Por volta de 1850, a Grã-Bretanha era a primeira entre as nações industrializadas, tendo evoluído de uma economia de base agrária para uma predominantemente industrial. Durante a segunda Revolução Industrial (a partir de 1870), continuou em posição de destaque, mas a Alemanha(...) passou a determinar o ritmo da corrida pela supremacia industrial”.
Atlas Histórico, Folha de S. Paulo.
Para que a Grã-Bretanha e a Alemanha ocupassem as posições descritas pelo texto acima, concorreram fenômenos tais como:
a) a prática do chamado comércio triangular, envolvendo colônias na América, na Índia e na África, no primeiro caso; e o sucesso dos seguidos planos quinquenais do desenvolvimento industrial, praticados pelo Estado desde 1810, no outro caso.
b) a adoção de uma economia de livre mercado com estímulo à competitividade, no primeiro caso; e a política de cercamento das terras comunais, gerando mão-de-obra para a indústria, no outro caso.
c) a atração que o mercado financeiro britânico exercia sobre os investimentos mundiais, no primeiro caso; e a moral materialista, fruto da adoção, por parte do Estado, do anglicanismo como religião oficial, no outro caso
d) a tardia estruturação de um Estado-nação que possibilitou a concentração de capitais nas mãos de verdadeiros empreendedores, no primeiro caso; e o apoio financeiro e logístico recebido da França, arquirrival da Inglaterra, no outro caso.
e) a intensa atividade mercantil desenvolvida nas relações coloniais, no primeiro caso; e a unificação política que consolidou as alianças econômicas já praticadas entre os estados germânicos no outro caso.
4. (PUC SP/1996) A “Primavera dos Povos”, como foram batizados as Revoluções de 1848 na Europa, trouxe uma novidade para o panorama político europeu.
Pela primeira vez
a) a ideia de Revolução foi conjugada com o ideal liberal de uma sociedade cuja organização fosse fundada num pacto social.
b) o regime republicano era instaurado sob o patrocínio exclusivo da burguesia, uma vez que os trabalhadores abdicaram da participação na reordenação política.
c) o proletariado fazia sua aparição política com reinvindicações classistas e propostas de mudança da ordem social.
d) o internacionalismo proletário foi experimentado, tendo sido o motivo para a simultaneidade das revoluções em toda a Europa.
e) a proposta de um centralismo democrático na estruturação do partido Liberal foi testada, tendo como resultado a efetiva conquista do poder por esse grupo.
5. (UECE/2000) Em relação ao movimento sindical europeu, no século XIX, o anarquismo surgiu como uma doutrina política que tinha como meta:
a) expandir a formação de sindicatos pacifistas, na busca de uma sociedade mais justa
b) apoiar os ideais marxistas através da defesa de um Estado Socialista centralizado
c) condenar a greve como um meio de ação operária reivindicatória
d) defender a necessidade de extinguir qualquer forma de Estado, prejudicial aos interesses do operariado
6. (UEL PR/1999) As Unificações Italiana e Alemã alteraram profundamente o quadro político da Europa no século XIX, rearticulando um equilíbrio de forças que resultaria na:
a) Primeira Guerra Mundial.
b) Revolução dos Cravos.
c) Guerra Civil Espanhola.
d) Revolta dos Cipaios.
e) Segunda Guerra Mundial.
7. (UEL PR/2001) A respeito da revolução de 1848 na Europa, é correto afirmar:
a) Restringiu-se a Paris e às pequenas cidades periféricas.
b) Contou com uma reduzida participação do proletariado.
c) Caracterizou-se pela disputa entre liberais, nacionalistas e socialistas.
d) Foi marcada pelo radicalismo dos camponeses republicanos.
e) Nela, os revolucionários defendiam a continuidade da monarquia e de Luiz Filipe à frente do Governo.
8. (UEL PR/2001) Sobre a unificação da Itália (1870) e da Alemanha (1871), analise as afirmativas abaixo:
I- Os movimentos liberais, que nesses países assumiram um aspecto fortemente nacionalista, tiveram importante participação no processo de unificação.
II- A ausência de guerras ou revoltas marcou a unificação italiana e alemã.
III- O processo de unificação acelerou o desenvolvimento do capitalismo na Alemanha e na Itália, o que resultou em disputas que desembocaram na Primeira Guerra Mundial.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas a afirmativa II é verdadeira.
b) Apenas a afirmativa III é verdadeira.
c) Apenas as afirmativas I e II são verdadeiras.
d) Apenas as afirmativas I e III são verdadeiras.
e) Apenas as afirmativas II e III são verdadeiras.
9. (UFTM MG/2002) A história do século XIX europeu foi marcada pela emergência e pela força dos movimentos nacionalistas, atuantes tanto nas camadas populares quanto nas burocracias estatais. As duas grandes conquistas nacionalistas do século XIX realizadas, basicamente, por ações estatais, foram as:
a) centralizações políticas na França e na Bélgica.
b) intervenções do Império russo nas regiões eslavas da Europa.
c) independência das colônias inglesas e francesas da América.
d) guerras contra o imperialismo na Ásia e na África.
e) unificações da Alemanha e da Itália.
10. (PUC RS/2000) Considere o texto abaixo.
"Todos os movimentos, até o presente, foram realizados por minorias ou no interesse de minorias. O movimento proletário é o movimento autônomo da imensa maioria no interesse da imensa maioria. O proletariado, a camada inferior da sociedade atual, não pôde levantar-se, erguer-se sem fazer explodir toda a superestrutura das camadas que formam a sociedade oficial. (...). A queda da burguesia e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis."
(Manifesto Comunista, 1848).
No século XIX, surgem formas de analisar a realidade do capitalismo industrial que refletem as contradições deste sistema. Alguns acreditavam na razão como fonte de progresso e liberdade inerentes ao capitalismo. Outros consideravam essa estrutura injusta e propunham uma revolução para transformá-la em uma sociedade qualitativamente melhor.
Dentre as correntes políticas que se situam nesta última linha de pensamento, representada pelo texto acima, está:
a) o socialismo utópico.
b) o socialismo científico.
c) o anarquismo.
d) a doutrina social da Igreja.
e) a social-democracia.
11. (PUC RS/2002) Dentre as transformações profundas que o sistema capitalista provocou, entre as décadas finais do século XIX e princípio do XX, na ordem interna dos países hegemônicos e na sociedade internacional como um todo, NÃO é correto apontar:
a) o fortalecimento do militarismo, com a formação dos complexos industriais-militares.
b) a constituição de novos sistemas coloniais, na África e na Ásia.
c) o advento da Segunda Revolução Industrial, baseada na petroquímica e na eletricidade.
d) o enfraquecimento dos mecanismos de intervenção do Estado na ordem econômica.
e) a concentração do capital, com a formação de cartéis e trustes.
12. (PUC RS/2002) Na Europa da primeira metade do século XIX, como reação às forças conservadoras que formavam a Santa Aliança, eclodiram, em 1830, revoluções nas quais os ideais da Revolução Francesa articulavam-se aos princípios do ________ e do ________. A essas correntes doutrinárias viria a acrescentar-se, a partir dos movimentos de 1848, o ________.
a) liberalismo imperialismo comunismo
b) iluminismo nacionalismo comunismo
c) liberalismo nacionalismo socialismo
d) iluminismo imperialismo socialismo
e) liberalismo federalismo comunismo
13. (UFAC/2001) Surgimento do Império Alemão e a formação do Reino da Itália bem como toda uma série de conflitos pelo controle da região dos Estreitos de Bósforo e Dardanelos estão inseridos no contexto daquilo que ficou conhecido, no panorama político europeu de meados do século XIX, como a "política das nacionalidades". A consolidação da unificação italiana e alemã, no entanto, somente se completaria nos anos 1870-1871.
O que estava por trás desses conflituosos processos de unificação?
a) A afirmação de um poder aristocrático.
b) A vitória dos ideais políticos e econômicos do liberalismo.
c) A consolidação do Vaticano como expressão maior de poder sobre aquelas regiões.
d) A derrota dos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade expandidos pela revolução francesa.
e) A consolidação do prestígio e poder de Napoleão III sobre aquelas regiões.
14. (UFF RJ/2001) O processo das Revoluções Democrático-Burguesas que animou a Europa e a América nos séculos XVIII e XIX contribuiu, efetivamente, para a institucionalização da vida política contemporânea.
Com relação ao enunciado, pode-se afirmar que:
a) A Revolução Francesa não fez parte do processo das revoluções democrático-burguesas, pois apresentou ideias de vida social incompatíveis com o capitalismo liberal.
b) As revoluções democrático-burguesas, ao conterem a crítica mais radical ao Antigo Regime, desenvolveram as ideias centrais do positivismo e do evolucionismo, contribuindo para o reforço do autoritarismo.
c) A Revolução Francesa, movimento heterogêneo, que incluiu setores sociais descontentes com o Antigo Regime, promoveu o desenvolvimento das matrizes ideológicas do século XIX: liberalismo, socialismo e conservadorismo.
d) A Revolução Americana, ao ser incluída nas revoluções democrático-burguesas, excluiu-se do processo ocidental, vinculando-se, apenas, às revoluções atlânticas.
e) A Revolução Francesa não representou o processo das revoluções democrático-burguesas, por não aceitar a hegemonia inglesa na expansão das ideias liberais.
15. (UFJF MG/2000) “Os efeitos causados nas vidas das pessoas foram terríveis, quase indescritíveis. A sociedade humana poderia ter sido aniquilada, de fato, não fosse a ocorrência de alguns contramovimentos protetores que cercearam a ação desse mecanismo autodestrutivo.”
(Karl Polanyi. A grande transformação.)
O trecho acima refere-se aos impactos decorrentes da expansão do sistema fabril e da economia de mercado capitalista. A reação a tais impactos esteve, em boa medida, vinculada ao movimento operário do século XIX, sobre qual é INCORRETO afirmar:
a) em algumas de suas manifestações iniciais, defendia a preservação dos métodos tradicionais de produção, recorrendo, inclusive, à destruição de máquinas;
b) o movimento cartista teve como uma de suas principais reivindicações a defesa do sufrágio universal e a eliminação do voto censitário;
c) por meio dos partidos operários, o anarquismo defendia a aplicação de uma ampla legislação social que fosse assegurada pelo Estado;
d) o marxismo assinalava que o Capitalismo era um sistema econômico sujeito a crises, confiando na ação revolucionária do proletariado para sua substituição por uma economia socialista.
16. (UFLA MG/2000) Identifique a alternativa CORRETA:
a) O conjunto de doutrinas que caracterizou o totalitarismo desenvolveu-se a partir da crise do feudalismo e se estendeu ao longo do século XIX e início do século XX.
b) As características da política de expansão assumidas pelo anarquismo e pelo imperialismo, já são encontradas mesmo na antiguidade, no entanto, modernamente, o termo surge a partir de 1870.
c) Não é possível um rastreamento exato da manifestação de movimentos históricos, uma vez que ocorrem em sociedades e momentos bastante díspares.
d) A ideia de uma sociedade livre da autoridade estatal, teria surgido ainda no decurso da formação do estado feudal, entre os séculos V e X.
e) O movimento doutrinário colonialista e sua política de expansão territorial, têm início no século XX.
17. (UFMG/1995) Todas as alternativas apresentam conceitos que traduzem o ideário característico do século XIX, EXCETO:
a) Anarquismo.
b) Humanismo.
c) Liberalismo.
d) Sindicalismo.
e) Socialismo.
18. (UFMG/19995) Leia estes trechos de relatos sobre o movimento ludista na Inglaterra, no início do século XIX, feitos à época:
"Só quebraram as armações dos que tinham reduzido o valor dos salários dos empregados; os que não tinham abaixado o valor ficaram com suas armações intactas; num estabelecimento, na noite passada, quebraram quatro entre seis armações; as outras duas, que pertenciam a mestres que não tinham abaixado seus salários, não mexeram nelas."
"Vieram a este local dois homens que se diziam inspetores do comitê; foram às casas de todos os malharistas e dispensaram-nos de trabalhar a preços que estivessem abaixo de uma lista que lhes deram. [...] Quando encontraram um bastidor operado por alguém que não tivesse prestado o aprendizado regular, ou por uma mulher, dispensavam-nos do trabalho e, se prometiam parar, fincavam um bilhete na armação com essas palavras escritas: ‘Deixem ficar essa armação, removidos os inexperientes'."
A partir das ideias contidas nesses relatos, o ludismo pode ser caracterizado como um movimento que
a) lutava pelo retorno da guilda e contra a evolução tecnológica do capitalismo.
b) resistia à industrialização e ao uso das máquinas na indústria têxtil.
c) buscava controlar os salários e a oferta de mão-de-obra.
d) pretendia a manutenção do artesanato tradicional como forma de produção.
19. (UFMG/2001) A radicalização política dos anos 60, antecipada por contingentes menores de dissidentes culturais e marginalizados sob vários rótulos, foi dessa gente jovem, que rejeitava o status de crianças e mesmo de adolescentes (ou seja, adultos ainda não inteiramente amadurecidos), negando ao mesmo tempo humanidade plena a qualquer geração acima dos trinta anos de idade, com exceção do guru ocasional.
HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos: o breve século XX (1914-1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.318.
A “cultura jovem” e as rebeliões juvenis dos anos 60 deste século caracterizaram-se por:
a) criticar, de forma aguda, as velhas gerações, sob a acusação de terem abandonado o respeito às tradições.
b) enrijecer as estruturas do ensino universitário, à medida que estimularam a união dos conservadores.
c) provocar mudanças nos comportamentos e valores das sociedades ocidentais, notadamente no terreno da sexualidade.
d) recusar a ação política como meio para atingir as transformações, na convicção de que o futuro traria soluções.
20. (UFMG/2002) Leia estes trechos, que expressam algumas das principais correntes de pensamento do século XIX:
I. Ora, o que distingue a revolução francesa, e o que a torna um acontecimento único na história, é que ela é radicalmente má; nenhum elemento de bem alivia o olhar do observador; é o mais alto grau de corrupção conhecido; é a pura impureza.
