1. (FUVEST SP/2001) Gandhi (1869-1948) conseguiu mobilizar milhões de indianos na luta para tornar o país independente da dominação britânica, recorrendo ao:
a) socialismo, à denúncia do sistema de castas e à guerra revolucionária.
b) nacionalismo, à modernização social e à ação coletiva não violenta.
c) tradicionalismo, à defesa das castas e à luta armada.
d) capitalismo, à cooperação com o imperialismo e à negociação.
e) fascismo, à aliança com os paquistaneses e ao fundamentalismo religioso.
2. (GAMA FILHO RJ/1995) O Imperialismo, na segunda metade do século XIX, representou a superação da primeira etapa da Revolução Industrial. A partir de 1870, nos países que consolidaram a segunda etapa da Revolução Industrial, o capitalismo caracterizou-se por ser:
a) comercial.
b) escravista.
c) financeiro.
d) industrial.
e) mercantil.
3. (UEL PR/1999) Sobre Hong Kong, que foi devolvida ao governo da China Continental no dia 1° de julho de 1997, depois de 155 anos de domínio britânico, pode-se afirmar que:
a) o retorno de Hong Kong ao governo chinês resultou de um forte sentimento de nacionalismo de seus habitantes.
b) a reincorporação de Hong Kong à China decorreu da adesão deste país ao sistema capitalista.
c) a devolução de Hong Kong à China foi consequência do processo de globalização da economia.
d) a presença dos ingleses em Hong Kong pode ser entendida como uma prerrogativa da Igreja Anglicana.
e) o domínio britânico em Hong Kong decorreu da expansão do imperialismo inglês.
4. (UEL PR/2001) “O Rei Peter e os chefes Quachi e Wuaka, considerando que é de seu interesse estabelecer relações comerciais com um povo rico e bom, e organizar-se sob a soberania de seu poderoso monarca, instituem:
Art. 1 – A plena soberania do país e do Rio Grand Bassam é concedida ao rei dos franceses; (...)
Art. 3 – Em troca dessas concessões, será outorgada ao Rei e a seu povo a proteção dos navios de guerra franceses. Ademais, será pago ao Rei, quando da ratificação do tratado, o seguinte: 10 peças de tecidos sortidos, 5 barris de pólvora de 25 libras, 10 fuzis de um tiro, 1 saco de tabaco, 1 barril de aguardente, 5 chapéus brancos, 1 guarda-sol, 2 espelhos, 1 realejo. (...)
Art. 7 – O presente tratado vigorará a partir de hoje quanto à soberania estipulada; do contrário os signatários exporiam seu país aos rigores da guerra que neste caso lhe fariam os navios de guerra franceses. (...)”
(Extratos do Tratado entre a França e o Rei Peter, de Grand Bassam, África, estabelecido em 19/02/1842. In: MARQUES, A. M. e outros. História Contemporânea através de textos. São Paulo: Contexto, 1990. p.100-101.)
Com base em seus conhecimentos sobre o Imperialismo e na leitura do documento acima, analise as seguintes afirmativas:
I. Os europeus aproveitavam-se das diferenças culturais e trocavam mercadorias de valor irrisório pelo domínio de vastos territórios no continente africano.
II. O processo civilizador, representado pelos franceses, que ofereciam ajuda e proteção às comunidades tribais, teve grande importância na emancipação dos povos africanos.
III. O esgotamento das áreas para a expansão imperialista constituiu um dos principais fatores que levaram os países capitalistas europeus mais desenvolvidos a se enfrentar na Primeira Guerra Mundial.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas as afirmativas I e II são verdadeiras.
b) Apenas as afirmativas II e III são verdadeiras.
c) Apenas as afirmativas I e III são verdadeiras.
d) Apenas a afirmativa III é verdadeira.
e) Todas as afirmativas são verdadeiras.
5. (FURG RS/2000) A respeito do imperialismo são feitas 6 afirmativas.
I. A constante busca por mercados para colocação de bens industrializados, investimento de capitais e obtenção de matérias-primas foram alguns dos fatores que levaram à corrida imperialista.
II. O racismo e o darwinismo social foram alguns dos argumentos utilizados pelos países imperialistas para legitimar a expansão colonial.
III. A Ásia, a África e a Oceania foram os alvos preferenciais do imperialismo; porém, as potências imperialistas também atuaram em regiões da América e da Europa Meridional e Centro-Oriental, embora não exercendo um predomínio político e colonial direto.
IV. Algumas das modalidades de domínio empregadas na época da expansão imperialista foram as colônias propriamente ditas, os protetorados, as zonas de influência e as colônias estratégicas.
V. As disputas por melhores porções na partilha do mundo colonizado levou à deflagração das I e II Guerras Mundiais, conflitos eminentemente interimperialistas.
VI. O imperialismo viria a produzir profundas consequências junto às sociedades colonizadas, trazendo a atrofia no desenvolvimento econômico, as distorções sociais e a pobreza endêmica como algumas de suas heranças.
Quais afirmativas estão corretas?
a) Nenhuma.
b) Apenas I, II, III e IV.
c) Apenas I, IV, V e VI.
d) Apenas II, III, V e VI.
e) Todas.
6. (UFAC/2001) A partir de 1870, as nações industrializadas da Europa passaram a experimentar um novo "boom" de tecnologias e processos sofisticados, impulsionados, fundamentalmente, pelo advento da energia elétrica e da indústria química.
Tal fato impôs à "civilização europeia" a necessidade de criar uma economia global, ligando países desenvolvidos entre si e ao mundo não desenvolvido. O desenvolvimento tecnológico europeu dependia, agora, de matérias primas que, devido ao clima ou ao acaso geológico, seriam encontradas exclusiva ou profusamente em lugares remotos, a exemplo da África do Sul, Amazônia e Oriente Médio, como afirma o historiador britânico Eric Hobsbawm.
Iniciava-se, assim, a chamada expansão do capital financeiro ou imperialista pelo mundo, constituindo um novo sistema de dominação das raças brancas sobre as raças não brancas. Que sistema era esse?
a) Neocolonialismo
b) Neoliberalismo
c) Pós-modernismo
d) Imperialismo Monárquico
e) Sistema Colonial
7. (UFLA MG/2000) Numere a coluna 2 de acordo com a coluna 1 e indique a alternativa CORRETA:
COLUNA 1
1. Liberalismo
2. Comunismo
3. Anarquismo
4. Capitalismo
5. Imperialismo
COLUNA 2
(__) “Conjunto de doutrinas que defende a organização de uma sociedade sem nenhuma forma de autoridade imposta. Considera o Estado uma força coercitiva que impede os indivíduos de usufruir liberdade plena”.
(__) “Política de expansão de poder ou dominação de um Estado ou sistema político sobre outros. Realiza-se pela conquista ou anexação de territórios, pelo estabelecimento de protetorados e pelo controle de mercados ou monopólios. Envolve sempre o uso da força e tem como consequência a exploração econômica, em prejuízo dos Estados ou povos subjugados”.
a) 1 - 2
b) 2 - 5
c) 3 - 4
d) 3 - 5
e) 2 – 4
8. (UFLA MG/2001) “Embora a Europa tenha refeito a ordem e detido o terrível sorvedouro de vidas humanas da época do tráfico e das guerras tribais, rapidamente impôs um novo jugo ao continente africano (...)”
(Pierre George. Panorama do Mundo Atual. SP: Difusão Europeia do Livro, 1968. p.173)
A expressão “um novo jugo ao continente africano”, segundo o texto, refere-se:
a) Ao mercantilismo dos séculos XV e XVI.
b) Ao fenômeno histórico conhecido como “imperialismo” ocorrido no século XIX.
c) Ao processo de descolonização ocorrido no século XX.
d) Ao fim da guerra fria.
e) À conquista de Ceuta pelos espanhóis.
9. (UFMA/2000) São características do processo de partilha da África pelos países imperialistas europeus em fins do século XIX, EXCETO:
a) A formação da Tríplice Aliança (reunindo a Alemanha, a Áustria-Hungria e a Itália) e da Tríplice Entente (formada pela aliança Franco-Russa, Franco-Inglesa e Anglo-Russa), desencadeando as ações e ocupações no território africano.
b) A expansão da penetração francesa na Argélia, resultando em vários conflitos com os interesses ingleses no Egito, com os italianos na Tunísia e também com os interesses alemães no Marrocos.
c) Na África os setores da produção econômica, como resultante da ação imperialista, passam a ser monopolizados pelos europeus, voltando a economia local para a exportação.
d) As "plantations" monocultoras, de propriedade de europeus, mas com o trabalho de africanos, foram altamente destrutivas para as sociedades locais, marcadas que eram pelos baixíssimos salários, racismo, apartheid, etc.
e) A Conferência de Berlim de 1884-1885, reunida pelo primeiro-ministro Bismarck, funcionou como um marco decisivo no processo, pois ali se tramou a ocupação efetiva dos territórios africanos pelas potências europeias.
10. (UFMG/1998) A expansão neocolonial do final do século XIX pode ser associada a
a) Busca de novas oportunidades de investimentos lucrativos para o capital excedente nos países industriais.
b) Atração pelo entesouramento permitido pela conquista de regiões com jazidas de metais preciosos.
c) Necessidade de expansão da influência da Igreja Católica frente ao aumento dos seguidores da Reforma.
d) Divisão internacional do trabalho entre produtores de matérias primas e consumidores de produtos industrializados.
11. (UEPB/2000) Um dos mitos da história, repetido em diversos livros didáticos, é que os ingleses no Século XIX passam a ser contrários ao tráfico de escravos como forma de criar um mercado consumidor para seus produtos. O principal motivo que leva os ingleses a combater o tráfico de escravos é o processo de partilha da África e da Ásia levada a cabo pelas potências europeias, inclusive a Inglaterra.
Esta política ficou conhecida como:
a) Intervencionista
b) Neocolonialista
c) Mercantilista
d) Nacionalista
e) Absolutista
12. (UEPB/2000) Na nova fase do capitalismo que dividiu a Ásia e a África colocando-as sobre a influência das principais potências econômicas da época, os países que deram origem a colonização no século XV, Espanha e Portugal, também participam.
Que países africanos foram colonizados por Portugal nesta nova fase?
a) Argélia e Tunísia
b) Marrocos e Somália
c) Angola e Moçambique
d) Nigéria e Serra Leoa
e) Sudão e Rodésia
13. (UFPEL RS/2000) Em 1997, ocorreu a devolução de Hong Kong pela Inglaterra ao governo chinês. A Inglaterra havia tomado aquele território da China por ocasião da:
a) Insurreição dos Taipingues (1845-1860), iniciada após a prisão de chineses que traficavam ópio para a Inglaterra.
b) Guerra do Ópio (1839-1842), que eclodiu com a destruição, por parte do governo chinês, de cargas de ópio trazidas pelos comerciantes ingleses.
c) Guerra dos Cipaios (1857-1859), devida ao rompimento do Tratado de Nanquim, pela China, que havia voltado a produzir o ópio.
d) Insurreição dos Boxers (1898-1901), quando os chineses faziam de Hong Kong um centro de exportação de ópio para a Europa.
e) Revolução Chinesa (1949), que se expandiu até a Índia, onde os chineses passaram a produzir o ópio para o mercado europeu.
14. (UFRN/1998) A expansão neocolonial da Europa, no séc. XIX, objetivava, fundamentalmente, encontrar mercados consumidores para os excedentes de produtos:
a) alimentícios.
b) metálicos.
c) manufaturados.
d) exóticos.
15. (UFSE/2001) Leia a entrevista de Cecil Rhodes ao jornalista Stead.
"A ideia que mais me acode ao espírito é a solução do problema social, a saber: nós (...) devemos, para salvar os 40 milhões de habitantes do Reino Unido de mortífera guerra civil, conquistar novas terras a fim de aí instalarmos o excedente da nossa população, e aí encontrarmos novos mercados para os produtos das nossas fábricas e das nossas minas. (...)"
(Leonel I. A. Mello e Luiz C. A. Costa. História moderna e contemporânea. São Paulo: Scipione, 1999)
O texto identifica fatores, que em seu conjunto, explicaram e impulsionaram a:
a) Expansão marítima e os descobrimentos do século XV.
b) Corrida expansionista dos países europeus no século XVI.
c) Colonização inglesa da América do Norte no século XVII.
d) Disputa pela ocupação do litoral africano no século XVIII.
e) Expansão colonialista e imperialista do século XIX.
16. (UFSCAR SP/2002) No processo de luta pela independência da Índia do domínio britânico, Mahatma Gandhi preconizava a libertação através da desobediência civil e da revolução pacífica.
Isto significava:
a) greve de fome, negação das tradições ancestrais indianas e ações de solidariedade nos trabalhos nas aldeias.
b) a recusa da servidão e submissão aos senhores ingleses através de fugas para lugares isolados nas montanhas.
c) a desobediência às leis do país consideradas violentas e injustas, como boicote aos tribunais e não-pagamento de impostos.
d) a aceitação das leis britânicas e aliança entre hindus e católicos no processo de unificação nacional.
e) a luta pela independência através da elaboração de uma Constituição nacional e aliança com as massas populares.
17. (UMC SP/2000) A ‘‘partilha afro-asiática’’ (1870-1914) foi consequência da competição entre as grandes potências capitalistas, cujos objetivos eram:
a) Encontrar meios para suplementar a forte demanda de alimentos, em razão do crescimento urbano acelerado, e de metais preciosos para a formação de lastro do papel moeda.
b) Afastar a ameaça de infiltração comunista nos países periféricos, implantar governos capitalistas e aliados das potências ocidentais.
c) Escoar o seu excedente de capital e constituir mercados fornecedores de matérias-primas e consumidores de produtos industrializados.
d) Dividir o mundo em zonas de influência, com exclusão da Grã-Bretanha que já dominava a América Latina.
e) Definir áreas para inversão de capitais e transferência de excedente populacional de suas colônias mais antigas.
18. (UFOP MG/1997) O Imperialismo Ocidental foi, sobretudo, um fenômeno de expansão das economias capitalistas que alcançou seu máximo vigor as duas últimas décadas do século XIX e os anos que antecederam a Primeira Guerra Mundial.
Desse modo, foram consequências do Imperialismo para o continente asiático a africano, exceto:
a) Rápida ocidentalização de todos os povos subjugados pela imediata e irrestrita dos métodos e técnicas do desenvolvimento de europeus e norte-americanos.
b) Desorganização das atividades econômicas tradicionais, como a agricultura de subsistência, o artesanato coletivista e a pecuária itinerante.
c) Ruína da indústria têxtil artesanal na Índia, obrigada a vender matérias-primas e a comprar produtos industrializados.
d) Divisão territorial da China em várias zonas de influência europeia e norte-americana.
e) Implantação de agricultura voltada para a produção e exportação de produtos como sisal, juta, café e cacau.
19. (UFOP MG/1997) Leia o texto abaixo:
“O imperialismo (…) dá ao mundo inteiro a sua própria imagem e arrasta todas as colônias, todas as raças, todas as pessoas para o interior da esfera de exploração financeira do capitalismo. Ao mesmo tempo, a forma monopolista do capital desenvolve cada vez mais os elementos da degeneração e degradação parasitária (…) o imperialismo empilha riquezas incalculáveis com os imensos superlucros que espreme dos milhões de operários e camponeses das Colônias.”
(Discurso de Bukharin na Terceira Internacional, em 1928)
Com relação ao processo imperialista, desencadeado a partir da final do século XIX, é correto afirmar, exceto:
a) Desde o princípio, as empresas capitalistas voltaram-se para terras estrangeiras em busca de mercados e/ou de matérias-primas.
b) Significou a interferência política mais aberta, inclusive com o recurso à força militar nas nações mais pobres.
c) Promoveu a repartição das terras e populações mais pobres do globo em zonas de influência e domínio das nações europeias e dos Estados Unidos.
d) Permitiu a emergência de enormes corporações multinacionais como principal responsável pela transferência de capitais gerados num país para outros.
e) Resultado da doutrina Monroe (A América para os Americanos), o movimento imperialista sobre a América Latina foi contido pela ação política eficaz dos Estados Unidos.