II. A essência do sistema capitalista está, pois, na separação radical entre o produtor e os meios de produção. Esta separação torna-se cada vez mais acentuada e numa escala progressiva, desde que o sistema capitalista se estabeleceu.
III. O Estado foi sempre patrimônio de qualquer classe privilegiada: classe sacerdotal, nobiliárquica, classe burguesa. O Estado ergue-se ou cai quase como uma máquina, mas o fundamental é que, para sua salvação e existência, haja sempre qualquer classe social privilegiada que se interesse pela sua existência.
Os trechos I, II e III podem ser associados, respectivamente,
a) ao conservadorismo, ao marxismo e ao anarquismo.
b) ao idealismo, ao nacionalismo e ao darwinismo.
c) ao romantismo, ao positivismo e ao liberalismo.
d) ao cientificismo, ao saint-simonismo e ao niilismo.
21. (CESJF MG/2001) O século XIX foi marcado por transformações políticas, econômicas e sociais na Europa. Sobre o processo histórico europeu no século XIX é INCORRETO afirmar que:
a) A expansão do Império Napoleônico possibilitou a expansão das idéias iluministas e liberais da Revolução Francesa.
b) O período que se estende de 1820 a 1850, colaborou para a difusão e a consolidação do liberalismo. Nesse momento conturbado, quase todo continente europeu esteve envolvido em revoltas, levantes e revoluções.
c) As unificações italiana e alemã foram marcadas pelo conturbado contexto histórico europeu. Todavia, podemos afirmar que o liberalismo não foi a base política das lutas pela unificação na Itália e na Alemanha.
d) No processo de unificação da Alemanha e da Itália, podemos destacar algumas semelhanças, dentre os quais o interesse da burguesia nacional dos dois países em ampliar os seus mercados internos.
e) O papa Pio IX se recusou a aceitar a anexação de Roma como a capital do estado italiano. A questão só seria resolvida em 1929, com a criação do Estado do Vaticano.
22. (UFF RJ/2004) Os processos de expansão da economia mundial no final do século XIX abriram caminho para a política imperialista com reflexos em áreas que permaneciam em regimes econômicos incompatíveis com a modernização industrial. Assinale a alternativa que melhor identifica essa nova situação.
a) As industrializações alemã e japonesa ratificam o processo de mundialização do capitalismo e os incentivos às transformações industriais.
b) As industrializações brasileira e norte-americana demonstram a capacidade de ampliação dos mercados produtores.
c) As industrializações italiana e portuguesa atestam as novas diretrizes das nações industrializadas em direção aos mercados africanos.
d) As industrializações indiana e francesa indicam o declínio da hegemonia inglesa no cenário mundial.
e) As industrializações argentina e mexicana que decorrem, em parte, desses processos de transformação da economia mundial, tiveram como fator decisivo a revolução agrária.
23. (UEL PR/2001) A unificação da Itália está incluída na Política das Nacionalidades, quando também ocorreu a unificação da Alemanha. Sobre o tema, assinale a opção correta.
a) A unificação da Itália ocorreu, devido ao orgulho nacional, sem ajuda estrangeira.
b) A unificação da Alemanha ocorreu com predominância de acertos e discussões dos diplomatas, fazendo-se, pode-se dizer, pacificamente.
c) Valendo-se de suas vitórias militares sobre a Áustria, Reino de Piemonte-Sardenha obteve, para a unificação nacional, a região da Lombardia.
d) A unificação da Alemanha foi liderada pelo Reino da Prússia e planejada habilmente por Bismarck.
e) O Reino de Nápoles ou das Duas Sicílias liderou a unificação da Itália.
24. (PUC PR/2001) Preencha as lacunas com os termos contidos nas alternativas abaixo:
A unificação da Itália foi liderada pelo Reino ____________, tendo sido preparada pelo ministro ____________. Contou em sua fase inicial com a ajuda militar da ____________. O Reino de Nápoles ou das Duas Sicílias foi conquistado e entregue para a obra de unificação nacional por ____________. Em 1870, completou-se a unificação, salvo algumas regiões em poder do Império Austro-Húngaro, que os patriotas italianos denominaram ____________.
Assinale a alternativa que contém a sequência correta:
a) Venécia - Cavour - Alemanha - Mazzini – Itália Liguriana.
b) Piemonte - Cavour - Espanha - Giovanni Gentile - Itália Irredenta.
c) Toscana - D’Annunzio - França - José Garibaldi - Itália Sitiada.
d) Piemonte - Cavour - França - José Garibaldi - Itália Irredenta.
e) Parma - D’Annunzio - França - José Garibaldi - Itália Cisalpina.
25. (UFPEL RS/2000) Leia o texto a seguir:
“Com a crescente expansão da industrialização do continente europeu, a partir de 1830, os pequenos Estados italianos e alemães sentiram a necessidade de promover uma centralização, com o objetivo de conseguir equiparar-se às grandes potências, principalmente França e Inglaterra. Ainda politicamente fracas, nem a burguesia italiana nem a alemã tinham condições de assumir a direção do governo. Por isso, aceitavam a monarquia constitucional, desde que o Estado incentivasse o progresso econômico. Acreditavam que só assim poderiam chegar à centralização política, sem passar necessariamente por mudanças estruturais que colocassem em perigo sua posição de classe proprietária.”
(PAZZINATO, Alceu Luiz;et alii. História Moderna e Contemporânea. São Paulo: Ática, 1993,p.186).
O texto está relacionado com:
a) as “trade-unions”, ou uniões operárias, que inicialmente eram entidades de auxílio mútuo, fortemente assistencialistas, preocupadas em ajudar trabalhadores com dificuldades econômicas e reivindicar melhores condições de trabalho.
b) o socialismo utópico, assim chamado por acreditar na organização comunista das sociedades, sem lutas de classe, através de reformas pacíficas e graduais.
c) o socialismo científico, que criticava o capitalismo dominante, propondo a organização de uma sociedade comunista, necessariamente pela luta de classes.
d) o movimento cartista, em que os trabalhadores ingleses promoveram agitações de rua e apresentaram ao Parlamento reivindicações como: representação igual para todas as classes, sufrágio universal restrito para os homens aos vinte e um anos, etc.
e) o nacionalismo, na prática representado pela unificação da Itália e da Alemanha, o qual defendia a luta dos povos ligados por laços étnicos, linguísticos e culturais, pela sua independência como nação.
GABARITO
1. (FUVEST SP/1998) O Tratado de Viena, assinado em 1815, tinha por principal objetivo:
a) estabelecer uma paz duradoura na Europa, que impedisse as guerras e revoluções, consolidando o princípio da legitimidade monárquica.
b) ratificar a supremacia da Prússia, no contexto político da Europa Ocidental, para garantir o triunfo de uma onda contrarrevolucionária.
c) assegurar ao Império Austro-Húngaro o controle da Europa Continental, assim como da Inglaterra, a fim de impedir a expansão da Rússia.
d) impedir a ascensão da classe média ao poder, que iniciara uma série de revoluções em vários países da Europa Ocidental.
e) criar um sistema repressivo capaz de conter as primeiras vagas do movimento socialista na Europa, através da exclusão da influência da França.
2. (PUC MG/2005) A grave crise econômica do último quartel do século XIX resultou:
a) no enfraquecimento do movimento operário, constrangido pela elevação do nível de desemprego.
b) na reversão do processo de expansão imperialista levado a cabo pelas potências ocidentais.
c) na superação do estágio clássico do capitalismo, restringindo as estruturas da livre concorrência.
d) na redução do tamanho das empresas, que tiveram que reduzir sua escala de produção.
3. (UFRN/1999) Sobre a unificação alemã no séc. XIX, Marionilde Magalhães afirma:
Desde o final do século XVIII, a criação de inúmeras associações resultou num determinado patriotismo cultural e popular, num território dividido em estados feudais dominados por uma aristocracia retrógrada. Tais associações se dirigem à nação teuta, enfatizando o idioma, a cultura e as tradições comunitárias, elementos para a elaboração de uma identidade coletiva, independentemente do critério territorial. E, de fato, esse nacionalismo popular, romântico-ilustrado (uma vez que pautado no princípio da cidadania e no direito à autodeterminação dos povos), inspirará uma boa parcela dos revolucionários de 1848. Mas não serão eles a unificar a Alemanha. Seus herdeiros precisarão aguardar até 1871, quando Bismarck realiza uma revolução de cima, momento em que, em virtude do poderio econômico e da força militar da Prússia, a Alemanha se unifica como Estado forte, consolidando-se a sua trajetória rumo à modernização.
[adaptação] MAGALHÃES, Marionilde D. B. de. A reunificação: enfim um país para a Alemanha? Revista Brasileira de História. São Paulo: ANPUH/Marco Zero, v.14, n. 28,1994. p.102.
Tendo-se como referência essas considerações, pode-se concluir que:
a) o principal fator que possibilitou a unificação alemã foi o desenvolvimento econômico e social dos Estados germânicos, iniciado com o estabelecimento do Zollverein - liga aduaneira que favoreceu os interesses da burguesia.
b) a unificação alemã atendeu aos interesses de uma aristocracia rural desejosa de formar um amplo mercado nacional para seus produtos, alicerçando-se na ideia do patriotismo cultural e do nacionalismo popular.
c) na Alemanha, a unificação nacional ocorreu, principalmente, em virtude da formação de uma identidade coletiva baseada no idioma, na cultura e nas tradições comuns.
d) na Alemanha, a unificação política pôde ultrapassar as barreiras impostas pela aristocracia territorial, que via no desenvolvimento industrial o caminho da modernização.
4. (UFRN/2001) No século XIX, a Europa foi sacudida por tantas revoluções (1830/1848/1871) que o período foi designado como “Era das Revoluções”. Esses movimentos tiveram em comum:
a) imperialismo, nacionalismo e participação da aristocracia territorial
b) corporativismo, sentimento de união nacional e participação da burguesia
c) internacionalismo, socialismo utópico e participação das elites intelectuais
d) socialismo, ideal de liberdade e participação das camadas populares
5. (UFSE/2001)
I. "Sob a influência da burguesia industrial, sobretudo da Prússia, estabeleceu-se o Zollverein, uma união aduaneira com o objetivo de eliminar os impostos alfandegários entre os diferentes Estados da Confederação Germânica."
II. "O personagem-síntese do nacionalismo alemão (...) não mediu meios para edificar o Segundo Reich alemão. (...) Após a vitória sobre a França, ao regressar a Berlim, o 'chanceler de ferro' foi reconhecido como fundador do novo Reich. Ninguém, a serviço de um rei, desde Richelieu, havia tão rapidamente elevado a importância de seu soberano, ao mesmo tempo acrescendo, com tão bons resultados, sua autoridade no governo. (...)"
(Alan Palmer. Bismarck, Trad. Brasília: Universidade de Brasília, 1982, ln: Claúdio Vicentino - História Geral)
Os textos identificam:
a) causas da expansão neocolonialista alemã.
b) fatos relacionados ao período entre-guerras.
c) momentos do processo de Unificação alemã.
d) consequências da Primeira Guerra Mundial.
e) Etapas da ascensão do nazismo na Alemanha.
6. (UFOP MG/1995) Com relação aos impérios coloniais europeus do final do século XIX, assinale a alternativa correta.
a) A maior potência colonial era a Alemanha, que se apoiou na sua força industrial para construir um grande império.
b) Apesar de numerosas tentativas europeias, o continente asiático conseguiu se manter livre do colonialismo.
c) Do ponto de vista europeu, as colônias eram desejadas por serem fornecedoras de produtos manufaturados.
d) A Bélgica, mesmo sendo um país de menor importância no panorama europeu possuía uma das maiores colônias na África: o Congo.
e) O colonialismo se estabelecia de maneira pacífica, normalmente contando com a anuência dos povos dominados.
7. (UFOP MG/1996) O nacionalismo romântico, que se opôs ao liberalismo e que orientou os processos de unificação da Itália e Alemanha durante boa parte do passado, caracteriza-se por uma série de traços políticos e culturais.
Assinale a alternativa que não define a fase romântica do nacionalismo, na segunda metade do século XIX:
a) Elaboração da consciência de que cada povo está ligado à sua terra, possuindo uma história marcada por lutas e sofrimentos em comum.
b) Afirmação de que os indivíduos que integram uma nação devam dirigir a ela todos os seus elevados sentimentos de amor e fidelidade.
c) Sentimento de orgulho pelos costumes e tradições populares da pátria, que desenvolve no indivíduo o sentido de comunidade e o espírito de auto-sacrifício por seu povo e por sua terra.
d) Criação de mitos políticos nacionais e afirmação do preceito de que a nação foi escolhida por Deus para ter um destino glorioso entre os demais povos.
e) Postura crítica em relação ao conjunto de tradições e instituições cuja natureza contrariava a herança racional da civilização ocidental, valorizando os direitos individuais e promovendo a paz e harmonia entre as nações europeias.
8. (UFOP MG/1996) As revoluções liberais que ocorreram por toda a Europa, em 1848 tiveram início bastante promissor para a burguesia e para os trabalhadores (forças sociais comprometidas com transformações sociais e políticas).
Contudo, foram completamente derrotadas pelas lideranças contrárias a tais transformações.
Dentre as causas da derrota das revoluções liberais de 1848, assinale a alternativa incorreta:
a) Temor da burguesia e dos operários às ameaças de excomunhão do Papa Pio IX, acabando por se retirarem das lutas revolucionárias por receio à condenação divina.
b) Divisão de interesses e divergências de projetos que acabaram por afastar burguesia e trabalhadores.
c) Desconfiança e temor dos liberais burgueses em relação às reformas propostas pelas classes trabalhadoras responsáveis pela radicalização das revoluções.
d) Maior poderio militar dos governos aristocráticos da Europa que, após curto período de indecisão, massacraram milhares de revolucionários com forças militares organizadas e regulares.
e) Preponderância do sentimento nacionalista sobre as lutas contra aspectos remanescentes do absolutismo, o que levou muitos povos europeus a se mostrarem indiferentes a até mesmo a se oporem às lutas contra governos autoritários em vários países.