20. Qual a nomenclatura dada a rebelião ocorrida na China em 1900, desencadeada pelos chineses nacionalistas radicais (punhos fechados) que se opunham ao domínio estrangeiro da China?
a) Rebelião dos Bôeres
b) Rebelião dos Boxers
c) Guerra do Ópio
d) Rebelião dos Cipaios
e) Rebelião de Hong Kong
21. (UFPA/2000) Projetada inicialmente para fazer parte das comemorações para a abertura do canal de Suez, em 1869, a ópera Aída, do italiano Giuseppe Verdi, acabou sendo concluída apenas em 1871, para ser apresentada no Teatro do Cairo, no Egito. Nessa ópera, que retrata o amor entre um guerreiro egípcio e uma escrava, em meio à conquista da Etiópia pelos antigos faraós, são mostradas muitas das imagens que a aristocracia e a burguesia europeias do final do século XIX tinham acerca da África e do Oriente, como terras a serem conquistadas, colonizadas e civilizadas a partir de valores ocidentais em meio à conquista e conflitos militarizados.
Acerca dessa ópera, é certo dizer:
a) Relaciona-se ao momento de apogeu do totalitarismo europeu no Oriente, como parte da expansão colonialista empreendida pelas potências econômicas ocidentais, especialmente no Egito e na Etiópia.
b) Refere-se ao imaginário colonizador europeu sobre o Oriente, manipulado durante a expansão imperialista na África e na Ásia, no qual muitas obras artísticas serviram como propaganda do poder dos governos ocidentais.
c) Diz respeito ao estabelecimento de um protetorado inglês no Egito, o que possibilitou a expansão imperialista, dando emprego aos artistas e intelectuais europeus, que passaram a fixar residência nessas áreas coloniais.
d) Faz referência ao imperialismo neoexpansionista na África, comandado pela Itália, que na época dominava a Etiópia, chamada de África Oriental Italiana, resultando daí o interesse de Verdi em escrever a ópera Aída.
e) Trata-se especificamente de uma representação artística do poderio militar italiano, no contexto dos conflitos mundiais estabelecidos durante a expansão imperialista na África e na Ásia, cenários da ópera de Giuseppe Verdi.
22. (UNIRIO RJ/2002) “Foi essa consciência de nossa superioridade inata que nos permitiu conquistar a Índia. Por mais educado e inteligente que seja um indígena, por mais valente que ele se manifeste e seja qual for a posição que possamos atribuir-lhe, penso que jamais ele será igual a um oficial britânico.”
(Lord Kitchener, in: PANIKKAR, K. M., A Dominação Ocidental na Ásia. Tradução de Nemésio Salles, Rio de Janeiro: Saga, 1965, p. 160.)
A expansão imperialista europeia sobre o continente asiático, ao longo do século XIX e início do século XX, atingiu uma de suas principais expressões na dominação britânica sobre duas das mais antigas civilizações da Ásia: a China e a Índia. Marque a opção abaixo que apresenta uma característica correta da dominação imperialista inglesa sobre a China ou a Índia.
a) Na Índia, a extinção do sistema religioso de castas favoreceu a inclusão dos indianos na sociedade inglesa, porque foram utilizados como mão-de-obra barata no parque industrial da Inglaterra.
b) Na China, a vitória militar dos ingleses sobre os exércitos imperiais chineses na Guerra do Ópio (1841) determinou a instalação do monopólio da Inglaterra sobre o comércio chinês de especiarias com o ocidente.
c) Na Índia, a dominação britânica provocou a destruição da economia tradicional voltada para a subsistência e sustentada por manufaturas têxteis incapazes de concorrer com a produção inglesa de tecidos de algodão.
d) Na China, a hegemonia política e econômica inglesa impediu a atuação de outras potências imperialistas porque isolou o território chinês pelo Tratado de Pequim (1860).
e) Na Índia, uma alta burocracia de indianos exercia a administração das áreas conquistadas para reduzir os custos elevados gerados pelos gastos militares com a dominação imperialista.
23. (UNIRIO RJ/1994) "A partir de 1880, aproximadamente, uma série de mudanças relativamente importantes começam a das à expansão colonial da Europa uma fisionomia nova."
(René Remond - O Século XIX)
Dentre os fatores que geraram o imperialismo, na segunda metade do século XIX, identificamos a:
a) Necessidade de desenvolvimento de novos mercados produtores de manufaturados nas áreas periféricas da África.
b) Preocupação inglesa de fortalecer os movimentos populares de liberação nacional das regiões asiáticas.
c) Redução acentuada da população europeia, que ameaçava a eficácia produtiva de suas indústrias.
d) Busca de novas regiões fornecedoras de matérias-primas e consumidoras de manufaturados dos países industrializados.
e) Consolidação dos ideais democráticos baseados nos princípios de soberania nacional e autogoverno dos povos.
24. (UNESP SP/1993) Ao final do século passado, a dominação e a espoliação assumiam características novas nas áreas partilhadas e neocolonizadas. A crença no progresso, o darwinismo social e a pretensa superioridade do homem branco marcavam o auge da hegemonia europeia.
Assinale a alternativa que encerra, no plano ideológico, certo esforço para justificar interesses imperialistas.
a) A humilhação sofrida pela China, durante um século e meio, é algo inimaginável para os ocidentais.
b) A civilização deve ser imposta aos países e raças onde ela não pode nascer espontaneamente.
c) A invasão de tecidos de algodão do Lancashire desferiu sério golpe no artesanato indiano.
d) A diplomacia do canhão e do fuzil, a ação dos missionários e dos viajantes naturalistas
contribuíram para quebrar a resistência cultural das populações africanas, asiáticas e latino-americanas.
e) O mapa das comunicações nos ensina: as estradas de ferro colocavam os portos das áreas colonizadas em contato com o mundo exterior.
25. (UEG GO/2005) As nações imperialistas tiveram enormes lucros na expansão colonialista do século XIX, solucionando parcialmente suas crises de mercado e de superpopulação, e propiciando a intensificação de seu desenvolvimento. Nesse processo, acirraram-se as divergências e disputas entre as potências coloniais, estimulando o armamentismo e a formação de blocos de países rivais, o que resultou numa conjuntura propícia à confrontação em larga escala.
Em relação ao imperialismo, assinale a alternativa CORRETA:
a) A política imperialista era justificada com base na ideia de que os europeus levavam o progresso e, consequentemente, melhores condições de vida para onde se dirigiam. Nesse sentido, o ideal de expansão da fé cristã do século XVI foi substituído pela ideia de “missão civilizadora” do século XIX.
b) Para as regiões colonizadas, o imperialismo representou a sua desestruturação política e cultural e, ao mesmo tempo, o desenvolvimento socioeconômico expressado na educação e industrialização.
c) A dominação imperialista era realizada de forma direta, com a ocupação dos principais cargos governamentais por agentes metropolitanos que deveriam respeitar as tradições locais. Dessa forma, verificaram-se avanços sociais nos países coloniais.
d) A unificação da Alemanha e da Itália favoreceu um relativo equilíbrio nas disputas imperiais, uma vez que alemães e italianos propunham a incorporação efetiva dos nativos das colônias como cidadãos plenos.
e) De forma semelhante ao colonialismo do século XVI, o imperialismo do século XIX tinha como meta a abertura de novos mercados consumidores através da difusão do trabalho assalariado e das práticas mercantilistas.
GABARITO
1. (ACAFE SC/1998) O Neocolonialismo, ocorreu durante o século XIX, alterando as relações entre a Europa e outros continentes.
Sobre esse processo é FALSO afirmar:
a) As indústrias conquistaram rapidamente os mercados de muitos países latino-americanos, causando, nestes últimos, uma dependência econômica típica do Imperialismo.
b) As potências europeias não necessitavam mais de colônias fornecedoras de matéria-prima, mas apenas de mão-de-obra barata.
c) A ocupação de diversas áreas da Ásia e África levou a uma série de revoltas que simbolizaram a indignação e resistência dos povos colonizados.
d) A industrialização permitiu um grande enriquecimento dos países europeus que puderam melhorar as condições de vida de seus trabalhadores.
e) A ascensão do capitalismo industrial não foi um fenômeno restrito à Europa, atingindo também EUA e Japão durante o transcurso do século XIX.
2. (ACAFE SC/2000) Sobre a Primeira Grande Guerra, conflito que colocou em prática as hostilidades já latentes desde o neocolonialismo do século XIX, a alternativa FALSA é:
a) Combatendo militarmente, desde o início da guerra, as tropas norte-americanas foram decisivas para acelerar a derrota alemã e o fim da guerra.
b) A Inglaterra, França e Rússia formaram a Tríplice Entente, enquanto a Alemanha e seus aliados formavam o bloco da Tríplice Aliança.
c) A Revolução Socialista que acontecia em seu território, fez com que a Rússia assinasse um acordo de paz com a Alemanha e se retirasse do conflito.
d) A Alemanha, derrotada, foi obrigada a assinar o Tratado de Versalhes que lhe impôs condições bastante desvantajosas.
e) Um dos grandes beneficiados deste conflito foram os EUA que tiveram um crescimento econômico muito rápido, no pós-guerra.
3. (ACAFE SC/2002) A conquista de novos mercados, a necessidade de matérias-primas e a conquista de terras motivadas pelas questões estratégicas levaram diversos países da Europa a ocupar regiões da Ásia e da África no século XlX.
Não está relacionada com esse contexto a alternativa:
a) A Guerra do Ópio, 1840/42, disputa econômica entre Inglaterra e China, terminou com a vitória dos ingleses, que passaram a controlar Hong Kong.
b) A justificativa ideológica para o neocolonialismo estava fundamentada no dever que os europeus tinham de levar seu progresso aos povos inferiores.
c) Os europeus, nessa nova etapa colonialista, estavam preocupados em fomentar o progresso econômico das regiões ocupadas.
d) Na África, os ingleses conquistaram várias regiões, tais como a África do Sul, Rodésia, Quênia e Sudão.
e) A França, com a conquista da Argélia, vai ampliando seus domínios coloniais na África, conquistando o Senegal, Costa do Marfim e Marrocos.
4. (UNESP SP/2002) Com a publicação do livro do economista inglês Hobson, Imperialismo, um estudo, em 1902, difundiu-se o significado moderno da expressão "imperialismo", que passou a ser entendido como
a) Um esforço despendido pelas economias centrais, no sentido de promover as economias periféricas.
b) A condição prévia e necessária ao incremento do desenvolvimento industrial nos países capitalistas.
c) Um acordo entre as potências capitalistas, visando dividir, de forma pacífica, os mercados mundiais.
d) A expansão econômica e política em escala mundial das economias capitalistas na fase monopolista.
e) O "fardo do homem branco", um empreendimento europeu, procurando expandir a civilização na África.
5. (UNIFOR CE/2001) Dentre os fatores que geraram o imperialismo, na segunda metade do século XIX, identifica-se a:
a) Consolidação dos ideais democráticos baseados nos princípios de soberania nacional e autogoverno dos povos.
b) Diminuição da população europeia que representava uma ameaça à eficácia produtiva de suas indústrias.
c) Procura de novas regiões que pudessem fornecer matérias-primas e comprar produtos manufaturados dos países industrializados.
d) Urgência de desenvolver novos mercados produtores de manufaturados nas áreas periféricas da África.
e) Preocupação inglesa de fortalecer os movimentos populares de libertação nacional das regiões asiáticas.
6. (Mackenzie SP/2005) A partir de meados do século XIX, as nações capitalistas passaram a exercer novas formas de dominação sobre as áreas periféricas. Esse processo passou a ser denominado de:
a) Militarismo.
b) Corporativismo.
c) Neocolonialismo.
d) Monopolismo.
e) Protecionismo.
7. (Mackenzie SP/2005) A expansão imperialista do século XIX foi um novo passo no processo de mundialização da ordem capitalista, depois das cruzadas, da expansão ultramarina, da colonização, etc. As populações africanas e asiáticas foram tragadas e incorporadas a uma ordem essencialmente européia.
Cláudio Vicentino e Gianpaolo Dorigo
Considerando o fragmento de texto acima, assinale a alternativa correta.
a) A busca por mercados consumidores de manufaturados e fornecedores de matérias-primas determinou que a dominação imperialista fosse realizada por meio de alianças com as elites locais.
b) A doutrina científica conhecida como darwinismo social oferecia respaldo para a ocupação dos novos
territórios, apesar de os intelectuais europeus serem contrários a essa prática de dominação.
c) Assim como no século XVI, defendia-se que era necessário levar a verdadeira fé cristã aos infiéis, sendo as nações capitalistas responsáveis pela expansão espiritual, que efetivamente ocorreu sem resistências.
d) As nações imperialistas afirmavam que os europeus estavam envolvidos em uma “missão humanista”, que consistiria em melhorar as condições de vida dos nativos, sem entrar em choque com as culturas locais.
e) Caberia ao homem branco europeu cumprir sua “missão civilizadora” e levar aos povos primitivos os benefícios provenientes das sociedades industrializadas e detentoras de modernas tecnologias.
8. (UNIFAP AP/2005) O período de consolidação da forma econômica preponderante no mundo contemporâneo, o capitalismo, edificou uma consciência de espaço planetário. Novos espaços foram integrados à forma de produção capitalista no século XIX. A Conferência de Berlim (1884- 1885) teve a participação de 14 países europeus, mais os Estados Unidos e Rússia e objetivou estabelecer normas a serem seguidas pelas potências da época que disputavam entre si os direitos de exploração colonial. A partilha da África é resultado desse contexto e para sua correta interpretação faz-se necessário recorrer a alguns conceitos como: Colonialismo, Neocolonialismo, Dependência Econômica, Imperialismo e Globalização ou Integração dos Mercados.
Abaixo, marque a alternativa cuja relação conceito/definição não é equivalente.
a) O Colonialismo, ocorrido no século XVI, voltava-se para a livre concorrência entre as potências que competiam com a Inglaterra pelos novos mercados africanos, consumidores dos bens produzidos nas metrópoles europeias, tais como, especiarias, gêneros tropicais e metais preciosos abundantes na Europa Moderna.
b) O Neocolonialismo, fenômeno do século XIX, apresentou-se como a procura de mercados consumidores de manufaturados e fornecedores de matérias primas, a instalação de excedente populacional e novas áreas de investimento de capitais.
c) Como Dependência Econômica entende-se a relação entre grandes potências que injetam grandes fluxos de capitais em países que ainda não desenvolveram um setor de produção industrial, submetendo-os ao seu controle.
d) Imperialismo é uma expansão violenta por parte dos Estados da área territorial de sua influência ou poder direto e formas de exploração econômica em prejuízo dos Estados ou povos subjugados.
e) A Globalização ou Integração dos Mercados é a prática econômica ligada à internacionalização do capital, derrubando fronteiras nacionais e instalando espaços de exclusão versus lugares de concentração de riqueza.
9. (FGV/2001) Leia atentamente as afirmações abaixo, sobre a Guerra do Ópio, e assinale a alternativa correta.
I. O estopim da Guerra do Ópio (1839) entre ingleses e chineses foi a queima de milhares de caixas dessa substância, pelos chineses, como represália a esse comércio em suas fronteiras.
II. Como resultado imediato da derrota chinesa, outros portos são abertos às nações estrangeiras e inicia-se um processo revolucionário nacionalista dirigido por Mao Tsé-tung.
III. Os tratados de Nanquim e de Pequim definiram, a partir da vitória chinesa, o porto de Catão como o único para o comércio internacional, possibilitando a não fragmentação do país em áreas de influência de nações estrangeiras.