9. (UNIFICADO RJ/1994) A história política da Europa, durante o século XIX, foi marcada por uma sucessão de “ondas” revolucionárias caracterizadas especificamente numa das questões abaixo.
Assinale-a.
a) O Congresso de Viena representou a consolidação da obra revolucionária na implantação da sociedade burguesa.
b) Os movimentos revolucionários de 1830 marcam o processo de Restauração, liderados pela aristocracia.
c) As “ondas” revolucionárias corresponderam ao avanço dos cercamentos dos campos - os “enclausures” - que liberaram a população camponesa para as cidades.
d) Os movimentos de 1848 contaram com a participação das camadas populares e com a forte influência das ideias socialistas.
e) Os movimentos de 1870, na Itália e na Alemanha, deixaram a questão -nacional em segundo plano, priorizando a conquista da ordem democrática.
10. (UNIFICADO RJ/1995) Entre as décadas de 30 e 70 do século XIX, eclodiram diversos movimentos revolucionários que provocaram diversas transformações nas nações da Europa Ocidental. Marque a opção que apresenta corretamente um desses movimentos.
a) A Revolução de 1830, na França, foi motivada por idéias liberais e nacionalistas que se opunham aos objetivos restauradores do Congresso da Viena.
b) A Revolução de 1848, na Itália, foi um movimento que pregava a descentralização republicana, provocando a queda da monarquia italiana.
c) A Revolução de 1848, na Confederação Germânica, foi provocada pelos ideais da restauração monárquica, propondo a unificação alemã sob a Casa Real austríaca.
d) A Revolução de 1848, na França, proclamou o Segundo Império, instituindo uma política de nacionalidades ligada ao Congresso de Viena.
e) A Comuna de Paris, em 1871, caracterizou-se por ser um movimento liberal e burguês que criou a primeira experiência de autogestão democrática, apoiada pelo governo da Terceira República francesa recém-instalada.
11. (UNIPAR PR/2002) Dentre os aspectos que marcam a ideologia socialista desenvolvida por Karl Marx e Friedrich Engels ao longo da segunda metade do século XIX, podemos apontar corretamente:
a) a defesa da livre concorrência entre os agentes econômicos como forma de maximizar os lucros.
b) a defesa da propriedade privada dos meios de produção.
c) o combate à intervenção do Estado na economia.
d) a defesa da estatização dos meios de produção como forma de distribuir a riqueza de forma igualitária.
e) o combate aos movimentos populares por provocarem a desordem e a desorganização da produção.
12. (UNIRIO RJ/1995) Os movimentos revolucionários que ocorreram em parte da Europa, entre 1830 e 1848, foram influenciados pelo avanço de idéias:
a) monárquicas.
b) socialistas.
c) liberais.
d) sindicalistas.
e) comunistas.
13. (UNESP SP/1991) O desmonte do muro que dividia a cidade de Berlim e o recente acordo sobre a reunificação alemã são fatores relevantes para a construção de uma nova Europa. No entanto, a fundação do estado moderno alemão remonta ao século XIX e se relaciona com a:
a) cooperação abrangente entre a Prússia e a União Soviética.
b) multiplicação das taxas alfandegárias, a revogação da Liga Aduaneira, a aliança franco-prussiana e a ação do Papa.
c) cooperação pacífica, duradoura e estável entre todos os Estados da Europa.
d) conhecida e inevitável neutralidade alemã na disputa de mercados.
e) reorganização do exército prussiano e com o despertar do sentimento nacionalista de união.
14. (UNESP SP/1997) A crença liberal no equilíbrio espontâneo do mercado foi reforçada em 1803 pela “lei de Say”. Formulada pelo francês Jean-Baptiste Say, essa lei afirmava que toda oferta cria a sua demanda e inversamente, de tal modo que excluía a possibilidade de crise de superprodução no capitalismo. Qual, dentre os seguintes acontecimentos, constitui a refutação mais importante e direta da “lei de Say”?
a) Revolução Russa de 1917
b) Crise de 1929
c) Movimento de independência da América Latina
d) Unificação da Alemanha
e) Ascensão dos Estados Unidos depois da Segunda Grande Guerra
15. (ESCS DF/2006) Sobre os movimentos constitucionalistas que marcaram a vida política europeia durante as revoluções de 1820, 1830 e 1848, é correto afirmar que:
a) contribuíram para a construção de regimes absolutistas fundados na independência dos três poderes;
b) mantiveram uma relação estreita com o pensamento liberal, hostil à construção de um regime político representativo;
c) criaram os fundamentos políticos para a construção de uma ordem política totalitária;
d) contribuíram para a construção de uma ordem política fundada nos princípios jurídicos;
e) preservaram os costumes e a ordem política tradicional fundada nos direitos políticos e sociais dos artesãos e operários.
16. (UNESP SP/1993) Ao final do século passado, a dominação e a espoliação assumiam características novas nas áreas partilhadas e neocolonizadas. A crença no progresso, o darwinismo social e a pretensa superioridade do homem branco marcavam o auge da hegemonia europeia.
Assinale a alternativa que encerra, no plano ideológico, certo esforço para justificar interesses imperialistas.
a) A humilhação sofrida pela China, durante um século e meio, é algo inimaginável para os ocidentais.
b) A civilização deve ser imposta aos países e raças onde ela não pode nascer espontaneamente.
c) A invasão de tecidos de algodão do Lancashire desferiu sério golpe no artesanato indiano.
d) A diplomacia do canhão e do fuzil, a ação dos missionários e dos viajantes naturalistas contribuíram para quebrar a resistência cultural das populações africanas, asiáticas e latino-americanas.
e) O mapa das comunicações nos ensina: as estradas de ferro colocavam os portos das áreas colonizadas em contato com o mundo exterior.
17. (UNESP SP/2001) Nas últimas décadas do século XIX, na Europa, dois países ainda lutavam pela unidade e pela consolidação de um Estado Nacional. Esses países são:
a) França e Itália.
b) França e Alemanha.
c) Itália e Espanha.
d) Alemanha e Itália.
e) Espanha e França.
18. (UNESP SP/2002) As raízes da 1ª Guerra Mundial encontram-se, em grande parte, na história do século XIX. Pode-se citar como alguns dos fatores que deram origem ao conflito desencadeado em 1914:
a) a concentração da industrialização na Inglaterra e o escasso crescimento econômico das nações do continente europeu.
b) a emergência de ideologias socialistas e revoluções operárias que desajustaram as relações entre os países capitalistas.
c) a derrota militar da França pela Prússia, no processo de unificação alemã, e a incorporação da Alsácia e da Lorena à Alemanha.
d) o confronto secular entre a França e a Inglaterra e a crise da economia inglesa provocada pelo bloqueio continental.
e) a política do "equilíbrio europeu", praticada pelo Congresso de Viena, e o fortalecimento militar da Rússia na Península Balcânica.
19. (UNIFOR CE/1998)
I. "...defendia o regime constitucional para assegurar a liberdade de pensamento, de culto e de imprensa, bem como a escolha dos representantes da Câmara através do voto e não por indicação."
II. "...defendia a ideia de que cada nação deveria ser um Estado independente, livre de qualquer domínio estrangeiro. O conceito (...) estava associado à identidade de língua, religião, origem étnica, cultura, passado comum ou mesmo aspirações comuns em relação ao futuro."
Quanto aos textos
a) ambos referem-se, respectivamente, às duas correntes que estiveram na origem das Revoluções de 1830 e 1848: o liberalismo político e o nacionalismo.
b) o I identifica princípios que promoveram as Revoltas Camponesas do século XVIII, enquanto o II refere-se aos princípios do liberalismo.
c) ambos identificam, respectivamente, correntes de pensamento que serviram de base para a Revolução Russa: o nacionalismo e o socialismo.
d) o I apresenta os ideais que estiveram na origem da expansão marítima no século XV, enquanto o II identifica princípios que justificavam o absolutismo.
e) ambos identificam os princípios do liberalismo que influenciaram os movimentos sociais da primeira década do século XX.
20 (UNIFOR CE/2000) Quanto aos movimentos liberais ocorridos na Europa no século XIX, pode-se afirmar que a Revolução de 1848:
a) resultou das lutas sociais que vinham se desenvolvendo em todo continente, influenciadas pelas ideias socialistas.
b) irradiou-se por todo continente, numa vaga revolucionária que passou à história como "primavera dos povos".
c) representou a anulação das conquistas sociais e econômicas da burguesia e do proletariado urbano no continente.
d) contou com o apoio da Santa Aliança e com o repúdio das igrejas protestantes em todo continente.
e) propôs para todo o continente, o "princípio da legitimidade" para combater o liberalismo propagado pela Revolução Francesa.
21. (ESCS DF/2006) “Em 1871, ano no qual a França foi derrotada na Guerra Franco-Prussiana e em que nasceu a Alemanha unificada, começou uma nova época nas relações internacionais que terminaria em 1914-1918, com o auto-enfraquecimento da Europa na Primeira Guerra Mundial.”
(Döpke, Wolfgang. Apogeu e colapso do sistema internacional europeu (1917-1918). In Relações internacionais – dois séculos de história: entre a preponderância europeia e a emergência americano-soviética (1815-1945) / José Luís Flávio Sombra Saraiva (org). Brasília: IBRI, 2001, pg 105)
Assinale a opção que melhor expressa as relações internacionais entre 1871 e 1914-18.
a) há uma militarização crescente no equilíbrio de poder entre os grandes estados europeus;
b) o Império austríaco se manteve como potência hegemônica na Europa a despeito da formação do Império Alemão;
c) os nacionalismos na Europa influenciaram a criação de uma diplomacia defensora dos direitos dos povos nas áreas periféricas do mundo;
d) as relações entre os Estados europeus foram influenciadas por uma diplomacia agressiva dos EUA;
e) o Império Turco-otomano, ao manter forte pressão política e militar sobre a Europa ocidental, alterou o sistema de equilíbrio de poder no continente.
22. (UNIFOR CE/2001) A propósito dos processos de Unificação alemã e italiana, pode-se afirmar que:
a) ambos foram conduzidos pela burguesia liberal, instituindo-se, na Alemanha e na Itália, regimes democrático-representativos.
b) foram conduzidos pelos junkers prussianos e pelo reino Sardo, porque, em virtude do desenvolvimento industrial retardatário dos dois países, a burguesia revelou-se incapaz de conduzir movimentos liberais vitoriosos.
c) no caso da Itália, a ação de Garibaldi e seus "camisas vermelhas" assegurou o predomínio dos socialistas no processo de unificação.
d) por força da exaustão provocada pelos movimentos de unificação, Itália e Alemanha buscaram preservar as condições de paz e equilíbrio na Europa durante um longo período, de modo a garantir o reerguimento de suas economias.
e) contribuíram para o declínio do nacionalismo na Europa, ao sufocar as aspirações de independência dos pequenos estados.
23. (UNIFOR CE/2001) O estilo e os sentimentos românticos, as barricadas, as bandeiras coloridas, o ideal de liberdade – e uma grande dose de otimismo e mesmo de ingenuidade – foram pontos comuns das manifestações revolucionárias de 1848 conhecidas como:
a) Movimento Ludista.
b) Primavera de Praga.
c) Dezoito Brumário.
d) Primavera dos Povos.
e) Praça da paz celestial.
24. (UNIFOR CE/2002) "A evolução da sociedade europeia no século XIX propicia o surgimento de doutrinas socialistas que, ao conceberem um novo tipo de economia e sociedade, entraram em choque com o individualismo, liberalismo e capitalismo. Engels e Marx, entre outros, são os principais proponentes do assim chamado socialismo científico".
Faz parte do ideário socialista científico, a:
a) proeminência da agricultura sobre o comércio e a indústria.
b) eliminação da propriedade privada dos meios de produção.
c) prioridade para um sistema de governo parlamentarista.
d) economia ser dirigida através da parcial planificação de todas as tarefas relacionadas à solução das questões econômicas fundamentais.
e) indústria e o comércio, assim como a competição comercial, serem livres.
25. (UNIFOR CE/2005) Eleita pelo povo, a administração municipal, chamada de Comuna de Paris, rebelou-se, expulsando os partidários de Thiers. O movimento, que reunia socialistas de diversas tendências, republicanos e democratas radicais, baixou decretos populares, como os que estabeleciam o direito de voto às mulheres, a gratuidade do ensino básico, o confisco dos bens dos que abandonaram a cidade e a suspensão da cobrança dos impostos.
(Heródoto Barbeiro, Bruna R. Cantele e Carlos A. Schneeberber. História: de olho no mundo do trabalho. São Paulo: Scipione,2004. p. 327)
O texto permite afirmar que a Comuna de Paris
a) foi o primeiro movimento político proletário com propostas de mudança na ordem social.
b) refletiu-se por todo o mundo, exaltando os ânimos das massas ansiosas por mudanças.
c) sepultou definitivamente as intenções restauradoras das monarquias absolutistas.
d) foi a primeira experiência do proletariado em assumir o poder político na história.
e) defendeu o ideal liberal de uma sociedade organizada sob o ideal do pacto social.
GABARITO
1. (UFTM MG/2006) A unificação política da Alemanha, consumada com a proclamação do Segundo Reich em 1871, relaciona-se à Primeira Guerra Mundial porque:
a) fortificou o sistema de alianças defensivas, elaborado pelo chanceler Bismarck, em busca do apoio da Itália fascista.
b) intensificou seu desenvolvimento industrial e bélico, o que a tornou uma potência concorrente da Grã-Bretanha.
c) permitiu que o país liderasse a corrida imperialista e conquistasse as melhores colônias, contrariando a França e a Inglaterra.
d) acirrou o revanchismo com o Império Russo, devido à perda da região da Alsácia-Lorena, rica em minas de carvão.
e) despertou seu interesse pela península balcânica, o que desencadeou a oposição militar do Império Austro-Húngaro aos alemães.
2. (EFOA MG/2001) Tão logo pisei na rua, pela primeira vez respirei o ar das revoluções: o meio da via pública estava deserto, as lojas não estavam abertas [...]. As barricadas estavam sendo construídas com arte e por um número pequeno de homens, que trabalhavam com muito cuidado. Não agiam como culpados, perseguidos pelo medo de serem flagrados em delito, mas com o aspecto de bons operários que querem completar o trabalho rapidamente e da melhor forma [...]. Somente o povo portava armas, guardava os locais públicos, vigiava, comandava, punia. Era uma coisa extraordinária e terrível ver, nas mãos unicamente dos que nada tinham, toda aquela imensa cidade, cheia de tantas riquezas, ou melhor, aquela grande nação, porque, graças à centralização, quem reina em Paris comanda a França. E assim, foi imenso o terror de todas as demais classes.
O texto refere-se aos movimentos democráticos de 1848 na Europa, a respeito dos quais podemos afirmar corretamente que:
a) constituíram-se numa série de revoltas às quais se juntavam trabalhadores e burgueses contra o Antigo Regime.
b) tiveram pouco significado histórico porque, além de sua curta duração, ficaram restritos à França.
c) foram um conjunto de revoltas de iniciativa exclusivamente popular, contra o Golpe do 18 Brumário de Napoleão Bonaparte.
d) compuseram uma série de movimentos que eclodiram em toda a Europa, cuja reivindicação principal era mudar a forma de governo de autocrática para democrática.
e) significaram revoluções autênticas, de inspiração socialista, com ampla mobilização popular, visando à mudança da ordem social.
3. (FUVEST SP/2006) “Para mim, o mais absurdo dos costumes vale mais do que a mais justa das leis. A nossa legislação alemã contenta-se com evocar o espírito atual, notadamente o espírito francês, mas não faz alusão ao espírito do povo”. Essa frase do alemão William Gerlach, em 1810, exprime uma visão:
a) liberal e democrática.
b) romântica e nacionalista.
c) socialista e comunitária.
d) teocrática e tradicionalista.
e) conservadora e realista.
4. (UNESP SP/2004) As unificações políticas da Alemanha e da Itália, ocorridas na segunda metade do século XIX, alteraram o equilíbrio político e social europeu. Entre os acontecimentos históricos desencadeados pelos processos de unificações, encontram-se:
a) a ascensão do bonapartismo na França e o levante operário em Berlim.
b) a aliança da Alemanha com a Inglaterra e a independência da Grécia.
c) o nacionalismo revanchista francês e a oposição do Papa ao Estado italiano.
d) a derrota da Internacional operária e o início da União Européia.
e) o fortalecimento do Império austríaco e a derrota dos fascistas na Itália.
5. (UNIFOR CE/2004) As revoluções de 1848 foram manifestações políticas de uma crise econômica que havia começado em 1846. Para a massa de trabalhadores essa crise significou fome e desemprego. Além disso havia uma generalizada insatisfação em relação aos governos liberais mas conservadores ou francamente absolutistas. Os trabalhadores pobres, que aspiravam muito mais que a simples troca de governo, responderam à crise com a radicalização revolucionária. Assim, a sublevação de 1848 foi feita em nome do aprofundamento da revolução e tendo por objetivo uma república que fosse ao mesmo tempo democrática e social. A burguesia liberal, que ajudara a desencadear as revoluções de 1848, não demorou muito a perceber que o fortalecimento da massa popular era mais perigoso do que a ameaça representada pelo absolutismo e pela contrarrevolução. Por isso, ela logo tratou de abandonar o barco da revolução, aliou-se à repressão e apoiou o massacre dos trabalhadores.
(Adaptado de Luiz Koshiba. História: origens, estruturas e processos. S. Paulo: Atual, 2000, p.343-4)
A partir do texto e dos conhecimentos históricos pode-se afirmar que:
a) as revoluções liberais europeias tornaram todos os homens iguais perante a lei, mas fizeram da cidadania privilégio de poucos.
b) o absolutismo foi revolucionário ao criar condições para as transformações que levaram às revoluções burguesa e capitalista.
c) a tônica principal das revoluções liberais do século XIX foi a luta contra a fome e pela liberdade dos trabalhadores.
d) o liberalismo foi progressista ao se opor ao Antigo Regime, mas tornou-se conservador ao defender os interesses da burguesia.
e) as insurreições populares ao ameaçarem o poder absolutista, substituíram a liberdade pelo medo e abriram caminho para a reação burguesa.
6. (UNIMONTES MG/2005) Sobre a onda revolucionária que assolou, em 1848, diversos países europeus, podemos afirmar:
I– Foi a expressão do desejo burguês por reformas liberais e das crescentes reivindicações populares por justiça social.
II– Foi a expressão do repúdio às soluções estabelecidas pelo Congresso de Viena para a “problemática europeia”, após a derrota de Napoleão Bonaparte.
III– Os socialistas, por não estarem organizados em partidos e não terem lideranças mais efetivas, permitiram que os burgueses e nacionalistas estabelecessem os limites dos movimentos, frustrando os ideais operários e camponeses.
Está(ão) CORRETA(S)
a) II e III, apenas.
b) I e III, apenas.
c) I, II e III.
d) II, apenas.
7. (UFG GO/2006) A unificação italiana, no final do século XIX, ameaçou a integridade territorial da Igreja. Esse impasse resultou:
a) no reforço dos sentimentos nacionalistas na Itália, provocando a expropriação das terras da Igreja.
b) no envolvimento da Igreja em lutas nacionais, criando congregações para a expansão do catolicismo.
c) na adoção de atitudes liberais pelo Papa Pio IX, como forma de deter as forças fascistas.
d) na assinatura do Tratado de Latrão, em 1929, quando Mussolini criou o Estado do Vaticano.
e) no Risorgimento, processo em que segmentos ligados à Igreja defenderam a Itália independente.
8. (UFPE/2006) Os caminhos do capitalismo não eram tão sem obstáculos como muitos dos liberais europeus pensavam. Havia oposições, descontentamentos, condições de vida amplamente desfavoráveis. O movimento revolucionário intitulado A Comuna de Paris representou um momento de resistência ao projeto da burguesia francesa, pois:
a) inspirado nas idéias socialistas de Marx e Engels, teve uma longa atuação, ameaçando os governos liberais da Europa.
b) foi uma revolução marcada por uma forte repressão do governo, defensor de idéias conservadoras.
c) derrubou o imperador e colocou a classe operária no poder por um longo período, divulgando idéias socialistas radicais.
d) criou uma ampla rede de articulação com forças estrangeiras socialistas e abalou as forças conservadoras da Europa.
e) expressou idéias contrárias ao capitalismo, mas não conseguiu adesão popular, restringindo-se apenas à divulgação dos manifestos libertários.
9. (UNIFESP SP/2006) Signos infalíveis anunciam que, dentro de poucos anos, as questões das nacionalidades, combinadas com as questões sociais, dominarão sobre todas as demais no continente europeu. (Henri Martin, 1847.)
Tendo em vista o que ocorreu século e meio depois dessa declaração, pode-se afirmar que o autor:
a) estava desinformado, pois naquele momento tais questões já apareciam como parcialmente resolvidas em grande parte da Europa.
b) soube identificar, nas linhas de força da história europeia, a articulação entre intelectuais e nacionalismo.
c) foi incapaz de perceber que as forças do antigo regime eram suficientemente flexíveis para incorporar e anular tais questões.
d) demonstrou sensibilidade ao perceber que aquelas duas questões estavam na ordem do dia e como tal iriam por muito tempo ficar.
e) exemplificou a impossibilidade de se preverem as tendências da história, tendo em vista que uma das questões foi logo resolvida.
10. (ETAPA SP/2006) “Como nos outros países da Europa, uma língua comum acabaria finalmente catalisando a diversidade dialetal da Idade Média na Alemanha. Mas, se é possível identificar o toscano como o ancestral do italiano ou o castelhano como o do espanhol, é impossível localizar geograficamente o ancestral do alemão comum de hoje, que não foi uma língua falada antes de ser língua escrita. Devido à situação política da Alemanha, onde na Idade Média não existia nenhum centro comparável ao que foram Paris para o francês ou Londres para o inglês, o aparecimento de uma língua comum naquele país foi muito mais tardio, já que cada região cultivava com estima e devoção exclusivas sua própria variedade dialetal até o século XVI, ao menos no que diz respeito à língua falada. A situação já era outra com a língua escrita: desde a Idade Média, muito além da diversidade dos usos locais, houve (...) tentativas de uniformização.”
Henriette Walter. – A aventura das línguas no ocidente: origem, história e geografia. Tradução de Sérgio Cunha dos Santos. São Paulo: Editora Mandarim, 1997. p. 274.
De acordo com o texto:
a) como o italiano e o espanhol, o alemão atual originou-se de um dialeto.
b) o italiano, o castelhano e o alemão foram inicialmente línguas escritas.
c) o alemão atual foi inicialmente uma língua falada, depois veio a forma escrita.
d) já na Idade Média era discernível o dialeto que originou o alemão.
e) o idioma alemão não possui um local específico de nascimento.
11. (ETAPA SP/2006) “As nações modernas foram construídas de uma forma diferente daquela que contam suas respectivas histórias (...). Suas origens não se perdem na noite dos tempos, nestas épocas obscuras e heroicas que descrevem os primeiros capítulos das histórias nacionais. A lenta constituição de territórios ao acaso das conquistas e alianças não é a gênese das nações: ela não é senão a história tumultuada de principados ou reinos. O verdadeiro nascimento de uma nação é o momento em que um punhado de indivíduos afirma que ela existe e em seguida começam a provar esta afirmação. Os primeiros exemplos não são anteriores ao século XVIII: não há nação no sentido moderno, ou seja, no sentido político, antes desta época.”
Anne-Marie Thiesse. La création des identités nationales. Europe XVIII e-XXe siècle. Paris: Éditions du Seuil, 1999. p.11.
Segundo o texto:
a) as nações são produto de uma intenção política.
b) as nações foram no seu início reinos ou principados.
c) a formação territorial está na origem das nações.
d) muitas nações remontam ao final do Império Romano.
e) as nações nasceram no século XVIII.
12. (UFTM MG/2006) A unificação política da Alemanha, consumada com a proclamação do Segundo Reich em 1871, relaciona-se à Primeira Guerra Mundial porque
a) fortificou o sistema de alianças defensivas, elaborado pelo chanceler Bismarck, em busca do apoio da Itália fascista.
b) intensificou seu desenvolvimento industrial e bélico, o que a tornou uma potência concorrente da Grã-Bretanha.
c) permitiu que o país liderasse a corrida imperialista e conquistasse as melhores colônias, contrariando a França e a Inglaterra.
d) acirrou o revanchismo com o Império Russo, devido à perda da região da Alsácia-Lorena, rica em minas de carvão.
e) despertou seu interesse pela península balcânica, o que desencadeou a oposição militar do Império Austro-Húngaro aos alemães.
13. (FGV/2007) Até hoje se sonha com uma sociedade perfeita, justa e harmoniosa – utópica. No século XIX, o Romantismo produziu muitas utopias, que influenciaram duas correntes ideológicas diferentes: o socialismo e o nacionalismo. A partir de 1848, tais ideias passaram para o campo concreto das lutas sociais na Europa. Já nas novas áreas de domínio colonial, o nascente nacionalismo assumiu o caráter de luta contra a exploração e a presença estrangeira.
Respectivamente, os movimentos que exemplificam o socialismo, o nacionalismo na Europa e o nacionalismo contra o domínio europeu são
a) a Comuna de Paris, a unificação da Alemanha e a Revolta dos Boxers.
b) o ludismo, a independência da Grécia e a Guerra dos Cipaios.
c) a Internacional Socialista, a Revolução do Porto e a Guerra do Ópio.
d) a Revolução Praieira, a independência da Bélgica e a Guerra dos Bôeres.
e) o Cartismo, a unificação da Itália e a Revolução Meiji.
14. (FGV/2007) Diversos governos de Estados europeus e americanos adotaram, no século XIX, medidas de natureza política e cultural destinadas a valorizar práticas e ideais nacionalistas. Assinale a opção incorreta quanto à identificação dessas propostas.
a) a constituição de línguas nacionais específicas
b) o reconhecimento e a demarcação dos territórios nacionais
c) a valorização do ensino da história pátria
d) a edificação de monumentos comemorativos de datas ou personalidades
e) a tolerância quanto à diversidade de credos religiosos
15. (UNIOESTE PR/2007) Leia com atenção os tópicos abaixo sobre movimentos sociais europeus do século XIX:
I. A Primeira Internacional, realizada em Londres, em 1864, foi a primeira agremiação política que conseguiu reunir industriais e trabalhadores da França, Hungria, Itália e Polônia, com uma pauta comum entre proletários e burguesia.
II. A Segunda Internacional, realizada em Paris, em 1889, adotou a greve geral como estratégia de luta e fixou o Primeiro de Maio como Dia Internacional do Trabalho, exigindo ainda na ocasião uma jornada de trabalho de 8 horas.
III. O Cartismo, organizado no final da década de 1830, é considerado por alguns historiadores o primeiro movimento completamente independente da classe trabalhadora britânica a reivindicar melhores condições de vida. Foi tamanha a sua força que influenciou o pensamento político nos dez primeiros anos do governo da rainha Vitória.
IV. Os socialistas utópicos formavam uma agremiação de trabalhadores sonhadores e idealistas, que tinham a revolução como pauta principal de suas ações políticas. Robert Owen (1771-1858), operário têxtil escocês, foi o mais importante líder do movimento.
V. Nos primeiros tempos da Revolução Industrial, quando o emprego da máquina se tornara generalizado na Inglaterra, surgiu o Ludismo, movimento que recebeu o nome de seu líder, Ned Ludd. Os trabalhadores acreditavam que a insegurança e a miséria em que viviam eram provocadas pelas máquinas.
Assinale a alternativa que menciona os tópicos corretos:
a) Apenas I, II e III estão corretos.
b) Apenas I, III e IV estão corretos.
c) Apenas I, IV e V estão corretos.
d) Apenas II, III e V estão corretos.
e) Apenas II, IV e V estão corretos.