IV. A transferência de Hong Kong à Inglaterra é um dos símbolos da derrota chinesa.
V. Manifestações e organizações contra a presença estrangeira prosseguiram por mais de 50 anos, após a derrota chinesa, sendo a Guerra dos Boxers, no final do século XIX, uma de suas expressões.
a) Apenas I, II e V estão corretas;
b) Apenas I, III e V estão corretas;
c) Apenas III e V estão corretas;
d) Apenas I, IV e V estão corretas;
e) Apenas II e V estão corretas.
10. (FGV/2001) “O reino britânico, que em 1807 acabara com o tráfico negreiro para as suas colônias nas Antilhas, tinha proibido o trabalho escravo em suas possessões em 1833”.
ALENCAR, Francisco (et al.). História da Sociedade Brasileira
Pelo governo brasileiro, esse impacto foi sentido de forma:
a) Despercebida, pois o processo de abolição no Brasil já estava em andamento com a promulgação das leis do Ventre Livre e dos Sexagenários;
b) Indiferente, pois não há nenhuma relação entre o domínio britânico nas Antilhas e a realidade brasileira;
c) Preocupante, pois, sendo a Inglaterra a maior potência industrial do período, qualquer política por ela implementada tinha consequências efetivas na condução dos negócios em todo o mundo;
d) Preocupante, pois, mesmo considerando o processo de abolição em andamento, pela lei do Ventre Livre, o governo brasileiro sentiu-se pressionado para acelerar os acordos de transição da forma de trabalho com os latifundiários cafeeiros;
e) Indiferente, pois o encaminhamento dado por José Bonifácio à tramitação da lei do Ventre Livre possuía, em linhas gerais, a essência do projeto inglês para as Antilhas.
11. (UESPI/2003) No contexto europeu ocidental e suas relações com o mundo, chama-se imperialismo
a) O expansionismo imperial napoleônico centrado na França pós-revolução;
b) À fase da expansão do império europeu pós-segunda guerra mundial;
c) À dilatação imperial que se deu da Europa para o além-mar, traduzida na dominação de mais três séculos sobre o Novo Mundo;
d) À fase do desenvolvimento histórico centrado na Europa correspondente à formação do capitalismo monopolista, sendo o Reino Unido o principal protagonista dentre esses impérios;
e) À capacidade de certos países imporem seu domínio econômico e político a outros, sendo o Brasil um exemplo perfeito disto, o que justifica ter sido ele o único Império existente no trópico sul americano.
12. (UESPI/2003) “Depois de séculos explorando o tráfico negreiro, os povos europeus dividiram entre si quase todo o território africano. Reuniram em fronteiras arbitrárias povos de etnias diferentes, e, muitas vezes, rivais. […] Humilharam os povos, difundindo o racismo… segregação racial”.
Este trecho do historiador Divalte Siqueira permite afirmar, com acerto, que a descolonização da África, no após Segunda Guerra Mundial, é um processo:
a) De inquestionável valor estratégico e geopolítico da região, vez que as antigas colônias feitas estados independentes na África contemporânea, são exemplares quanto ao padrão de suas estruturas democráticas;
b) Que potencializou o desenvolvimento econômico das ex-colônias, vez que as antigas metrópoles européias passaram a fazer nelas maciços investimentos, tornando-se clientes preferenciais de seus produtos;
c) Que deixou um rastro de dilaceração tribal, potencializadora de sangrentos conflitos interétnicos, de pobreza e fome;
d) Que permitiu à África soerguer-se com força continental para os embates nos órgãos e fóruns internacionais, tipo a Reunião Anual dos Países Não-Alinhados;
e) Qualitativamente positivo, pois permitiu que os países africanos fossem reordenados segundo o critério da ocupação imemorial das antigas etnias, agora nascendo enquanto nações modernas.
13. (UFMG/2004) Entre, aproximadamente, 1880 e 1914, ocorreu a “corrida para a África”, ou seja, uma aceleração no processo de conquista desse Continente por parte das potências européias. Nesse curto período – cerca de três décadas –, o Continente Africano foi quase inteiramente retalhado por alguns Estados europeus, que disputavam a primazia na formação de impérios coloniais.
Considerando-se a conquista imperialista e a subsequente colonização da África, é CORRETO afirmar que:
a) Os missionários religiosos e cientistas que atuavam nesse Continente denunciaram as ações praticadas pelos conquistadores, tentando deter a colonização.
b) A instalação efetiva de colonos europeus se deu em maior proporção nas atuais regiões da África do Sul e Argélia.
c) Os Estados dominantes reservaram para si as conquistas, impedindo a participação das potências européias de menor expressão na divisão das terras.
d) Os europeus encontraram facilidade para estabelecer o domínio militar, dada a ausência de instituições políticas e de líderes locais capazes de organizar a resistência.
14. (UNIMONTES MG/2004) Em relação ao chamado imperialismo dos séculos XIX e XX, assinale C (CORRETA) e I (INCORRETA) para cada uma das afirmativas abaixo.
(__) As crises cíclicas de superprodução, advindas do crescimento industrial ocorrido no século XIX, tornaram atrativas as aplicações em setores de infraestrutura e serviços, em regiões menos desenvolvidas, fomentando a corrida neocolonialista.
(__) As reações dos povos colonizados, nos continentes asiático e africano, incluíram, desde movimentos de resistência pacífica, como as imensas mobilizações populares contra as autoridades ingleses na Índia, até a adoção de táticas de guerrilha, como na Argélia.
(__) Os Estados Unidos da América desenvolveram uma política de isolacionismo em relação à Europa e intervencionismo na América Latina, consubstanciada na Doutrina Monroe e no Corolário Roosevelt.
(__) A Primeira Guerra Mundial, consequência clara da “corrida imperialista”, encerra a fase monopolista do capitalismo e dá início à era neoliberal em que predomina a livre concorrência, sem intervenção do Estado.
Você obteve
a) C, C, C e I.
b) C, C, C e C.
c) C, I, C e I.
d) I, C, I e C.
15. (PUC PR/2006) Com relação aos Grandes Imperialismos, correlacione corretamente as duas colunas:
(1) Os franceses exerceram protetorado nesta região africana.
(2) A Itália submeteu esta nação africana em 1935.
(3) A Inglaterra dominou esta antiga nação africana, depois da abertura do Canal de Suez.
(4) Os ingleses dominaram esta região que era ocupada por descendentes de holandeses.
(5) Os boxers lideraram o movimento contra a pressão inglesa existente desde a Guerra do Ópio.
(__) Sul da África
(__) Argélia
(__) China
(__) Etiópia
(__) Egito
A sequência correta é:
a) 4 – 1 – 5 – 3 – 2
b) 3 – 4 – 1 – 2 – 5
c) 3 – 1 – 4 – 2 – 5
d) 4 – 1 – 5 – 2 – 3
e) 1 – 5 – 4 – 2 – 3
16. (UEG GO/2004) Ao longo da segunda metade do século XIX, o imperialismo estabeleceu a subordinação da África e da Ásia aos interesses das “potências” européias. As disputas e rivalidades visavam à ampliação das áreas de influência, sobretudo da Inglaterra e Alemanha, o que ocasionou, entre outros motivos, a eclosão da Primeira Grande Guerra Mundial.
Sobre os processos históricos que marcaram a passagem do século XIX para o XX, julgue as proposições a seguir:
I. Trata-se de uma fase caracterizada por intensas disputas comerciais em razão da formação de novas nações, que se voltaram para o desenvolvimento industrial, impulsionado por novas fontes de energia, como o petróleo e a eletricidade.
II. A associação entre a elite financeira inglesa e a emergente indústria alemã acentuou as rivalidades em na Europa pelo controle do mundo colonial, estabelecendo uma reorganização política e econômica escala mundial, sob a liderança desses dois países.
III. As transformações da economia inglesa relacionavam-se diretamente com o deslocamento de seus investimentos do setor industrial para o
financeiro. Os ingleses passaram a financiar a instalação de indústrias e a criação de infraestrutura em diversos países do mundo.
Assinale a alternativa CORRETA:
a) Somente a proposição I é verdadeira.
b) Somente a proposição II é verdadeira.
c) As proposições I e II são verdadeiras.
d) As proposições I e III são verdadeiras.
e) As proposições II e III são verdadeiras.
17. (UEG GO/2004) Ao final do século XIX, a dominação capitalista assumiu características novas nas áreas neocolonizadas. A crença no progresso e o darwinismo social marcavam o auge da hegemonia europeia.
A partir do exposto, julgue as proposições a seguir:
I. Os colonizadores tinham por objetivo a exploração econômica; contudo, procuravam demonstrar interesse em preservar a cultura dos povos dominados.
II. As concepções relativas à superioridade da raça branca compunham os argumentos dos colonizadores para justificar o direito e o “dever” de civilizar o mundo colonial.
III. O impacto do Imperialismo exigiu imenso esforço da diplomacia em defesa da paz entre as nações europeias, o que permitiu um acordo político necessário à continuidade da expansão territorial.
Marque a alternativa CORRETA:
a) Somente a proposição I é verdadeira.
b) Somente a proposição II é verdadeira.
c) Somente as proposições I e II são verdadeiras.
d) Somente as proposições II e III são verdadeiras.
e) Todas as proposições são verdadeiras.
18. (UFES/2005) No século XIX, assistiu-se à consolidação da sociedade burguesa por meio do amadurecimento do capitalismo industrial e da expansão de mercados. Essas transformações foram nomeadas por economistas e historiadores como Imperialismo.
Sobre esse período, NÃO é correto afirmar que:
a) A necessidade de novos mercados de fornecimento de matérias-primas baratas e de escoamento de produtos industrializados conduziu as grandes potências europeias ao neocolonialismo.
b) As nações europeias mais industrializadas fecharam seus mercados para as concorrentes, dando origem à política de ocupação territorial e econômica de regiões do mundo menos desenvolvidas.
c) A corrida neocolonial foi dirigida por Estados europeus voltados para a aplicação da política mercantilista, baseada no bulhonismo e no exclusivo comercial.
d) A expansão econômica e política das potências industriais, em escala mundial, durante o século XIX, deu início à fase monopolista do sistema mundial capitalista.
e) Os mercados afro-asiáticos foram integrados ao sistema de produção, dominado pelos industriais e banqueiros, que investiam seus capitais na comercialização de produtos e na realização de empréstimos.
19. (PAES MG/2004) Entre os fatores preponderantes para a expansão imperialista do século XIX, NÃO se inclui
a) A competição por fontes de matérias-primas.
b) A explosão demográfica europeia.
c) A baixa densidade demográfica das áreas dominadas.
d) Os ideais nacionalistas das potências europeias.
20. (PAES MG/2004) “Nesses últimos tempos, a preparação tomava o caráter de uma verdadeira corrida de obstáculos. Cabia, parece, a quem chegasse primeiro, hastear seu pavilhão sobre tal ou qual ponto da costa da África ainda não possuído por uma das nações da Europa.”
(Charles Faure, Revue Genoveses, 05-01-1884)
Nesse comentário, o autor faz alusão
a) Ao movimento dos grandes países europeus na conquista imperialista da África, no século XIX.
b) Ao movimento expansionista luso e espanhol, de conquista e colonização de territórios da África Ocidental, no século XVI.
c) Ao movimento de retorno dos ex-escravos aos territórios africanos, efetivado notadamente pelos Iorubas e Ijechas, no século XIX.
d) Ao movimento de constituição de Estados africanos independentes em territórios não ocupados por europeus, no século XIX.
21. (UDESC SC/2005) O continente africano aparece na imprensa internacional geralmente como palco de guerras civis e de miséria extrema. Entre os séculos XVI e XIX, esse continente foi o principal exportador de mão-de-obra escrava para as colônias européias na América.
Com base no enunciado, assinale a alternativa INCORRETA.
a) O tráfico de escravos foi responsável pelo enriquecimento do continente africano, entre os séculos XVI e XIX, sendo incentivado pelos chefes tribais.
b) O continente africano foi repartido pelas potências coloniais européias, as quais enriqueceram através da escravização e da exploração de matérias primas.
c) Portugal e Holanda travaram embates envolvendo o controle do abastecimento de escravos para a América Portuguesa, no século XVII.
d) A população islâmica do Norte da África também foi alvo do processo de captura e escravização realizado pelos europeus.
e) O regime apartheid, que vigorou na África do Sul, foi resultante da ocupação da região por colonos europeus.
22. (UEPB/2006) No contexto da descolonização da África e da Ásia, relacione a segunda coluna de acordo com a primeira:
I. Palestina, Jordânia, Iraque, Egito e Pérsia.
II. Sri Lanka, Paquistão e Bangladesh
III. Cabo Verde, Timor e São Tomé e Príncipe
IV. África do Sul, Egito e Sudão
V. Argélia e Congo
(__) Resultado da fragmentação do território indiano, após sua emancipação.
(__) Áreas de colonização francesa e belga
(__) Região de protetorado britânico na África e na Ásia
(__) Colonizado por ingleses.
(__) Velho império colonial português.
Marque a alternativa correta é:
a) V, II, I, IV, III
b) II, V, III, I, IV
c) III, V, I, II, IV
d) I, II, IV, III, V
e) II, V, I, IV, III
23. (UNESP SP/2006) É difícil acreditar na guerra terrível, mas silenciosa, que os seres orgânicos travam em meio aos bosques serenos e campos risonhos.
(C. Darwin, anotação no Diário de 1839.)
Na segunda metade do século XIX, a doutrina sobre a seleção natural das espécies, elaborada pelo naturalista inglês Charles Darwin, foi transferida para as relações humanas, numa situação histórica marcada
a) pela concórdia universal entre povos de diferentes continentes.
b) pela noção de domínio, supremacia e hierarquia racial.
c) pelos tratados favoráveis aos povos colonizados.
d) pelas concepções de unificação europeia e de paz armada.
e) pela fundação de instituições destinadas a promover a paz.
24. (UFAM/2006) No final do Século XIX, a disputa por mercados travada pelas principais nações industriais resultou na adoção de novas práticas de conquista colonial, direcionadas prioritariamente para a África e a Ásia. Qual dos eventos abaixo não está associado à esta faceta da corrida imperialista:
a) A Guerra dos Boers
b) A Guerra do Ópio
c) A Rebelião de Tupac Amaru
d) A Revolta dos Boxers
e) A Guerra Sino-Japonesa
25. (Mackenzie SP/2006) O imperialismo surgiu quando a classe detentora da produção capitalista rejeitou as fronteiras nacionais como barreira à expansão econômica. A burguesia ingressou na política por necessidade econômica: como não desejava abandonar o sistema capitalista, cuja lei básica é o constante crescimento econômico, a burguesia tinha de impor essa lei aos governos, para que a expansão se tornasse o objetivo final da política externa.
Hannah Arendt - Origens do totalitarismo
O período de desenvolvimento do capitalismo europeu a que o texto faz referência atingiu seu apogeu, segundo a autora, nas últimas décadas do século XIX, e encerrou-se nos primeiros anos após o término da II Guerra Mundial.
Considere as seguintes proposições sobre esse período histórico:
I. Os defensores da política expansionista justificaram a conquista de áreas coloniais, na África e na Ásia, em grande medida como uma “missão civilizadora” das nações europeias.
II. Na Guerra dos Bôeres, a Inglaterra combateu colonos (descendentes de holandeses) das repúblicas de Orange e Transvaal, anexando-as por fim às suas possessões no sul da África.
III. As áreas coloniais passaram a representar não só valiosos mercados consumidores para manufaturados europeus, mas também importantes centros fornecedores de matérias-primas.
IV. A independência da Índia, em 1947, em que se destacou o líder Mahatma Gandhi, inseriu-se num processo geral de descolonização dos continentes africano e asiático.
São corretas:
a) apenas I e II.
b) apenas II e III.
c) apenas III e IV
d) apenas I, II e III.
e) I, II, III e IV.
GABARITO
1. (PUC SP/2006) "Cessara de ser um espaço em branco ou um delicioso mistério – um retalho sobre o qual um garoto podia sonhar sonhos de glória. Tornara-se um lugar tenebroso."
Joseph Conrad. O coração das trevas. Porto Alegre: LPM, 1997, p. 13.