16. (UNIPAR PR/2007) O período que vai de 1871 a 1914 ficou conhecido como “Belle Époque” para os europeus que sentiam confortáveis e seguros em seus grandes centros urbanos. Todavia, a calmaria seria seguida pela grande catástrofe da Primeira Guerra. Dentre as alternativas abaixo, assinale a que NÃO se refere à história europeia desse período:
a) ocorreu a ascensão da Alemanha recém-unificada sob o comando de Oto von Bismarck.
b) a assinatura de acordos militares já configurava uma preparação para a guerra considerada inevitável pela maioria das pessoas.
c) nas Artes, as vanguardas como o futurismo e o surrealismo desafiavam os valores da burguesia em ascensão.
d) a exploração de matérias-primas na África e Ásia contribuía para o crescimento industrial das principais potencias europeias.
e) a aliança entre França e Alemanha isolou militarmente a Inglaterra, forçando a intervenção dos EUA nos assuntos europeus.
17. (UFRGS/2007) A Unificação Alemã, habilmente arquitetada por Otto von Bismarck, realizou–se em torno de guerras bem-sucedidas contra potências vizinhas.
Assinale a alternativa correta em relação às motivações e aos acontecimentos que desencadearam esse processo de unificação.
a) A fragmentação política obstaculizava o pleno desenvolvimento comercial e industrial da região. A unificação promoveria um mercado ágil e ampliado, com condições de enfrentar a concorrência inglesa através da proteção governamental.
b) a unificação foi liderada pela Áustria, o mais poderoso dos Estados germânicos e sucessoras do extinto Sacro–Império, capaz de eliminar as pretensões da Prússia. Aliado da França, o país austríaco contou com seu apoio para vencer as resistências germânicas doo sul.
c) A constituição, redigida por Bismarck, inaugurou uma era democrática nos estados alemães, sob influência dos ideais da Revolução Francesa, baseados na soberania e na participação popular.
d) As decisões do Congresso de Viena, ao reconhecerem o direito de independência da Alemanha, foram fundamentais para a consolidação da unificação, pois inibiram as pretensões italianas aos territórios do sul da Alemanha.
e) O processo de unificação alemã contou com o apoio da França, que, acossada pela supremacia britânica, via no novo Estado um importante aliado na corrida imperialista.
18. (UNIFESP SP/2008) ... a multiplicação dos confortos materiais; o avanço e a difusão do conhecimento; a decadência da superstição; as facilidades de intercâmbio recíproco; o abrandamento das maneiras; o declínio da guerra e do conflito pessoal; a limitação progressiva da tirania dos fortes contra os fracos; as grandes obras realizadas em todos os cantos do globo graças à cooperação de multidões.
(do filósofo John Stuart Mill, em 1830.)
O texto apresenta uma concepção
a) de progresso, que foi dominante no pensamento europeu, tendo chegado ao auge com a belle époque.
b) da evolução da humanidade, a qual, por seu caráter pessimista, foi desmentida pelo século XX.
c) positivista, que serviu de inspiração a Charles Darwin para formular sua teoria da evolução natural.
d) relativista das culturas, a qual considera que não há superioridade de uma civilização sobre outra.
e) do desenvolvimento da humanidade que, vista em perspectiva histórica, revelou-se profética.
19. (URCA CE/2007) Acerca das revoluções de 1848 na Europa assinale a alternativa correta:
a) Defendiam o retorno do Regime Absolutista, se contrapondo assim aos princípios defendidos durante o processo revolucionário na França de 1789.
b) Tiveram como ponto em comum o embate entre o Liberalismo, o Nacionalismo e o Socialismo, nova força que pregava a igualdade social e econômica.
c) Proporcionaram a mobilização necessária para a revolução socialista, com a efetivação da França como o primeiro desafio claro à ordem burguesa, formando um Estado Proletário com duração até o final da Guerra Fria.
d) Consolidaram as principais conquistas da Revolução Inglesa, a exemplo do Código Civil, as instituições republicanas e o voto censitário.
e) Representaram um esforço da burguesia francesa em reestruturar o seu país no sentido de deter a radicalização empreendida pelos radicais sans-culottes.
20. (UECE/2008) O Movimento das Nacionalidades traz em si a concepção de Nacionalismo e reafirma os princípios liberais aplicados à ideia de Nação. Ao ressaltar elos étnicos, linguísticos e culturais, criam o arcabouço ideológico de algumas unificações europeias. Dos países unificados, no século XIX, destacam-se
a) a Itália e a Alemanha.
b) a Rússia e a Inglaterra.
c) a Áustria e a França.
d) a Prússia e a Suíça.
21. (UEMG/2008) Leia, a seguir, o fragmento do romance de Victor Hugo:
“Os vulcões arrojam pedras, as revoluções, homens. Espalham-se famílias a grandes distâncias, deslocam-se os destinos, separam-se os grupos dispersos às migalhas; cai gente das nuvens, uns na Alemanha, outros na Inglaterra, outros na América. Pasman os naturais dos países. Donde vêm estes desconhecidos? Foi aquele Vesúvio, que fumega além, que os expeliu de si. Dão-se nomes a esses aerólitos, a esses indivíduos expulsos e perdidos, a esses eliminados da sorte: chamam-nos emigrados, refugiados, aventureiros.”
(Victor HUGO, Os Trabalhadores de Mar)
Em todas as alternativas, abaixo, foram apresentados fatos que influenciaram o aumento de movimentos migratórios no século XIX, EXCETO:
a) O movimento pela unificação da Itália e da Alemanha, conhecido por um tipo de nacionalismo tardio em relação às demais nações europeias.
b) O desenvolvimento de ideologias raciais eslavas e germânicas, que estavam associadas aos governos dos Impérios Austro-Húngaro e da Rússia.
c) A expansão do movimento operário, que organizava manifestações, protestos e conflitos,
para denunciar a exploração capitalista em solo europeu.
d) A concentração de terras provocada pelas políticas econômicas repressivas e favorecedoras dos grandes conglomerados financeiros europeus.
22. (UFAM/2008) Ancoradas em forte nacionalismo as principais potencias europeias entraram em diversos conflitos armados ao longo do século XIX, sendo a guerra franco-prussiana um dos mais importantes. A seu respeito pode-se afirmar que:
a) Com desenvolvimento industrial tardio, França e Prússia passaram a disputar o controle de mercados consumidores na África, o que ensejou a França a invadir a Alsácia, então sobre o controle alemão.
b) Motivada por disputas comerciais, resultou em derrota francesa, com a partilha dos territórios da Alsácia entre os dois beligerantes.
c) Frustrada pelas decisões diplomáticas do Tratado de Frankfurt, de entregar o território da Alsácia-Lorena à Prússia, a França de Luis Napoleão rompeu o acordo e declarou-se em guerra com a Prússia.
d) Motivada por uma sequência de derrotas frente às tropas inimigas, a população de Paris se rebela numa comuna e expulsa o exército prussiano.
e) Resultando numa derrota humilhante da França, teve entre suas motivações a oposição de Napoleão III ao avanço da unificação alemã em torno da Prússia.
23. (UFOP MG/2008) No século XIX, a Europa passou por um intenso processo de transformações sociais que acirraram a mobilização política. A respeito disso, assinale a alternativa correta:
a) A expansão do capitalismo na Europa provocou a diminuição do número de operários nos estados europeus, enfraquecendo os partidos socialistas.
b) No final do século XIX, a Itália conseguiu a sua unificação política através de um regime republicano de governo.
c) Nessa época, apesar da pregação liberal, nenhum estado europeu aderiu ao princípio do mandato popular de governo.
d) O movimento socialista se fortaleceu na Europa através da atuação dos partidos políticos de esquerda e dos sindicatos de trabalhadores.
24. (FEI SP/2008) Sobre o processo de unificação da Itália e da Alemanha, no final do século XIX, pode-se afirmar:
a) Teve na Igreja Católica seu principal formulador, especialmente na Itália, mas também na Alemanha.
b) Bismarck e Garibaldi empreenderam um acordo que levou à derrota da França de Napoleão III e à unificação de Itália e Alemanha.
c) O processo de unificação da Itália, ao contrário do ocorrido na Alemanha, foi fruto de uma mobilização popular que desembocou na adoção da forma republicana para o novo Estado.
d) A unificação tardia dos dois Estados levou-os a terem desvantagem na partilha colonial da África e da Ásia, empreendida pelos Estados europeus no século XIX.
e) A unificação alemã se deu sob a liderança de Bismack, que foi fundamental na construção do IIIº Reich, sob a liderança de Hitler.
25. (FFFCMPA RS/2008) Alemanha e Itália formaram seus Estados Nacionais na segunda metade do século XIX, em plena Segunda Revolução Industrial e expansão capitalista da Europa. São aspectos comuns aos dois processos de unificação:
I. As unificações atendiam aos interesses da elite liberal, que procurava fortalecer suas atividades econômicas com a criação de um forte mercado consumidor interno que daria condições às burguesias italiana e alemã se posicionar na
acirrada disputa pela hegemonia no continente europeu e no mercado mundial.
II. O apoio econômico e militar de Napoleão III foi decisivo para a concretização das unificações em especial nas disputas territoriais com a Áustria que exercia domínio sobre as regiões de Veneza e Baviera.
III. Os dois processos de unificação foram realizados de cima para baixo, através da aliança das classes dominantes – a aristocracia e a alta burguesia – que procuraram neutralizar a participação política das camadas populares.
IV. A unificação política da Itália e Alemanha foi precedida da unificação econômica com a formação de uniões aduaneiras que eliminaram barreiras alfandegárias entre os reinos que dinamizaram a formação de um mercado interno.
Quais estão corretas?
a) apenas I e II.
b) apenas II e III.
c) apenas I e III.
d) apenas III e IV.
e) apenas I, II e III.
1. (UDESC SC/2008) O liberalismo, o nacionalismo e o socialismo são fatores, dentre outros, que ajudam a explicar:
a) os movimentos revolucionários de 1848.
b) a reforma protestante.
c) a expansão marítimo-comercial europeia.
d) a crise do feudalismo e do trabalho servil.
e) as Cruzadas.
2. (UFV MG/2008) No continente europeu, ao longo do século XIX, ocorreram movimentos de contestação social e revoluções de caráter nacional que coexistiram com governos conservadores e iniciativas de unificação política nacional “vindas de cima”.
Assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE um acontecimento representativo de um desses processos indicados anteriormente:
a) Revolução Francesa.
b) Unificação da Itália e da Alemanha.
c) Revolução Gloriosa.
d) III Internacional Comunista.
3. (UESPI/2009) O Iluminismo exaltou o pensamento racionalista, além de ajudar a transformar modelos políticos tradicionais e favorecer o crescimento das idéias democráticas. Mas nem todos estavam envolvidos pelo Iluminismo. No século XIX, os românticos, com suas críticas:
a) defenderam um espaço maior para viver as emoções e a imaginação.
b) assimilaram o racionalismo político, mas negaram a importância da Ciência.
c) privilegiaram tradições medievais, na forma de vestir e de viver os sentimentos.
d) construíram uma concepção de mundo baseada em Rousseau e em Kant.
e) foram revolucionários radicais, destruindo argumentos dos teóricos capitalistas.
4. (UFMG/2009) O ano de 1848 ficou célebre em razão da onda de denominado Primavera dos Povos. O objetivo maior dos revolucionários de toda parte era alcançar a liberdade e combater a opressão; em algumas regiões, porém, as palavras de ordem reivindicavam, também, o fim do jugo estrangeiro, ou seja, demandavam autonomia para as nações.
Considerando-se os eventos ocorridos em 1848 e suas consequências, é CORRETO afirmar que,
a) na Alemanha, se instalou, com sucesso, uma República parlamentar, que aboliu as instituições imperiais e consolidou a unidade do país.
b) na França, se proclamou, outra vez, a República, mas Luís Napoleão Bonaparte, o presidente eleito, instituiu, por meio de um golpe, o II Império.
c) na Inglaterra, uma série de greves gerais colocou em xeque a Monarquia, que precisou recorrer à Lei Marcial para recobrar a ordem.
d) na Rússia, os revolucionários ocuparam o poder durante alguns meses, o que provocou reação sangrenta e guerra civil.
5. (FGV/2009) A nova onda se propagou rapidamente por toda a Europa. Uma semana depois da queda de Luís Filipe I, o movimento revolucionário tomou conta de uma parte da Alemanha e, em menos de um mês, já estava na Hungria, passando pela Itália e pela Áustria. Em poucas semanas, os governos dessa vasta região foram derrubados, e supostamente se inaugurava uma nova etapa da História europeia, a Primavera dos Povos.
(Luiz Koshiba, História – origens, estruturas e processos)
O texto faz referência
a) à Belle Èpoque.
b) às Revoluções de 1848.
c) à Restauração de 1815.
d) à Guerra Franco-Prussiana.
e) às Revoluções liberais de 1820.
6. (UDESC SC/2009) Assinale a alternativa correta, em relação à chamada Primavera dos Povos.
a) A Primavera dos Povos não influenciou a formação dos movimentos sociais do Século XIX.
b) Foi uma revolução brasileira, mas que atingiu também outros países do Cone Sul.
c) Houve influência da Primavera dos Povos no Brasil através do movimento dos Seringueiros.
d) Atribuição colocada ao movimento revolucionário francês em 1848, que derrubou a monarquia de Luis Felipe e trouxe à discussão a exploração burguesa e a dominação política.
e) A influência da Primavera dos Povos se restringiu às preocupações francesas do período.
7. (UDESC SC/2009) Sobre os Movimentos Sociais, sobretudo na Europa, formados na segunda metade do século XIX, assinale a alternativa correta.
a) Problemas sociais como mão-de-obra barata numerosa e jornada de trabalho de até dezesseis horas por dia indicavam a necessidade de organização e a criação de entidades como associações de ajuda mútua e sindicatos.
b) Os anarquistas foram vitoriosos em quase todas suas iniciativas de organização, e a maior expressão disso foi a formação do Estado Franco-Prussiano.
c) Os movimentos sociais do período buscaram melhorar as relações tranquilas que patrões e operários mantinham nas fábricas.
d) O trabalho infantil e a exploração da mão-de-obra não pertenciam mais à realidade europeia no período.
e) Os sindicatos criados no período receberam imediato apoio dos patrões, preocupados com a condição de vida de todos.