A observação acima, feita por um personagem do romance de Conrad, de 1902, refere-se à colonização da África por países europeus durante o século XIX. Considerando a experiência histórica dessa colonização, pode-se dizer que as expressões "espaço em branco ou um delicioso mistério" e "um lugar tenebroso" podem se referir, respectivamente, à
a) necessidade de encontrar novas rotas de navegação e à crença de que havia um abismo no mar.
b) disposição de buscar novas aventuras e às inúmeras doenças, inclusive a AIDS, encontradas na África.
c) transformação da África numa zona de influência ocidental e à ausência de recursos minerais no continente.
d) vontade de dominar novos territórios e às ações brutais que envolveram as investidas europeias.
e) perspectiva de ampliar as relações diplomáticas e aos problemas climáticos enfrentados pelos europeus.
2. (UFPI/2006) “As nações industrializadas europeias iniciaram, em meados do século XIX, um processo de disputas por territórios na África, na Ásia e na América Latina. Essa disputa, que prosseguiu até o início do século XX, ficou conhecida como Imperialismo”.
(REZENDE, Antonio Paulo. Rumos da História. São Paulo: Atual, 2001. p.442-443).
Dentre os fatores que geraram o imperialismo, na segunda metade do século XIX, podemos apontar:
a) A necessidade de desenvolvimento de novos mercados produtores de manufaturados na América Latina.
b) A preocupação dos Franceses e Alemães com a desarticulação do Império Britânico no Norte da África e na Ásia Setentrional.
c) A redução da população europeia, devido à forte migração de italianos e alemães para a América e Austrália.
d) A busca de novas regiões fornecedoras de matérias-primas e consumidoras de produtos manufaturados dos países industrializados.
e) O esforço da França e da Inglaterra na difusão das doutrinas políticas liberais, nas regiões periféricas do mundo capitalista.
3. (UFPEL RS/2006) “O francês P. Leroy-Beaulieu, professor do Collège de France, escreveu em 1891:
‘(...) a fundação de colônias é o melhor negócio no qual se possa aplicar os capitais de um velho e rico país, disse o filósofo inglês John Stuart Mill. (...) A colonização é a força expansiva de um povo, é seu poder de reprodução, (...) é a submissão do universo ou de uma vasta parte (...) a um povo que lança os alicerces de sua grandeza no futuro, e de sua supremacia no futuro. (...) Não é natural, nem justo, que os países civilizados ocidentais se amontoem indefinidamente e se asfixiem nos espaços restritos que foram suas primeiras moradas, que neles acumulem as maravilhas das ciências, das artes, da civilização, que eles vejam, por falta de aplicações remuneradas, os ganhos dos capitais em seus países, e que deixem talvez a metade do mundo a pequenos grupos de ignorantes, impotentes, verdadeiras crianças débeis, dispersas em superfícies incomensuráveis’.”
SCHMIDT, Mário Furley. Nova história crítica. São Paulo: Nova Geração, 1999.
O texto caracteriza a ideologia e a prática do:
a) mercantilismo, durante a expansão marítima na Revolução Comercial.
b) iluminismo da burguesia financeira, durante a Expansão Marítima.
c) imperialismo europeu, na Idade Moderna, quando da partilha da América, da África e da Ásia.
d) capitalismo industrial, originário da Europa, nos séculos XVI e XVII, as quais legitimaram o escravismo colonial.
e) etnocentrismo da burguesia industrial na fase do capitalismo imperialista.
4. (FGV/2007) O contexto europeu do final do século XIX e início do XX relaciona-se à eclosão da Primeira Guerra Mundial porque
a) a Primeira Revolução Industrial desencadeou uma disputa, entre os países europeus, por fontes de carvão e ferro e por consumidores dos excedentes europeus.
b) a unificação da Itália rompeu o equilíbrio europeu, pois fez emergir uma nova potência industrial, rival da Grã-Bretanha e do Império Austríaco.
c) o revanchismo alemão, devido à derrota na Guerra Franco-Prussiana, fez a Alemanha desenvolver uma política militarista e expansionista.
d) a difusão do socialismo, principalmente nos Bálcãs, acirrou os movimentos emancipacionistas na área, então sob domínio do Império Turco.
e) a corrida imperialista, com o estabelecimento de colônias e áreas de influência na África e na Ásia, aumentou as rivalidades entre os países europeus.
5. (UFTM MG/2007) Comparando-se o colonialismo iniciado no século XVI com o neocolonialismo dos séculos XIX e XX, é correto afirmar que
a) o primeiro centrou-se na colonização da África e da Ásia pelos países ibéricos, enquanto o segundo teve a América como principal área de domínio das potências europeias.
b) ambos foram justificados ideologicamente pela necessidade de expansão do catolicismo por meio da catequese dos nativos que habitavam os continentes atingidos.
c) o primeiro visava ao fornecimento de metais preciosos e produtos tropicais, já o segundo buscava conquistar mercados, áreas de investimento e matérias-primas estratégicas.
d) ambos se desenvolveram no contexto do capitalismo industrial, mas com funções diferentes: o primeiro abastecia de matérias-primas a Europa e o segundo consumia seus excedentes.
e) o primeiro baseou-se no liberalismo econômico, porém o segundo adotou princípios da política mercantilista, por exemplo o monopólio e o metalismo.
6. (UFC CE/2007) A partir das últimas décadas do século XIX, uma nova onda colonialista levou à partilha quase total da África e da Ásia entre países industrializados. Sobre esta fase imperialista, é correto afirmar que foi motivada fundamentalmente:
a) pelo interesse de importar bens manufaturados da Índia, China e África islâmica e foi estimulada pelos países industriais emergentes: Bélgica, Alemanha e Japão.
b) pela política religiosa e missionária de difundir o cristianismo no mundo e foi liderada pelos países católicos europeus, como a França e a Bélgica.
c) pela exigência do conhecimento científico positivista de ocupar os territórios a serem estudados e foi impulsionada pela Grã-Bretanha.
d) pela necessidade de adquirir facilmente matéria-prima a baixo custo e foi facilitada pela política imperialista dos Estados Unidos.
e) pelo interesse de continuar a expandir o capitalismo num período de crise e teve à sua frente a França e a Grã-Bretanha.
7. (UNIMONTES MG/2007) Acerca do Imperialismo capitalista na América, que vigorou, de modo geral, a partir da segunda metade do século XIX até as primeiras décadas do século XX, é CORRETO afirmar que
a) os capitalistas norte-americanos atuaram na América do Sul, de modo direto, instalando indústrias e companhias frutíferas na Venezuela, Colômbia e Argentina e controlando o comércio marítimo dessas áreas.
b) a construção do canal do Panamá foi uma inequívoca demonstração do imperialismo anglo-francês, uma vez que permitia o investimento de capitais financeiros na região e, ao mesmo tempo, garantia que a rede de transportes permanecesse nas mãos dessas potências.
c) a propaganda norte-americana de ajuda humanitária e desinteressada desviou a atenção do cenário de barbárie cometido pelos EUA na região da Colômbia e do Equador, durante as guerras pelo controle econômico dessas regiões, na última década do século XIX.
d) o México e a América Central eram áreas de interesse dos Estados Unidos da América, enquanto o imperialismo inglês predominava na América do Sul.
8. (UFPEL RS/2007) Em 1887 o Vietnã passou a ser, oficialmente, uma colônia, situada na Península da Indochina e era fornecedora de arroz, borracha e madeira para o mercado europeu, nos moldes do modelo imperialista implantado pelas grandes nações capitalistas.
Durante a Segunda Guerra Mundial, foi fundada a Liga para a Independência do Vietnã (Vietminh), de orientação socialista e liderada por Ho Chi Minh.
Depoimento do advogado português Jorge Santos, In: RODRIGUES, Urbano Tavares (org.). A Guerra do Vietname. Lisboa: Estampa, 1968.
A colonização referida foi efetivada no século XIX, pelo seguinte país:
a) China.
b) Japão.
c) Estados Unidos.
d) Inglaterra.
e) França.
9. (UNIMONTES MG/2007) A Guerra dos Cipaios (1857) caracterizou-se pelo(a)
a) descontentamento do setor manufatureiro de tecidos indianos diante da concorrência exercida pela indústria algodoeira inglesa.
b) adesão dos soldados chineses aos traficantes de ópio, devido à dependência química estimulada anteriormente pelos ingleses.
c) União dos Cipaios e dos Boxers em defesa das tradições culturais do Oriente e defesa da dinastia Qing, deposta pelos japoneses.
d) conversão das tropas indianas às ideias de Gandhi, que apregoava o exercício da resistência pacífica em lugar do enfrentamento.
10. (UDESC SC/2008) É incorreto afirmar, sobre o imperialismo do final do século XIX:
a) A unificação de Itália e Alemanha não se relaciona com as políticas imperialistas do período.
b) O Nacionalismo foi um dos suportes da política imperialista.
c) O sol nunca se põe no império Britânico é uma expressão que nos fornece uma ideia sobre as extensões das políticas imperialistas.
d) O imperialismo provocou aumento da pobreza, em países como a Índia.
e) A política imperialista não ficou restrita à África.
11. (UEM PR/2008) O século XIX é assinalado, entre outras coisas, por dois movimentos opostos do colonialismo europeu. Na primeira metade do século XIX, ocorreu a desmontagem do sistema colonial mercantilista na América. A partir da segunda metade do mesmo século, uma nova onda de expansão levará à montagem de novos impérios coloniais europeus, desta vez na Ásia e na África.
Sobre este último processo colonialista, assinale a alternativa correta.
a) A Inglaterra industrial necessitava de um mercado consumidor e, por isso, opôs-se à colonização dos povos africanos e asiáticos.
b) Em um movimento nacionalista conhecido como Restauração Meiji, o Japão rompeu todos os laços com o mundo ocidental para evitar ser colonizado por potências europeias.
c) A Região da Indochina, no sudeste asiático, foi colonizada pela Inglaterra.
d) A antiga Birmânia, atual Mianmar, na Ásia, foi partilhada entre a Alemanha e a Itália.
e) A Região do Congo, na África centro-ocidental, foi dividida entre franceses e belgas.
12. (UFRRJ/2008) “Em 1876, o rei Leopoldo II, da Bélgica, apoderou-se do território do Rio Congo, aproximadamente dez vezes maior do que seu país. [...] A partir daí teve início um violento processo de exploração da região. O Congo foi dividido em postos chefiados por funcionários civis ou militares, que obrigavam a população − homens, mulheres e crianças − a pagar impostos em produtos ou com trabalho.[...]”
MOTA, M. Becho & BRICK, P. Ramos - História das cavernas ao Terceiro Milênio: Séculos XVIII e XIX: as fundações do mundo Contemporâneo. SP: Moderna. 2006. p 164.
O texto apresenta informações sobre a penetração europeia na África. Assinale a alternativa que indica os motivos dessa dominação.
a) Aumento significativo de manufaturas internas e a aplicação do capital estrangeiro.
b) Crescimento da renda per capita das colônias e o empobrecimento das potências europeias.
c) Aumento do interesse em exportar mão-de-obra para as indústrias europeias.
d) Aumento da necessidade das potências europeias de exportar capitais e importar matérias-primas.
e) Aumento de áreas coloniais para a Bélgica, como Sudão, Rodésia, Somália e África Ocidental, além da área do Congo.
13. (UFTM MG/2008) “Os gregos brigam, há décadas, pela posse dos mármores Elgin, hospedados no Museu Britânico, e por um busto de Nefertiti, de posse dos alemães. Os chineses querem o que tropas inglesas e francesas pilharam durante a Guerra do Ópio. A Coréia reclama da Biblioteca Nacional de Paris os 297 volumes de manuscritos surrupiados por militares franceses do Arquivo Real coreano, em 1866. Há mais de 20 anos que a Nigéria pede à Inglaterra a restituição de centenas de placas de bronze do reino Edo, e a Etiópia, o butim cultural amealhado durante o cerco de Mandala.”
(Sérgio Augusto, O Estado de S.Paulo, 23.09.07)
O contexto histórico em que esses bens culturais foram apropriados pelos europeus está associado
a) à busca de uma nova rota para a Ásia, a fim de alcançar a fonte das especiarias, dos produtos de luxo e de matérias-primas estratégicas.
b) à necessidade de estabelecer, na Ásia e na África, os excedentes populacionais europeus, devido às guerras entre católicos e protestantes.
c) ao desenvolvimento tecnológico e industrial, que gerou a corrida imperialista e a partilha afro-asiática entre as potências europeias.
d) à afirmação das monarquias absolutistas europeias, que pretendiam dominar os territórios africanos e asiáticos para investir capitais.
e) à formação de novos impérios coloniais, cuja função principal era fornecer metais preciosos para dinamizar o comércio europeu.
14. (UNIOESTE PR/2008) “Nem o imperialismo, nem o colonialismo é um simples ato de acumulação e aquisição. Ambos são sustentados e talvez impelidos por potentes formações ideológicas que incluem a noção de que certos territórios e povos precisam e imploram pela dominação, bem como formas de conhecimento filiadas à dominação: o vocabulário da cultura imperialista oitocentista clássica está repleto de palavras e conceitos como 'raças servis' ou 'inferiores', 'povos subordinados', 'dependência', 'expansão' e 'autoridades'”.
(SAID, Edward, Cultura e Imperialismo. São Paulo, Companhia das Letras, 1995).
Sobre o imperialismo europeu na Ásia e África, tratado no fragmento acima, é INCORRETO afirmar:
a) Entre 1876 e 1915, largas extensões territoriais da superfície continental do globo foram distribuídas ou redistribuídas entre países imperialistas.
b) Teorias como o darwinismo social fundamentaram a convicção da superioridade europeia e a visão de que o colonialismo constituía uma missão civilizadora dos povos não europeus.
c) O crescimento do consumo de massa nos países metropolitanos favoreceu a entrada de matérias–primas oriundas de territórios ocupados nos trópicos, tais como açúcar, cacau, banana, chá, café, mudando diversos hábitos alimentares, mesmo entre as classes menos favorecidas desses países.
d) Para a maioria dos países imperialistas, a aquisição de colônias na Ásia e África constituiu uma efetiva estratégia de conquista de novos mercados.
e) Por causa do grande interesse inglês na Índia, a Inglaterra tinha poucas possessões no continente africano.
15. (UPE/2008) Sobre as ações do neocolonialismo na Ásia, leia as afirmativas abaixo.
I. A conquista da Índia era pretensão dos ingleses que já haviam instalado a Companhia das Índias Orientais no século XVI.
II. A presença britânica não estimulou preconceitos raciais na Índia, fortalecendo a divulgação do liberalismo.
III. O Japão conseguiu evitar, durante muito tempo, a entrada de costumes ocidentais na sua cultura.
IV. A restauração Meiji trouxe mudanças na cultura japonesa, pois houve grande intercâmbio com o Ocidente.
V. O neocolonialismo, apesar das violências, foi muito benéfico para os asiáticos, evitando seu atraso cultural e econômico.
Estão corretas apenas as afirmativas
a) I, III e IV.
b) III, IV e V.
c) I, II e III.
d) II, III e V.
e) I, III e V.
16. (ESCS DF/2009) Entre os dias 15 de novembro de 1884 e 26 de fevereiro de 1885 realizou-se em Berlim uma conferência que reuniu a Alemanha, a Grã-Bretanha, a França, os Estados Unidos, a Bélgica, Portugal, a Holanda, a Espanha e outros países para a plateia. Esse encontro foi articulado pelo então chanceler alemão Otto Von Bismarck com o despretensioso propósito de discutir questões relacionadas ao Congo, mas acabou definindo algumas regras para a ocupação do continente africano pelas nações europeias.
A expansão das potências europeias sobre o continente africano, a partir do último quarto do século XIX, teve situações importantes como:
a) A dominação britânica no sul da África consolidou-se após a guerra dos boxers em que os ingleses substituíram o domínio alemão na região;
b) O Marrocos foi palco de uma disputa franco-britânica solucionada pelo Acordo de Fachoda em que os britânicos reconheceram o domínio francês na região;
c) A dominação europeia na África implicou na formação de fronteiras políticas artificiais em que não foram levadas em conta as fronteiras tribais contribuindo para a ocorrência de guerras étnicas na África após o processo de descolonização;
d) A dominação francesa sobre a Tunísia foi possível após uma disputa entre os franceses e os alemães que resolvido mediante um acordo em 1911 onde a França cedeu aos germânicos parte do território do Congo Francês;
e) A participação dos missionários, que revestiu o processo de dominação europeia sobre a África de um caráter civilizador e filantrópico conforme a orientação apenas das Igrejas Protestantes.
17. (UFF) A expansão imperialista sobre os territórios asiáticos e africanos no decorrer do século XIX foi, antes de tudo, um ato de conquista.
A partir desta afirmativa, identifique a opção que indica a nação europeia expansionista, a região colonizada e o movimento de resistência possíveis de inter-relacionar-se corretamente:
a) França – Argélia – Guerra dos Boxers
b) Inglaterra – Índia – Revolta dos Cipaios
c) Inglaterra – Sudão – Revolta dos Boers
d) Portugal – Angola – MPLA
e) Alemanha – China – Movimento Taiping
18. (UFAC/2009) O Neocolonialismo europeu do século XIX se caracteriza:
I. Pela necessidade de novas fontes de matérias-primas e de outros mercados consumidores para a crescente produção industrial;
II. Pelo crescimento demográfico europeu e a consequente necessidade de novas regiões para receber o excedente populacional;
III. Pela necessidade de aplicação dos capitais excedentes da economia industrial;
IV. Nova pressão dos países da América do Sul e africanos para que a Europa aplicasse seus capitais em suas riquezas locais;
V. Pela ajuda européia ao fortalecimento do Império do Japão na Malásia;
Diante do exposto, marque a alternativa correta:
a) Somente os itens IV e V estão corretos;
b) Somente os itens I, II e III estão corretos;
c) Somente os itens I e V estão corretos;
d) Somente os itens I e IV estão corretos;
e) Todos os itens estão corretos;
19. (UFCG PB/2009) "As exposições universais queriam ser um retrato em miniatura desse mundo moderno avançado, composto de espetáculos nos campos da ciência, das artes, da arquitetura, dos costumes e da tecnologia. A ideia era mostrar e ensinar as virtudes do tempo presente e confirmar a previsão de um futuro excepcional. A torre Eiffel, o palácio de cristal e a roda gigante eram os símbolos visíveis do avanço tecnológico exibido nas feiras mundiais."
(http://www.cpdoc.fgv.br. Acesso em 01.jun.2008)
Eixo Temático: Além da fé, o pão: permanências, continuidades e o projeto de felicidade na modernidade
A partir do fragmento textual acima e dos seus conhecimentos sobre a temática, é INCORRETO afirmar que as Exposições Universais no século XIX:
a) Ressignificaram os conceitos de espaço e tempo, celebrando as “virtudes do tempo presente” e criando uma nova dinâmica espacial urbana.
b) Deram visibilidade ao neocolonialismo europeu, utilizando-se da ciência e da técnica para promoverem o imperialismo geográfico-cultural.
c) Respeitaram as identidades dos povos afro-asiáticos, exibindo seus principais inventos nos campos da arquitetura, da técnica e das artes coloniais.
d) Representavam conteúdo racial, pois alguns países levavam pequenos grupos enjaulados para mostrar ao mundo as "raças inferiores" de suas respectivas colônias.
e) Mistificavam a modernidade e o avanço tecnológico, fazendo apologia à superioridade, lucidez e eficiência do europeu.
20. (UNIR RO/2009) O desenvolvimento tecnológico agora dependia de matérias-primas que, devido ao clima ou ao acaso geológico, seriam encontradas exclusiva ou profusamente em lugares remotos. O motor de combustão interna, criação típica do período que nos ocupa, dependia do petróleo e da borracha. O petróleo ainda vinha predominantemente dos EUA e da Europa (Rússia e, muito atrás, da Romênia, mas os campos petrolíferos do Oriente Médio já eram objeto de intenso confronto e conchavo diplomático. A borracha era um produto exclusivamente tropical, extraída com uma exploração atroz de nativos nas florestas equatoriais do Congo e da Amazônia.[...] A Malaia cada vez mais significava borracha e estanho; o Brasil, café; o Chile, nitratos; o Uruguai, carne; Cuba, açúcar e charutos.
(HOBSBAWM, Eric J. A era dos impérios. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2006.)
Sobre a expansão imperial do século XIX referida no texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__) Contribuiu para que as potências europeias diminuíssem suas rivalidades econômicas, políticas e militares, em razão das ações conjuntas desenvolvidas para promover a exploração colonial, especialmente na África.
(__) Ao expandir-se à procura de petróleo, borracha, açúcar, café, ouro, diamantes na América, no Oriente, na África e na Ásia, as potências imperiais contaram com a ação de missionários cristãos que empreenderam com sucesso a conversão de todos os pagãos e infiéis.
(__) Pautou-se pela exploração de colônias como complementares à economia metropolitana e como áreas de domínio político direto e indireto.
(__) Implementou o novo colonialismo como um subproduto de uma era de rivalidade econômico-política entre as economias nacionais, intensificada pelo protecionismo.
Assinale a sequência correta.
a) F, V, F, F
b) V, F, F, V
c) V, V, F, F
d) F, F, V, V
e) V, V, V, V
21. (CEFET PR/2009) “Imperialismo” pode ser entendido como a política de expansão territorial, cultural e econômica das nações capitalistas desenvolvidas sobre o mundo na segunda metade do século XIX e início do século XX e também foi chamado de “neocolonialismo”, pois possuía diferenças em relação ao colonialismo clássico mercantilista. As disputas imperialistas geraram uma série de conflitos. Apenas uma das alternativas NÃO corresponde a esse período. Assinale-a:
a) Guerra do Ópio
b) Revolta dos Cipaios
c) Guerra dos Bôeres
d) Rebelião dos Boxers
e) Guerra dos Trinta Anos
e) Guerra dos Trinta Anos
22. (ESPM/2009) Quanto ao Imperialismo praticado no século XIX, na África do Sul, a presença inglesa, localizada nas colônias do Cabo e de Natal, cresceu desde o início do século XIX, deslocando- se os bôeres para o nordeste, criando as repúblicas de Orange e Transvaal. O início, em 1899, de uma longa e difícil guerra entre os ingleses e os bôeres foi motivado
a) pelo conflito anglo-francês pelo domínio da estratégica passagem do Cabo da Boa Esperança.
b) pelo conflito entre ingleses e holandeses pelo controle da África Equatorial.
c) pela descoberta das grandes minas de ouro e diamantes no Transvaal.
d) pela criação da União Sul-Africana pelas autoridades inglesas.
e) por razões de natureza religiosa, pois os ingleses agiram em defesa de missionários que difundiam o catolicismo.
23. (UFABC/2009) Exibicionismo burguês humana (as exposições universais) traziam um pouco de tudo: de negros africanos à arte francesa, indígenas com seus verdadeiros espetáculos da evolução artefatos e a mais recente das inovações.
Compactuando com um ideário evolucionista, nas feiras se realizavam imensos exercícios de classificação e catalogação da humanidade, em que o mundo ocidental representava o topo da civilização, e as culturas indígenas “o passado da humanidade”.
No fundo, para a grande maioria do público a feira significava diversão. É por isso mesmo que se vendiam muitos souvenirs, cartões postais e mesmo fotografias. Não foi mera coincidência o fato de a primeira máquina automática de fotografia ter sido apresentada na exposição de 1889.
As exibições universais constituíram, portanto, o corolário ideal da política imperialista de final do século XIX. Em um momento em que a burguesia triunfante pretendia conquistar o mundo todo (...), as feiras mundiais cumpriam um papel exemplar: expunham didaticamente o avanço de uns e o atraso de outros; a tecnologia na mão de alguns e o exotismo como privilégio de outros.
(Lilia Moritz Schwarcz. As barbas do imperador. São Paulo: Cia. das Letras, 1998. Adaptado)
As informações do texto permitem concluir que as exposições universais expressavam a ideologia do neocolonialismo europeu, pois essas exposições
a) identificavam o espírito humanitário do homem branco frente aos povos de diferentes raças e religiões que, por meio da conquista de riquezas das áreas colonizadas, colocava seus conhecimentos e as técnicas europeias a serviço das populações mais primitivas da África e da Ásia.
b) promoviam o desenvolvimento cultural de povos que só conseguiriam desenvolver uma tecnologia moderna por meio da ação civilizadora dos europeus e com a quebra das resistências culturais dos nativos dos continentes dominados, como os dos continentes africano e asiático.
c) colocavam em contato costumes e culturas menos desenvolvidas com o mundo civilizado europeu, onde a superioridade do homem branco e as teorias do darwinismo social facilitavam a miscigenação das culturas e contribuíam para o crescimento econômico dos povos da África e da Ásia.
d) serviam para divulgar os ideais do homem branco europeu que, sensibilizado com a ignorância e a miséria das populações afro-asiáticas, acreditava que a integração dos valores morais e das culturas europeia, africana e asiática era o único caminho possível para melhorar as condições de vida da população mundial.
e) ajudavam a difundir a ideia de que povos de organização social diferente da sociedade ocidental eram primitivos, o que justificava a ocupação territorial e a submissão das populações afro-asiáticas aos europeus, os quais tinham o dever de levar a essas sociedades valores e conquistas técnicas civilizadoras.
24. (UFTM MG/2009) A obra de Charles Darwin (1809-1882) – Sobre a origem das espécies por meio da seleção natural ou a conservação das raças favorecidas na luta pela vida – publicada em 1859, causou grande polêmica. Naquele contexto histórico, suas ideias extrapolaram o campo da biologia, servindo para que alguns intelectuais e políticos justificassem a
a) necessidade de divulgar a fé cristã em outros continentes.
b) superioridade dos mestiços frente às raças puras.
c) missão civilizadora do homem branco na África e Ásia.
d) degeneração de todas as raças nas áreas coloniais.
e) divisão dos países europeus em civilizados e primitivos.
25. (UNESP SP/2009) O mundo está quase todo parcelado e o que dele resta está sendo dividido, conquistado, colonizado. Pense nas estrelas que vemos à noite, esses mundos que jamais poderemos atingir. Eu anexaria os planetas, se pudesse... Sustento que somos a primeira raça do mundo e quanto mais do mundo habitarmos, tanto melhor será para a raça humana ... Se houver um Deus, creio que Ele gostaria que eu pintasse o mapa da África com as cores britânicas.
(Cecil Rhodes (1853-1902), O último desejo e testamento de Cecil Rhode apud Leo Huberman, História da riqueza do homem)
O texto refere-se à
a) partilha do continente africano deliberada em 1885, na Conferência de Berlim, que teve por objetivo maior promover a riqueza dos países pobres por meio dos investimentos europeus.
b) expansão europeia, realizada segundo os preceitos mercantis, que visava ao acúmulo de metais preciosos abundantes e pouco valorizados pelos habitantes nativos do continente africano.
c) procura de novos mercados para a produção industrial e os capitais bancários europeus, prejudicados pela instabilidade política da América Latina, que impedia o crescimento das trocas.
d) expansão imperialista na África, liderada pela Inglaterra e França no século XIX, ligada ao capitalismo industrial, evidenciando a ideia de superioridade e de preconceito contra os colonizados.
e) fragmentação do continente africano desde meados do século XIX para garantir a ajuda aos nativos que, incapazes de explorar suas próprias riquezas, necessitavam de capitais europeus.
GABARITO
1. (UECE/2009) Durante o século XIX, as nações imperialistas europeias justificaram seu poderio sobre grande parte do continente africano afirmando: “Age-se, assim, para o bem de todos. A Europa não abandonará, absolutamente, sua autoridade colonial. Ela está no comando e no comando deve permanecer”.
SARRALT, Alberte. Grandeza y servidumbres coloniales, 1931. Apud BRUIT, Hector. O imperialismo. São Paulo/Campinas: Atual/Editora da Unicamp, 1987, p. 11.
Sobre o neocolonialismo europeu, é correto afirmar que
a) foi aceito e defendido sem restrições, especialmente pelos países do continente africano.
b) foi um discurso ideológico e preconceituoso que em nenhum momento existiu na prática.
c) foi amplamente justificado por meio de um discurso autoritário, civilizatório e eurocêntrico.
d) foi justificado pelas ações expansionistas e imperialistas das nações europeias e aceito por todos os países.
2. (ESPM/2010) A respeito do Imperialismo do século XIX, leia este trecho de uma entrevista concedida por Cecil Rhodes, em 1895, a um jornalista:
A ideia que mais me acode ao espírito é a solução do problema social, a saber: nós, os colonizadores, devemos, para salvar os 40 milhões de habitantes do Reino Unido de uma mortífera guerra civil, conquistar novas terras a fim de aí instalarmos o excedente da nossa população, de aí encontrarmos novos mercados para os produtos das nossas fábricas e das nossas minas. O império, como sempre tenho dito, é uma
questão de estômago. Se queres evitar a guerra civil, é necessário que vos torneis imperialistas.
(Leonel Itaussu. História Moderna e Contemporânea)
Assinale os fatores do Imperialismo, praticado no século XIX, que são tratados no texto:
a) busca de metais preciosos e de mercados externos para onde pudessem escoar o excedente da produção;
b) busca de mercados externos para onde pudessem escoar o excedente da produção agrícola europeia e interesse por regiões fornecedoras de especiarias;
c) necessidade de novas terras para onde pudesse ser escoada a mão-de-obra excedente e propagação do cristianismo;
d) necessidade de novas terras para onde pudesse ser escoado o excedente da população europeia e busca de mercados externos para onde pudessem escoar o excedente da produção de suas fábricas.
e) defesa do livre-cambismo e legislação impeditiva da evasão em massa dos excedentes demográficos europeus.
3. (UFTM MG/2010) Assinale a alternativa que apresenta fatores que explicam as práticas imperialistas, a partir da segunda metade do século XIX, pelas potências capitalistas.
a) Buscava-se controlar as regiões fornecedoras de mão de obra escrava e ampliava-se a exploração de regiões mais afastadas com o objetivo de descobrir novas fontes energéticas e comprar metais preciosos.
b) Precisava-se de mão de obra da África e da Ásia para trabalhar como colonos na zona rural das potências europeias e realizar investimentos em áreas de urbanização, como transporte, saneamento e ferrovias.
c) Diante da existência de capitais excedentes na Europa, procuravam-se novos mercados consumidores, buscava-se controlar regiões produtoras de matérias-primas e direcionar para as áreas coloniais excedentes populacionais europeus.
d) Em função de um crescimento econômico sem precedentes na Europa, os capitais excedentes precisavam ser aplicados em áreas que necessitavam de investimentos humanitários, daí a escolha da África e da Ásia.
e) A Europa necessitava com urgência de metais preciosos, abundantes na África, e conflitos religiosos obrigaram os governos da França e da Inglaterra a mandarem para a Ásia parte dos religiosos mais radicais.
4. (UNIMONTES MG/2010) Enquanto outras nações se ocuparam em abocanhar colônias para enriquecer ainda mais as suas classes dirigentes, os dois países completando o processo de unificação não podiam, nem tinham forças, para se dedicarem a uma política de expansão colonial.
(MOURA, G.; FALCON, F. J. C. (Orgs.). Formação do Mundo Contemporâneo. Rio de Janeiro: Americana, p. 108.)
O texto, referente ao Imperialismo do século XIX, faz alusão à
a) rivalidade alemã e italiana contra a França e Inglaterra pela posse de ricas colônias afro-asiáticas.
b) pequena participação luso-espanhola no processo colonialista, apesar do seu poder expansionista manifesto entre os séculos XVI e XVIII.
c) intervenção francesa após a Guerra do Ópio na China e, na Índia, após a Guerra dos Cipaios.
d) disputa russo-otomana pelos domínios dos mares Negro e Mediterrâneo, apesar da supremacia francesa nessa área.