8. (UFV MG/2009) Sobre o processo de unificação política e territorial da Itália e Alemanha, ocorrido na segunda metade do século XIX, é CORRETO afirmar que:
a) a unificação da Alemanha recebeu apoio da França, que pretendia diminuir a influência econômica e a ameaça militar da Rússia na região.
b) as burguesias nacionais da Alemanha e da Itália não apoiaram os movimentos de unificação, pois temiam uma diminuição do mercado interno e das exportações de seus produtos para os países contrários à unificação.
c) a unificação italiana ocorreu em torno da monarquia piemontesa, e abriu um período de conflito intenso com o papado.
d) o processo de unificação foi sendo conduzido pelos Estados mais industrializados de cada uma dessas regiões, a saber: a Sicília, na Itália, e a Prússia, na Alemanha.
9. (Mackenzie SP/2009) “Assim, se o sentimento nacional e a ideia nacional constituíram, no século XIX, um fator decisivo, um princípio de ação essencial contra Estados opressores, eles foram também a origem da maioria dos conflitos internacionais.”
René Rémond
“O confronto entre a Rússia e a Geórgia pelo controle da região separatista da Ossétia do Sul registrou ontem dramática escalada, correndo o risco de se transformar no pior conflito entre os russos e uma força militar estrangeira desde a guerra no Afeganistão, nos anos 80.”
Folha de São Paulo, 10/08/2008
Considerando os dois textos, é correto afirmar que:
I. o conceito de nacionalidade nos remete à realidade de povos que pertencem à mesma etnia, falam a mesma língua, têm a mesma tradição cultural e, no entanto, por estarem separados politicamente, almejam conquistar um Estado unificado;
II. a partir de 1870, o princípio das nacionalidades se vinculou ao processo de expansão das potências capitalistas, que entraram na era do imperialismo e do neocolonialismo, dando origem ao nacionalismo xenófobo, um dos responsáveis pela eclosão da Primeira Guerra;
III. tanto na região dos Bálcãs, às vésperas da Primeira Grande Guerra, quanto na atual região da Ossétia do Sul, a Rússia manifestou seu respaldo aos movimentos nacionalistas e separatistas.
Assinale
a) se somente I estiver correta.
b) se somente III estiver correta.
c) se somente II e III estiverem corretas.
d) se somente I e II estiverem corretas.
e) se I, II e III estiverem corretas.
10. (UNIMONTES MG/2009) Na Inglaterra, se o coletor de taxas viesse cobrar taxas não votadas pelo Parlamento, seria expulso da casa pelos cidadãos. Se o cidadão fosse detido e levado a julgamento, seria liberado pela Corte e mandado para casa com um elogio por ter resistido a uma força ilegal. (...)
Na Prússia, era diferente. Se o cidadão prussiano expulsasse o coletor de impostos que viesse cobrar taxas não aprovadas pela Dieta, ele seria arrastado ao tribunal para receber uma sentença de prisão por “resistência à autoridade legal”.
(Ferdinand Lassalle. Líder socialista alemão na segunda metade do século XIX. Citado por PEDRO, Antônio; LIMA, Lizânias de Souza; CARVALHO, Yone de. História do mundo ocidental: ensino médio. São Paulo: FTD, 2005, p. 304).
Considerando o texto acima e a história, é INCORRETO afirmar que:
a) a unificação tardia da Alemanha embotou o desenvolvimento capitalista naquele país, como se pode inferir do caráter autoritário do judiciário e das arbitrariedades praticadas por coletores de impostos.
b) o direito de não pagar taxas impostas é coerente com o direito à insurreição, aceito por John Locke, mais importante intelectual da Revolução Gloriosa de fins do século XVII na Inglaterra.
c) a Prússia desempenhou papel central no processo de formação do Estado Nacional Alemão no século XIX, experiência que engendrou um modelo de desenvolvimento autoritário, também conhecido por “modernização conservadora”.
d) a proeminência do Parlamento nas questões tributárias na Inglaterra, cuja origem remonta aos tempos medievais, esteve no centro dos conflitos políticos no século XVII e foi ratificada na revolução de 1688.
11. (ESCS DF/2010) A segunda metade do século XIX ficou caracterizada pelos processos de unificações tardios da Alemanha e da Itália. O processo italiano ficou marcado pela forte presença da burguesia do Piemonte (norte dos Estados Italianos) interessada na unificação do mercado da península itálica. Um fator que também contribuiu para o processo de unificação tardio da Itália foi:
a) o apoio dos Estados Pontificiais interessados na possível proteção do novo Estado italiano a Igreja Católica na Europa;
b) a ampla participação da população do sul dos Estados Italianos organizados em um exército popular liderado por Giuseppe Garibaldi;
c) o total interesse da França na independência italiana para que a jovem nação estabelecesse uma concorrência com a Inglaterra;
d) a disseminação do pensamento absolutista que inspirou a criação de um governo central na Itália;
e) o interesse dos nacionalistas italianos na integração da parte industrial do sul dos Estados Italianos com a parte agrária do norte do país.
12. (PUC RJ/2010) O voto direto e universal, símbolo da democracia e da igualdade política, foi instituído na França em 1848, fruto de experiências e reflexões anteriores que propiciaram sua conquista e sua posterior afirmação, no decorrer do século XX.
Sobre as experiências modernas e contemporâneas que contribuíram para a conquista e afirmação do sufrágio universal, é CORRETO afirmar que:
a) na Revolução Gloriosa, inaugurou-se a Era dos Direitos, abrindo caminho para a eleição do legislativo, com o voto censitário, masculino e feminino, para a Câmara dos Comuns.
b) na Revolução Americana, o ideal democrático foi aplicado na Constituição de 1787, exemplificado pela abolição da escravidão e pela adoção do sufrágio universal e da eleição direta.
c) na Revolução Francesa, a doutrina da soberania popular foi aplicada pelo governo jacobino a partir de 1793, garantindo o sufrágio universal masculino e a defesa da liberdade de expressão e de oposição.
d) na América Latina, após as revoluções de independência, a elite criolla preocupou-se em constituir estados nacionais e em integrar as classes populares na participação política.
e) no Brasil republicano, em 1932, foi instituído o Código Eleitoral Brasileiro, considerando eleitor o cidadão maior de 21 anos, implantando-se, assim, o sufrágio universal sem distinção de sexo.
13. (UFTM MG/2010) Pode-se apontar como característica comum das unificações da Alemanha e da Itália,
a) a criação de uma república liberal, comanda pela pequena burguesia e ligada às tradições românticas do século XIX, em especial com a música.
b) a participação de todas as classes – em especial do operariado – associada à constituição de uma monarquia que respeitava as culturas regionais.
c) o apoio militar da Áustria para efetivar os interesses nacionais dos povos que lutavam contra as forças reacionárias francesas e do papado.
d) a ação inglesa contra as forças reacionárias que, apoiadas nas decisões do Congresso de Viena, impediam a formação de novos Estados.
e) o fato de esse processo ter sido liderado pelas classes dominantes de regiões de crescente industrialização.
14. (UFV MG/2010) A expressão Risorgimento designa o conjunto de movimentos heterogêneos que desejaram a unificação da Itália no século XIX. A vertente vitoriosa que promoveu a unificação da Itália foi:
a) o projeto republicano de Giuseppe Mazzini, que criou o movimento Jovem Itália.
b) o movimento popular e secreto dos Carbonários, que defendeu a instituição de um Estado unitário e laico, contra a influência da Igreja e do Império Austríaco.
c) o Papado, que defendeu a instituição de uma monarquia teocrática com sede no Vaticano.
d) o movimento liderado pelo reino do Piemonte-Sardenha, que adotou uma monarquia constitucional laica e favoreceu a industrialização.
15. (UESPI/2010) No século XIX, as transformações agitavam a vida europeia. Havia críticas ao Capitalismo, e a desigualdade social era comum. Daí as tensões e as lutas das camadas populares por melhores condições de vida. Uma das experiências políticas destacada nesse período, foi a Comuna de Paris, que:
a) conseguiu consolidar o domínio do liberalismo na França e o fim do autoritarismo no governo e na Constituição.
b) organizou um governo revolucionário para mudar a situação política do país e fazer mudanças radicais.
c) fez alianças com a burguesia mais reformista, mantendo-se no poder, com grande popularidade, durante uma década.
d) afirmou a necessidade de reformas na política, derrotando os conservadores e implantando o Socialismo.
e) definiu o fim da monarquia constitucional, criando condições para uma democracia como nos tempos da Grécia Antiga.
16. (UFTM MG/2010) As palavras são testemunhas que muitas vezes falam mais alto que os documentos. Consideremos algumas palavras que foram inventadas, ou ganharam seus significados modernos, substancialmente no período 1789-1848. Palavras como indústria, industrial, fábrica, classe média, classe trabalhadora, capitalismo e socialismo. Ou ainda liberal e conservador como termos políticos, nacionalidade, cientista, engenheiro, proletariado e crise econômica, todas elas cunhagens ou adaptações deste período.
(Eric J. Hobsbawm. A era das revoluções. Adaptado.)
A partir do texto, pode-se inferir que, na Europa Ocidental, o período 1789-1848 caracterizou-se
a) pela dominação econômica da nobreza, que, graças ao Congresso de Viena, recuperou os privilégios baseados no nascimento.
b) pelas guerras e disputas entre países capitalistas e socialistas, que procuravam obter o controle político do continente.
c) pela irrupção de novas forças sociais e econômicas, responsáveis pelo triunfo da ordem burguesa.
d) pela disputa entre os que defendiam explicações baseadas na razão e os que seguiam os valores religiosos.
e) pela dominação da África, dividida em função dos interesses políticos e econômicos dos países europeus.
17. (UNIMONTES MG/2010) Acerca da Europa, de modo geral, no século XIX, é INCORRETO afirmar que
a) o final do período foi marcado pela suspensão das disputas políticas e econômicas entre as grandes potências europeias e a progressiva pacificação do continente.
b) as duas grandes escolas literárias do período foram o Romantismo e o Realismo que se inspiraram, entre outros, nos problemas sociais criados pela Revolução Industrial.
c) a Inglaterra pode ser tomada como o modelo ideal do capitalismo industrial nascente, pois apresentava economia forte, poderio militar e um Estado estável e representativo.
d) as pesquisas e descobertas nos campos da física e da química tiveram aplicações práticas na medicina e no desenvolvimento, entre outros, da fotografia e do cinema.
18. (UEG GO/2011) O ano de 1870 foi marcado, na Europa, pelo início da guerra franco-prussiana e, na América do Sul, pelo fim da Guerra do Paraguai. Essas duas guerras influenciaram politicamente a
a) a queda do chanceler alemão Otto von Bismark e a questão religiosa no Brasil.
b) a implantação do II Império Francês e a emancipação dos escravos no Brasil.
c) o advento da Comuna de Paris e a criação da Guarda Nacional no Brasil.
d) unificação alemã e a Proclamação da República brasileira.
19. (UEPB/2011) O nacionalismo ajudou a redesenhar o mapa da Europa no século XIX. Movimentos políticos, ancorados em conceitos de identidade nacional, redefiniram as fronteiras europeias e substituíram monarquias tradicionais por nações-Estado. Assinale V para as alternativas verdadeiras e F para as falsas:
(__) Os países que derrotaram a França napoleônica reuniram-se em Viena (1814) para impedir que monarquias destronadas pelos exércitos bonapartistas se recompusessem. O resultado foi que Fernando VII, da Espanha, foi banido da Europa; a Itália foi unificada e virou nação; Noruega e Suécia foram divididas e perderam suas coroas.
(__) Os movimentos nacionalistas europeus aceitavam depender economicamente de uma nação estrangeira, desde que tivessem autonomia política, e defendiam subideologias nacionalistas, algumas limitadas à defesa de um idioma próprio.
(__) Otto Von Bismarck, estadista prussiano, viu um desejo de unidade nacional ao defender a supremacia da Prússia na Europa Central. O processo se inicia em 1864, quando Prússia e Áustria se unem para anexar ducados dinamarqueses, e culmina em 1871 com a proclamação do Império Alemão, tendo Bismarck como seu Chanceler.
(__) A lealdade ao rei foi substituída, nos exércitos europeus, pela lealdade ao país - um patriotismo fundado no conceito de revolução social. Para defender a pátria, a população contribuiria para a guerra e o alistamento obrigatório foi introduzido na Europa.
Assinale a alternativa correta:
a) F, F, V, V
b) F, F, F, V
c) V, V, F, F
d) F, V, F, V
e) V, F, V, V
20. (FMABC SP/2011) “A revolução social está em marcha e ninguém irá barrar seu caminho. (...) A Comuna pode salvar tudo! Eu o juro! Eu o juro em nome de minhas lembranças dolorosas e das minhas altivas esperanças. (...) A burguesia poderia ajudar a nos massacrar, mas seríamos apenas alguns no cemitério, e ela rolaria amanhã, criminosa e arruinada, ao abismo! Que ela se junte à Comuna! Nós oferecemos isso hoje, amanhã talvez seja tarde demais. Decidam-se!”
Jules Vallès. “Decidiam-se!”, Le cri du peuple, 3/4/1871. Crônicas da Comuna. São Paulo: Ensaio, 1992, p. 23-24
O texto acima foi publicado em Paris, durante a Comuna de 1871. Podemos dizer que a Comuna de Paris
a) foi a primeira revolução burguesa da história contemporânea e instaurou a República na França.
b) representou um momento de aliança da burguesia e do proletariado franceses contra o Segundo Império.
c) foi alimentada pelas ideias sociais do século XIX e pela derrota francesa na Guerra Franco-Prussiana.
d) representou a primeira tentativa bolchevique de expandir a hegemonia soviética para fora da Rússia.
e) foi uma rápida experiência de poder burguês, celebrada por teóricos como Karl Marx e Mikhail Bakunin.