5. (UNIMONTES MG/2010) Nesse contexto histórico, a comunidade científica procurou contemplar as investigações no campo da matemática, da astronomia, da geografia, da mecânica, e em outras áreas do conhecimento capazes de aperfeiçoar as técnicas da boa navegação, viabilizando, desse modo, o transporte mais seguro e eficiente para atender ao comércio de exportação de produtos industrializados das nações europeias com a África, a Ásia e o Novo Mundo.
O contexto histórico ao qual o texto se refere é o da/do
a) Expansão Comercial, do século XVI.
b) consolidação do capitalismo no século XVIII.
c) Renascimento, do século XIV ao XV.
d) movimento das Cruzadas, do século XII.
6. (UNIOESTE PR/2010) A expansão imperialista entre o final do século XIX e a primeira metade do século XX engendrou processos socioculturais e econômicos de grande impacto e muita dramaticidade em todo o mundo. Sobre tais processos assinale a afirmativa INCORRETA.
a) As crises vividas na Europa, a partir dos anos 1870, provocaram dinâmicas emigratórias para outros continentes. Estima-se que em torno de 70 milhões de europeus procuravam novos países para viver, entre os quais o Brasil. Em geral, eram pobres, analfabetos e sem qualificação profissional.
b) Exceto a África, que já era colonizada pelos britânicos desde o século XVI, a partir de 1870, com exceção de algumas poucas colônias litorâneas como Angola, Moçambique e Guiné, de Portugal; Argélia e Marrocos, da França; e o extremo Sul, da Grã-Bretanha, paradoxalmente tiveram suas terras devolvidas aos seus reis, rainhas e chefes de clã.
c) A Índia era a maior e a mais importante colônia da Grã-Bretanha, fornecendo algodão, cânhamo, chá, ferro e carvão. Os britânicos, todavia, no final do século XVIII já obtinham altos lucros com a venda ilegal de ópio indiano aos chineses.
d) A Grã-Bretanha também constituiu interesses imperialistas nos países sul-americanos, oferecendo-lhes enormes empréstimos, por sua vez muito acima da capacidade de pagamento dos países devedores. Endividados, os governos acabavam se sujeitando aos bancos e empréstimos britânicos, cujos interesses se pautavam na venda produtos industrializados e na compra de matérias-primas a baixo custo.
e) A Grã-Bretanha, que havia abolido a escravidão em suas colônias, fez muita pressão junto ao governo brasileiro para acabar com o tráfico negreiro. O fim da escravidão era desejado como forma de ampliar o mercado consumidor de produtos britânicos no Brasil.
7. (ESCS DF/2011) O termo imperialismo foi empregado para designar a expansão política e econômica das potências do hemisfério norte sobre os continentes africanos e asiáticos a partir do final do século XIX. Uma justificativa de destaque para a implantação do Imperialismo foi:
a) a necessidade de obtenção de mão-de-obra africana e asiática para o mercado europeu;
b) a proposta da missão civilizadora dos europeus sobre os continentes africano e asiático;
c) a urgência na aquisição de terras para os países centrais em função do sistema socialista;
d) a luta ideológica entre os mundos árabe e o ocidental pela disputa de novos mercados;
e) a consolidação do modelo mercantil europeu causando a necessidade de novos mercados.
8. (UDESC SC/2011) O imperialismo, ou neocolonialismo, como também é conhecido, é constituído por práticas dos Estados Nacionais, que pretendem colocar-se como expansores de seus domínios, controlando outras nações supostamente imaginadas como mais frágeis e mesmo até menos civilizadas.
Sobre o imperialismo das últimas décadas do século XIX, é correto afirmar que:
a) o Brasil foi colaborador da política imperialista na África.
b) os países latino-americanos, no final do século XIX, em sua maioria ainda colônias das metrópoles, também sofreram com o neocolonialismo.
c) os Estados Unidos foram o Estado mais ostensivo em sua política imperialista no período citado.
d) as investidas dos países europeus na expansão de seus domínios foram centradas sobretudo na África e Ásia.
e) Alemanha e Itália, países há muito tempo constituídos como Estados Nacionais, tiveram papel de destaque no imperialismo do final do século XIX.
9. (UERJ/2011) A palavra “imperialismo”, no sentido moderno, desenvolveu-se primordialmente na língua inglesa, sobretudo depois de 1870. Seu significado sempre foi objeto de discussão, à medida que se propunham diferentes justificativas para formas de comércio e de governo organizados.
Havia, por exemplo, uma campanha política sistemática para equiparar imperialismo e “missão civilizatória”.
Adaptado de WILLIAMS, Raymond. Um vocabulário de cultura e sociedade. São Paulo: Boitempo, 2007.
No final do século XIX, os europeus defendiam seus interesses imperialistas nas regiões africanas e asiáticas, justificando-os como missão civilizatória.
Uma das ações empreendidas pelos europeus como missão civilizatória nessas regiões foi:
a) aplicação do livre comércio
b) qualificação da mão de obra
c) padronização da estrutura produtiva
d) modernização dos sistemas de circulação
10. (UESPI/2011) O neocolonialismo se fez presente, com suas ambições territoriais, atingindo nações da África e da Ásia. Com relação à ocupação da China, houve:
a) a presença marcante das tropas francesas e italianas, interessadas no comércio com o Oriente.
b) a participação de exércitos de vários países, inclusive de norte-americanos e russos.
c) a falta de reação da sociedade tradicional, sendo a China amplamente dominada.
d) o monopólio dos interesses dos ingleses na busca de riquezas minerais e agrícolas.
e) a reação dos comunistas com suas guerrilhas vitoriosas na luta contra as forças estrangeiras.
11. (UFTM MG/2011) Em 1884 teve início a Conferência de Berlim, que objetivava resolver disputas entre os países europeus pelo controle do continente africano. Dentre as consequências das decisões tomadas, pode-se citar
a) a preocupação com o nível de consumo das populações do continente africano, que deveriam ser capazes de comprar produtos europeus.
b) a imposição de fronteiras, sem levar em conta etnias, culturas e tradições, que apartaram grupos coerentes e mesclaram povos distintos.
c) o desenvolvimento de vacinas e o estudo de doenças típicas da região, com o objetivo de proteger a saúde dos exploradores europeus.
d) a restituição do poder aos chefes políticos locais, desde que concordassem em fornecer as matérias-primas que os europeus necessitavam.
e) o declínio do poder britânico e francês e a ascensão da Alemanha e da Itália, países que conseguiram impor suas demandas na conferência.
12. (UFU MG/2011) Até o início do século XIX, a África era ocupada pelos europeus apenas em algumas regiões litorâneas. A ocupação das demais regiões ocorreu entre 1830 e 1880.
Sobre esse processo, assinale a alternativa correta.
a) A ocupação do território africano ocorreu de forma homogênea considerando-se as riquezas naturais de cada região e a ausência de qualquer movimento de resistência dos povos africanos à dominação.
b) O interesse de alguns países europeus pelo continente africano devia-se às possibilidades de se comercializarem escravos a custos mais favoráveis e sem que se dependesse exclusivamente dos ingleses.
c) A partilha da África entre as potências europeias garantiu aos povos africanos a entrada no processo de modernização econômica e política, até então prerrogativa da Europa e das Américas.
d) A repartição do continente africano entre as potências europeias, definida e regulamentada na Conferência de Berlim, foi justificada em termos morais como uma “missão civilizadora”.
13. (UFV MG/2011) A expansão imperialista, ocorrida a partir da segunda metade do século XIX, é resultado da rivalidade e da competição entre as nações europeias pelo domínio de vastas áreas do mundo, principalmente a África e a Ásia. Esse movimento é reconhecido pela denominação de neocolonialismo. Sobre o neocolonialismo do século XIX, é CORRETO afirmar que se pautou:
a) pela disputa de mercados consumidores para produtos industrializados, pelo investimento de capitais e pela busca de matérias-primas.
b) pela ausência de conflitos por parte dos povos colonizados, que aceitaram a dominação europeia sem reação.
c) pela necessidade de estabelecimento de um vasto império colonial por parte dos países europeus, baseado na política econômica mercantilista.
d) pela distribuição igualitária de monopólios de capitais, pelo desinteresse do controle de grandes mercados de consumo e pelo decréscimo da produção industrial.
14. (UFPA/2012) Em 1909, o orientalista americano Duncan Macdonald, estudioso do mundo muçulmano, fez a seguinte afirmação:
Os árabes não se mostram especialmente fáceis na crença, mas teimosos, materialistas, questionadores, desconfiados, zombando de suas próprias superstições e usos, gostando de testes do sobrenatural – e tudo isso de um modo curiosamente irrefletido, quase infantil.
MACDONALD, Duncan. A vida e atitude religiosas no Islã, 1909.
A imagem dos árabes construída por Macdonald, no início do século XX, em pleno período do Imperialismo, demonstra claramente a concepção que os ocidentais desenvolveram sobre as populações asiáticas e africanas que estavam sendo conquistadas e submetidas ao domínio imperialista das potências ocidentais. A alternativa que retrata essa concepção é:
a) Os povos asiáticos e africanos ainda estavam na infância do processo civilizatório, mas poderiam chegar, por si mesmos, à fase adulta, bastando apenas aceitar o domínio Ocidental.
b) A Ásia e a África eram reconhecidas pelos europeus como os continentes onde nasceu a civilização e, por isso, com fortes laços com a Europa, que herdou os elementos civilizatórios que caracterizam a cultura oriental.
c) As populações asiáticas e africanas eram vistas pelos europeus como inferiores, bárbaras, supersticiosas, e, por isso, incapazes de dirigir seus próprios destinos, o que exigia a intervenção civilizadora dos europeus.
d) Para os europeus, a conquista da Ásia e da África revestia-se de um caráter meritório, já que representaria a confirmação da tese do arianismo, ou seja, da supremacia da raça branca. Caberia, assim, aos europeus o dever de civilizar os outros povos.
e) O mundo muçulmano, criado pela expansão árabe, por meio da “Guerra Santa”, seria, na visão dos europeus, o principal aliado do Mundo Cristão Ocidental na eliminação de seitas heréticas, que infestavam o Oriente.
15. (ESPM/2012) (...) a questão colonial é, para os países voltados a uma grande exportação, pela própria natureza de sua história, como o nosso, uma questão de salvação.
No tempo em que vivemos e na crise que atravessam todas as indústrias européias, a fundação de uma colônia é a criação de uma válvula de escape.
É preciso dizer abertamente que as raças superiores têm direitos sobre as raças inferiores porque têm um dever para com elas – o dever de civilizá-las.
(Discurso de Jules Ferry. In: José Jobson de Arruda. História Moderna e Contemporânea)
O texto apresenta um discurso que justifica:
a) o Mercantilismo.
b) o Antigo Sistema Colonial.
c) o Neocolonialismo.
d) o Conflito Leste-Oeste.
e) a Guerra Fria.
16. (FGV/2013) Entre novembro de 1884 e fevereiro de 1885, representantes de países europeus, dos Estados Unidos e do Império Otomano participaram de negociações sobre o continente africano. O conjunto de reuniões, que ficou conhecido como a Conferência de Berlim, tratou da
a) incorporação da Libéria aos domínios norte-americanos, em troca do controle da África do Sul pela Inglaterra e Holanda.
b) independência de Angola e Moçambique e da incorporação do Congo ao império ultramarino português.
c) ocupação e do controle do território africano de acordo com os interesses das diversas potências representadas.
d) condenação do regime do Apartheid estabelecido na África do Sul e denunciado pelo governo britânico.
e) incorporação da Etiópia aos domínios italianos e à transformação do Egito em protetorado da Alemanha.
17. (UEFS BA/2012) Ocupando uma posição incômoda e delicada na crise do euro, a Grécia, cuja crise financeira eclodiu em 2010, tornou-se refém de pressões políticas e econômicas externas.
No início do século XIX (1829), esse país também sofreu pressões políticas quando
a) teve seu território ocupado pelos árabes, na Idade Média, o que resultou na islamização de toda sua população.
b) se aliou à Rússia, na resistência à invasão das tropas napoleônicas.
c) o movimento nacionalista que se expandiu, apoiado pela Rússia, resultou na independência da Grécia do domínio turco-otomano.
d) foi pressionada pela Espanha a ceder territórios para a construção da estrada de ferro Berlim–Bagdá.
e) passou a integrar os chamados “países da Cortina de Ferro”, com sua adesão ao socialismo.
18. (UFU MG/2012) As pretensões expansionistas japonesas na Ásia, a construção da Grande Ásia Oriental, colidiam com os interesses norte-americanos para a região. Os imperialistas seguiam as estratégias siberiana e colonial. A primeira encarregou o Exército de expandir o domínio Japonês para a China do Norte, Mongólia e Sibéria, rivalizando com a União Soviética. A estratégia colonial, delegada à Marinha, visava a conquista de colônias inglesas, francesas e holandesas na Ásia. O obstáculo para esse projeto era a força dos Estados Unidos no Pacífico (Alaska, Ilhas Aleutas, Filipinas e Havaí).
O projeto imperialista japonês
a) buscava contemporizar seus interesses com as forças chinesas, vistas como um importante apoio na luta contra o imperialismo norte-americano.
b) ganhou força com o bombardeamento de Pearl Harbor e a entrada dos EUA na guerra, forçando o recuo dos movimentos anti-imperialistas nipônicos.
c) manteve, com o fim da Segunda Guerra, suas anexações territoriais, o que lhe permitiu continuar como uma grande potência.
d) previa a mobilização de recursos das áreas ocupadas para realimentar o complexo industrial-militar que se fortalecia internamente.
19. (UNIFICADO RJ/2012) No final do século XIX, a partilha da África, feita de acordo com os interesses geopolíticos e geoeconômicos da Europa, apresentou diferenças quanto à atuação das potências europeias. Nesse contexto histórico, um Estado europeu incorporou-se tardiamente à corrida imperialista, enfrentando dificuldades para estabelecer suas colônias no Marrocos, em Camarões, no sudoeste africano (atual Namíbia), no Togo e na África Oriental.
Qual foi esse Estado europeu que participou tardiamente da partilha da África?
a) Alemanha
b) Bélgica
c) França
d) Inglaterra
e) Portugal
20. (UNICAMP SP/2013) As exposições universais do século XIX, sobretudo as de Londres e Paris, se caracterizavam
a) pelo louvor à superioridade europeia e pela apresentação otimista da técnica e da ciência.
b) pela crítica à expansão sobre a África, movimento considerado um freio ao progresso europeu.
c) pela crítica marxista aos princípios burgueses dominantes nos centros urbanos europeus.
d) pelo elogio das sociedades burguesas associadas às vanguardas da época, como o Cubismo, o Dadaísmo e o Surrealismo.
21. (UFG GO/2012) Leia o texto a seguir.
Por mais que retrocedamos na História, acharemos que a África está sempre fechada no contato com o resto do mundo, é um país criança envolvido na escuridão da noite, aquém da luz da história consciente. O negro representa o homem natural em toda a sua barbárie e violência; para compreendê-lo devemos esquecer todas as representações europeias. Devemos esquecer Deus e as leis morais.
HEGEL, Georg W. F. Filosofia de la historia universal. Apud HERNANDEZ, Leila M.G. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. p. 20-21. [Adaptado].
O fragmento é um indicador da forma predominante como os europeus observavam o continente africano, no século XIX. Essa observação relacionava-se a uma definição sobre a cultura, que se identificava com a ideia de
a) progresso social, materializado pelas realizações humanas como forma de se opor à natureza.
b) tolerância cívica, verificada no respeito ao contato com o outro, com vistas a manter seus hábitos.
c) autonomia política, expressa na escolha do homem negro por uma vida apartada da comunidade.
d) liberdade religiosa, manifesta na relativização dos padrões éticos europeus.
e) respeito às tradições, associado ao reconhecimento do valor do passado para as comunidades locais.
22. (UFT TO/2012) A Conferência de Berlim (1884-1885) é o grande marco da expansão do processo de “roedura” do continente iniciado por volta de 1430 com a entrada portuguesa na África.
Adaptado de HERNANDES, Leila L. A África na sala de aula. São Paulo: Selo Negro, 2005.
O chamado processo de “roedura” é uma metáfora utilizada para compreender as relações de dominação entre a Europa e a África. Essas relações estavam ligadas
a) à expansão marítima e comercial europeia que levou os europeus a conquistarem a América e a África no século XV, estabelecendo grandes colônias nesses continentes.
b) a um processo de longa duração, iniciado por volta de 1430 por meio de contatos comerciais, que se tornaram dominação territorial efetiva somente depois de 1885 com a ocupação do continente pelas potências europeias.
c) à longa permanência de colônias europeias na África, colônias essas que se mantiveram mesmo depois das independências da América e foram legalmente reconhecidas pela Conferência de Berlim.
d) à conquista portuguesa do Congo em 1430, o que marcou o início do processo de colonização desse continente pelas potências europeias e levou os europeus a darem continuidade ao processo de expansão marítima e comercial.
e) às discussões seculares sobre a legitimidade da presença imperial europeia na África e que foram regulamentadas apenas na Conferência de Berlim de 1884-1885.
23. (FM Petrópolis RJ/2013) Como consequência da segunda Revolução Industrial, as potências capitalistas necessitavam reorganizar o tempo e o espaço da produção econômica. Precisavam também de minérios e de outras matérias-primas, que não existiam em seus territórios e que eram essenciais à produção de artigos industriais, além de mão de obra barata e de áreas favoráveis ao investimento seguro e lucrativo de seus capitais. Essas necessidades levaram os países capitalistas a desenvolver, na segunda metade do século XIX, uma política de expansão externa que reorientou a história e a geografia contemporâneas.
MELLO, L.; COSTA, L. História Moderna e Contemporânea. São Paulo: Scipione, 1999, p. 204. Adaptado.
A política de expansão externa mencionada refere-se ao
a) globalismo
b) iluminismo
c) imperialismo
d) mercantilismo
e) nacionalismo
24. (PUC RS/2013) Considere as afirmações sobre o Imperialismo e o Neocolonialismo na segunda metade do século XIX e princípio do século XX.
I. A chamada Segunda Revolução Industrial é o fenômeno econômico condicionante do neocolonialismo, à medida que amplia, nos países industrializados, a necessidade de fontes externas de matérias-primas, bem como de novas áreas fornecedoras de mão de obra escrava em larga escala.
II. A descoberta de diamantes no Transvaal (1867) e de ouro e cobre na Rodésia (1889) motivaram os países industrializados da Europa a tentar garantir domínio exclusivo sobre parcelas do continente africano.
III. A Conferência de Berlim (1885-1887), convocada por Otto Von Bismarck, fixou regras para a chamada partilha da África, as quais favoreceram a Alemanha e a Itália recém-unificadas, que assim compensaram seu ingresso tardio na corrida imperialista.
IV. O Japão e os Estados Unidos, como potências não europeias, participaram ativamente da corrida
imperialista, buscando estabelecer áreas de influência colonial ou semicolonial, em guerras contra a Rússia e a Espanha, respectivamente.
Estão corretas somente as afirmativas
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) I, III e IV.
25. (UFPB/2013) No século XIX, a África foi repartida pelas principais nações europeias que formavam os grandes impérios econômicos à época.
Sobre o processo de partilha do continente africano, pode-se afirmar:
I. Obedeceu a interesses de ordem econômica e geopolítica.
II. Justificou a colonização tendo como objetivo escravizar os povos primitivos.
III. Criou novas fronteiras, sem considerar divisões étnicas e culturais.
IV. Instalou em todo o continente a democracia como principal regime político.
Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e II
b) I e III
c) II e III
d) II e IV
e) III e IV
GABARITO
1. (UFPB/2013) No final do século XIX, surgiu na Europa e nos Estados Unidos um movimento de ideias raciais, chamado eugenia, cujo objetivo era promover o melhoramento da espécie humana.
Nesse contexto, identifique as afirmativas corretas, relativas ao ideário eugenista:
I. Afirmava que a hereditariedade define o destino dos indivíduos.
II. Defendia a existência e a preservação das raças miscigenadas.
III. Acreditava que, para resolver as crises sociais, era necessário melhorar a raça.
IV. Condicionava a perfeição humana à eliminação de raças indesejáveis.
Estão corretas apenas:
a) I e II
b) II e III
c) I, II e III
d) I, III e IV
e) II, III e IV
2. (UNESP SP/2013) As redes de comércio, os fortes costeiros, as relações tecidas ao longo dos séculos entre comerciantes europeus e chefes africanos, continuaram a ser o sustentáculo do fornecimento de mercadorias para os europeus, só que agora estas não eram mais pessoas, e sim matérias-primas.
(Marina de Mello e Souza. África e Brasil africano, 2007.)
O texto refere-se à redefinição das relações comerciais entre europeus e africanos, ocorrida quando
a) portugueses e espanhóis libertaram suas colônias africanas e permitiram que elas comercializassem marfim, café e outros produtos livremente com o resto do mundo.
b) norte-americanos passaram a estimular a independência das colônias africanas, para ampliar o mercado consumidor de seus tecidos e produtos alimentícios.
c) ingleses e holandeses estabeleceram amplo comércio escravista entre os dois litorais do Atlântico Sul.
d) ingleses e franceses buscaram resinas, tinturas e outros produtos na África e desestimularam o comércio escravista.
e) portugueses e espanhóis conquistaram e colonizaram as costas leste e oeste da África.
3. (UFU MG/2013) Em 1997 o governo chinês demandou a reintegração de Hong-Kong a seu país. Diante das hesitações de Margareth Thatcher, tentando dilatar a decisão, Deng Xiao Ping lhe disse que recuperariam pela força o território, o que foi suficiente para que a suposta Dama de Ferro devolvesse docilmente Hong-Kong à China.
Disponível em: . Acesso: 9 abr. 2013. (Adaptado).
A ilha de Hong Kong permaneceu sob domínio britânico de 1842 a 1997. As negociações entre Margareth Thatcher e Deng Xiao Ping relacionam-se
a) à expansão geográfica do império britânico na Ásia e à busca da manutenção do controle militar e armamentício da região, até então sob domínio chinês.
b) às conquistas propiciadas pela assinatura do Tratado de Nanquin, que fechou os portos chineses e impediu o livre comércio de ópio em seu território.
c) aos desdobramentos do confronto de interesses comerciais entre chineses e britânicos, que impuseram problemas de ordem econômica e social à China.
d) aos conflitos deflagrados com a revolução chinesa que determinou o combate ao comércio ilegal e expandiu o capitalismo no oriente.
4. (UEFS BA/2013) Com o passar do tempo, os monopólios cresceram demais. Sua produção era tão grande, que os mercados nacionais não conseguiam absorvê-la. As mercadorias encalhavam por falta de compradores. Durante um certo período, ficou muito difícil investir. A produção não poderia aumentar no mesmo ritmo. Operários foram despedidos e salários foram baixados. Algumas empresas e bancos quebraram. De 1873 a 1885, o mundo capitalista passou por crises econômicas. Como sair da crise? (SCHMIDT, 2005, p. 418).
A solução encontrada para a indagação que conclui o texto apresentou-se sob a forma
a) do fortalecimento da livre concorrência entre as nações imperialistas europeias na abordagem dos mercados externos, respeitando-se, no entanto, o direito de uti possidetis.
b) do incentivo à participação popular nos investimentos no mercado de ações, gerando o fenômeno denominado de “capitalismo popular”, fator que se constituiu uma fonte segura de captação de recursos.
c) da política estatal de destruição de máquinas e fechamento de fábricas, especialmente na Inglaterra, com o fenômeno conhecido como “ludismo”.
d) do estabelecimento da política imperialista, da ampliação de práticas de dominação colonial europeia vigentes desde o século XVI, e redefinidas no século XIX, com a garantia da dominação político-militar sobre o controle econômico de áreas extra europeias.
e) da ampliação das rotas internacionais de tráfico de africanos escravizados, que alimentavam também o tráfico de armas e de produtos contrabandeados entre a África, a Ásia e a Europa.
5. (ESCS DF/2014) América Latina, Ásia e África sofreram, sob diversos aspectos e de formas diferenciadas, os efeitos da expansão imperialista ocorrida, sobretudo, a partir da década de 1870, que se materializou, em larga medida, na dominação neocolonial. As disputas imperialistas contribuíram decisivamente para o acirramento da competição entre os países, fato que exerceu importância extraordinária para a eclosão da Grande Guerra (1914–1918). No que concerne a esse processo histórico de amplitude mundial, assinale a opção correta.
a) Enquanto a África foi partilhada entre as grandes potências europeias, que assumiram o controle direto e total das colônias, no Brasil — assim como na América Latina —, a ação do imperialismo voltou-se para lucrativas atividades econômico-financeiras, como empréstimos e investimentos.
b) A disputa por territórios coloniais nos continentes africano, asiático e americano constituiu-se no fator preponderante para acirrar a competição entre as principais potências europeias na passagem do século XIX ao XX, o que levou à Primeira Guerra Mundial.
c) Brasil e Argentina participaram diretamente da Grande Guerra de 1914, enviando combatentes que, incorporados às forças norte-americanas, lutaram contra os chamados impérios centrais – Alemanha, Áustria-Hungria, Turquia e Rússia.
d) Duas vitoriosas revoluções socialistas marcaram o fim da Primeira Guerra Mundial: na velha Rússia dos czares, os bolcheviques conquistaram o poder; na Alemanha, o fracasso militar no conflito abriu o caminho para a ascensão do nazismo.
6. (PUC SP/2014) “O fato maior do século XIX é a criação de uma economia global única, que atinge progressivamente as mais remotas paragens do mundo, uma rede cada vez mais densa de transações econômicas, comunicações e movimentos de bens, dinheiro e pessoas, ligando os países desenvolvidos entre si e ao mundo não desenvolvido.”
Eric Hobsbawm. A era dos Impérios. 1875-1914. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008, p. 95.
O processo histórico descrito no texto corresponde ao
a) avanço da indústria chinesa, que superou a concorrência comercial dos países do Ocidente e passou a monopolizar os mercados consumidores da Europa e da América.
b) estabelecimento de clara hegemonia política e militar soviética, nos tempos da Guerra Fria, sobre o Leste europeu e o Sul e Sudeste do continente asiático.
c) imperialismo norte-americano, que impôs seu domínio econômico-financeiro sobre a América, a Europa Ocidental e parte do continente africano.
d) sucesso das políticas neoliberais de ampliação da produção industrial e dos mercados consumidores, que permitiram o rompimento das barreiras alfandegárias mesmo nos países socialistas da Ásia.
e) expansionismo europeu sobre o Pacífico, a Ásia e a África, que impôs o controle político e comercial de potências ocidentais a diversas partes do mundo.
7. (UEPA/2014) Combatentes hoje vitoriosos da independência, Eu vos saúdo em nome do governo congolês.
(...)
Pois esta independência do Congo, se hoje é proclamada com a concordância da Bélgica, país amigo com quem tratamos de igual para igual, nenhum congolês digno deste nome jamais poderá esquecer, foi conquistada pela luta, uma luta de todos os dias, uma luta ardente e idealista, uma luta na qual não poupamos nem nossas forças, nem nossas privações, nossos sofrimentos, nem nosso sangue.
(...)
Qual foi a nossa sorte durante 80 anos de regime colonial, as nossas feridas estão ainda muito frescas e muito dolorosas para que nós possamos removê-las da nossa memória; nós conhecemos o trabalho exaustivo, exigido em troca de salários que não nos permitiam nem comer para matar a nossa fome, nem nos vestir ou morar decentemente, nem criar nossos filhos como seres amados. Nós conhecemos as ironias, os insultos, as pancadas que devíamos suportar, de manhã, de tarde e de noite, porque éramos negros.
Quem esquecerá que a um negro se dizia “tu”, certamente não como se diz a um amigo, mas porque o respeitável “vous” era reservado somente aos brancos?
Discurso do primeiro presidente congolês Patrice Emery Lumumba. Movimento para a Paz e a Democracia em Angola. Disponível em: www.mpdangola.com, acesso em 09/10/2013.
O discurso do presidente da recém independente República Democrática do Congo e um dos líderes do movimento africano de descolonização assinalou um momento histórico importante de transformação da ordem geopolítica mundial pós-Segunda Guerra. Mas quando da sua vigência, o regime colonialista europeu, adotado na África ao longo do século XIX e das primeiras décadas do século XX, tinha como característica:
a) a exploração da mão de obra de escravos africanos empregados na exploração de minas e nas grandes obras de infraestrutura realizadas para o escoamento de riquezas minerais das colônias africanas.
b) a criação de ligas internacionais de países como a Commonwealth Britânica, que constituía uma expansão da ordem política, econômica e social da Grã-Bretanha para uma escala mundial.
c) um regime de dominação racial pelo qual os brancos europeus garantiam e demonstravam sua pretensa superioridade física e intelectual, tendo em vista a transferência dos territórios africanos ao assentamento de populações europeias, mais aptas.
d) a exploração de recursos naturais e de mão de obra nos territórios coloniais, constituindo a população nativa contingente em condições sociopolíticas inferiores aos cidadãos das metrópoles.
e) a ação coordenada das potências europeias colonialistas na divisão de territórios e na exploração de recursos naturais, o que resultou numa partilha equilibrada dos espaços coloniais, de seus mercados e de suas reservas de mão de obra.
8. (IFSP/2014) “As coisas necessárias à vida faltavam entre os que as produziam; e superabundavam entre os que não as produziam.”
(SCHNERB, R. O século XIX, tomo VI in História Geral das civilizações, vol. XIV. DIFEL.p. 233)
De maneira objetiva, o autor critica
a) o sistema de produção feudal, em que apenas os nobres trabalhavam e guerreavam, mantendo, assim, a estabilidade social.
b) o sistema de produção escravista, presente na América Ibérica, onde os escravos passavam inúmeras privações.
c) o sistema de produção capitalista, em que a burguesia se apropriava das riquezas geradas pelo trabalho do proletariado.
d) o modo de produção asiático, em que as riquezas eram concentradas nas mãos do Estado e não nas dos trabalhadores.
e) o sistema socialista de produção que estabelecia, sem nunca ter conseguido, a igualdade entre os homens.
9. (PUC RS/2014) De 1870 a 1914, o sistema internacional, assim como as estruturas socioeconômicas e políticas internas das principais potências capitalistas conheceram profundas transformações. Entre essas transformações, NÃO se pode apontar
a) o surgimento de novos Estados-Nação.
b) a ampliação de áreas submetidas à colonização.
c) o estabelecimento do sistema de alianças internacionais concorrentes.
d) a aceleração do processo de concentração de capital.
e) o enfraquecimento dos mecanismos de intervenção econômica do Estado.
10. (UERN/2014) “A África não é uma parte histórica do mundo, não oferece qualquer movimento, desenvolvimento ou qualquer progresso histórico próprio. [...] o que entendemos propriamente por África é o espírito sem história, o espírito não desenvolvido, envolto em condições naturais.”
(Wilhelm Friedrich Hegel. Introdução à história da Filosofia in Hegel – Os pensadores. São Paulo; Abril Cultural, 1985. p. 316-392.)
O filósofo Friedrich Hegel (1770-1831) expressa de forma radical uma concepção sobre a África que
a) justificava as práticas imperialistas que surgiram a partir de então, com a missão primordial de diminuir a distância cultural entre as nações.
b) confirmava a hipótese do surgimento do homem no continente africano, embora salientasse sua dependência cultural em relação à Europa.
c) contradizia as teorias do Darwinismo Social, que defendia, entre outros aspectos, a ideia da seleção natural e do evolucionismo equitativo entre os povos.
d) reforçava a visão das nações europeias que desde o século XVI já se consideravam superiores culturalmente em relação às demais nações e sociedades humanas.