21. (UNESP/2004) As unificações políticas da Alemanha e da Itália, ocorridas na segunda metade do século XIX, alteraram o equilíbrio político e social europeu. Entre os acontecimentos históricos desencadeados pelos processos de unificações, encontram-se
a) a ascensão do bonapartismo na França e o levante operário em Berlim.
b) a aliança da Alemanha com a Inglaterra e a independência da Grécia.
c) o nacionalismo revanchista francês e a oposição do Papa ao Estado italiano.
d) a derrota da Internacional operária e o início da União Europeia.
e) o fortalecimento do Império austríaco e a derrota dos fascistas na Itália.
22. (UNESP/2001) Nas últimas décadas do século XIX, na Europa, dois países ainda lutavam pela unidade e pela consolidação de um Estado Nacional. Esses países são:
a) França e Itália.
b) França e Alemanha.
c) Itália e Espanha.
d) Alemanha e Itália.
e) Espanha e França.
23. (UEL/99) As Unificações Italiana e Alemã alteraram profundamente o quadro político da Europa na Século XIX, rearticulando um equilíbrio de forças que resultaria na
a) Primeira Guerra Mundial.
b) Revolução dos Cravos.
c) Guerra Civil Espanhola.
d) Revolta dos Cipaios.
e) Segunda Guerra Mundial.
24. (PUCCAM/96) Na base do processo das unificações italiana e alemã, que alteraram o quadro político da Europa no século XIX, estavam os movimentos
a) sociais, acentuadamente comunistas.
b) liberais, acentuadamente nacionalistas.
c) iluministas, acentuadamente burgueses.
d) reformistas, acentuadamente religiosos.
e) renascentistas, acentuadamente mercantis.
25. (Cesgranrio 97) Assinale a opção que apresenta uma afirmativa correta sobre o processo de unificação da Alemanha (1871) e da Itália (1870):
a) Na Itália, a proclamação da República por Giuseppe Garibaldi, líder do movimento carbonário e republicano, estabilizou economicamente o país, permitindo a fixação das fronteiras internacionais italianas e sua unificação interna.
b) Na Itália, com o apoio do Papa Pio IX, o movimento unificador difundiu-se a partir da cidade de Roma, sendo contrário aos interesses econômicos da burguesia do Piemonte e do norte do país.
c) Na Alemanha, Bismarck implementou a unificação com a ajuda econômica e militar do Império Austríaco, opondo-se à política separatista da Prússia de Guilherme I.
d) A criação da União Alfandegária (Zollverein) entre os estados alemães desenvolveu a industrialização e a economia da Confederação Germânica, culminando na unificação política com a criação do Segundo Reich (império) Alemão.
e) Ambos os processos unificadores resultaram da derrota dos movimentos nacionalistas locais frente à reação das forças monárquicas reunidas pelo Congresso de Viena.
GABARITO
1. (PUC RS/2011) A autora francesa Josette François afirma: “depois da humilhação de 1871, as crianças francesas passaram a ser educadas para um único fim: a vingança necessária. Todas as canções que se escutavam nas festas familiares falavam da Alsácia-Lorena”.
Apud SENISE, M.H.V. e PAZZINATO, A. L.. História moderna e contemporânea. 12 ed. São Paulo: Ática, 1998, p. 217.
A “humilhação” mencionada refere-se ao resultado da guerra _________. A “vingança necessária” era contra _________, sob cujo domínio encontrava-se a região mencionada. Um dos efeitos internacionais dessa posição francesa foi a assinatura, em 1907, da chamada Tríplice Entente, com _________.
a) da Crimeia a República Federal da Alemanha; EUA e Inglaterra
b) franco-prussiana o império alemão; Inglaterra e Rússia
c) da Crimeia o “Segundo Reich” alemão; EUA e Inglaterra
d) franco-prussiana o império alemão; EUA e Inglaterra
e) franco-prussiana a República Federal da Alemanha; Inglaterra e Rússia
2. (PUC SP/2011) “O culpado se chama burguesia. (...) Sim, a pátria está subjugada, Paris desonrada e, amanhã, terá a canga prussiana presa em seu pescoço. Mas é ela, a burguesia, quem prendia as mãos da revolução e esmagava seus dedos (...).”
Jules Vallès. Le cri du peuple (1/3/1871), in Crônicas da Comuna. São Paulo: Ensaio, 1992, p. 17
O texto, escrito no calor da luta da Comuna de Paris, relaciona o movimento
a) à revolução social proletária e à resistência contra a invasão estrangeira da cidade.
b) ao nacionalismo francês e prussiano e à revolução política liderada pela burguesia.
c) à reforma constitucional e à ampliação dos mecanismos institucionais de participação política.
d) ao fim do poder republicano burguês e à restauração do império na França.
e) à instalação do comunismo e à necessária repressão aos anarquistas.
3. (FMABC SP/2012) “Os anos de penúria das décadas de 1830 e 1840, especialmente na França, só aumentaram a sensação de contrastes profundos. De um lado o crescimento vertiginoso da população francesa (29 milhões em 1816, 36 milhões em 1850), concentrada nas cidades,
conduzindo a um estado de mal-estar e de tensão social que explodia em violentos motins urbanos (...).”
Elias Thomé Saliba. As utopias românticas. São Paulo: Estação Liberdade, 2003, p. 28. Adaptado.
Podemos dizer que a tensão social identificada pelo texto se associa
a) à ampla presença de estrangeiros na França do início do século XIX, provocada pelas ondas de migrações oriundas das colônias francesas do norte da África.
b) ao sucesso das reformas sociais promovidas pela Revolução de 1789, que permitiram a ampliação da oferta de empregos nos meios urbanos e rurais franceses.
c) à organização de sindicatos e partidos políticos comunistas e anarquistas, que preparavam os levantes sociais de 1848 e 1871 e iniciavam a gradual implantação do socialismo na França.
d) ao avanço da industrialização, que acelerou o processo de evasão rural e provocou forte concentração de trabalhadores nas grandes cidades europeias do período.
e) à escassez de alimentos, originada pelas longas temporadas de seca e de peste nos campos franceses e aprofundada pelas guerras ocorridas durante o período napoleônico.
4. (PUC RJ/2013) Ao longo do ano de 1848, o continente europeu passou por uma série de revoluções configurando um momento que muitos historiadores vieram a denominar de “Primavera dos Povos”. Sobre esses movimentos, é CORRETO afirmar que:
a) as revoluções de 1848 foram movimentos em defesa do retorno dos regimes monárquicos, uma vez que as tentativas de reformas políticas e econômicas de caráter burguês tinham fracassado e produzido uma grave crise econômica e social.
b) este conjunto de revoluções, de caráter liberal e nacionalista, foi iniciado com demandas por governos constitucionais e, ao longo do processo, trabalhadores e camponeses se manifestaram contra os excessos da exploração capitalista.
c) o movimento de 1848 deu prosseguimento às reformas religiosas estendendo o protestantismo para a Europa centro-oriental e enfraquecendo a posição dos regimes autocráticos católicos em países da região como a Áustria e Polônia.
d) a “Primavera dos Povos” está relacionada à publicação do Manifesto Comunista em fevereiro de 1848 e com a organização de ações políticas revolucionárias de cunho anarquista, republicano e secular.
e) essas revoluções estavam associadas às demandas burguesas por maior integração comercial e pelo fim das políticas mercantilistas intervencionistas ainda em vigor em países europeus dominados pela velha classe política aristocrática.
5. (UEG GO/2013) O movimento cartista (1838-1848) foi uma das primeiras manifestações coletivas do movimento operário inglês. Entre suas reivindicações, estavam o voto universal e secreto, o pagamento aos deputados e as eleições anuais para o Parlamento. Em fevereiro de 1848, houve a revolução que derrubou a monarquia liberal francesa e foi realizada essencialmente pela burguesia e pelo proletariado. Ao relacionar estes acontecimentos históricos com a teoria da luta de classes de Karl Marx, pode-se afirmar:
a) a Revolução de 1848 foi uma revolução burguesa que instaurou uma nova organização estatal que, posteriormente, reprimiu o movimento operário, manifestando o que Marx denominou de “contrarrevolução”.
b) a Revolução de 1848 foi uma revolução policlassista que gerou um regime socialista democrático, o que Marx considerou como modelo e primeira experiência de via pacífica para o comunismo pluralista.
c) a Revolução de 1848 foi uma revolução proletária que constituiu a primeira forma daquilo que Marx denominou “ditadura do proletariado” e que seria repetida na Comuna de Paris de 1871 e na Revolução Russa de 1917.
d) o movimento cartista foi a primeira expressão política do movimento comunista internacional e teve em Karl Marx o seu principal ideólogo e ativista, sendo a base da criação da Associação Internacional dos Trabalhadores.
6. (UFGD MS/2013) Karl Marx e Friedrich Engels são importantes e destacados autores das teses do socialismo científico, cuja proposição se baseou
a) em apontar e discutir as contradições do capitalismo, a partir da ideia de que seria necessária a ação revolucionária dos trabalhadores.
b) na perspectiva de que seria urgente a redução do papel do Estado na economia.
c) em redefinir o movimento sindical, por considerar que ele estaria ultrapassado após a Revolução Russa.
d) no desenvolvimento e execução de sucessivas reformas em diferentes modelos econômicos, visando ao aperfeiçoamento do Liberalismo.
e) na difusão da ideia de que a liberdade é um direito natural, portanto, os direitos individuais e de propriedade privada deveriam ser sempre defendidos.
7. (UFPR/2013) No Brasil, desde 2011, tem havido diversas comemorações dos 150 anos da Unificação Italiana, relembrando os fortes laços culturais entre os dois países. Sobre a relação entre a Unificação Italiana e a imigração de italianos para as Américas, é correto afirmar:
a) A Unificação Italiana foi o resultado de uma série de revoltas populares, que culminaram em 1861 com a formação de uma república socialista sob a direção de Giuseppe Mazzini. A burguesia, que não concordava com o novo regime, emigrou para as Américas, levando capital suficiente para iniciar a industrialização em países como a Argentina, o Brasil e os Estados Unidos.
b) O processo da Unificação Italiana contou com a intensa participação do Império brasileiro, pois D. Pedro II almejava estabelecer relações comerciais com os italianos. É notória a participação de Giuseppe Garibaldi na política brasileira do período imperial. Após a unificação, contudo, nem o Brasil nem os demais países aliados conseguiram levantar a Itália de uma profunda crise econômica, o que levou a uma grande leva emigratória para as Américas de 1880 a 1930.
c) A Unificação Italiana foi um processo iniciado no início do século XIX, que se concluiu em 1861, com uma monarquia constitucionalista, sob o comando de uma aliança entre burgueses e latifundiários, que afastou os setores populares do poder. Muitos italianos camponeses e trabalhadores saíram empobrecidos após a unificação, o que estimulou uma intensa emigração para as Américas entre 1880 e 1930, engrossando fileiras de trabalhadores agrícolas e operários.
d) A Unificação Italiana durou de 1861 a 1870, agregando estados independentes sob a direção do reino de Piemonte-Sardenha. Porém, sua conclusão só foi possível após a Unificação Alemã, que marcou o fim da ingerência de Otto Von Bismark na política europeia. Após esse processo, o monarca instituído perseguiu duramente seus inimigos políticos, que emigraram para as Américas.
e) A emigração italiana para as Américas teve início por conta de uma série de dificuldades financeiras causadas por problemas climáticos, que, por volta de 1850, prejudicaram as colheitas. O volume de emigrantes intensificou-se após a Unificação em 1861, em decorrência do fato de que o governo anarquista instituído fracassou na tentativa de reerguer o país.
8. (IFGO/2013)
Leia o fragmento a seguir.
De pé ficamos todos
E com firmeza juramos
Quebrar tesouras e válvulas
E pôr fogo às fábricas daninhas.
HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. 21. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1986. p. 186.
O trecho foi retirado de uma das canções entoadas pelos trabalhadores ligados ao movimento ludista. Ocorridas na Inglaterra entre fins do século XVIII e início do século XIX, as ações encaminhadas pelo movimento em questão caracterizaram-se:
a) Por ações pacíficas, optando, assim, pela via da negociação.
b) Pela destruição das máquinas, afinal, elas representavam a perda dos seus trabalhos.
c) Pela defesa da via sindical.
d) Pela tomada de consciência de sua condição de classe.
e) Pela organização de greves como principal estratégia de luta pelos direitos trabalhistas.
9. (UDESC SC/2013) Sobre a segunda metade do século XIX, é correto afirmar.
a) Ocorreram várias mudanças nos países europeus, entre elas a formação de novos países, como a Itália e a Alemanha.
b) As relações de trabalho, na Europa, eram baseadas na escravidão, cujos trabalhadores se organizavam em sindicatos a fim de garantir seus direitos trabalhistas, tais como descanso semanal remunerado e limitação da jornada de trabalho.
c) Com o desenvolvimento da industrialização em países como a Inglaterra, houve crescimento da participação política das mulheres, pelo voto nas eleições dos governantes.
d) Na França, ocorreu a Revolução Francesa e posteriormente o governo de Napoleão Bonaparte.
e) Neste período, na Europa, houve uma grande migração de pessoas que deixaram as cidades, em busca de melhores condições de vida no campo.
10. (UECE/2013) O movimento político e social britânico, liderado por Feargus O’Connor e William Lovett, composto em sua maioria por representantes da classe trabalhadora, apresentou em 1838 à Câmara dos Comuns uma petição reivindicando várias reformas. Baseado nas reivindicações contidas nesse documento denominado People's Charter (Carta do Povo), analise os seguintes itens:
I. Voto secreto, para proteger o eleitor no exercício de seu direito, garantido a todo homem a partir dos vinte e um anos de idade.
II. Igualdade para todos e liberdade de negociação salarial para todos os trabalhadores ingleses.
III. Não obrigatoriedade de ter propriedade para concorrer ao Parlamento, e pagamento de salário ao parlamentar.
Faziam parte do referido documento as reivindicações contidas em
a) I e III apenas.
b) II e III apenas.
c) I e II apenas.
d) I, II e III.
11. (UFPB/2013) Na segunda metade do século XIX, ocorreram as unificações políticas da Itália e da Alemanha, países que se atrasaram em relação às potências que se unificaram séculos antes, tais como Inglaterra e França. Sobre esses processos de unificação, pode-se afirmar:
I. A península italiana estava dividida em vários Estados submetidos à influência da Áustria. Duas correntes políticas buscavam a unificação: os monarquistas e os republicanos.