11. (UFU MG/2014) Pouco antes de a Guerra Civil quase dividir os EUA em dois, o Exército imperial da Rússia enfrentou os Exércitos aliados da Grã-Bretanha, França e Império Otomano nos campos de batalha da Península da Crimeia, naquela que se tornou a primeira guerra moderna. Os campos de batalha da Crimeia testemunharam um terrível fato: 25 mil britânicos, 100 mil franceses e um milhão de russos morreram. A carnificina só não foi maior porque os avanços na área militar não haviam chegado para todas as partes do conflito. Este confronto também foi o primeiro a ser coberto em tempo real pelos jornalistas, que enviavam suas informações por telégrafo para Londres, Berlim e Paris. E as notícias não chegavam apenas em palavras, mas também em imagens pelas fotografias de Roger Fenton. Hoje, a Crimeia, península ao sul da Ucrânia, retorna ao noticiário.
GROLL, Elias; FRANKEL, Rebecca. “Era uma vez a Guerra da Crimeia”. Jornal Estado de São Paulo.
Disponível em:. Acesso em: 18 mar. 2014. (Adaptado)
A Guerra da Crimeia, ocorrida entre os anos de 1854 e 1856, marca o momento de tensões e mudanças internas dentro do sistema de relações internacionais entre as grandes potências europeias, acentuadas nos Bálcãs e no Oriente a partir do desmembramento do império turco-otomano. Sua definição enquanto “guerra moderna” deriva, entre outras coisas,
a) do processo de expansão da segunda revolução industrial e suas consequências no campo político, bélico e de comunicação.
b) do uso de diversas técnicas de guerra usadas pelos aliados franceses e britânicos, tais como a blitzkrieg e tecnologias aéreas.
c) do caráter geral do conflito, envolvendo diversas potências mundiais por questões imperialistas, fato que não voltará a ocorrer até 1939.
d) do caráter embrionário da polarização ideológica entre potências capitalistas e o Império Russo, já influenciado pelo ideário marxista.
12. (ENEM/2014) Três décadas — de 1884 a 1914 — separam o século XIX — que terminou com a corrida dos países europeus para a África e com o surgimento dos movimentos de unificação nacional na Europa — do século XX, que começou com a Primeira Guerra Mundial. É o período do Imperialismo, da quietude estagnante na Europa e dos acontecimentos empolgantes na Ásia e na África.
ARENDT, H. As origens do totalitarismo. São Paulo: Cia. das Letras, 2012.
O processo histórico citado contribuiu para a eclosão da Primeira Grande Guerra na medida em que
a) difundiu as teorias socialistas.
b) acirrou as disputas territoriais.
c) superou as crises econômicas.
d) multiplicou os conflitos religiosos.
e) conteve os sentimentos xenófobos.
13. (CEFET MG/2015) “Ontem estive no East-End (bairro operário de Londres) e assisti a uma assembleia de desempregados. Ao ouvir ali discursos exaltados, cuja nota dominante era: pão! pão!, e ao refletir, de regresso a casa, sobre o que tinha ouvido, convenci-me, mais do que nunca, da importância do imperialismo... A ideia que acalento representa a solução do problema social: para salvar os 40 milhões de habitantes do Reino Unido de uma mortífera guerra civil, nós, os políticos coloniais, devemos apoderar-nos de novos territórios; para eles enviaremos o excedente de população e neles encontraremos novos mercados para os produtos das nossas fábricas e das nossas minas. O império, sempre o tenho dito, é uma questão de estômago. Se quereis evitar a guerra civil, deveis tornar-vos imperialistas.”
Cecil Rhodes apud CATANI, Afrânio Mendes. O que é Imperialismo. São Paulo: Brasiliense, 1982, p. 36.
Cecil Rhodes foi um personagem influente para a consolidação do projeto imperialista britânico. Com base nesse texto, é correto afirmar que
a) a pressão exercida pelos sindicatos ingleses garantiu direitos aos trabalhadores africanos.
b) a redução das fontes de matérias primas estagnou o processo de industrialização britânico.
c) a expansão das grandes empresas em regiões africanas contou com o apoio militar estatal.
d) a ampliação dos mercados consumidores conduziu a uma crise industrial frente ao aumento da demanda.
14. (Fac. Direito de Franca SP/2015) “Este período é obviamente a era de um novo tipo de império, o colonial. A supremacia econômica e militar dos países capitalistas há muito não era seriamente ameaçada, mas não houvera nenhuma tentativa sistemática de traduzi-la em conquista formal, anexação e administração entre o final do século XVIII e o último quartel do XIX. Isso se deu entre 1880 e 1914, e a maior parte do mundo, à exceção da Europa e das Américas, foi formalmente dividida em territórios sob governo direto ou sob dominação política indireta de um ou outro Estado de um pequeno grupo: principalmente Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Holanda, Bélgica, EUA e Japão.”
Eric Hobsbawm. A era dos impérios. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008, p. 88. Adaptado.
O texto caracteriza
a) o imperialismo, que se expressa na conquista portuguesa e espanhola do litoral africano e de grande parte da América Central e do Sul.
b) a guerra fria, que pode ser demonstrada na influência dos países da Europa ocidental e central sobre a região do Pacífico e o Norte da África.
c) o imperialismo, que pode ser exemplificado no domínio belga sobre o Congo e na influência norte-americana em Cuba.
d) a guerra fria, que se manifesta na hegemonia norte-americana sobre a Europa ocidental e a América Latina.
e) o imperialismo, que se revela nos conflitos entre franceses e britânicos pelo controle colonial da América do Norte.
15. (UNIOESTE PR/2013) “[...] Entre 1880 e 1914, a maior parte do mundo, à exceção da Europa e das Américas, foi formalmente dividida em territórios sob governo direto ou sob dominação política indireta de um ou outro Estado de um pequeno grupo: principalmente Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Holanda, Bélgica, EUA e Japão.[...]”
Texto adaptado de HOBSBAWM, Eric. J. A Era dos Impérios. 1875-1914. 10ª edição. São Paulo: Paz e Terra, 2006. p.88.
Considerando o fragmento acima, com relação ao imperialismo, fenômeno que ocorreu entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do XX, é correto afirmar que
a) a expansão imperialista empreendida por países como a Grã-Bretanha, França e Alemanha está relacionada à busca por novos mercados e à crença na superioridade cultural e racial dos europeus.
b) a expansão imperialista da segunda metade do século XIX e primeira metade do século XX, não está relacionada à rivalidade entre várias economias industriais concorrentes.
c) a expansão imperialista empreendida por alguns países europeus, os EUA e o Japão resultou no estabelecimento de relações igualitárias entre metrópoles e povos dependentes.
d) a expansão imperialista empreendida por países como a Grã-Bretanha, França e Alemanha está relacionada unicamente à busca de novos mercados, pois as teorias raciais somente foram elaboradas e colocadas em prática na África do Sul, durante o regime do Apartheid.
e) embora historiadores como Eric Hobsbawm usem o termo “imperialismo” para se referirem à divisão da África por países europeus como Grã-Bretanha, Alemanha, Itália e França, nenhum dos governantes destes países se autodenominavam “imperadores”.
16. (UESPI/2014) A expansão das potências imperialistas, a partir do século XIX, trouxe várias transformações ao mundo contemporâneo.
Entre os principais acontecimentos, podemos destacar, EXCETO,
a) as potências imperialistas, através da neocolonização, conquistaram pontos estratégicos para o estabelecimento de bases militares.
b) o capitalismo – a partir das conquistas imperialistas – encontrou mercados consumidores de manufaturas e produtores de matérias-primas para seus produtos.
c) o conflito bélico iniciado em 1914, conhecida como de 2ª Guerra Mundial, foi um reflexo direto das disputas imperialistas por mercado e por domínio político e econômico.
d) a 1ª Guerra Mundial teve, entre outros fatores, a disputa ocorrida entre os países industrializados por mercados consumidores e produtores de matéria-prima, acentuando a polarização entre Inglaterra e Alemanha.
e) a expansão imperialista, promovida a partir do final do século XIX, avançou o domínio capitalista principalmente entre os países do continente africano e asiático, além de intensificar o domínio sobre a América Latina.
17. (UNICAMP SP/2015) O relato a seguir é parte da biografia de um homem que passou sua infância no atual Mali.
Em novembro de 1918, a África, como a metrópole, festejou o fim da Grande Guerra Mundial e a vitória da França e seus aliados (…). Estávamos orgulhosos do papel desempenhado pelos soldados africanos na frente de batalha. (…) Os sobreviventes que voltaram em 1918- 1919 foram a causa de um novo fenômeno social que influiu na evolução da mentalidade nativa. Estou falando do fim do mito do homem branco como ser invencível e sem defeitos.
(Amadou Hampâté Bâ, Amkoullel, o menino fula. São Paulo: Palas Athena/Casa das Áfricas, 2003, p. 312-313.)
Considerando o relato acima, é correto afirmar que
a) a presença dos soldados africanos contribuiu para construir uma identidade africana sustentada nos princípios bélicos do imperialismo europeu.
b) a presença de soldados africanos nos conflitos contribuiu para o questionamento do mito da superioridade do homem branco.
c) o autor, ao apresentar a fragilidade do homem branco, instaurou um discurso inverso de superioridade dos africanos.
d) o autor, ao apresentar o norte da África como parte da França, exaltou o projeto imperialista francês e suas estratégias de integração cultural.
18. (UNIMONTES MG/2015) Acerca do domínio britânico sobre o subcontinente indiano, marque com a letra C (CORRETA) ou com a letra I (INCORRETA) cada uma das afirmativas.
(__) Entre o final do século XVIII e início do XIX, os ingleses intensificaram seu controle na região, impondo aos nativos uma administração britânica.
(__) A introdução de novas estruturas econômicas afetou profundamente os costumes locais, destruindo a tradicional indústria têxtil indiana, que foi incapaz de concorrer com a produção inglesa de tecidos de algodão.
(__) Os ingleses introduziram o ópio na Índia, durante o seu domínio, levando a disseminação do vício entre os indianos, ocasionando, assim, a chamada Guerra do Ópio em 1841.
A sequência CORRETA é
a) C, I, I.
b) C, C, I.
c) I, I, C.
d) I, C, C.
19. (UFAM/2015) O Imperialismo do século XIX é alvo de grandes discussões entre historiadores desde a época em que o processo estava ocorrendo. As discussões entre os autores a respeito da natureza deste Imperialismo estão longe de se encerrar, tantos são os pontos de vista, quase sempre contrários e contraditórios. Aqui, numa tentativa de simplificar a questão, podemos dividir esses autores em dois grupos: aqueles que interpretam o Imperialismo como decorrente das forças econômicas do momento e aqueles que procuram vê-lo sob uma dimensão política. No primeiro caso – Imperialismo econômico – alinham-se liberais e marxistas, embora suas análises apresentem divergências claras. Nesse grupo encontra-se Lênin, grande teórico do marxismo, que acredita ser o Imperialismo a fase monopolista do Capitalismo. Isto porque este fenômeno engloba as seguintes características fundamentais:
I. Concentração da produção e do capital, atingindo um grau de desenvolvimento tão elevado que origina os monopólios, cujo papel é decisivo na vida econômica;
II. Fusão do capital bancário e do capital industrial e criação, com base nesse capital financeiro, de uma oligarquia financeira.
III. Formação de uniões internacionais monopolistas de capitais que partilham o mundo entre si.
IV. Termo de partilha territorial do planeta entre as maiores potências capitalistas.
Assinale a alternativa correta:
a) Somente as características I e II estão corretas.
b) Somente as características II e III estão corretas.
c) Somente as características III e IV estão corretas.
d) Todas as características estão corretas.
e) Todas as características estão erradas.
20. (Fac. Direito de Franca SP/2013) "No início do século XIX, o que a França e a Inglaterra, os dois países que estavam à frente da construção do moderno sistema capitalista, queriam da África era basicamente matérias-primas e mercados consumidores para os produtos que sua indústria produzia."
Marina de Mello e Souza. África e Brasil africano. São Paulo: Ática, 2007, p. 148
O efeito do interesse de países europeus, como França e Inglaterra, em relação à África originou
a) uma nova rede de comércio entre os dois continentes, que envolvia mercadorias como algodão e tinturas, e, posteriormente, a colonização europeia da África.
b) o abandono das possessões coloniais europeias no Sul e Sudoeste da Ásia e a imediata independência das colônias portuguesas e espanholas remanescentes no litoral atlântico da África.
c) a ocupação militar por tropas europeias do Oriente Médio e do Norte da África, áreas de exploração de petróleo, e, posteriormente, o domínio franco-britânico sobre as rotas de especiarias.
d) uma agressiva política de conquista de terras no Centro da África e a imediata descolonização dos territórios do litoral atlântico do continente.
e) o explícito apoio diplomático franco-britânico à independência das colônias belgas e italianas na África e, posteriormente, inúmeros conflitos entre potências europeias pelo controle do continente africano.
21. (G1) A reação à presença inglesa na Índia pelos soldados nacionalistas hindus, é conhecida como:
a) Revolta dos Cipaios.
b) Rebelião dos Boers.
c) Guerra dos Boxers.
d) Terror Branco.
e) Conferência de Berlim.
22. (COSEAC/2016) A Revolta dos Cipaios (1857) foi o primeiro movimento nacionalista indiano. Os Cipaios eram:
a) um corpo militar formado por hindus, que se rebelaram contra os ingleses.
b) soldados ingleses radicados no território indiano que se rebelaram e massacraram 2.000 mulheres e crianças indianas.
c) uma minoria indiana que se rebelou e massacrou hindus e ingleses.
d) muçulmanos que se rebelaram contra hindus que defendiam os interesses ingleses.
e) hindus que se rebelaram contra muçulmanos que defendiam interesses ingleses.
23. Qual a nomenclatura dada a rebelião ocorrida na China em 1900, desencadeada pelos chineses nacionalistas radicais (punhos fechados) que se opunham ao domínio estrangeiro da China?
a) Rebelião dos Bôeres
b) Rebelião dos Boxers
c) Guerra do Ópio
d) Rebelião dos Cipaios
e) Rebelião de Hong Kong
24. (Cesgranrio) A Primeira Guerra do Ópio (1840-1842) teve como uma de suas consequências:
a) a maior penetração do imperialismo inglês na China;
b) fechamento dos portos da China ao comércio ocidental;
c) a eliminação da influência colonialista francesa na China;
d) a queda do sistema de mandarinato na China;
e) a instituição de um governo republicano na China.
25. (UEL/2017) Sobre o processo histórico da denominada Guerra do Ópio, ocorrida na China, em 1841, assinale a alternativa correta.
a) Os Estados Unidos da América iniciaram a expansão para o Oriente, comercializando o ópio monopolizado pelos chineses, o que provocou uma guerra entre eles, encerrada com o acordo de divisão igualitária das cotas comerciais.
b) O Japão, em suas conquistas imperialistas no continente asiático, travou uma guerra com a China pelo domínio do comércio do ópio na região; nesse processo, estabeleceram o Tratado de Pequim, no qual Hong Kong passou ao domínio japonês.
c) O império russo, parceiro da China no comércio do ópio, transportava-o para os portos de Xangai com maior agilidade e altas taxas aduaneiras, o que fez com que exigisse a franquia desse produto.
d) A Inglaterra, que dominava a comercialização do ópio na China, impôs aos chineses uma indenização por eles terem, a pretexto de proteger a saúde de sua população, confiscado e destruído uma grande carga de ópio.
e) A França teve uma de suas colônias, o Afeganistão, como um grande produtor de ópio e concorrente comercial dos chineses, que monopolizavam essa atividade com elevados lucros; visando quebrar tal monopólio, os franceses bloquearam os portos chineses.

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