II. A unificação da Alemanha foi comandada pela Prússia, que era a região mais rica e industrializada. Após várias guerras vitoriosas, a Alemanha foi unificada sob o comando do rei da Prússia, que se tornou o Kaiser Guilherme I.
III. A Áustria, grande potência da Europa Central, adotava uma política expansionista. Ameaçados, os reinos do Piemonte e da Prússia se uniram e, com apoio da França, venceram os austríacos, fundando o Reino da Itália e o Reich alemão.
IV. A França, comandada pelo Imperador Napoleão III, não desejava a unificação da Alemanha. Isso levou à Guerra Franco-Prussiana (1870-1871), culminando com a vitória prussiana e a unificação alemã sob o comando do Kaiser Guilherme I.
Está(ao) correta(s) apenas:
a) I
b) I e II
c) I, II e IV
d) III e IV
e) II, III e IV,
12. (UNIMONTES MG/2013) O que determina o florescimento ou o esgotamento das artes em qualquer período ainda é muito obscuro. Entretanto não há dúvida de que, entre 1789 e 1848, a resposta deve ser buscada em primeiro lugar no impacto da revolução dupla. Se fôssemos resumir as relações entre o artista e a sociedade nessa época, em uma só frase, poderíamos dizer que a Revolução Francesa o inspirava com seu exemplo; a revolução industrial, com o seu horror, enquanto a sociedade burguesa, que surgiu de ambas, transformava sua própria experiência e estilos de criação. (HOBSBAWM, Eric. A Era das Revoluções, 1982.)
O movimento artístico e filosófico que surge, segundo Hobsbawm, na efervescência das grandes revoluções ocorridas na Europa é
a) o Modernismo.
b) o Romantismo.
c) o Humanismo.
d) o Simbolismo.
13. (Fameca SP/2014) Ao sul fica Hoxton, região de ruas de feira, malcheirosas de fábricas, depósitos de madeira, armazéns imundos, de becos onde fervilham pequenas lojas e oficinas, de travessas infectas que levam a uma escuridão pestilenta; por toda parte o trabalho em suas formas mais degradantes; as vias trovejando de carroças superlotadas, as calçadas pisadas por trabalhadores da espécie mais grosseira, as esquinas e recantos exibindo a mais feia miséria. Caminhando em direção ao norte, o explorador vai encontrar um ar mais limpo, ruas mais amplas, num bairro estritamente residencial; as estradas parecem entregues aos leiteiros, vendedores de carne de gato e fruteiros. Aqui encontram-se ruas em que há placas anunciando quartos para alugar em cada janela; outras proclamam uma respeitabilidade superior, casas recuadas por trás de pequenos jardins [...].
(George Gissing apud Raymond Williams. O campo e a cidade, 2011.)
Ao descrever Londres no final do século XIX, o autor mostra que
a) a luta de classes era resquício do passado pré-industrial da cidade.
b) o desprezo pela riqueza das elites aumentara entre os intelectuais.
c) o individualismo burguês contrastava com a solidariedade dos pobres.
d) a visão higienista favoreceu o crescimento ordenado da metrópole.
e) o espaço urbano refletia os contrastes de vida das classes sociais.
14. (UNISA SP/2014) No contexto da guerra franco-prussiana (1870-1871), surgiu na França um movimento popular e revolucionário que governou Paris por mais de dois meses. Embora efêmero, ele ganhou importância histórica devido à defesa da democracia e da República. Organizado em comissões, o governo teve a participação de operários eleitos pelo povo. O movimento descrito diz respeito
a) ao Comitê de Salvação Pública.
b) à Revolução de 1830.
c) à Comuna de Paris.
d) à Convenção Nacional.
e) às Jornadas de 1848.
15. (IFGO/2014) Leia os fragmentos:
“Por favor, leia os jornais com bastante atenção – agora eles valem a pena de ser lidos... Esta Revolução mudará a forma do planeta – assim deve e precisa! –
Vive La République!”
O poeta George Weerth à sua mãe, 11 de março de 1848.
“Estamos dormindo sobre um vulcão... Os senhores não percebem que a terra treme mais uma vez? Sopra o vento das revoluções, a tempestade está no horizonte.”
Pensador político francês Alexis de Tocqueville, 1848.
Os fragmentos acima se referem ao evento histórico conhecido como “Primavera dos Povos”, ocorrido na Europa, em 1848. A respeito desse processo revolucionário, é correto afirmar que
a) o proletariado envolvido nas mobilizações revolucionárias de 1848 em nada se identificou com os ideais socialistas.
b) de forma geral, compuseram as massas das manifestações de 1848 os trabalhadores, as populações sufocadas nos impérios, os camponeses e os despossuídos.
c) os revolucionários de 1848 lutaram na Europa pelo retorno dos valores consagrados no Antigo Regime.
d) a “Primavera dos Povos” foi um movimento político local e restrito à França.
e) ao contrário dos movimentos políticos anteriores a 1848, as revoluções de 1848 reafirmaram o discurso liberal burguês.
16. (ENEM/2014) A Praça da Concórdia, antiga Praça Luís XV, é a maior praça pública de Paris. Inaugurada em 1763, tinha em seu centro uma estátua do rei. Situada ao longo do Sena, ela é a intersecção de dois eixos monumentais. Bem nesse cruzamento está o Obelisco de Luxor, decorado com hieróglifos que contam os reinados dos faraós Ramsés II e Ramsés III. Em 1829, foi oferecido pelo vice-rei do Egito ao povo francês e, em 1836, instalado na praça diante de mais de 200 mil espectadores e da família real.
NOBLAT, R. Disponível em: www.oglobo.com. Acesso em: 12 dez. 2012.
A constituição do espaço público da Praça da Concórdia ao longo dos anos manifesta o(a)
a) lugar da memória na história nacional.
b) caráter espontâneo das festas populares.
c) lembrança da antiguidade da cultura local.
d) triunfo da nação sobre os países africanos.
e) declínio do regime de monarquia absolutista.
17. (Mackenzie SP/2015) Ao analisar os acontecimentos e consequências de 1848, na França, Karl Marx denominou de “18 brumário de Luís Bonaparte” o golpe de Estado realizado por esse último. A denominação é historicamente possível, pois
a) estendeu a ação de seu Império da França até o norte da África, incluindo regiões na Itália e Alemanha, territórios anteriormente também conquistados por seu tio.
b) organizou um Império de caráter despótico absolutista, impôs a censura aos meios de comunicação e proclamou-se cônsul vitalício, atitudes já realizadas por Napoleão.
c) assim como Napoleão, Luís Bonaparte legitimou seu golpe por meio de um plebiscito, extinguindo a República até então vigente para proclamar-se imperador.
d) Luís Napoleão, assim como Napoleão, a princípio realizou reformas absolutistas para depois, já no Império, introduzir princípios iluministas de administração pública.
e) assim como seu tio, Luís Bonaparte se auto coroou imperador, reduziu a interferência do alto clero no governo e limitou o direito ao voto a critérios censitários.
18. (Mackenzie SP/2015) Como a maioria dos estudiosos rigorosos, não considero a ‘nação’ como uma entidade social originária ou imutável. A ‘nação’ pertence exclusivamente a um período particular e historicamente recente. (...) Por essa razão as nações são, do meu ponto de vista, fenômenos duais, construídos essencialmente pelo alto, mas que, no entanto, não podem ser compreendidas sem ser analisadas de baixo, ou seja, em termos de suposições, esperanças, necessidades, aspirações e interesses das pessoas comuns, as quais não são necessariamente nacionais e menos ainda nacionalistas.
Eric J. Hobsbawm. Nações e nacionalismo desde 1780. 3ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002, pp.19-20
Na visão do autor, o conceito de “nação”
a) é o resultado da interação entre economia e cultura sem, no entanto, significar que anseios populares serão levados em consideração na elaboração de projetos nacionais, elaborados e impostos pelas elites.
b) relaciona-se à política engendrada por governantes, que impõem ao resto da população a noção de pertencimento e o sentimento de lealdade ao país, mesmo que, para isso, guerras sejam realizadas.
c) surge em um determinado estágio de desenvolvimento dos povos e dá-se, necessariamente, por meio de conflitos armados contra os inimigos ou aqueles que potencialmente possam se tornar empecilho ao projeto político então imposto.
d) ultrapassa o discurso político e, para ser compreendido, é necessário que se vejam as relações sociais, tecnológicas e culturais que permitem a criação de aspectos legitimadores de uma unidade política, social e cultural.
e) só pode ser compreendido e analisado a partir da perspectiva política, pois essa permite forjar uma unidade entre os povos e institui todos os outros aspectos necessários para o desenvolvimento do país.
19. (UEG GO/2015) Quem saberá dizer quantos comunardos foram mortos durante a luta? Milhares foram massacrados posteriormente [...]. Esta era a vingança do “povo respeitável”. Daquele momento em diante, um rio de sangue correu entre os trabalhadores de Paris e as “classes melhores”. E daí em diante também os revolucionários sociais aprenderam o que os esperava se não conseguissem manter o poder.
HOBSBAWN, Eric J. A era do capital. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988. p. 234.
No trecho citado, o historiador inglês Eric Hosbsbawn descreve as consequências sofridas pelos participantes da Comuna de Paris, ocorrida em 1871. Esse levante popular que cercou e estabeleceu um governo de inspiração jacobina na capital francesa foi resultado imediato
a) da derrota francesa para o exército prussiano e das notícias do aprisionamento de Napoleão III em setembro de 1870.
b) da criação da Associação Internacional dos Trabalhadores, inspirada nas ideias de Karl Marx e Frederick Engels, em setembro de 1864.
c) do resultado das eleições para a Assembleia Nacional, que elegeu em sua maioria deputados ligados aos pequenos proprietários rurais.
d) do enfraquecimento político dos remanescentes do Antigo Regime que ainda ocupavam cargos públicos importantes na administração de Paris.
20. (USP/2015) O Brasil formou-se como um Estado nacional independente e soberano antes de muitos outros com os quais, atualmente, integra um mesmo sistema de relações internacionais. Dentre esses outros, pode-se mencionar corretamente:
a) Chile, Inglaterra e Espanha.
b) Alemanha, México e França.
c) Itália, França e Chile.
d) Argentina, Itália e Alemanha.
e) Grécia, Espanha e Estados Unidos.
21. (Unesp 91) O desmonte do muro que dividia a cidade de Berlim e o acordo sobre a reunificação alemã são fatores relevantes para a construção de uma nova Europa. No entanto, a fundação do Estado moderno alemão remonta ao século XIX e se relaciona com a:
a) cooperação abrangente entre a Prússia e a União Soviética.
b) multiplicação das taxas alfandegárias, a revogação da Liga Aduaneira, a aliança franco-prussiana e a ação do Papa.
c) cooperação pacífica, duradoura e estável entre todos os Estados da Europa.
d) conhecida e inevitável neutralidade alemã na disputa de mercados.
e) reorganização do exército prussiano e com o despertar do sentimento nacionalista de união.
22. (UERJ/99) Em 1860, um contemporâneo da unificação da Itália afirmou:
"Fizemos a Itália; agora precisamos fazer os italianos."
(D'AZEGLIO, Massimo (1792-1866). Apoud HOBSBAWM, E. "A era do capital: 1848-1875". Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.)
Essa frase traduz uma particularidade da construção da unidade italiana, que é identificada na:
a) divergência entre nacionalismo e nação-estado
b) fusão entre nacionalismo de massa e patriotismo
c) adoção da língua italiana no dia-a-dia da população
d) união entre os interesses dos partidários da Igreja e da República
23. (Fuvest 91) "Desde a 0h de hoje (20h de ontem em Brasília), existe uma só Alemanha. O hasteamento da bandeira alemã de 75 metros no mastro de 45 metros de altura em frente ao Reichstag, prédio do Parlamento, em Berlim, no primeiro minuto deste dia 03, selou a anexação da Alemanha Oriental pela Ocidental. A praça da República, onde fica o Reichstag, estava totalmente tomada. Centenas de milhares de alemães cantaram em coro a canção da Alemanha, hino nacional, para celebrar o fim da divisão do país".
(FOLHA DE S. PAULO, Quarta-feira, 03 de outubro de 1990)
A notícia anterior refere-se à recente reunificação da Alemanha, que "simboliza a conclusão de uma etapa marcada pela divisão do mundo em blocos geopolíticos desenhados por duas superpotências".
No passado, a unificação alemã também foi o principal objetivo da ação política de Bismarck, que, para concretizá-la em 1871, combateu:
a) Espanha, Prússia e Áustria.
b) França, Inglaterra e Espanha.
c) Dinamarca, Rússia e Itália.
d) Prússia, Inglaterra e Holanda.
e) Dinamarca, Áustria e França.
24. (PUCMG/99) No processo de unificação da Itália de meados do século XIX, destacam-se, EXCETO:
a) a preocupação da burguesia em evitar qualquer aliança com a massa camponesa.
b) a permanência de um sistema oligárquico que garante os interesses dos grandes proprietários da terra.
c) a ação dos liberais moderados, liderado por Cavour, para impedir as tentativas revolucionárias.
d) a obtenção da unidade através do alargamento do Estado piemontês e não de um movimento nacional.
e) o papel decisivo dos movimentos populares para a concretização da unidade italiana.
25. (UFG/ 2006) A unificação italiana, no final do século XIX, ameaçou a integridade territorial da Igreja. Esse impasse resultou
a) no reforço dos sentimentos nacionalistas na Itália, provocando a expropriação das terras da Igreja.
b) no envolvimento da Igreja em lutas nacionais, criando congregações para a expansão do catolicismo.
c) na adoção de atitudes liberais pelo Papa Pio IX, como forma de deter as forças fascistas.
d) na assinatura do Tratado de Latrão, em 1929, quando Mussolini criou o Estado do Vaticano.
e) no "Risorgimento", processo em que segmentos ligados à Igreja defenderam a Itália independente.
GABARITO

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